História Is in the details - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Mary Winchester, Sam Winchester
Tags Destiel, Mary Cupida, Marystiel É O Caralho, Otplindoecheroso, S12, Supernatural
Exibições 409
Palavras 2.069
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


🚨ALERTA DE SPOILER ALERTA DE SPOILER ALERTA DE SPOILER🚨
CONTÉM SPOILERS DO 11X23 E DO PRIMEIRO EPISÓDIO DA SEASON 12!

Agora sim! Haha
Oiiiin, amiguinhos!
Como ceis tão?
Adivinhem quem assistiu o 12x01 na sexta e teve idéias pra fic? Hein? Hein?
Siiim, a Beaaaa!
Uhuuuul! 🎉🎉
Então, eu surtei (juro que só um pouquinho) com as ceninhas Destiel desse EP, principalmente o abraço de polvo que o Cas deu no Dean ❤ e precisava escrever um pouquinho.
Não sei se é, provavelmente sim, cedo demais pra fic da season 12 sendo que muita gente ainda não viu, mas, enfim... Haha
Era pra ser uma oneshot e acabar nesse capítulo mesmo, mas a Millena, vulgo, irmã mais má do mundo, não ficou muito feliz e pediu uma continuação. E como ela pediu com jeitinho (ameaçando meu estômago a ficar vazio, sim, a doida ameaçou a me deixar sem comida se eu não parasse de fogo na raba e escrevesse mais) eu tive que atender.
Essa é a minha primeira fic com mais de um capítulo, então, desculpem se ficar cansativa. Okay?
Fiquem com o capítulo e leiam as notas finais.
Nos vemos lá ⤵

Capítulo 1 - Conselho de mãe


Fanfic / Fanfiction Is in the details - Capítulo 1 - Conselho de mãe

Por que ainda estava lá?
Era uma pergunta incessante na cabeça de Castiel.
Fazia minutos desde que resolvera sair de seu quarto e caminhar pelo bunker no intuito de verificar se estava tudo bem.
Era essa mesma a intenção? Apenas constatar que não havia nenhum perigo rondando os corredores do velho esconderijo? Então por que não continuara andando? Por que dera apenas alguns passos e parara ali, justamente frente aquela porta?
O anjo encontrava-se encostado no canto da parede, seus olhos perdidos na pequena fresta que lhe dava visão parcial do interior do quarto.
Mal podia acreditar que ele estava lá. Dean Winchester. Mal podia acreditar que o Winchester mais velho estava vivo. Vivo!
A expressão serena e relaxada seria capaz de enganar qualquer um. Quem o visse dormindo daquela forma tão despreocupada, jamais imaginaria que embaixo de seu travesseiro havia uma arma pronta para disparar contra qualquer ameaça que rompesse aquela porta sorrateiramente no meio da noite, o que podia certamente acontecer. Mas Castiel não se enganava. Dean era um poço sem fundo de mágoas, tristezas e angústias acumuladas. Carregava para si um fardo pesado demais para qualquer ser humano comum.
Dean Winchester carregava o mundo em suas costas sozinho e ás vezes parecia não se importar com isso. Parecia não pesar nada, embora o anjo o conhecesse o bastante para saber a verdade por trás das piadas que ele não compreendia e do sarcasmo exagerado. Ali havia um homem destruído pelo tempo e pela vida. As desgraças pareciam cerca-lo. Quando não estava na estrada caçando alguma criatura, estava salvando o mundo. Sempre se sacrificando e se deixando não em segundo, mas em último plano.
Quanto tempo ao certo havia se passado desde que chegara até ali? Por que diabos não conseguia desviar o olhar do rapaz loiro sobre a cama? A última pergunta tinha uma resposta clara: Castiel sentia sua falta. Dean estava ali agora, mas o anjo pensara que nunca mais veria o caçador outra vez.
Quando o viu desaparecer naquele cemitério naquele dia, o dia da batalha final, jurava que nunca mais o encontraria de novo. Dean carregava em si milhões e milhões de almas, todas alojadas em seu peito como uma bomba relógio. Bastava um toque de dedos que explodiria como se não fosse nada. Mais uma vez ele se sacrificaria pelo mundo. Dessa vez para sempre. O anjo sentia seu peito contrair com a lembrança. Haviam sido horas difíceis naquele bar esperando por algum resultado. Quando finalmente obtiveram, todos estavam felizes e aliviados, o mundo não acabaria, não naquele momento. Todos. Menos Sam e Castiel. Havia o alivio de saber que aquele não era o fim, mas havia uma dor ainda maior por terem perdido novamente alguém importante.
A expressão do anjo mantinha-se impassível, mas ele sentia todo corpo, agora seu, arrepiar-se com as memórias. Depois de tudo aquilo, era difícil de acreditar que Dean estava vivo. Não só isso, tinha também alguém importante de volta junto a ele, Mary Campbell Winchester, sua mãe.
Um sorriso curto surgia ao pensar nisso. Depois de anos, longos anos, Dean tinha de volta quem mais lhe fazia falta. Agora Dean tinha alguém para olhar por ele.
Provavelmente após encontrarem Sam, eles seriam enfim a família feliz que nunca puderam ser. Castiel cuidaria para que fosse assim. Eles mereciam um pouco de paz, e a voz da mãe podia significar isso.
Outro sorriso fraco aparecia em seus lábios ao lembrar da forma como Dean olhava para a mulher mais cedo. Por mais que não deixasse transparecer, Cas sabia o quanto o outro estava feliz, e aquilo era tudo o que importava.
— Você gosta muito dele, não é? – A voz feminina rompeu todos os pensamentos do anjo e fez seu corpo tremer.
Mary percebeu isso.
— Oh, desculpe por te assustar! Não era minha intenção.
— N-Não, está tudo bem! – O anjo dizia enquanto encostava levemente a porta para não acordar o caçador. — Eu... Eu só vim conferir se estava tudo bem. – Tentou se explicar.
A loira deixou escapar um riso baixo ao perceber a falta de jeito do outro.
— Agora se me der licença... – O moreno estava um pouco envergonhado por ter sido flagrado observando seu protegido.
— Ei, espere! – A mulher impediu que Castiel desse um passo quando segurou seu braço.
— Algum problema?
— Não, nenhum. – Parecia buscar as palavras certas a dizer. — Ahn, Castiel, não é?
— Sim, isso.
— Dean me disse que vocês são amigos, certo?
— Sim. É, somos.
— Como vocês se conheceram? – A voz de ambos era quase como sussurros.
— Bom – Buscou a forma certa de reponde-la. — Digamos que Dean teve que tomar certas decisões que tiveram consequências nada boas. E eu fui destinado a ajuda-lo.
Mary sorriu com a forma com que o anjo falava do filho. Por mais simples que soavam as palavras, era impossível não notar o carinho com que Castiel falava dele.
— Então podemos dizer que você é... – Pensou por um instante. — o anjo do meu filho? – Riu com a colocação.
— É, digamos que sim. – Sentia que tinha algo a mais na frase dita pela mulher a sua frente, mas não compreendia o que. — Acho que pode-se dizer que sim.
Mary sorriu.
— Eu dizia que anjos olhavam por ele, vejo que estava certa afinal. – Cas franziu o cenho.
— Como?
— Castiel... Você o conhece bem, não é? – Castiel entortou de leve o pescoço.
— Sim. Acho que sim.
Mary suspirou por um segundo.
— Me diz... Cas – Lembrou do apelido que ouvira o filho falar. — Como é o Dean?
— Como? – O anjo entortou novamente o pescoço, o que fez a loira rir de leve.
— Como ele é, a pessoa. – Castiel parecia ainda não ter entendido. — Sabe, quando eu... morri, o Dean era uma criança pequena. – Engoliu em seco. — Agora eu voltei, e encontrei um homem formado. Eu não vi o Sammy dar seu primeiro passo ou dizer a primeira palavra. Não vi o primeiro dia de aula de nenhum dos dois, ou os levei pro futebol. Não vi meus filhos virarem adolescentes, se apaixonarem pela primeira vez ou brigarem na escola. Não conheci suas primeiras namoradas ou os ajudei a dar o nó na gravata pra irem pro seu primeiro baile. Não pude estar em sua formatura e nem vê-los tornando-se os homens que são hoje. – Deu uma pausa sentindo a garganta seca e seu olhos cheios de lágrimas. — Meus filhos são como desconhecidos pra mim, Cas. – Os olhos da mulher encontraram os azuis e o anjo pode notar toda a tristeza por trás deles. Aqueles olhos que lembravam tanto os de Dean...
Castiel não sabia o que fazer ou dizer.
— Me diz, Cas, como o Dean é? – Pediu. Seu indicador limpava as lágrimas no canto dos olhos.
O anjo respirou fundo, como se tentasse encontrar as coisas certas a dizer.
— O Dean é um ser humano como jamais vi em todos os meus anos de existência. – Começou. — Um bom, não, o melhor homem que já encontrei! Tem uma alma tão pura e tão rara, mesmo que ele não entenda isso. É capaz de dar a vida por cada uma das pessoas importantes pra ele. Se sacrifica sem pensar duas vezes. E não hesita em ajudar as pessoas, sejam elas quem forem. – A mulher sorria com a maneira como Castiel se referia a seu filho. — Ele sempre cuidou do Sam, e o protegeu com sua própria via. Caiu. Errou. Pecou. Mas mesmo assim sua alma se mantém pura. Dean é um ser humano diferente. Superior. Possui uma bondade maior do que a de muitos anjos. – Sorriu ao terminar. — Seu filho é motivo de orgulho!
Mary observava cada detalhe do anjo ao falar de Dean. Podia não conhece-lo, podia não saber nada sobre ele ou sobre a amizade dos dois, mas sabia que o anjo estava sendo sincero. O anjo falava de Dean com um carinho diferente na voz, algo parecido com...
— Castiel, você gosta muito dele, não é?
— Sim. – Respondeu sem precisar pensar. — Dean e eu somos... er, bons amigos.
— Tem certeza que são só isso? Bons amigos?
Castiel franziu o cenho.
— Sim? – Respondeu, não entendendo ao certo o que ela queria dizer. — Sim. Tenho certeza que Dean e eu somos bons amigos.
— Só isso? – Castiel estava ainda mais confuso.
— Não entendi onde pretende chegar. Acha que Dean e eu não somos amigos? – Perguntou tentando entender.
— Não, de forma alguma. O que eu quero dizer é que... Você nunca parou pra pensar que talvez o que tenha entre vocês seja algo além disso?
— Além?
— Sim... – Okay, aquele anjo era bem lento. — Tipo, algo como o que John e eu sentíamos um pelo outro.
— Oh! – Agora parecia entender onde Mary estava querendo chegar. — Está insinuando que Dean e eu...
— Ei, calma, Castiel! – Riu da vermelhidão tomando conta do rosto do ser de sobretudo. — Não estou insinuando nada. Eu só acho que mesmo que nunca tenham pensado nisso, talvez, tenha algo a mais entre vocês que ainda não descobriram ou então ainda não assumiram pra si mesmos.
— Não. Acho que você está enganada. – Sentia seu rosto esquentar cada vez mais. — Dean jamais sentiria "algo a mais" por mim. – Fez aspas com os dedos.
— Ah, é? Por que?
— Porque somos amigos. Apenas isso. – Passou a mão no rosto, um gesto totalmente humano. — Além do mais, olha pra mim, estou num receptáculo masculino, Dean nunca sentiria "algo a mais" por um homem.
Mary riu da afirmação. Castiel não conseguia dizer ser impossível por parte dele, mas sim por Dean. Aquilo era quase como entregar sem perceber o que realmente sentia.
— Você é um anjo, não é? – Castiel concordou. — Anjos até onde eu saiba não possuem gênero. E mais, sabe o que eu acho? Eu acho que o amor não escolhe homem ou mulher, só acontece. – Sorriu. — Além do mais, não pense que não reparei a forma com que vocês se abraçaram logo que se encontraram. Vocês sentem falta um do outro.
Castiel não sabia o que responder. Permaneceu paralisado e com a boca entreaberta.
— Nossa! Acho que já está meio tarde. Vou voltar para o meu quarto! – Sorriu. — Pensa no que eu disse. – Voltou a falar. — Ouve o que ele – tocou o peito do anjo, referindo-se ao coração – tem a dizer. – E saiu caminhando no longo corredor do bunker em direção a porta próxima dali.
Castiel pode ouvir ela dizer baixinho antes de adentrar o cômodo:
— Meu filho tem um anjo só pra ele!
E sentiu seu rosto ferver novamente.
Será que havia alguma possibilidade dela estar certa? Será que havia mesmo algo não dito entre eles? Era isso aquela sensação de conforto que sentia perto de Dean? Era por isso que sentiu aquela pontada no peito quando o caçador disse que eram irmãos?
Deu mais alguns passos e empurrou com cuidado a porta do quarto, observando que Dean ainda dormia mesmo com os ruídos vindos da conversa que tivera a pouco.
A sensação de paz por saber que tinha o Winchester ali tão próximo tinha a ver com o "algo a mais" que Mary havia dito?
Suspirou.
Okay, ele deveria parar de pensar sobre isso. Não era certo, era impossível!
— Dean me mataria se soubesse que tive esses pensamentos! – Disse em um sussurro antes de, com ainda mais cuidado, fechar a porta de novo e voltar para seu quarto.
Não deixaria de pensar nisso tão cedo!

Assim que a porta fora encostada, Dean sentou-se na cama passando a mão por seu rosto em seguida.
— Droga, mãe!
Como Mary havia percebido algo que Dean escondia tão bem? Estava tão na cara assim o que Dean sentia pelo anjo?
Tudo o que conseguia pensar era nas palavras ditas pela mãe. Seria possível que o anjo sentisse algo por ele? Algo parecido com o que ele mesmo sentia?
Ótimo! Como voltaria a dormir agora?
Passou a mão pelo rosto novamente, bufando em seguida.
Seria uma longa noite!


Notas Finais


Então, vão ser três capítulos e eu vou postar o próximo provavelmente na segunda, mas pode ser que eu apareça antes. Quem sabe...
Maaas...
JÁ TENHO ELA TODA TERMINADA!
haha

Agora sim, aviso dado!
O que acharam?
Vocês curtiram?
Antes da premiere vi vários comentários sobre um envolvimento romântico entre o Cas e a Mary, e eu só queria dizer que 🌼 A ÚNICA RELAÇÃO QUE IMAGINO ENTRE OS DOIS É A DE GENRO E SOGRA. 🌼
Huehuehu
Okay, falei demais u.u
Me digam se curtiram.
Beijos e até semana que vem!
❤🌈


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