História Isso é o que o amor faz - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Visualizações 28
Palavras 1.025
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


uma ideia veio a mim 6 da manhã ter
e apenas nesse horário da tarde
eu vi a oneshot das vilãzinhas mais lindas de malhação nascer <3

Capítulo 1 - Ela sacou a esquizofrenia dela ela .capítulo único



Você nem sabia por que estava ali. Deveria estar fazendo qualquer coisa que não envolvesse estar ali.


Porque em toda festa produzida por aquelas cinco você acaba se estressando. Sempre. Naquela noite, estava se estressando de frustração.


Pois, você havia acabado de se realizar de que, nem para dançar, você servia.

 


Ou, pelo menos, dançar à dois.


Havia tentado com seu ex-mas-ainda-amigo e seu talvez futuro atual; Ambas as vezes haviam resultado em total fracasso; Você nunca sabia rodar. Era esquisito.


Você dançando com alguém era esquisito.


Então, você resolveu poupar os outros e a si mesma e parou de tentar. Ficou apenas isolada em um canto do galpão. Todos ali estavam ocupados demais para realmente prestarem atenção em você. Exceto uma certa criatura do outro lado do galpão. Ela mantinha um olhar curioso e cômico sob você, enquanto bebericava algo de seu copo. Você já a havia reparado antes, dentro e fora de lá. Ela não parecia ser do tipo que observava os outros, parecia mais gostar de observar a si mesma, de viver o momento, flutuar sob o ar. Pelo menos, era isso que você sentia dela.


O olhar dela te corroia. Te deixava até sem graça. Você só queria ir até lá e perguntar: ''Qual é a tua?''.... e com as pernas bambas, você foi.
Em momento algum, ela tirou os olhos de você. Não parecia ter vergonha. 


Você olhava pra ela. Ela olhava pra você. E você se perguntou por que realmente tinha ido até ela. Até que ela te ofereceu o copo dela. Álcool, é claro. Você não era realmente acostumada com álcool, e isso azedou seu semblante. Fato que fez ela rir, e você, mesmo que não quisesse, riu também, ainda sentindo o gosto amargo do álcool em tua língua.


''Que papelão você fez dançando com os playboys, hein'' disse ela, em um tom risonho, do nada. Mas, é claro que era isso. E você revirou os olhos


''Olha, eu sei, não preciso de ninguém me lembrando''


''Relaxa, eu só tô zoando com você, loira...'' respondeu ela, e você se perguntou de quando havia dado à ela aquela intimidade para ela sair te chamando de ''loira'' assim. Que garota bizarra.


''Sabe, não é só porque você sabe dançar que pode sair zoando a dança dos outros assim, isso dói'' disse você, tentando ao máximo não fazer contato visual com ela. Mas, tinha certeza que ela estava te julgando por aquele discurso vitimista estúpido.


''Não existe essa de saber dançar. Todo mundo sabe dançar, loira'' de novo?


''Pra você é fácil, né, morena!'' retrucou você, dando ênfase no ''morena''. Afinal de contas, se ela podia ter intimidade com você, você também podia ter com ela. E, se por um minuto, você achou que, ela sendo ela, iria dizer: ''Não sou Princesa Isabel pra te dar essa liberdade!'', percebeu que estava totalmente enganada. Pois ela nada disse. Apenas sorriu. Um sorriso que te fez ter vontade de sorrir junto, mas, você, com todas as forças do mundo, se conteve.


''Pode ser fácil pra todo mundo...'' disse ela e você realmente sentiu falta do ''loira'' no final.


E, parecia que nada mais fazia barulho. Nem o ruído do bate-papo alheio, tampouco a música estrondosa. Só aquela conversa bruta entre você e a menina da outra escola. 

 


Até que os primeiros acordes de uma música tão conhecida por você começou a ecoar pelo recinto.


Você me chamou pra dançar aquele dia, mas, eu nunca sei rodar...


''Meu Deus, é a nossa música!'' gritou ela, assustando você. O quê?!


''Que música? A gente não têm música, sua louca!''


''Mas, é minha e tua. Vem. Melhor professora que eu não existe'' disse ela, pondo o copo no balcão e pegando tuas duas mãos. E, mesmo com os teus ''Não!'', ela ainda parecia resistir. Foi quando você se deu por vencida.

 


Acompanhou ela até a pista; Ela te acolheu nos braços dela, e segurou tua mão. Ato que você copiou. Não conseguia realmente acreditar que aquilo estava acontecendo.


''Só tenta... me imitar'' disse ela, baixinho, e você assentiu. Começaram a se mover ao som daquela melodia que sempre te derretia feito manteiga. Ela te olhava fixamente nos olhos enquanto dançavam, talvez pra te passar confiança. Mas, só deixava tuas pernas mais moles que gelatina. Até que a dança começou a se avançar mais e ela inventou de começar a te girar. Pra quê? 


Você sentia que ia cair naquele chão ali mesmo. Tuas pernas pareciam sucumbir de agonia, e a tua vontade era de largar a morena e sair correndo, só sabia perder a esperança. E você pôde jurar que ouviu ela rir baixinho. Será que ela tava percebendo?


Você sacou a minha esquizofrenia...

 


''Pode se soltar, viu? Eu tô te conduzindo... ''  exclamou ela, naquele tom de voz baixo, no pé do teu ouvido, com aquele hálito quente, em um choque-térmico desgraçado entre o teu corpo e do dela, que estavam gelados. E você sentiu todos os pelos do teu corpo se arrepiarem.


Não sabia o que essa menina tinha, mas, ela tinha. Ô se tinha! Nenhum dos outros dois que haviam dançado contigo haviam te dito isso, ao contrário, te largaram no teu primeiro ato de esquizofrenia.


E essa menina te passava uma paz infeliz. Coisa inexplicável. E você plantou sua cabeça no ombro dela, em um ato de impulso. 


''Ei, meu ombro não é travesseiro não, loirinha!''  ela exclamou e riu. Ô risada pra te quebrar no meio! Não tinha como não rir junto, logo ali, que a risada dela tava tão pertinho de ti. E você percebeu; A sua risada e a dela ficavam tão lindas em sintonia. 


Você estava tão presa naquele emaranhado de menina da outra escola, música bonita, e a respiração dela, que você sentia como se estivesse dentro de você.
Que quando tu menos esperava, a dança acabava.
E, ela de ti, se separava. E aquele sorriso (já mencionei que aquele sorriso era matador? Se até eu, pobre narrador, morro com ele, imagine você, que estava
o vendo ao vivo e à cores) te assolava.


''Viu que melhor professora que eu não existe?'' 


E, no final, achei tranquilo.
 


Notas Finais


(vocês, manas que não têm nada pra fazer, se quiserem, deem fav pra fazer uma jovem escritora feliz)


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