História Irresistível Paixão - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Vegeta
Tags Bulma, Dragon Ball, Romance, Vegeta
Exibições 140
Palavras 1.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - Capítulo 21


Bulma passou o resto da semana aturdida. Aparentemente, havia uma fonte inesgotável de problemas que ela deveria enfrentar. Os convites para o baile de gala, que precisavam ser enviados imediatamente, voltaram da gráfica com um erro de digitação. /a reimpressão custou uma pequena fortuna e, ao olhar para o produto final, era evidente a ausência da informação de que haveria um leilão. Ela esperava que ninguém mais notasse, mas sabia que todos perceberiam.
             Freeza estava certo a respeito de uma coisa: tentar fazer o trabalho do pai e promover um evento de prestígio ao mesmo tempo era uma carga pesada para ela. Lidar com fornecedores, empresas de locação, de som, publicitários e produtores de filmagem exigia muito tempo. E quanto mais as demandas aumentavam e o evento se aproximava, ela começou a contar cada vez mais com Videl. Felizmente, a moça abraçou a responsabilidade extra.
            Bulma estava tão distraída com o trabalho e os acontecimentos entre ela e Vegeta que quase se esqueceu do perigo que estava correndo.
            Até que o tenente Krilin ligou para ela uma vez mais.
            Ela e Vegeta tinham acabado de entrar na cobertura depois de participarem da abertura de uma galeria ao final da noite quando o telefone tocou. Logo que ouviu a voz do tenente Krilin, o medo regressou. Vívido e intenso.
            -- Não se preocupe -- o tenente a tranquilizou -- Só quero verificar se está tudo bem. Você viu alguma coisa diferente nos últimos dias? Vegeta está com você?
            Bulma sentiu certo alívio enquanto se sentava no sofá.
            -- Sim, ele está. E não, de fato não vi nada de incomum.
            -- Posso falar com ele um pouco?
            Bulma chamou Vegeta.
            -- Krilin quer falar com você.
            Quando Vegeta pegou o telefone, Bulma o observou, ansiosa. Não fazia a menor ideia do que os dois estavam falando, tudo o que pôde ouvir foram as respostas curtas de Vegeta. Ele desligou o telefone e ela ficou frustrada quando ele não lhe contou uma palavra sequer.
             -- Algum problema? -- perguntou ela.
             Ele balançou a cabeça.
             -- E então, sobre o que vocês falaram?
             Vegeta deu de ombros e começou a andar pelo corredor. Ela correu atrás dele.
             -- Me conta! -- ela exigiu, agarrando-o pelo braço. Sentiu a espessura e o calor do pulso de Vegeta e lembrou-se do que sentiu quando seu corpo entrava em contato com o dele.
             Quando ele olhou para a mão que o segurava, ela puxou o braço de volta, mas entrou na frente dele, bloqueando sua passagem para o quarto.
              -- Não esconda as coisas de mim -- pediu ela, sem rodeios -- Prefiro encarar as notícias,por piores que elas sejam, a ter de lidar com o que a minha imaginação produz.
              Vegeta a olhou antes de falar.
              -- A única coisa que eles sabem é que as vítimas foram mortas pela mesma pessoa. Eles têm amostras de DNA, fibras de cabelo encontradas nas cenas dos crimes e fragmentos de pele que estavam sob as unhas das vítimas. Isso é tudo. Fora isso, nenhuma outra pista. Nenhum suspeito. Nenhum motivo aparente.
               Bulma apoiou os quadris e os ombros na parede. Sentiu-se muito mal ao imaginar suas amigas arranhando o assassino. E o fato da polícia não ter obtido muito progresso nas investigações era assustador. Lá no fundo de sua imaginação, ela supunha que os policiais estavam coletando pistas que no final faziam algum sentido.
                -- Não acredito que não encontraram nada --  lamentou ela, olhando para o belo carpete felpudo do corredor. Bulma fez movimentos circulares com a ponta do salto, formando as imagem de uma meia-lua na superfície lisa do tapete de cor creme. Era uma tentativa de evitar olhar nos olhos de Vegeta e de encarar a dura realidade sobre qual eles estavam conversando, mas evitar tocar no assunto só funcionava antes -- Eles procuraram o suficiente?
                -- Krilin tem uma boa reputação e sei que ele conduz o trabalho e a equipe com muita disciplina. O maldito que matou aquelas mulheres só pode ter tido muita sorte.
                -- Ou ele sabe o que está fazendo.
                -- Ele é um amador -- a voz de Vegeta soou severa.
                Bulma contraiu o corpo, pensando nas fotos do corpo de Vados.
                -- O que te faz pensar assim?
                Como Vegeta não respondeu, ela olhou para ele.
                -- Você tem certeza que quer falar sobre isso? -- perguntou ele com certa rispidez.
                -- Eu perguntei, não? -- Bulma rebateu a pergunta com uma dose de orgulho que despontou em meio ao medo. Não queria que Vegeta pensasse que ela era incapaz de discutir racionalmente algo que afetava a vida dela. Ao mesmo tempo, começou a sentir o estômago revirar com náuseas.
                Vegeta ainda não tinha respondido e ela sentia seu corpo congelar.
                -- Fala comigo, pelo amor de Kami! Essa rotina de esfinge está me dando nos nervos.
                Vegeta sorriu levemente.
                -- Pedi a Krilin para investigar e procurar qualquer vínculo entre os maridos das mulheres que estão naquele artigo. Ele disse que, com exceção do vínculo social, aparentemente eles não tem nada em comum. Fiquei surpreso.
                -- Então, o que você acha? Por que isso está acontecendo?
                Uma pergunta pairava no ar.  Por que eu?
                -- É pessoal. O vínculo entre vocês, não entre os maridos. Olha, tudo o que posso te dizer é que Krilin está fazendo o que pode com o que ele tem. Ele é um excelente policial. No final, alguma coisa vai aparecer. Com certeza.
                -- Mais o que vai acontecer até lá? Quantas de nós vão....
                Bulma não conseguia pronunciar a palavra que estava dando voltas em sua cabeça. A morte nunca foi algo difícil sobre o qual falar, mas era quase impossível dizer a palavra morte quando o assunto era ela mesma.
                Bulma envolveu a caixa torácica com os próprios braços, sentindo falta da segurança que ela tinha vivenciado nos últimos dias.
                -- Bulma, olhe para mim.
                Ela levantou a cabeça.
                -- Você me contratou para protegê-la -- ela assentiu quando ele fez uma pausa -- E é isso que eu vou fazer.
                -- Espero que sim. Por Kami, eu realmente espero que sim.
                -- Não espere -- disse ele -- Acredite.
                Bulma olhou nos olhos de Vegeta e viu autoconfiança, poder e controle. Ao que tudo indicava, havia uma promessa de que a confiança nele seria recompensada.
                Vegeta estendeu a mão em direção a ela, em um gesto inesperado.
                -- Vamos para a cama.
                Bulma arregalou os olhos, mas depois percebeu que ele não estava falando sobre sexo. A intenção despretensiosa das palavras dele era de incentivá-la a descansar.
                 Ela segurou a mão de Vegeta, sentindo os dedos fortes e quentes dele envolverem os seus. Os dois caminharam juntos pelo corredor até chegarem ao quarto dele. Em seguida, Vegeta permaneceu em silêncio e a deixou.
                 Bulma vestiu uma camisola e estava deitada na cama, com a luz apagada, quando ouviu Vegeta indo para o banheiro. O som da água corrente foi breve e quase silencioso. Alguns minutos depois, ele apareceu na porta de seu quarto.
                 -- Vegeta?
                 -- Sim? -- a voz dele soou suave em meio à escuridão.
                 -- Estou feliz por você está aqui.
                 Em seguida, houve um silêncio e Bulma imaginou que Vegeta tinha voltado para o quarto dele.
                 -- Eu também -- respondeu ele, com a voz baixa.
                 Surpresa com a resposta, ela virou-se na cama, mas descobriu que já estava sozinha.
                 Horas mais tarde, ela continuava acordada. Sentindo claustrofobia em meio a tantos travesseiros e edredons, ela pegou o diário e uma caneta e foi para a sala de estar. Ao passar pela porta do quarto de Vegeta, viu que a luz estava apagada.
                 Sentou-se no sofá, cruzou as duas pernas, mas se percebeu pensando em vez de escrever. Quando Vegeta tinha estendido a mão pata tocá-la, ela ficara surpresa e, ao se lembrar da sensação do toque da mão dele, Bulma pensou nas outras coisas que ele havia feito e que também tinham sido inesperadas.
                  Na manhã seguinte, depois de voltarem da cobertura dela após uma pesada sessão de corrida, ela demorou para sair do chuveiro. Correu para cozinha para dizer a Vegeta que era a vez dele de preparar o café. Mas ele entregou uma xícara quente na mão dela e apontou para um prato de torradas que havia preparado para ela.
                  Bulma ficou perplexa.
                  -- É comida -- lançou ele --- Pode ser que não reconheça porque você não comeu muito na semana passada.
                  -- Claro que comi. Eu....
                  -- Aquela salada de ontem à noite não conta. Você está perdendo peso e não pode se dar a esse luxo agora.
                  Bulma olhou para seu corpo. Vegeta estava certo. As saias dela estavam um pouco mais frouxas na cintura.
                  -- Coma -- ele empurrou o prato com torradas na direção dela. Bulma pegou uma fatia e percebeu que estava coberta com geleia de morango -- Faz anos que não como torrada com geleia de morango.
                   Assim  que comeu alguns pedaços, seu apetite voltou. Depois de quatro torradas e de terminar o café, Bulma suspirou. Estava passando por estresse há tanto tempo que tinha se esquecido até mesmo de se alimentar.
                   Lembrou-se de olhar para Vegeta. Durante todo o tempo em que estava comendo, ele ficou de pé no balcão, com os braços cruzados, observando-a.
                   -- Gostaria de te agradecer por isso -- disse ela com certo tom de ironia. -- Se você permitir.
                   Vegeta deu de ombros, mas como não houve nenhum comentário por parte dele, Bulma sorriu.
                    -- Então.... Muito obrigada.
                    Os olhos penetrantes de Vegeta cintilaram diante do prato vazio.
                    -- Só estou cuidando de minha cliente.
                    Bulma sorriu ao se lembrar da imagem dele em sua memória. A ideia dele fazer o tipo acanhado era incongruente, mas era o que parecia. A simples gratidão que ela sentiu diante do gesto dele tinha sido algo difícil para ele aceitar, mas Vegeta também não tinha recusado a demonstração dela.
                     Era um sinal de progresso, pensou Bulma. Bem como o gesto dele estendendo a mão para tocá-la na noite anterior. Mais um progresso em relação a quê?
                     Ao coração dela. Ela queria mais dele. Desejava-o por inteiro.
                     E o desejo tornava-se cada vez mais forte quando ela passou a conhecê-lo melhor.


Notas Finais


Então é isso lindas. Beijos e até!


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