História Island of Death - Limite do Sobrenatural - Capítulo 1


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Exibições 2
Palavras 1.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não sou ótima em engradecer a sinopse, como você pôde perceber. Muito menos prometo que essa história será legal, mas desejo muito terminar, e que goste.
Divirta-se!

Capítulo 1 - Civilidade


Fanfic / Fanfiction Island of Death - Limite do Sobrenatural - Capítulo 1 - Civilidade


Ah, vida. Suspiro ao pensar nela. Para muitos dos humanos ela têm um significado magnífico. Um sentido belo. 
Já ouviu um choro de uma criança quando nasce? Ela não está agradecendo só por que nasceu, ela tá tentando respirar, e também reclamando da ação de tirar do contato da mãe. Para outros, viver é uma obrigação, um modo covarde. Acham que tudo é simplesmente péssimo, pois suas dignas vontades não saem do jeito que desejaram inicialmente. E ficam tristes temporariamente. Aquele planejamento feliz imaginativo que tanto lutou para acontecer Simplesmente não aconteceu. E ficam se rebaixando, criticando, se iludindo, se prevenindo, se isolando das coisas estranhas que na verdade são ótimas, dos outros, que por fim podem ser ótimas também, mas evitaram tempo todo, contagiando outras pessoas com sua influencia nada legal de uma ideia que a vida é ruim, que não existe razão para viver. Sua mente pequena cai, levando os outros iludidos para o mesmo caminho. E a tristeza os tortura até uma determinada idade. Depois me desejam falsamente pelos meios de comunicação criados pelos homens ou espirituais, e não têm coragem nenhuma de tirar satisfação com á vida, tais como: tomando um veneno, cortando os pulsos, se jogando da ponte, de um enorme prédio ou tornando herói enquanto ocorre um assalto; apenas me desejam futilmente, como já escrevi.
Ah, a vida. Ela é bela? Eu não sei. Se você quer viver daquele jeito na qual a valorização é pequena, e não torce o braço para que melhore, Deus não pode fazer nada, mesmo assim, o tempo não pára somente para ti ficar legal, eu sei disso, se isso acontecesse a negligência seria sobrenome de arrumar tempo todo. 
Ele adormece, acorda todos os dias, todos os anos desde que nasci. E mesmo assim deseja chamar atenção de Deus nos momentos de crise? Sabia que ele deu livre arbítrio? E que não pode interromper suas ações?
Não acredite em falsos profetas.
Eu estive presente em grandes e pequenos eventos. Encontrava-me ao lado dos solitários, mesmo não fixando seu olhar em mim. Apenas ficava sentada de perto observando cada piscada, sem esboçar nenhuma reação, mas essa é minha obrigação. Eu não tenho emoções. Só sinto o frio desde o principio da minha criação. Sou apenas eu, o vazio mais estranho do mundo. Admiro aquelas montanhas altas e geladas que derretem por causa do sol, muitos culpam aquecimento global, mas mal sabem eles que o mundo no qual vivem está morrendo, e não é por causa do meio ambiente. É por causa do Criador que colocou uma validade. Muitos temem que está no livro de apocalipse. Pobres, o bíblia passou por mãos diferentes. E em uma determinada época, o homem ambicioso reescreveu para beneficio próprio, vulgo financeiro, e quando a igreja dominava na idade média, nem o cara que tinha poder absoluto poderia fazer algo, ou dizer algo, pois eram profecias do tal outro criador. Cujo não era Deus verdadeiro. E por mais que as pessoas intelectuais tentem mostrar provas para alguns fanáticos... Bem são chamados de ateus, porém, eles não são queimados pela fogueira como muitos do passado do século 13.
Quantas pessoas eu vi morrer injustamente durante idade média? Quantas meninas de 13 anos vi morrerem injustamente só por que descobriram o amor, e desejaram sentir com os lábios ou perdendo o selo da castidade? Quantas eu vi. E foram muitas. Mas não estou aqui para reclamar que Deus não existe. Ele existe, e vai muito bem, obrigado.
Sinto meus pés tocarem o chão enquanto penso no meu passado, e de como esse lugar era gelado. A neve caindo no meu rosto. Eu sei como sente, por que desejo sentir. Solitária, me faço real no mundo dos humanos. E admiro também, a dança dos anjos que são responsáveis pela glória do Criador.
Quando estou retirando a vida escolhida pelo destino traçado, ouço pessoas xingando-me bruscamente minha pessoa de tantas coisas horríveis, mas não esboço nenhuma reação, já lhe disse, não fui feita para sentir nada. Outras oram me desejando para aliviar á dor, e que adiante antes para sentir-se aliviados do fardo deste maldito mundo! Todo relógio carnal é traçado, e quando menos espero, os sinto me tocando, por que a vontade é maior que tudo, e isso não falso, soa verdadeiro, eu os sinto, dizendo:
- Me leva para um lugar bom. Que só apenas ti conheces. – Ouvi de uma senhora gentil, que segurou minha mão. Morria aos poucos devida a sua teimosia de não aceitar os remédios ou alimentação. Não que neste asilo não tivesse privilégios. De haver, tinha, mas o que faltava era o alimento mais importante para o ser humano “atenção e amor”, em um asilo longe da cidade. Longe da família. Longe de tudo. A solidão prevalecia.
Apenas uma enfermeira magnífica gostava dessa senhora gentil. E a tratava tão bem. Quando a enfermeira foi demitida por justa causa. A senhora ficou solitária novamente, e parou de fazer coisas que agradava antes, e essas coisas, atitudes dava alegria naquele lugar tão perverso sem ninguém de sua família. Sem perceberem, ela tomou o caminho mais rápido para encontrar-me. Puxou meu vestido certa vez, mas a Senhora tinha uma bola azul brilhando sobre a cabeça dela, e lançou aquela pergunta inicial de: Me leva!
 A crueldade humana em desprezar o outro é tão grande, que até uma criança demonstra essas características de socialização, são reflexões baseados nos adultos. Não entendi a bola azul que ainda pairava sobre ela. Ezequiel me disse que a enfermeira orava pela alma dessa senhora com tanta fé, que me impedia de chegar perto. E nos últimos momentos da senhora. Eu estive presente dando atenção, mas fazendo meu trabalho no restante do mundo.
- A Senhora tem alguém que ama muito. - Sussurrei sentando na outra cama, assim ficando de frente para ela.
- Eu não tenho ninguém. – confidenciou. - Minha filha me internou aqui por causa do seu novo marido rico.
- Mas existe alguém que ama de verdade. Está me impedindo de chegar até aqui. – me levantei da cama, caminhei na direção, e toquei em seu coração. A senhora apenas chorou até soluçar. E percebeu que essa pessoa era justamente a enfermeira, sua amiga.
- Então a faça parar.
Olhei para Ezequiel que apenas balançava a cabeça discordando. Ele sabia da tristeza dela. Mas enquanto aquela mulher estivesse orando, era como se tivesse de mãos atadas.
Duas semanas após a conversa que tive com a Senhora. A enfermeira que se chamava Sabrina ligou para conversar, foi neste momento que a Senhora chamada Dona Antonia pediu para que parasse de orar. Sabrina ficou sem entender o motivo.
- Sua fé é tão grande que está me sufocando.
- Mas Dona Antonia, a senhora é minha mãe... Não de sangue... – Sabrina chorava compulsivamente quando ouviu a história completa, e do desejo de ir a.
- Eu sei minha filha.
- Oh, meu Deus...
- Não chora, onde estiver estarei lhe olhando.
Dona Antonia morreu no dia 24, véspera de natal, do ano 2007, ás 23h34min. Suas ultimas palavras para mim foram:
- Não se atreva a me ignorar. – Ela sorriu.
Depois de tanto tempo sendo a vilã por muitos, esbocei um sorriso forçado.
 Mas existem pessoas boas que infelizmente são levadas, e acho injusto quando leio os nomes. Existe outra solução para viver para os bons de coração viverem, são estes quesitos:
Fé e amor
A luz azul se transforma em uma grande bola, ás vezes minúsculas, isso significa o nascimento da fé, ou amor.
Quando essa luz não aparece, e por mais que os parentes façam orações, peçam de outras maneiras, significa que é fingimento presente em seus corações. Nesse momento, não há nada para me impedir.
Ezequiel é o único anjo que mantenho contato direto desde que foi criado. Eu o vi crescer. E sorrir. E me beijar. Ele não é qualquer um. É o que o Poderoso envia para depositar fé em seu povo, isso torna Ezequiel mais belo de todos que já conheci. Não esboço reação e nenhuma emoção. Mas ele é algo bom, não sinto, apenas confirmo. Seus cabelos são prateados, e lisos, a pele é branca igual papel, olhos profundamente cinzas. Ele poderia escolher qualquer nome. Os anjos nascem sem nomes. Eles são sem nomes. Não é “El” no final que os definem.
Ezequiel ficou com esse nome depois que um pastor o viu. Lembro-me do susto que pobre levou.
Hoje, neste exato momento, enquanto encarava a beleza de Ezequiel de longe, mesmo com distancia senti que algo ia acontecer, assim, como em toda parte do mundo. Sem perceber presenciamos uma grande colisão. E quando apareci, parecia que ele sentia mesmo a minha falta:
- O que está fazendo aqui? – Ezequiel perguntou caminhando em direção do local.
- Me chamaram. – Respondi estranhando atitude dele. Poxa, um anjo é amor, paz e amor... Não era que ele estava transmitindo para mim.
- Eu não vi ninguém lhe chamando. – Respondeu bravo com a pouca luz azul. Que ia falecendo. Falecendo. Até ficar bastante minúscula.
- Oh... – A frase na minha cabeça estava feita. Para evitar algo caminhei até uma pedra onde o carro havia batido. Ela era enorme, em cima dela tinha várias letras inicias de casais. A coisa era tão séria, que o automóvel estava completamente irreconhecível abaixo. Parecia uma enorme bola de metal. Na pista marcas de pneu causado pela freadas que não ajudou. Nessa mesma pista alguns brinquedos de uma menina espalharam-se.
- Ezequiel? – Olhei para ele sentindo. Ouvimos risos de uma menina sorridente, ela tentava recolher os brinquedos da pista, e queixava-se por que não conseguia pegar, pois cada vez que pegava o brinquedo permanecia no mesmo lugar. E quando aquilo começou a ficar chato, a menina começou a fazer beicinho. – Bola azul.
Ezequiel fixou seu olhar em mim, e com os olhos cheios de lágrimas permaneceu. Então, a bolinha de luz que ficou totalmente minúscula começou a crescer. Ali anunciou que apenas uma pessoa sobreviveu, e essa pessoa era o irmão mais velho da menina. Ele estava preso nas ferragens, dava para ouvir seus gemidos depois que ele acordou. Ora, por que sabia disso, sua mãe sentou-se perto de mim na enorme pedra, e sussurrou no meu ouvido confirmando-me o que já havia pressentindo.
- Ajude meu filho. Eu quero que ele venha para junto de nós. - A mulher se chamava Carla, tinha 40 anos, bastante linda, seus olhos castanhos refletia no sol e ficavam amarelos,  caramelo perfeito, seus cabelos longos, amarrados em uma trança mal feita. 
No chão, o pai sorria para a menina, e chamou-a pelo nome de Catarina. Ela virou-se, e sorriu de felicidade. Nesse momento, não esbocei nenhuma reação, seria esse o momento para apagar a memória deles, e levar as almas para um grande abismo solitário da amnésia.
- Eu não posso fazer isso. – Respondi para a mãe do garoto, que desmanchou o sorriso. – Mas também não irei leva-lo.
Ezequiel estava feliz.
Então evitei indagar.
Neste exato momento morre milhares de pessoas de várias causas, ou de vários motivos. Não podemos evitar levá-las. Pois o destino é traçado, isso não tem volta. Infelizmente, pessoas boas se vão sem nenhum motivo. Mas posso confirmar que Criador as chama com preferência especial, ele sabia que a vida era injusta de mais para eles aqui.
Não há o que me temer, eu não sou uma pessoa má. Apenas é meu trabalho.
Eu vi a primeira morte, eu ressuscitei quem mandaram, eu estava nas melhores e piores batalhas, nas piores tragédias, nos piores momentos.
Sempre estou nos piores momentos, para ser franca. Na verdade, me encontro nesse momento sem emoção. Mas não é minha opção levar quem você ama. Apenas cumpro ordens. Mas tenha certeza que tudo vai ficar bem. Não é necessário se matar para me ver.
Com amor, Morte.
 



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