História Is this love? - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Meninas Super Poderosas (The Powerpuff Girls)
Personagens Docinho, Durão, Explosão, Florzinha, Fortão, Lindinha, Macaco Louco, Prefeito de Townsville, Princesa MaisGrana, Professor Utônio, Senhorita Bellow
Tags Ação, Ppg, Romance
Exibições 57
Palavras 2.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Novo plano?


Fanfic / Fanfiction Is this love? - Capítulo 4 - Novo plano?

As três encaravam o loiro, em posição de ataque. Buttercup sentia que iria explodir por dentro, a raiva estava corroendo seu corpo. Eu avisei, pensava sem parar, lembrando-se do dia em que Blossom fez o acordo com os Desordeiros. Ela foi a única a discordar, sempre soube que os garotos nunca as deixariam em paz. Ficou até impressionada por demorarem tanto.

— Vamos meninas, ataquem. — a ruiva soou firme, partindo para o ataque.

Elas foram de encontro ao loiro, que conseguiu se esquivar do soco de Buttercup, porém logo é acertado em cheio por Bubbles, que lhe desferiu um chute na boca do estômago. Levanta-se com dificuldade, partindo para cima da loira. Eles começam a trocar chutes e socos, porém era inútil, já que ao mesmo tempo em que aplicavam os golpes, defendiam.

— Vocês não deveriam ter feito isso! — Bubbles berrou, defendendo-se de mais um soco.

— Nós somos os Desordeiros, é isso que fazemos, loirinha — diz ironicamente, fazendo com que a loira ficasse sem ação.

Nu fundo ela ainda tinha esperanças de que eles mudassem. Diferente das irmãs, Bubbles conseguia ver bondade nas pessoas, até mesmo no Desordeiro.

— Vocês têm que parar com isso Boomer. — Sentiu um choque ao ouvir seu nome saindo dos lábios da garota.

— Não me diga o que fazer! — se recobrou, socando a garota com força, fazendo com que fosse arremessada do outro lado da sala.

— Bubbles! — Buttercup gritou preocupada, correndo na direção da irmã.

Ajoelhou-se em sua direção, tirando alguns escombros de cima dela. A loira tossiu um pouco, se recobrando.

— Estou bem Butter. — sorriu serenamente, se levantando com dificuldade.

A morena suspirou aliviada, mas seu alívio passou para raiva, ao lembrar do loiro, que foi o responsável por aquilo. Tinha vontade de espancá-lo até que seu rosto estivesse desfigurado.

— Seu maldito! — gritou, chamando a atenção de Boomer. — Eu vou te bater até... — antes que terminasse, vê Blossom se aproximar do loiro calmamente, segurando em seu ombro.

— Mas o quê?! — se assusta com o movimento inesperado, fitando a ruiva, confuso.

Blossom tinha um semblante nulo, seus olhos rosados encaravam o loiro com desprezo, ela se manteve calada por alguns breves segundos, e se pronunciou, com uma voz baixa e ameaçadora.

— Não. Toque. Na minha. Irmã. — disse pausadamente, fazendo com que o sangue do garoto gelasse.

Blossom levanta Boomer pelas costas, segurando em sua camisa. Com apenas uma mão, a ruiva o jogou com uma força extraordinária no chão, fazendo com que o mármore rachasse. O loiro gemeu de dor, assustado com a força da Poderosa. Antes de pudesse se recobrar, sente ser levantado do chão novamente, dessa vez pela gola de sua camisa. Fica cara a cara com a ruiva, com dificuldade para respirar, já que o aperto na gola de sua blusa estava muito forte. Estava com medo daquele olhar vazio de Blossom, lembrou-se de um assassino frio, e pensou que a ruiva iria tirar uma faca do bolso e matá-lo ali mesmo.

— Vocês vão se arrepender por terem voltado. — disse friamente, arremessando-o contra uma parede.

Boomer sentia cada músculo de seu corpo doer, Blossom tinha uma força tremenda, além de ser assustadora. A garota lhe dava calafrios, assim como Brick.

A ruiva vai até ele, segurando-o para o alto novamente.

— Me diz onde estão seus irmãos. — ordenou, franzindo o cenho.

— Eu não vou dizer!

A garota lhe jogou contra uma bancada, voando em sua direção rapidamente. Começou a socar o rosto de Boomer inúmeras vezes, sem dar tempo para que ele se defendesse. O loiro, por sua vez, sentia uma dor excruciante. Ele tentou revidar, mas não teve chance. Blossom era rápida e forte demais.

Buttercup e Bubbles assistiam a tudo caladas, mesmo não se acostumando com a agressividade e frieza vinda da irmã, já sabiam que isso iria acontecer uma hora ou outra. A morena sentia certa satisfação em ver Boomer apanhando depois de ter machucado Bubbles, enquanto a mesma olhava para a cena horrorizada, e com certa pena do loiro. Teria pena de qualquer um que ficasse nas mãos de Blossom naquela situação.

Finalmente os socos acabam, fazendo com que desmoronasse no chão. Sentia seu rosto latejar, sabia que ficaria inchado. Limpou o sangue que escorria de seu nariz, encarando a ruiva.

— Vai me dizer onde estão seus irmãos ou não? — a calma da garota ainda lhe deixava assustado.

— O Butch está no andar de cima, e o Brick no subsolo. — respondeu assustado, com certa dificuldade.

— Ótimo, estou louca para chutar o traseiro de alguém! — Buttercup disse animada.

— Vamos nos separar então, cuidaremos de cada um separadamente, será mais rápido.

— O Butch é meu! — a morena gritou, recebendo o olhar de todos. Até mesmo Boomer lhe fitou, desconfiado.

— Ei! Não é nesse sentido! — tentou se explicar nervosa. — Vocês entenderam o que eu quis dizer! — cruzou os braços, emburrada. — Idiotas...

— Então está bem... — falou confusa, arqueando as sobrancelhas. — Bubbles, você cuida do Boomer, não deixe que ele fuja.

— Entendido!

A ruiva pega uma fita isolante que estava em uma das gavetas, amarrando os pulsos do loiro com força para trás, deixando-o imobilizado. Sabia que ele tinha força o suficiente para se livrar da fita facilmente, mas também estava machucado, e Bubbles poderia impedi-lo facilmente.

— E eu vou atrás do Brick. — disse, estralando os dedos das mãos, enquanto se dirigia para o subsolo.

 

 

                        (...)

 

 

Butch esvaziava os cofres de cima, assim como seu irmão. Foi muito simples explodir a porta reforçada de metal com apenas um soco. E o sensor a laser? Muito simples de achar a cabine que os liga e derretê-la com sua visão a laser. Enquanto enchia mais um saco com bolos de dinheiro e barras de ouro, escutou certa movimentação suspeita, vindo em sua direção.

Por um momento pensou que fosse um de seus irmãos, mas eles estariam muito ocupados pegando o dinheiro de outros lugares. Então só lhe restava uma opção. Elas tinham chegado. A adrenalina tomou conta de seu corpo, e seu tique nervoso estava começando a voltar.

“Controle-se Butch. Você não pode dar mole agora.”

— Eu estava louca para chutar o traseiro de alguém hoje, sorte minha que um idiota apareceu. — escutou uma voz raivosa atrás de si, que o fez virar bruscamente.

Levou um choque ao ver a morena irritada a sua frente. Buttercup estava diferente, e ele analisou cada parte de seu corpo, imaginando inúmeras coisas que gostaria de fazer com ela. Os órbes esverdeados lhe encaravam com fúria, mas ele não se importou. Estava ocupado demais pensando em como sua inimiga estava, em suas palavras, gostosa.

— Uau — foi a primeira coisa que saiu de sua boca depois do choque inicial.

 — Uau você vai dizer quando olhar no espelho e não reconhecer sua cara, depois que eu te socar — disse ironicamente, abrindo um sorriso de orelha a orelha.

— Quanta agressividade docinho, pra quê isso? — respondeu, fingindo estar abalado com as palavras da morena.

— Não me chame assim seu babaca!

— O que foi? Não gosta que eu te chame de docinho?

— É Buttercup pra você. — cruzou os braços, irritada — Aliás, para você não é nada, seu idiota.

— Quer parar de me ofender? Não é educado falar assim com os velhos amigos — disse irônico, enquanto ria da cara de irritada de Buttercup —, docinho.

— Eu já disse que é Buttercup! E você não é meu amigo! — gritou furiosa, partindo para cima do moreno.

Butch desvia do soco de Buttercup, e lhe dá um chute no estômago. O golpe pareceu desequilibrá-la um pouco, mas ela logo se estabilizou, cuspindo a saliva que tinha saído com a força do chute no chão.

— É tudo isso que você tem Buttercup? — pergunta irônico.

— Você não viu nada.

Eles voltam a se atacar, e a luta se resume em socos e chutes, desvios e bloqueios por um tempo, até que Buttercup é jogada em cima de uma mesa, e antes que pudesse se levantar, sente Butch em cima dela, deixando seus rostos muito colados.

— Já chega de lutar, docinho. — Ela fica sem ar quando sente as mãos dele passeando livremente por suas coxas.

— F-ficou maluco?! — balbuciou assustada, chutando o garoto para longe. Repreendeu-se mentalmente por ter vacilado.

“Merda, por que eu gaguejei? Por que eu me arrepiei?”

— Eu queria saber como você reagiria se eu fizesse isso — o sorriso debochado de Butch fez com que toda sua fúria voltasse.

Rosna furiosa, pensando nas mil formas de matá-lo pelo que fez. Estava irada com o garoto, queria bater nele até que suas mãos doessem. Caminhou até ele, com as mãos fechadas em punhos.

— E eu quero saber como você reage se eu fizer isso — em um movimento rápido, chuta com força entre as pernas do garoto, fazendo com que ele caísse no chão, gemendo de dor.

— De novo isso? — gemeu, cobrindo sua intimidade dolorida com as mãos. — Você é uma vadia Buttercup.

— Ninguém mandou você querer passar suas mãos nojentas em mim. — riu debochada, apreciando a cena de Butch se contorcendo de dor no chão.

— Ai! Acho que minhas bolas entraram pra dentro.

— E como entrariam para fora? — perguntou retoricamente, rindo do garoto. — Quer parar de agir feito uma garotinha?

— Você diz isso porque nunca vai sentir essa dor. — respondeu irritado, ainda no chão.

— E eu posso usar isso contra você! — disse com deboche, levantando as pernas e preparando para chutá-lo novamente naquele lugar.

Butch berrou o mais alto que pôde, pedindo piedade, enquanto se encolhia no chão. Aquilo lembrou a morena de um animal indefeso, se protegendo. Ela riu com a cena, o Desordeiro parecia ser forte e durão, mas agora estava idêntico a uma criatura assustada.

— Por favor, Buttercup, não nos países baixos! — implorou, lhe olhando assustado.

— Ugh, levanta daí, lutar assim não tem graça — bufou, revirando os olhos.

Butch levanta, cambaleando. Ele encara Buttercup, ainda acuado. Ela vai em sua direção e o imobiliza, em um rápido movimento.

— Você vem comigo, garotinha.

— Ei, não me chame assim!

— Acho que depois do chute que eu te dei... Esse apelido é bem válido. — riu debochada, carregando o garoto pelas escadas.

“Só estou aceitando seu levado pela super marica porque não consigo andar depois daquele chute... vadia.” Pensou, encarando Buttercup.  “À propósito, bela bunda.”

 

 

 

                        (...)

 

 

Logo depois de observar Blossom e Buttercup se distanciarem, Bubbles vai em direção ao Desordeiro, encarando-o. Ela analisou o rosto inchado dele, e sentiu uma pontada em seu coração. Estava muito machucado.

“Blossom exagerou.” Pensou cabisbaixa. “Ela sempre exagera.”

Abaixa-se na direção do rosto do loiro. Os dois se olham nos olhos por alguns segundos, os orbes azuis escuros encarando os azuis claros. Boomer sentiu seu corpo congelar com a proximidade de Bubbles. Ele quebra o contato visual, direcionando seu olhar para os delicados lábios da Poderosa, se perguntando se eram doces.

“O que há de errado comigo?!” tentou tirar aqueles pensamentos da cabeça, lembrando-se de que era sua inimiga. Não teria nada com ela, até porque a loira provavelmente nunca lhe daria uma chance. Isso lhe abalou mais do que deveria. “É como aquele filme, como era mesmo o nome?” parou por um momento, matutando. “Ah é... ‘A Dama e o Vagabundo’. Só que na versão ‘A Poderosa e o Desordeiro’ nunca daria certo.”

Bubbles passa o polegar pelo rosto de Boomer, analisando cada machucado.

— Você está muito ferido — diz preocupada, enquanto pegava um lenço de seu bolso e limpava o sangue que escorria pelo rosto de Boomer.

— Por que você se importa?

— Apesar de você ser um Desordeiro, continua sendo um ser vivo. E por mais que seja meu inimigo, sei que ainda sente dor. — respondeu apenas, ainda limpando o rosto dele.

— Mas eu te machuquei também, há alguns minutos atrás. — ele estava confuso, não entendia por quê ela estava sendo tão generosa.

— Apenas cale a boca enquanto eu limpo esse seu rosto inchado. — ordenou, fazendo com que Boomer se calasse. — Minha nossa, ela realmente não perdoou.

— Sua irmã é sempre assim?

Bubbles suspirou, com um semblante tristonho. Aquilo significava que sim, provavelmente não foi a primeira vez em que Blossom havia feito aquilo.

— Por que vocês voltaram? — parou o que estava fazendo, para encará-lo seriamente.

— As pessoas cansam de doces, sabia? Antigamente era bom e tudo mais, mas agora queremos algo de verdade, algo que nos dê vantagem. Não temos mais dez anos de idade.

— Entendo, mas vocês deveriam tentar ao menos serem pessoas boas. Não estou dizendo para que façam caridade, ou coisa do tipo, apenas peço para que não façam mais isso, tentem se... colocar na sociedade, e não ficar contra ela. — explicou. Bubbles não queria mais ter problemas com os desordeiros, queria ficar em paz. E ainda via bondade nos três, a bondade que nem mesmo Ele conseguiu ver, ou tirar.

— Nós fomos criados para causar a desordem, loirinha. — respondeu, desviando o olhar. Os olhos de Bubbles estavam lhe deixando envergonhado.

— Vocês poderiam ao menos tentar. E se fizéssemos um trato? Dessa vez um que funcione de verdade?

— Isso já deu errado uma vez loiri...

— Fecha essa matraca Boomer. — repreendeu o garoto, voltando a falar: — Estou dizendo em uma tentativa de renovar vocês, reagrupá-los na cidade. Damos um prazo para vocês melhorarem, e assim podem viver normalmente, sem serem os excluídos e sem oportunidades de melhorar.

— As pessoas nunca aceitariam andar na rua e passar por um Desordeiro.

— Vocês têm que compreender o medo delas. Vocês são vilões! Mas se melhorarem, e provarem que é para valer, elas não terão mais medo.

— Não sei se essa é uma boa ideia... Eu gosto de ser um vilão.

— Ou vocês aceitam o trato, ou vão para uma cadeia de segurança máxima desenvolvida pelo Professor. Acredite, ela foi construída para ser à prova de Fuga de Desordeiros. Programada especialmente para vilões como vocês. Com direito a duas refeições e uma ida ao banheiro.

— Uma ida ao banheiro?! Você está de brincadeira?!

— Não. — riu do espanto do garoto, deixando Boomer paralisado.

“Ela tem um sorriso tão lindo...”

— Então? O que me diz loirinho?

— O que suas irmãs vão achar dessa sua ideia?

Na verdade nem Bubbles sabia o que achar de sua ideia, era um salto no escuro. Já confiaram nos Desordeiros uma vez, e pelo o que estava vendo, não deu muito certo, mas ela tinha que dar mais uma chance. Só mais uma chance, repetiu para si mesma, enquanto encarava Boomer. Tinha medo de como Blossom reagiria ao contar seu plano, mas era a única arma que tinha. Sabia que eles dariam ótimos Parceiros Super Heróis, se bem treinados.

— Espero que gostem. — disse mais para si, pensando na reação das duas ao ouvirem aquela ideia maluca.


Notas Finais


Mais um trato? Será que vai funcionar dessa vez? Ou melhor, será que a Blossom e a Buttercup vão aceitar essa ideia da Bubbles? >.<

No próximo capítulo tem mais tretas, dessa vez dos Reds! U.U

Comentem o que vocês achara! ;3
Kissus!


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