História Island of Death - Limite do Sobrenatural - Capítulo 2


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Conversa - parte 1


Fanfic / Fanfiction Island of Death - Limite do Sobrenatural - Capítulo 2 - Conversa - parte 1

Eu não tinha ideia do que realmente queria ou desejava. Mas ansiava por uma única coisa, que por um momento achei tão estranho: Ter sentimentos de verdade. Ser humano por alguns dias.

Enquanto observava os seres humanos correndo no seu digno cotidiano farto de cansaço, sem parar a ver quem, um palmo a sua frente, me senti angustiante, por um momento, mas mesmo assim, sem nenhum motivo desejei, - sorrio- aquela vida tão sem graça.

Ao longo de minha existência percebi que as pessoas que muitas das vezes levo comigo são aquelas que nem vive direito, ou, como se não fosse amanhã de acordo com escolha carnal predominada no mundo, o chamado livre arbítrio. Ou seja, elas vivem acorrentadas a uma única coisa: Lei humana, e não divina. O Criador apenas avalia o coração, e não o que você faz ou deixa de fazer, e quando está morrendo deseja o que mais queria, e por falta de tempo, e adiamento, e leis, sussurram: viver. Desejo viver novamente!

A morte, no caso, eu, desejo muito que as pessoas vivam de verdade, e que não predam a um só sentimento. Certa vez, conheci também uma moça muito bela, que entregou seu coração a um homem que achara ser seu único amor na vida. Ele iludiu, penetrou, mastigou e cuspiu.

E mesmo existindo vários homens no mundo dispostos a dar um amor de verdade a essa bela moça, seus olhos se fecharam para isso. E só pensava nesse homem que ao virar ás costas a engana como pode. Resumindo bem essa bela história, a moça descobriu a farsa amorosa, e em vez de causa mudança se matou. Tirou sua vida. E hoje, ela vive olhando para o abismo com várias outras que suicidaram, morreram de causas naturais, e acidentais. Sem nenhuma lembrança. Isso significa que ela desejou por isso, significado real: esquecer.

De esquecer todo mundo esquece, mas o grande problema, é ele tá vivo, namorando com outras, e iludindo uma pessoa em especial, isso me fez lembrar-se da pobre moça. E todas ás vezes que o encaro, imagino sua morte perfeitamente.

Uma facada.

Uma bala perdida.

Um veneno.

Desejo de morte pós-acontecimentos negativos. Mas isso não pode acontecer. E mesmo estando de mão atadas, abro o livro dos nomes escrito pelo destino diversas vezes com esperança de estar o nome dele, e de outros humanos que causaram tanta dor e mortes de inocentes, de pessoas que agonizaram para parar, e eles não pararam!

Acha que meus olhos não são esperançosos para que um dia chegue o momento de caminhar até eles, e fazer questão de levar?!

Não se deixe enganar. Minha madrinha era Nêmeses, deusa da justiça que orou por mim quando estava sendo perseguida por Zeus. Ironia, não é? Fiquei abismada, pois geralmente deuses não pedem morte, eles são imortais. Porém, quando apareci, ela selou seus lábios nos meus, e disse que estava tudo bem, gostaria de estar ao meu lado. Fiquei sem nenhuma expressão, enquanto isso meu corpo estava tremendo, devido à guerra que estava acontecendo em outro continente, e senti mortes, mais mortes chegando até meu espírito. Mas aquele beijo me acalmou por um momento.  Se ela ainda existi? Não sei. Ela desapareceu ao meu beijar. E talvez esteja em mim.

Ás vezes, enquanto vejo o mundo daqui de cima, imagino como seria se fosse humana, como reagiria, se amaria, se viveria corretamente assim como quero que eles vivam.

- Acharia beleza em você. – Alguém disse com enorme eco. As vozes ecoadas eram de várias pessoas, e conhecia tão bem quem lançou a conversa, Luci.

- Por que está aqui? – Perguntei fixando meu olhar no dele. Não temia Luci, era um amigo de longa data. Não era tão mal quanto as pessoas diziam na terra. Era apenas um anjo incapaz de abrir as asas e voar para o reino. Renegado pelo criador, hoje, vive vagando pela terra conversando com meus mortos.

- Sinto o desejo de muitos. Até me torno confuso. Mas o seu... – Ele estralou a língua. – É especial.

Não sentia surpresa. Mas não gostei das vasculhada em meus pensamentos.

- Eu não sinto nada. Não desejei nada. – Menti.

- Muito bem. E se tivesse um coração...? – Ele arqueou a sobrancelha. - Ou melhor, um cérebro de verdade. Alguém que correspondesse seus sentimentos... – Nunca senti medo. Nunca percebi um desejo como estou sentindo agora.

- Por que está aqui? – Perguntei novamente.

- Sente-se. Farei uma proposta. – De repente uma mesa de vidro pequena, e duas cadeiras feitas de ferro forram a minha sala solitária quando ele estrala seus dedos. Isso lembrou-me o passado tão distante quando Luci esteve vagando solitário, e aparecia somente para conversar.

Luci é difícil ser identificado, mas ele é a metade de todas as pessoas. Não existe preconceito para ele. Somente seu desejo estranho de ambição.

Geralmente Luci aparece para aqueles seres que sonham ambiciosamente sem medir a queda, algo, e não cobicei nada, apenas pensei se minha vida fosse...

-Proposta que vire humana? Eu não posso. E se me tornasse... O mundo inteiro ficaria um caos.

- Não fica. Você tem tanto poder e não sabe usar?! Neste exato momento retira dois mil e setecentas vidas ao redor do mundo. E ainda tira um tempo para pensar, e conversar comigo.

- Eu não quero conversar com você. – Me levantei da mesa furiosa.

- Oh, lógico. Por que não sou Ele!

- Não é isso. Você também ressuscitou algumas pessoas, e não hesitei quando pediu.

- Corretinho. Então, por que não aceita meu presente.

- CONTRATO! – vociferei. - Mas diferente Dele, você cobra cedo.

- Não deseja uma vida? Um coração? Ou prefere ficar com um anjinho de cristo? – Ele mencionou Ezequiel.

- Qual é o seu intuito, Luci?

- Causar. – Sorriu.

- Pressenti.

- Tarde de mais esse pressentimento.

- Não aceito seu contrato.

- Como se ele valesse para você. Nossa como és ignorante de conhecimento.

- Não quero morrer. Mundo humano é muito cruel.

Ele deu de ombros.

- É sempre bom experimentar novos ares.

- Esse ar, não é o que desejo.

- Está tudo bem. Tudo bem. – Ele sussurrou. – Você indo por uns dias não vai fazer mal, mesmo estando lá, seu trabalho continua o mesmo, tudo lindo aqui. Ah, entendi! Acha que quero tomar seu lugar? Não acha que poderia fazer isso logo após minha segunda queda? Quando ferrei com a vida de Eva?

Ele tinha razão.

- Mesmo assim, morrendo no mundo humano, continuarei a mesma. Com mesmo poder. Criador não liga para minha existência, só acha absurdo corta os laços da vida proposto pelo destino. – Por um momento estava pensando igual á ele.

- Olha quem está pensando! – Ele enalteceu a voz ao bater na mesa. – Tem tudo em suas mãos. O poder. A glória. TUDO!

- Eu estou normal desse jeito, - Dei uma breve pausa para perceber que houve um acidente de trem na índia. - sem desejos. – Ouvi os gritos de socorro e misericórdia de pessoas que estavam presas nos entulhos de um prédio que havia desabado devida a má construção civil.

- Por que está aqui? – Ele perguntou.

- Por que... Não sei.

- Tecnicamente, - Luci se aproximou mudando completamente de feição. Era uma mulher de longos cabelos castanhos claros, olhos enormes e verdes, lábios carnudos e rosados, sua pele parda brilhante destacava vários sinais de nascença. – É o ser mais poderoso que todos os seres espirituais conhecem. Pode me destruir, - Luci sussurrou em meu ouvido. – com piscar de olhos.

- Não faria isso. – Afastei para avaliar seu rosto perfeito. – Sabe.

- Eu sei minha amiga. Mas não a deixaria sozinha. Nunca lhe deixei, nem mesmo ousei trapacear, mesmo você sendo ruim!

 

 

 

 

 

 



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