História Isabella - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 11
Palavras 1.834
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Poesias, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpem a demora... As notas do telefone (onde eu escrevo Isa) estavam bugadas e eu n tava conseguindo copiar o cap. P mandar aqui; sorry!!

Capítulo 11 - B-day!!


14/11. Meu aniversário. Quinze anos. Já fazia dois meses desde que Davi havia se emancipado dos tios. Compreensível, Andrey mudou o mapa de sala. Me deixou no mesmo lugar. Paulo, no entanto, foi colocado no fundo da sala, em outra fila. Davi se mudara para perto, ainda no mesmo condomínio de casas, mas um pouco mais distante do que antes. Espantei aquelas lembranças quando minha mãe bateu à porta. Sete da manhã. À noite, seria a minha festa.

- Bom dia, flor do dia! Vamos?

- Vamos para onde? - murmurei, grogue.

- Comprar!

Assenti, processando a mensagem.

- Estou te esperando lá embaixo.

Lentamente, joguei-me sobre a cadeira, minha eterna companheira, e penteei meu cabelo. Só então, quando penteei, lembrei que eu lavara no dia anterior, então eu estava acompanhada de uma enorme juba. Penteei o melhor possível (não mudou quase nada) e desci, com uma outra roupa. Encontrei sobre a mesa um prato com torradas e um copo de leite. Quando me coloquei em meu lugar, vi que as torradas tinham forma de coração e que tinha uma bela rosa vermelha ao lado do prato. Peguei-a e cheirei. Um doce cheiro primaveril emanava da bela flor. Sorri. Minha mãe chegou pouco depois para comer comigo. Agradeci pela bela decoração e perguntei o que eu faria com o meu "cabelo de delta"(Δ), provocando uma crise de risos nela, que disse para eu prender e transformá-lo em iota (ι). Passamos a manhã fora, comprando coisas. Logo depois do almoço, no entanto, minha mãe me levou no salão para arrumar o cabelo. Depois, fez maquiagem. Me entregou um vestido. Era um vestido rosa bufante (meu sonho se realizou!!!), com detalhes dourados adornando o vestido. Ela prendeu em meu cabelo broches combinando. Resultado: Eu só fiquei pronta quase na hora da festa, meu pai buzinando "tá na hora, apressem!!" a cada cinco minutos. Chegamos bem na hora. Rodei em minha cadeira cumprimentando os que já haviam chegado. Optei por passar mais tempo com as meninas, conversando um pouco menos com os outros. De súbito, meu pai vai à frente de todos e faz um mini-discurso do tamanho do mundo com minha mãe. Depois, puxou-me para a pista e improvisou uma valsa comigo. Quando acabou, o abracei fortemente. Aos poucos, outras pessoas vieram dançar também. Meu pai levou minha mãe, Lucas levou Mari, Felipe, um primo meu, levou Larissa, entre outros casais. Encostei minha cadeira num pilar de canto e deixei minha cabeça voar para longe do mundo. Uma mão em meu ombro me tirou dos devaneios. Olhei para cima, de onde vinha a mão estendida.

- Concede a honra desta dança? - disse Davi, com um sorriso nos lábios.

Sem conseguir conter a minha alegria, respondi:

- Com prazer!

Diferente do que meu pai fez, Davi me puxou o melhor que conseguiu, me assustando ao perder o apoio da cadeira e passar a me apoiar nele. Davi me abraçou e depois me ergueu alto, como havia feito com Estela há tanto tempo. Ele rodou algumas vezes, ainda me erguendo, e depois me pôs no chão delicadamente, meus saltos tocando o chão frio. Sorri para ele.

- Hoje quem é a mais alta da festa é você. - sussurrou para mim.

Sem comandar coisa alguma, meus lábios tocaram a sua bochecha em um beijinho agradecido. Ele passou uma mão ao redor de minha cintura e pegou a minha mão com a dele. Ele me guiou pela valsa, minhas pernas voando pelo ar com a minha saia, que fazia com que eu me sentisse uma princesa. E eu não precisava de coroa para isso. Lentamente fomos nos aproximando do centro da pista de dança. Davi me guiava habilmente em círculos perfeitos pelo salão. Eu me prendi a ele não só fisicamente, percebi. Emocionalmente, eu também estava ligada a ele. Eu não sabia como seria uma vida sem ele. Não sabia sequer como eu vivia antes dele. À medida que chegávamos ao centro, as pessoas se distanciavam, deixando que a total atenção fosse nossa. Quando a dança acabou, a multidão irrompeu em aplausos. Agradeci, tentando esconder as lágrimas de emoção. Logo depois, os outros voltaram e sentei em minha cadeira de novo, Davi ao meu lado. Ele me empurrou para fora a fim de tomarmos um pouco de ar. Ele sentou em um banco e rodei minha cadeira para perto dele. Apoiei-me em seu ombro. Ele passou o braço ao redor de meus ombros. Aninhei-me em seu abraço, desejando deixar a cadeira. Sem pensar, usei a força dos braços e me joguei da cadeira direto para o banco. Obviamente, o resultado foi desastroso. Meu quadril bateu no apoio de braço e eu acabei caindo de barriga no colo de Davi. Virei o pescoço e olhei para ele, que tinha um olhar assustado. Comecei a rir e corei fortemente enquanto me levantava. Ele começou a rir comigo e me ajudou a sentar do seu lado. Ele me abraçou de novo, ainda com um sorriso nos lábios. Sorri também, escorada nele. Pouco depois, fui invadida pelo desejo súbito de dançar com ele de novo, sem nenhum espectador. Olhei para ele, os olhos fechados, os cabelos esvoaçando ao vento. Sussurrei para ele:

- Davi... - ele olhou para mim. - Dança comigo?

Ele me olhou, sorridente. Levantou-se e me puxou, me prendendo em seus braços. Sorri para ele. Meu coração batia com força. Davi começou a dançar em uma melodia que apenas nós dois podíamos ouvir. Ele me guiou docemente pelo jardim. Eu apoiei minha cabeça em seu peito à medida que seus movimentos me embalavam. A batida de seu coração acalmava o meu. Davi soltou a minha mão e passou a dele sob meu queixo, erguendo-o. Ele começou a se inclinar lentamente. Passei minha mão livre ao redor de seu pescoço e me puxei para mais perto dele. Meu coração batia descompassado. O calor de Davi me envolvia, convidando-me a chegar mais perto, acabar com a distância entre nós. Seus lábios estavam a milímetros dos meus. Rocei os meus nos dele. Ele me aproximou e...

Ele me beijou! Seu beijo era doce, doce como o mel. Seus braços seguravam todo o meu peso, um em minha cintura e o outro deslizou de meu queixo e se enroscou em meus fios de cabelo castanhos. Meu braço estava enroscado em seu pescoço e uma de minhas mãos prendeu-se em seus cabelos negros que escorriam por sua face. Ele me ergueu, deixando-me mais alta do que ele. A mão que estava em meu cabelo escorregou para as articulações de meus joelhos. Davi me afastou um pouco e me segurou em seu colo, minha cabeça repousando perto de seu coração. Ele tinha um sorriso iluminado entre seus lábios, refletido em seus olhos escuros.

- Acho que precisamos ir. - ele me colocou se volta em minha cadeira. - Vão sentir nossa falta.

Assenti, sem conter o meu sorriso de orelha a orelha, que logo foi substituído por causa de um pensamento triste. Davi se ajoelhou em minha frente e levantou meu queixo docemente, perguntando, preocupado:

- O que foi? Você não... Queria?

- Não, não é isso. É só que... - enxuguei uma pequena lágrima. - eu queria que este tivesse sido o meu primeiro beijo.

Ele abriu um sorriso e começou a cantar para mim, sua voz doce envolvendo-me mais do que o próprio One Direction:

"Baby I, I wanna know
What you think when you're alone
We've been friends, not for a while
Wanna know, when you smile

Is at me, yeah?
Are you thinking at me, yeah?

Girl, what would you do?
Would you wanna stay?
If I were to say

I wanna be last, yeah
Baby lemme be your,
Lemme be your last first kiss

I wanna be first, yeah
Wanna be The first of take it all The Way like this
And if you only knew
I wanna be last, yeah
Baby, lemme be your last
Your last first kiss

Baby, tell me, would it change?
I'm afraid you'll run away
If I tell you
What I'm wanting to tell you

Maybe I just gotta wait
Maybe this is a mistake
I'm a fool, yeah
Baby, I'm just a fool, yeah

Girl, what would you do?
Would you wanna stay?
If I were to say

I wanna be last, yeah
Baby, lemme be your
Lemme be your last first kiss

I wanna be first, yeah
Wanna be the first of take it all the way like this
And if you only knew
I wanna be last, yeah
Baby, lemme be your last
Your last first kiss

Meu coração se aqueceu ao escutar as belas palavras de Last First Kiss, do One Direction. Antes que pudesse sequer pensar no que eu estava fazendo, abracei seu pescoço e beijei seus lábios, agradecida. Ele me afastou e voltou a conduzir a cadeira de volta para o salão. No entanto, assim que entramos, minhas amigas me atacaram, arrastando a minha cadeira de volta para fora, deixando Davi um pouco atordoado antes de ele voltar para o salão. A primeira a me interrogar foi Mari:

- Isa!!!! Não acredito!!!! Vocês se beijaram?!?!?!?

Interrompida por Larissa:

- Eles se beijaram, claro!!!!

- Meu Deus!!! Você deu sorte, hein?! - entrou Cecy, entusiasmada.

- Ele é muito gato!!! - falou Rafhaela.

As três que permaneciam sem comentar riam baixinho da minha cara.

- CALMAAAA!!!! - respirei fundo. - Sim. Eu o beijei. Sim, eu tenho sorte. Sim, ele é muito gato.

- E bonito... Né? - Liv apontou para a própria barriga, sinalizando que ele tinha um tanquinho.

Comecei a rir.

- Sim, isso também.

- Ele também é fofo com você, né? - falou Danny.

- Muito... - suspirei.

Todas elas soltaram um "ooowwwwnnnn" e comentaram sobre o quão apaixonada por ele eu estava quando a minha mãe apareceu para nos chamar para os parabéns.

- Vamos - comecei a rir. -, depois eu conto!

Rodei minha cadeira para perto do bolo. Parabéns para mim. Partimos o bolo. Chocolate. Aos poucos, as pessoas foram exigindo a minha atenção e acabei comendo poucos doces. Ao fim da festa, quando praticamente só a família estava, me isolei em um cantinho e fechei os olhos, refletindo sobre a festa. Quando Davi voltou à minha mente, um sorriso se formou em meus lábios. Por falar nele, o mesmo apareceu e pegou minha mão. Abri os olhos para ele. Davi olhou ao redor. Ninguém estava vendo.

- Preciso ir... Tchau, Bella.

Ele se inclinou e me deu um beijinho nos lábios, saindo logo em seguida. Acenei para o nada com um sorriso besta na cara até ele sumir pela porta. Pousei as mãos sobre o peito. Estela chegou saltitando para perto de mim.

- Vamos, sra. Coelho! Tá na hora!

Revirei os olhos e segui-a para o carro. Naquela noite, peguei-me pensando várias vezes em Davi. O que seria, enfim? Será que ele me namorava? Ou será que fora apenas algo passageiro? Essas dúvidas rodearam minha cabeça durante toda aquela noite.



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