História Irresistível - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Ecchi, Hentai, Jeongguk, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Romance, Suga, Yaoi
Visualizações 2.203
Palavras 3.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁÁÁÁÁ, MEUS AMOOOOOOOREEEESSS.... UNNIE NA AREA, YO!!

Como vcs estão? Sentiram a minha falta? Nossa, eu senti mto a de vcs :'D
Me desculpem por demorar tanto para postar e ainda vir num horário bem fdp, mas tudo tem uma explicação.
Eu fiquei FUCKINGS 3 DIAS sem internet. Aconteceu um problema com o pagamento da minha fibra e suspenderam o serviço. Tive que pagar FUCKINGS 300 REAIS para conseguir pedir o religue, que ainda demorou quase dois dias. Ou seja, me atrasou em tudo. Tanto em questão do meu serviço, como da fic tbm ¬¬*

Em outras palavras, me fodeu!

Mas, enfim, o problema já foi resolvido e aqui estamos, com mais um cap de Irresistível \o/
Além disso, hj eu fui "gentilmente convidada" a ir em uma festa de familia e voltei uma da manhã, com umas cervejas a mais na kbça, e por isso to postando essa hora. Desculpem! :'(

Mais uma vez, obg por todos os favoritos e comentários lindos que me enviam. Sério, ando chateada por nao conseguir responder, mas com essa falta de internet ficou impossivel. Mas, como sempre, eu leio todos com mto carinho e amo de paixão tdos vcs! <3

Bom, agora vamos ao que interessa. O que acharam do cap anterior?
MANUELA E NAMJOON PEGANDO JÃO CU E CLARA NO FLAGRA. Quer dizer, quase no flagra kkkkkkk
Adorei escrever essa cena e agora sim eu acho que a Manu é mto louca HUAHUAHUAHUAHUA

A propósito, o que o menino Biscoito tanto esconde, olhando essas mensagens no celular?
Tá mto estranho, né?!

Bom, não vou falar mais pq to com sono e vcs querem ler cap novo, né?! xD
Espero que gostem >______<

BJOKAS *3*

Capítulo 36 - É sério isso?!


Fanfic / Fanfiction Irresistível - Capítulo 36 - É sério isso?!

E o que seria apenas um almoço, se transformou em jantar. Assim como o que deveria ser um momento apenas para nós dois, se tornou praticamente um encontro duplo. Pois, depois do “flagra” e a óbvia curiosidade da minha amiga em conhecer Jungkook melhor, não teve justificativa – e ser vivente - que lhe fizesse sair de dentro de casa, e, bom, acabou que agora estamos os quatro preparando alguns petiscos e separando as cervejas para assistir ‘Show me the Money’. Um programa musical que os garotos adoram, principalmente Namjoon, cujo o foco é revelar um novo talento no rap.

Nos acomodamos ao redor da mesinha de centro, onde colocamos os petiscos e bebidas, e então Manuela liga a TV e põe no canal da Mnet. Namjoon, mostrando ser um fã assíduo do programa, conta como os times têm se enfrentado ao longo das últimas semanas e como todos os rappers convidados são bons, com grandes chances de ganhar. Apesar de não entender muito, eu acompanho e elejo um tal de Zico como o meu favorito. Gostei dele.

Ao longo do programa, Manuela faz seu interrogatório em Jungkook. Penso em interferir, mas como percebo que ele não se incomoda com o lado intrometido da minha amiga, apenas sorrio e deixo que conversem. Até porque, assim como antes, não haverá justificativas ou ser vivente que fará com que ela pare de falar. Bem, contanto que não passe dos limites, tudo ficará certo – eu acho.

Namjoon e eu, vibrados na televisão, acompanhamos cada rapper fazer sua apresentação. E assim que o episódio termina, já estou louca para assistir o próximo. Gostei e gostei muito! O Zico é incrível e os outros participantes também, não é à toa que Namjoon disse que todos têm grandes chances de ganhar; antes que eu perceba, estamos em um debate sobre qual time é melhor e o que o episódio seguinte nos aguarda. Mas, tal como nossa conversa começou, é encerrada pelas duas pessoas que passaram o programa inteiro conversando. Ou melhor, minha amiga perguntando e Jungkook respondendo. Um verdadeiro interrogatório.

- Acho que você já ficou tempo demais o meu Nammie, não é, querida?! – Manu diz, agarrando-se ao braço do garoto, que somente ri e retribui o gesto.

- Estava esperando você terminar o dossiê do Jungkook. Anotou tudo, minha flor?

Os meninos riem diante os nossos apelidos “carinhosos”.

- Bom, como o programa já acabou e eu, finalmente, conheci o famoso ‘aluno de ouro’ dos terceiros anos... – minha amiga levanta e arrasta Namjoon consigo – Está mais do que na hora de eu ter um momento com o Nammie. À sós.

- Engraçado que você não teve esse mesmo pensamento ao entrar aqui sem qualquer aviso e ver o que não deveria.

- Nem me lembre! – faz uma careta – Mas foi um sacrifício necessário, pois, foi a única maneira de conhecer o Jungkook. Porque eu sei como você é, Clara, e se eu não fizesse algo jamais falaria com ele.

- E precisava ter feito justamente isso? Custava enviar uma mensagem?

E lá vamos nós para mais uma discussão boba em portunhol para saber quem está certa. Isso até Namjoon pegar minha amiga nos braços e levá-la em direção ao corredor, terminando com todos os argumentos e minutos inúteis que teríamos perdido. Eu o agradeço mentalmente. Afinal, apesar de gostar dessas nossas briguinhas e achar engraçado, sei que Manuela consegue ser insuportável quando quer mostrar que está com a razão.

Sozinhos, Jungkook e eu nos observamos. E, sem precisar de mais do que um olhar seu, me aproximo e beijo sua boca. Ele me retribui de bom grado e eu não posso ficar mais feliz.

Não posso negar. Adoro os seus beijos.

Eu o adoro!

- Quer ajuda para limpar essa bagunça? – ele pergunta.

- Aceito. E se fizer tudo direitinho... – percorro seu maxilar definido com o dedo, do jeito que sei que gosta – Vou levá-lo para conhecer um lugar muito especial.

- Ah, é?! E posso saber que lugar especial é esse?

Como a felina que sou, me aproximo outra vez e, dando-lhe um selar no canto dos lábios, sussurro:

- O meu quarto.

Meu coelhinho sorri e morde o lábio, me provocando.

- Vou adorar...! – diz.

- Então, vamos terminar isso rápido.

Começamos a organizar a bagunça que fizemos com as garrafas e pacotes de salgadinhos, além dos pratos que usamos para a batata frita e os snacks de algas – que, particularmente, eu adoro. Deixamos as garrafas e os saquinhos em caixas ao lado da porta da área dos fundos, onde separamos o lixo reciclável, e largamos as louças dentro da pia. Amanhã tiramos no jokenpô para decidir quem irá lavar.

Com tudo pronto, pego a mão do meu garoto e lançando um sorriso sugestivo, guio-o em direção ao corredor. Meu coração, inesperadamente, acelera. É a primeira vez em três anos que levo um homem para o meu quarto. Um homem por quem nutro sentimentos e, também pela primeira vez em tanto tempo, quero e estou correspondendo sem amarras.

Abro a porta e faço um gesto para que Jungkook entre primeiro. Percebo que analisa ao redor, como se quisesse descobrir mais sobre mim, e somente observo-o. Fecho a porta para ficarmos mais à vontade e não esqueço de passar a chave, para evitar que aquilo aconteça de novo. Já basta uma vez.

- Não imaginei que o seu quarto fosse assim – comenta.

- Não?! E como imaginou que fosse?

- Para ser sincero, não sei – sorri – Só é... Diferente do que pensei.

Kookie continua seu “tour” por meu quarto. Olha as prateleiras repletas de livros, as fotos de minha família e amigos, meus diplomas. Cada canto é analisado por si, mas, não me incomodo. Da mesma forma que abriu a porta de sua casa e deixou que eu conhecesse mais de sua vida, eu quero que faça o mesmo. Quero que conheça a Clara fora do colégio e do título de professora de literatura ocidental. Apenas a Clara.

- Apesar de ser diferente do que eu imaginava, posso vê-la em cada pedaço desse quarto – diz, virando-se para mim – A propósito, ele tem o seu cheiro.

- Deveria ter mesmo. Afinal, eu durmo aqui.

Jungkook sorri e nega com a cabeça a minha falta de romantismo. Dou de ombros, querendo ser a fria Clara de sempre, mas, basta olhar para os seus olhos escuros e toda a minha pose de durona se esvai num segundo.

Querendo seu contato, me aproximo de maneira insinuante e enlaço seu pescoço, deixando nossas bocas perto o suficiente para sentir o calor uma da outra. Nos encaramos por um instante. Instante esse que parece uma eternidade. E sabendo exatamente o que desejo, Jungkook morde meu lábio inferior e murmura:

- Sabe que não podemos fazer barulho, não é?! Eles estão no quarto ao lado.

- Ótimo! Assim vou descontar todas as noites que fui obrigada a escutá-los farreando.

Sorrio divertida e Kookie também, mas seu sorriso logo dá lugar a uma expressão séria. E segurando meu queixo entre os dedos, esfrega os lábios contra os meus e diz:

- Eu não quero que nenhum outro homem escute os seus gemidos, noona. Somente eu posso ouvi-los e provocá-los. Somente eu.

Minhas pernas amolecem perante suas palavras. Minha vagina se lubrifica ainda mais.

Oh, céus! Oh, céus! Qual o poder desse garoto?

- O que acha de provocá-los e ouvi-los agora? – eu sugiro, disposta a tudo – Ligue o som e coloque uma música. Assim disfarçamos.

- Perfeito.

Ele se afasta e faz o que propus. A música que surge é ‘Amor Completo’, da cantora Mon Laferte. Uma das tantas cantoras que Manuela me pede para ouvir e que acabo gostando; em um volume aceitável, a melodia preenche o quarto e torna tudo mais sensual. Sinto-me envolver e, apesar de não entender a letra, Jungkook também parece curtir.

- O que acha de misturarmos nossos cheiros na sua cama? – propõe.

Sua voz rouca, embargada em desejo, só falta me fazer perder o ar.   

Eu quero e como quero. E que se dane quem estiver por perto.

Ah, minha amiga.... Você tinha razão. É impossível resistir.

Rendida aos seus encantos, entrego-me e permito que faça o que quiser. Jungkook me prende em seus braços fortes e me beija com devoção. Eu estremeço, quente, receptiva. Sua língua ávida brinca dentro da minha boca, me faz beber do seu sabor, enquanto passa as mãos em minha pele e meus dedos embrenham-se entre os fios de seus cabelos castanhos.

Sem tirar os lábios dos meus, me guia à passos cegos e decididos, e antes que eu perceba estou deitada na cama. O peso do seu corpo musculoso me prensa contra o colchão e sou incapaz de conter um gemido ao sentir sua dureza palpitar, roçando descaradamente no meu púbis. E eu gemo. Gemo deleitosa e ansiando por mais. Por mais dele, por mais de nós.

Assim como diz a música que embala momento: “você pode fazer o que quiser de mim”.

Jungkook pode fazer o que quiser comigo e eu estou disposta a fazer o que quiser com ele.

Tudo o que quisermos fazer.

- Levante os braços – ele sussurra e eu o faço.

A regata que uso não demora a encontrar o chão e o sutiã também. Sem perder tempo, meu garoto leva a boca até o bico rijo do meu seio e o chupa. Eu ofego, excitada com o toque quente de sua língua no meu mamilo sensível. Ele o lambe, suga, mordisca, e me leva as nuvens; com a mesma dedicação, captura o outro bico e o acaricia com os lábios e a língua. Mama com tanto gosto que sinto como se pudesse gozar apenas com isso.

Ajoelhando-se ao meu lado no colchão, Jungkook tira a minha calça lentamente e, meu desespero é tanto, que levo as mãos até a calcinha para arrancá-la eu mesma. Porém, o garoto me detém e com um sorriso sapeca que deixa todas as suas intenções visíveis, aproxima a boca da minha e sopra:

- Shhh... Deixe-me cuidar de você, noona...

Se antes eu estava molhada, agora estou embebida em tesão. Gotejando para ele.

Suas mãos fortes seguram as laterais da minha calcinha e a desliza até a metade das minhas coxas. Com os olhos escuros cravados aos meus e a sensualidade que me tira dos eixos, Kookie chupa dois de seus dedos, umedece-os, e enfia ambos no centro do meu prazer. Eu arquejo, ensandecida com as sensações que me proporciona. Intensas, fogosas, alucinantes.

Ainda com o olhar negro em mim, Jungkook me masturba, enterra seus dedos em minha fenda e grunhe a cada vez que meu interior pulsa satisfeito com suas carícias tão íntimas. Eu, tomada pelo tesão e querendo que sinta tudo o que sinto, não faço cerimônia para puxar o zíper da calça e meter a mão dentro da boxer, agarrando seu pau deliciosamente pronto para mim. Pronto para me fazer sua, para me desfrutar como eu o desfruto.

Nos acariciamos. Nos seduzimos. E quando mais nenhum de nós pode suportar o desejo que corre latente em nossas veias, nos deixamos levar. Jungkook despe-se e seu membro salta aos meus olhos. Afasto as pernas o máximo que posso e, depois de esfregar algumas vezes a glande em meu clitóris mais do que sensível, me penetra com uma estocada certeira e só o que faço é gemer e exigir toda a sua paixão.

Do jeito que fizemos no sofá, nos deleitamos, nos adoramos. Os movimentos de seus quadris me empurram para baixo e a pressão que seu pênis faz ao entrar e sair da minha vagina é extasiante. Nossas bocas se encontram com as amantes que são, e nos embriagamos com os gemidos do mais puro prazer.

E é assim que chegamos ao orgasmo. Enterrando-se em mim com força, Jungkook goza e acabo por vir junto. Nossos fluídos se unem e ambos nos entregamos ao êxtase. Como sempre, o sexo entre nós é explosivo e maravilhoso.

- Você está bem? – pergunta e eu sorrio, consentindo.  

Fazendo um esforço descomunal, me estico até a gaveta do criado-mudo e pego alguns lenços de papel. Depois de nos limparmos, Jungkook deita ao meu lado com o rosto apoiado em uma das mãos enquanto passa a outra em minha cintura, num carinho sutil.

Perdida no mar profundo que são os seus olhos, me esgueiro até estar praticamente colada em seu peito e, sentindo a necessidade de tê-lo ao meu lado por mais tempo, lhe peço em um murmúrio tímido:

- Fica comigo esta noite.

Surpreso com o meu pedido, Kookie me encara por uns segundos. Contudo, logo abre um sorriso e beija a minha testa com delicadeza.

- Claro que fico.  

Sou eu quem sorrio e me aperto em seus braços, buscando aconchego. Ficamos entre chamegos e beijos por um tempo, mas cansados, acabamos adormecendo.

Acordo no meio da madrugada morrendo de vontade de ir ao banheiro, consequência das tantas garrafas de cerveja que tomamos. Com cuidado para não acordar Jungkook, afasto o seu braço para o lado e saio da cama calmamente. Pego uma blusa comprida qualquer no armário só para não sair nua e vou rumo ao lugar que preciso ir.

Logo que saio e passo ao lado da porta de Manuela, escuto a TV ligada e não posso deixar de rir. Ao que parece, minha amiga e seu garoto aproveitaram tanto quanto nós; depois de esvaziar a bexiga e aproveitar para tomar um copo d’água, volto para o quarto e encontro Kookie na mesma posição. Tão lindo, que tenho vontade de devorá-lo com beijos. Há meses atrás, sequer passaria pela minha cabeça trazer um homem para cá e agora um garoto - meu aluno, ainda por cima - é quem dorme serenamente ao meu lado.

Inevitavelmente, eu sorrio. Quem diria...

Me permito observá-lo mais um pouco, mas sentindo o corpo clamar por descanso, me enfio debaixo do edredom e trago seu braço de volta para a minha cintura, que aperta num reflexo, fazendo-me sorrir outra vez. Esse é zeloso até dormindo.

Exausta, ajeito a cabeça no traveseiro e fecho os olhos, esperando o sono vir. Porém, ao invés disso, é o barulho de um celular apitando que me atinge e desperta subitamente. Olho ao redor tentando identificar de onde está vindo o som e reparo ser da jaqueta do Jungkook jogada sobre a minha mesa. É o seu celular.

Penso em ignorar, mas súbito lembro de como ele ficou verificando disfarçadamente o aparelho ao longo do dia e o meu lado desconfiado acaba falando mais alto. Eu sei que não deveria fazer o que estou prestes a fazer, afinal, é algo muito indiscreto da minha parte. Invasão de privacidade, sem sombra de dúvida. No entanto, estou tão cismada com essas mensagens que Kookie anda recebendo desde aquele dia no hospital, que sou incapaz de segurar a curiosa que mora em mim. Algo me diz que não se trata apenas de trabalho do colégio. Definitivamente, é algo muito além disso.

Tal como fiz para ir ao banheiro, saio com cuidado – redobrado – para não despertá-lo e, pé ante pé, me aproximo da mesa e pego o seu celular de dentro do bolso da jaqueta. O visor brilhando indica que uma mensagem realmente chegou. Encaro o aparelho em minha mão por uns segundos e depois o garoto que dorme tranquilamente na cama.

- Eu devo mesmo fazer isso? – questiono a mim mesma, incerta.

É errado. Sim, muito errado.

Mas a curiosidade me corrói por dentro.

Respiro fundo, tomando coragem e passando por cima dos meus princípios, e deslizo o dedo para conferir sua caixa de entrada no Kakao. Contudo, para a minha surpresa e como se fosse um sinal do universo para que eu não cometa essa bobagem, o aparelho está bloqueado com senha. Novamente, encaro-o em minha mão e a consciência da besteira que estava prestes a cometer cai sobre os meus ombros.

- Que idiotice você pretendia fazer, Clara? – suspiro, frustrada.

Sentindo-me mal por ultrapassar a linha que diversas me comprometi a não ultrapassar, devolvo o aparelho ao bolso da jaqueta e volto para a cama. Uma vez deitada ao lado do meu garoto, observo-o um instante e outro suspiro me escapa. Se Jungkook não tornou a falar sobre essas mensagens ou demonstrou que recebê-las lhe incomoda, significa que não há nada demais por detrás delas e que só o que eu posso – e devo – fazer é acreditar nisso.

Mais exausta do que antes, me aninho em seus braços e permito-me adormecer apreciando o seu cheiro tão forte e reconfortante.

O final de semana passa em um piscar de olhos e a segunda-feira logo chega. É hora de voltar ao trabalho. Depois de três dias de suspensão, não faço a mais vaga ideia de como agir ao retornar e defrontar os demais professores e, pior, a diretora. Mas seguindo o conselho da minha amiga e repleta de uma felicidade que não sentia há tempos por ter passado dois dias maravilhosos na companhia de Jungkook, sem preocupações ou responsabilidades, vou tranquila e seja o que o tiver de ser.

Ao adentrar no prédio do colégio, é inevitável não receber os olhares curiosos dos alunos que circulam pelos corredores, porém, apenas cumprimento a todos como se nada tivesse acontecido e sigo direto para a sala dos diretores, onde olhares piores me aguardam.

Paro diante a porta da sala dos professores e respiro fundo. Aqui vamos nós! Entro e, como presumi, todos se voltam para mim. Apesar de desconfortável com a atenção exagerada que recebo, dou bom dia a todos como faria normalmente e vou para a minha mesa, à fim de organizar os materiais que preciso para as aulas de hoje.

Jackson, até então em sua mesa no fundo da sala, abeira-se de onde estou e pergunta num tom ameno:

- Você está bem, Clara?

- Sim, eu estou. Não se preocupe.

Ofereço-lhe um sorriso para comprovar o que digo e ele parece se contentar. Sentando na cadeira ao meu lado, Jackson se inclina para ficar um pouco mais perto e murmura:

- Me desculpe por não ter feito nada. Sinceramente, acho que foi demais o que fizeram contigo, mas, você sabe como as coisas funcionam por aqui. Embora eu tenha sido contra, os demais concordaram e não teve muito o que se fazer.

- Fique tranquilo, Jackson. Eu entendo perfeitamente que passei dos limites e mereci essa penalidade. O importante é que tudo se “resolveu”.

- Sim, sim – sorri fraco e, jogando a franja loura para o lado, diz – A propósito, o Yoongi voltou a frequentar as aulas. Tivemos uma conversa longa com ele durante os dias em que não esteve aqui e ele, aparentemente, compreendeu que o que está fazendo é errado.

Consinto. O menino havia me comentado sobre essa “conversa”.

- Que bom! Espero que ele continue vindo e se esforçando.

- Todos esperamos, apesar de não parecer.

Mais uma vez concordo, ainda que não tenha qualquer confiança de que isso seja verdade.

O sinal toca, anunciando a primeira aula. E eu, enfim, retorno a minha vida normal.

Durante a semana, foco tanto em meu trabalho, que mal vejo os dias passando e a sexta-feira logo chega. Apesar dos olhares ainda tortos dos outros professores e da diretora, e o clima estranho que persiste, as coisas andam normalmente e não tenho do que reclamar. Afinal, tenho seus olhares tortos, mas não tocamos mais no assunto. Melhor assim.

Jungkook e eu continuamos no sistema de nos ignorarmos, mas, quando esbarramos nos corredores ou na sala de aula, percebo que seus olhos carregam divertimento pelo o que compartilhamos e todos os segredos que escondemos do mundo. Mantemos nossos títulos de professora-aluno dentro do colégio, porém, fora dele, somos verdadeiros amantes.

Dei por encerrada aquela cisma com as mensagens que ele estava recebendo. Se vamos mesmo continuar levando isso à frente, tenho que aprender a respeitar o seu espaço e confiar que contará o que lhe esteja incomodando ou se há algo errado. Ficar presumindo ou duvidando não me levará a lugar algum.

Quando o período finalmente termina e todos os alunos saem das classes, vou para a sala dos professores, pois uma pilha de atividades para corrigir me aguardam; tendo um copo de café como companheiro e a caneta vermelha como extensão da mão, me ponho a trabalhar e sequer dou importância para os colegas professores que, apesar de não ver, sei que me espiam vez ou outra. Como se eu fosse – e talvez eu realmente seja – a ‘ovelha negra’ do corpo docente.

De tão concentrada, só percebo o celular vibrar ao esbarrar sem querer nele. Pego para checar do que se trata e franzo o cenho ao perceber que é um número desconhecido. Abro a mensagem que recebi no Kakao e quase caio da cadeira ao ler.  

“Acha mesmo que ele gosta de você? Não seja ridícula! Ele está aos amassos na sala de aula nesse exato momento, enquanto você se ilude nesse conto de fadas barato”

Pasma, encaro o visor, considerando que possa ter sido um erro de destinatário. Mas ao reler e reler a mensagem, fica óbvio que foi endereçada a mim.  

- Mas, que porra é essa? – sussurro em português para que não entendam.

Ainda sem acreditar que alguém possa ter enviado isso, olho fixamente para o aparelho em minha mão e toda a desconfiança que me esforcei para reprimir, vem à tona como um soco. De supetão, eu levanto, e saio da sala dos professores rumo ao andar dos terceiros anos. Mais especificamente, a sala do Terceiro A.

Com o estômago revirando e o sangue subindo como lava, subo as escadas o mais depressa possível, mas, ao colocar os pés no terceiro andar, me contenho. Se for verdade ou não, tenho que ter calma e não agir precipitadamente.

Então, eu respiro. Respiro fundo uma, duas, três... Quinze vezes. Me esgueiro até a porta da classe do Terceiro A lentamente, com o coração batendo desenfreado dentro do peito, e espio através do pequeno vidro e a imagem que vejo me faz segurar no batente da porta para não ir ao chão, de tão moles que minhas pernas ficam.

Sinceramente, eu queria que fosse mentira. Que aquela mensagem não passasse de uma brincadeira de mal gosto, mas, com o que presencio, está mais do que comprovado que não é. Além disso, eu esperava qualquer pessoa. Talvez Soo Yun ou alguma das outras meninas que vivem ao seu encalço. Qualquer pessoa! Só o que eu não esperava era encontrar Jungkook aos beijos com, ninguém mais e ninguém menos, do que Kim Taehyung.

É sério isso?!


Notas Finais


Boatos dizem que da fruta que a Clara gosta, Jão Cu já chupou até o caroço xD

-------------------------------------------

Hora das divulgações da Unnie *____*

Fic da ~Derlanysouza
https://spiritfanfics.com/historia/a-love-in-korea-9616971

Fic da ~Writerlu_
https://spiritfanfics.com/historia/tempo-9979809

----------------------------------------

Me sigam no Twitter >____<

https://twitter.com/peppergabriela7


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...