Hist√≥ria Is It Love? G. ūüíĆ - Cap√≠tulo 8


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Categorias Originais
Tags Gabriel, Gabriel Simons, Game, Is It Love, Jogo, Matt Ortega, Otome
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Palavras 2.207
Terminada N√£o
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
G√™neros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tô demorando muito pra postar novos caps, eu sei, mas a minha vida tá uma loucura, mal tô com tempo pra respirar, então tô escrevendo a história devagar... Sorry!
Tentarei ir mais rápido, sério.
Beijocas e espero que gostem, comentem, favoritem etc

PS: VOCES VIRAM QUE SAIU A VERSAO COLIN EM PORTUGUÊS??? baixei hoje.

Capítulo 8 - Cielo Club


Fanfic / Fanfiction Is It Love? G. 💌 - Cap√≠tulo 8 - Cielo Club

Quase fujo do escritório assim que o Gabriel me libera. Com certeza, depois dessa, não é só o Matt quem está me achando uma louca... Guardo minhas coisas e pego a bolsa onde é Cristal está, não quero cruzar com ele novamente.

Uma vez fora do prédio eu finalmente consigo recuperar meu fôlego! Ahhh, o que foi que aconteceu lá dentro?? Me sinto tão vulnerável quando estamos juntos e principalmente quando estamos a sós, sinto como se alguma coisa muito errada pudesse acontecer a qualquer instante. Como sou idiota! O Gabriel me toca e o meu coração dispara. Ah, mas por que ele tem que ficar pegando nas pessoas? Será que ele faz isso para me destabilizar? Será que ele faz isso com todo mundo? Merda! Esses questionamentos me irritam tanto!

Quando deixo minha bolsa sobre o sofá da sala, sinto que não tenho forças pra mais nada, me sinto exausta! Espero realmente que dias assim não sejam muito frequentes.

Deito a Cristal em sua caminha e coloco o cobertor por cima dela para mantê-la aquecida. No caminho de casa, passei no veterinário e ele disse pra deixá-la em jejum mais essa noite e, se ela vomitar de novo, é pra eu colocar um remédio na sua água. Ele receitou uma marca específica de ração para ela e disse que não posso em hipótese alguma deixar a Cristal comer gordura trans.

Apoiada na janela do quarto, mais uma vez, eu não consigo não pensar no Gabriel e em seus comentários estranhos. Certamente ele domina a arte de cobrir seus próprios rastros. Com ele eu nunca tenho certeza de nada, não tenho como saber se o que ele fala tem algo a mais ou não. Você tá imaginando coisas, Michelle. Talvez fosse melhor eu contratar um intérprete para poder iluminar a minha mente e talvez assim eu conseguisse entendê-lo. Ou talvez eu que seja uma burra que vê coisas onde não tem, que se autoilude. Respiro fundo e solto todo o ar do meu peito bem devagar. Uma lágrima escorre do meu olho. Como eu gostaria de poder conversar com você... Como eu gostaria de te ligar. Ouvir sua voz. Pedir seus tão bons conselhos. Ela era tão sábia. Tão... Segura de si e de tudo ao seu redor. Nós éramos muito próximas. Era minha melhor amiga, minha única e mais íntima confidente. Agora ela se foi, se foi e deixou um buraco no meu peito. Um vazio enorme na qual eu não tenho esperança alguma de se preenchido. Seria mais fácil seguir o conselho das pessoas que me disseram que ela está comigo dentro do meu coração e realmente ela está, mas isso só não basta porque no final são só lembranças de uma época feliz da minha vida. A verdade é que eu só queria poder encontrá-la uma última vez. Ela nos deixou devido a um câncer fulminante há quase seis anos, mas eu tenho a impressão de que tudo aconteceu ontem. Eu ainda consigo a ver lutando naquele quarto frio de hospital até o fim, sem fraquejar por nenhum segundo. Sempre me ensinando o significado da palavra "coragem", sempre lutando por mim e pelo Noah. Isso tudo mesmo com os médicos dizendo que suas chances eram mínimas. Quando ela me deu a notícia, eu estava voltando da faculdade. Ela estava sentada na sala, com o olhar perdido no vazio. Depois tudo só piorou. Dizer que ela levou isso sozinha... Ela só nos contou apenas um ano de acontecer, mas ela já sabia bem antes. E o meu pai... Que ódio! A deixou sozinha para viver suas aventuras com aquela vaca da minha madrasta. Nunca vou conseguir perdoa-lo de verdade pelo seu egoísmo. Por ter nos traído dessa maneira. Eu quis largar tudo, trancar a faculdade para passar todo o tempo com ela, assim como ela ficou comigo e com meu irmãozinho, mas quem disse que eu pude!? Mesmo nos seus últimos dias, em momento algum ela abaixou a cabeça, em momento algum deixou de estar motivada. "Que saudade, mamis. Quero ligar para ela agora. Será que está tudo bem com ela? O que será que ela está fazendo? Como eu gostaria de compartilhar toda essa situação com ela, meu novo emprego, meus novos amigos, minha nova vida... Rir com ela. Com meu pai não é nada menos que complicado. Ele nunca foi presente nas nossas vidas nem quando éramos crianças, imagina agora que eu e o Noah já somos independentes... Enfim, vamos seguir em frente. Isso que eu tenho que fazer. De fato eu esperava encontrar alguém em Nova York, fazer amigos e ter um namorado para... Vocês sabem... Desestressar. E eu sabia que isso não aconteceria de uma hora para a outra, mas é que... Tô me sentindo tão só nesse lugar. Não que a minha vida fosse muito boa antes, mas... Claro que se eu puder evitar que meu namorado e meu gerente sejam a mesma pessoa, vai ser ótimo.

Saio dos meus sonhos com o toque do meu celular. Falando do diabo...

"Excelente trabalho hoje! Descanse amanhã de manhã. Beijos! G."

Não me sinto abalada com o seu "beijos" , mas estou muito aliviada por poder tirar a minha manhã e dormir até tarde!

Cheguei ao escritório no começo da tarde, o horário que eu estaria voltando do almoço. A Cristal estava melhor hoje, por isso a deixei sozinha em casa. O Matt não estava em sua mesa, então fui até a cafeteria e quem eu encontro?

- Oi.

- Oi. - Colin. Tensa, caminho rapidamente até a máquina e fico esperando essa porcaria funcionar, aperto o botão várias vezes sem parar.

Essa merda dos infernos não libera minha bebida! Me seguro ao máximo para conter meu nervosismo e não soltar um palavrão, mas isso me parece praticamente impossível. Colin se aproxima e dá um murro na lateral. A cafeteira faz um barulho estranho e finalmente funciona.

- Prontinho, ela é um pouco rebelde. - posso sentir um sorriso em seus lábios, mas não ouso encará-lo para verificar.

- Ah, obrigada, você viu o... - ele já se foi.

Surpreende-me que o Colin não tenha feito nenhum comentário depreciativo sobre nosso último encontro e o lance do bolo. Na verdade, ele foi quase simpático comigo.

- Ei! - uma voz feminina fala de trás.

- Oi, Lisa! Tudo bem? - eu nem tinha visto que ela estava na sala.

- Tudo e você? Está gostando do trabalho?

- Bom, eu estou me habituando aos poucos, né...

- Não se preocupe, logo logo você vai estar completamente adaptada. Tenho certeza!

- É... A empresa é um verdadeiro império, né? Meu trabalho já parece enorme, mas sinto que não é nada além da pontinha de um iceberg. - faço sinal de pouquinho com a mão.

- Verdade! O senhor Carter conseguiu desenvolver essa empresa em um nível impressionante, isso em poucos anos.

- Senhor Carter, né? Na verdade eu não sei nadinha sobre ele.

- Ninguém sabe muito sobre ele, ele é visto como um deus por aqui. Nunca o vemos, apenas sentimos o rastro de sua sombra em todos os lugares. - isso me arrepia.

- Caramba! Dá até um certo medo falando assim.

Lisa sorri pra mim. Certamente deve me achar uma boba. - Você tem alguma coisa para fazer hoje a noite?

- Bom... Eu não conheço muitos lugares para ir nem pessoas bacanas. Além dos meus colegas de trabalho, claro. - mais uma vez eu vejo a Lisa sorrindo para mim.

- Hoje a noite tem um show de uns amigos do Matt, você quer ir com a gente ?

- Com certeza! - não penso duas vezes antes de responder. - Vai ser ótimo depois dessa semana maluca.

- Maravilha! Vai ser muito legal!

- Preciso ir pro batente agora, Lisa. A gente se vê mais tarde no show.

- Ah tudo bem, Mi... Posso te chamar assim?

- Claro! - na real eu não sou muito fã de apelidinhos, mas eu preciso ser simpática se quiser fazer alguma amizade aqui e até o momento a Lisa é a pessoa mais próxima disso. - Ah, você viu o Matt por aí?

- O vi pela manhã bem cedo.

- Ok, valeu.

- Imagina. Vou indo também, ainda tenho umas coisas para fazer. - eu concordo com a cabeça. - De qualquer forma, se você quiser almoçar comigo um dia desses...

- Claro, não hesitarei em te chamar. E você também, pode me chamar.

- Tá bom.

A Lisa parece ser uma pessoa bem enérgica e positiva. Sinto que vou me dar muito bem com ela, faz bem ter esse tipo de pessoa por perto.

Hoje de manhã recebi meu novo cartão de crédito pelo correio, então decidi ir às compras depois do trabalho para encontrar um look bacana e usar essa noite no show. A vantagem de morar em cidade grande é que não faltam opções! A desvantagem é que eu sou expert em esvaziar a carteira em uma velocidade extraordinária! Ando pelas ruas e vejo as vitrines. Fico encantada com uma bota de salto preta lindíssima, estou dentro da loja quando vejo que recebi uma mensagem.

Matt: Oiiii

Eu: Oii

Eu: Tudo bem, sumido? Não te vi hoje na empresa.

Sua resposta chega na mesma hora, ele está online.

Matt: Haha eu estava em reunião a tarde toda. Vc q sumiu de manhã.

Ué, Gabriel não deu folga para ele!?

Eu: Eu só cheguei depois do almoço.

Matt: Pq?

Matt: Algum problema com a Cristal?

Não quero falar que o Gabriel deu folga a mim e não deu a ele. Isso seria mais uma razão para o Matt me provocar.

Eu: Não, tá tudo bem hoje, graças a Deus!

Matt: Ufa, q bom.

Matt: Vc vai no show hoje?

Eu: Sim! - digito alegremente.

Eu: Inclusive to me dando um banho de loja agora.

Eu: Depois a gente se fala, tá.

Eu: Bjs 😘

Matt: Acho q o Colin vai também... Tem problema pra vc?

Eu: Posso levar um pouco de bolo? Kkk - achando muita graça, guardo meu celular dentro da bolsa para continuar as compras.

Paro em frente à loja Century 21, a mais famosa loja de descontos de Manhattan. Aqui dá pra encontrar Gucci e Prada com precinhos que uma assistente de comunicação consegue pagar! Vejo uma blusa florida e uma jaqueta, isso vai ficar lindo com a bota que eu comprei, agora sim estou satisfeita, só preciso fazer uma make e pronto!

Novamente eu pego meu celular na bolsa para ver o que o Matt respondeu.

Matt: Kkkkk se comporta, hein

Matt: 18 Little W. 12th Street im Meatpacking District

Ao chegar no endereço que o Matt passou, mando uma mensagem para ele vir me encontrar na entrada. Fico encantada com a Boate Cielo, o público é chique e atraente, o sistema de som é arrasador! Uma voz masculina diz que hoje é dia de rock alternativo, quando Matt chega perto de mim.

- Ei, senhorita!

- Ei, Matt! Tudo bom? - dou um abraço e um beijo no meu amigo.

- Sim e você?

- Tudo sim.

- A gente está pra lá, me segue.

O ambiente aqui é bem diferente da Starlite, mais intimista. Imediatamente eu senti que entrei em um universo de rock alternativo. Quando chego a mesa Lisa já está lá e sorri para mim.

- Oiii, Mi! Senta aqui. - Lisa bate no lugar ao seu lado e eu sento lá. - Uauuu, que roupa linda!

- Obrigada! - vejo Matt sentar em nossa frente e ele faz uma cara estranha, mas ele muda quando percebe que estou olhando. Matt nos encara.

- Duas lindas mulheres só para mim! Hoje é meu dia de sorte! - diz debochado, como sempre.

Lisa e eu nos olhamos e conversamos pelo olhar, depois balançamos a cabeça negativamente. Matt sorri, os seus olhos estão sobre mim, mas eu desvio.

- O Colin precisou ensaiar com a sua banda. - Eu nem ligo para isso, mantenho a pose em silêncio. - Tá muito decepcionada, né, Michelle?

- O quê ? Por causa do Colin? - Lisa pergunta intrigada.

Enquanto o show não começa, conto sobre todo o "conflito" com Colin, Lisa acha graça de tudo. Ela é mesmo tão gente boa, nós sempre nos damos bem. Toda aquela imagem de menina perfeita foi-se por água a baixo. Minha mais nova amiga não é tão boazinha quanto ela deixa transparecer. Lisa é tão vivida e bem humorada, tão otimista. E o Matt nem se fala, dou muitas risadas com as suas piadinhas. Me sinto feliz em estar fazendo amigos e mais ainda por sentir que a minha vida não é tão ruim quanto eu estava pensando ontem. Talvez, quem sabe, ainda haja uma esperança.

Vejo Matt apertando a mão de várias pessoas, ele realmente parece ser um frequentador assíduo do local.

- Você vem sempre aqui?

Matt balança a cabeça em um sinal positivo. - O Colin sempre toca aqui. Ele é bem melhor com música do que em relações interpessoais. - Matt dá uma risada e coça atrás da orelha enquanto olha as várias pessoas a nossa volta. Só agora eu percebi que ele usa um brinco de argola do lado esquerdo e... O sorriso do Matt é tão fofo que eu poderia mordê-lo e arrancar esse brinco facinho.

- Verdade, eu gosto muito da banda do Colin.

Nesse momento eu estou me perguntando do que a Lisa não gosta. Essa garota sorri para tudo! Talvez eu devesse ser mais como ela...

Uma voz nos diz que o show vai começar e todos aplaudem forte a entrada dos artistas no palco, eles são bons, mas eu não posso dizer que rock é meu estilo musical preferido.



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