História Island Asylum - Capítulo 26


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Asylum, Drama, Horror, Hospicio, Insanidade, Louco, Loucura, Romance, Suspense, Tortura, Tortura Psicológica
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Palavras 496
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 26 - Outro eu.


Tomaz Bellucci

Bellucci é italiano. Gosto de italiano. Quando eu estudava, tinha um professor italiano que se chamava Bellucci. Ele tinha paciência comigo... Ninguém tem paciência comigo porque sou diferente. 

Eles não entendem, tenho que ser diferente! Mas ele entendia. Ele me chamava pra comer macarrão na casa dele...e me ensinava italiano. Me ensinava quase de graça italiano.

Por isso, eu sei... Eu gosto de italiano.

Tomaz é com z mesmo...é assim. Tem que ser diferente. Diferente como todas as minhas tatuagens. Eu desenhei cada uma eu mesmo. Fiz umas em casa, outras não. Não pode ficar igual. Não existem outros desenhos iguais no mundo, essas são só minhas. Algumas estão apagadas pelas cicatrizes. As vezes os cortes são muito fundos, tira a tinta. Mas não tem importância, só preciso das marcas pra não ser como todo mundo. Pra não ser igual a ele.

Meus pais dizem que sou doente. Eles também não me entendem. Não posso ser igual. Ele é igual. Ele é doente. Ele deveria estar aqui, não eu! Só que ele vai aonde eu vou... Ele faz as coisas quando ninguém está olhando! Coisas feias! Por isso as cicatrizes, por isso as marcas, por isso as unhas grandes e os arranhões. Ele não tem, eu tenho. Sou diferente. Eu sou eu. Ele é ele. As vezes somos diferentes... Eu tento deixar mais diferente! 

Agora minhas unhas não estão grandes mais... Arranhei demais entre os tijolos da minha parede. Esse canto é meu favorito e agora ta sujo. Sujo de sangue como a ponta de meus dedos. O tijolo é duro, e frio mas tem um buraquinho na parede... Um buraquinho que eu mesmo fiz. Nele, eu consigo ver o quarto do lado. 

Consigo ver a garota assustadinha com cabelos cor de ouro. Ela parece um anjo, por isso gosto de ficar sentado aqui. Ela é um anjinho do céu e vai me salvar. Ela não gosta de escuro... Ele outro eu abraça ela no escuro. Não quero ver isso... Não quero ver ele abraçando ela. Ela não dorme porque tem medo de escuro. Ele gosta dela com medo. Ele abraça. Se ela soubesse não ia gostar. Anjinhos não gostam de abraços assim. Ela não vê mas eu vejo! Eu vejo! Vou dar luz pra ela, assim ela não tem medo e ele não precisa abraçar ela.

Escuteio barulho da porta do lado. Fui sentar na cama. Se virem o furinho vão tapar. Não quero que tapem! O enfermeiro vai vir com a vela comida e remédio... Ele sempre vem trazer. Espero que seja o baixinho hoje. 

A minha porta faz barulho. É o baixinho. Baixinho e pequenininho.

– Thomas Martins. Você tem remédio agora e eu trouxe sua janta. Não chama o nome dele!! Não chama! Não pode falar o nome dele!! Ele tirou a vela do baixinho. Tirou e botou fogo na roupa dele!! O enfermeiro baixinho está com fogo. Pegando fogo!! Ele corre pegando fogo. Correndo pelo corredor. Eu avisei para não chamar ele! Eu já avisei!! 



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