História It Girl - Norminah - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah, Trolly
Exibições 283
Palavras 2.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, eu nem tive tempo de descansar e já tô de volta porque certas pessoas continuam no meu pé e eu nem tenho mais o direito de sair e ter uma vida social huahsushuhau
Primeiramente gostaria de agradecer a Deus por me dar a melhor namorada do mundo ❤️ e a todos vocês por continuarem acompanhando a estória, mais especialmente a Ana (fifthopw), Flavia (norminahdate), Luana, e Maria, amo vocês ;)

Capítulo 13 - Déc. Terceiro Capítulo


Fanfic / Fanfiction It Girl - Norminah - Capítulo 13 - Déc. Terceiro Capítulo

 

      NORMANI'S POINT OF VIEW

 

Texas, Houston -31 de Outubro de 2016

 

Ver o olhar de Dinah carregado de dor me fez sentir mal e depois disso eu não tive mais clima para dançar daquele jeito com o Mark ou beijá-lo na frente dela. Todavia, o mesmo teve um contratempo e precisou ir embora. Ele estava tão apressado que não me deu muitas satisfações, também não era preciso. Mas ele fez questão de pegar meu número e deixou bem claro seu interesse em me ver outro dia para me conhecer melhor.

 

Havia sido melhor assim, eu estava mesmo precisando respirar por hoje. Eu não sei explicar direito o que senti quando vi a forma que Dinah estava me olhando. Eu estava tão afetada por aquele olhar carregado de coisas que eu não soube identificar além de mágoa que precisei me afastar dela. Eu fiquei completamente atordoada e mexida mas não estava conseguindo distinguir meus sentimentos no momento.

 

A parte da boate onde eu estava agora era menos barulhenta e tinha menos luzes coloridas. Era uma espécie de bar reservado para quem estava mais interessado em beber alguma coisa e conversar, mas ainda assim aquela decoração de Halloween estava lá. Era um lugar muito bem arquitetado, sem falar que era muito bem localizado também.

 

Eu estava sentada sozinha em mesa na última mesa do lado esquerdo, tentando me recompor enquanto tomava o líquido gelado e transparente da garrafa que tinha comprado ali mesmo no bar. Jilly havia insistido para ficar comigo mas eu estava mesmo precisando ficar um pouco sozinha.

 

Decidi que iria para minha casa e não ficaria ali nem mais um segundo. Eu definitivamente não estava mais no clima de festa e muito menos uma festa onde Dinah estivesse. Eu só queria sair daquele lugar o mais rápido possível sem cruzar com ela.

 

O que eu faria depois eu ainda não sabia, afinal uma hora eu teria que enfrentá-la já que ela é minha chefe e eu era profissional demais para deixar minha vida pessoal afetar meu trabalho. Mas enquanto eu pudesse evitá-la, eu o faria. Não era medo ou raiva, era vergonha. Eu estava envergonhada.

 

Deixei a garrafa de água encima da mesa, peguei minha bolsa e saí apressada dali. Eu teria que passar pela pista de dança, mas não pararia nem para me despedir de minhas amigas. Eu as daria qualquer desculpa depois.

 

:— Espera! – Dinah estava parada a minha frente, recuperando sua respiração por ter corrido para me alcançar.

 

Eu estava estática. Essa a situação que eu estava evitando, foi exatamente disso que eu estava planejando fugir e agora ela estava ali. Eu não falei nada, apenas fiquei esperando ela dizer o que queria. E ela pareceu estar esperando o mesmo de mim já que ficou minutos que mais pareciam uma eternidade apenas me olhando da forma que ela me olhou quando eu estava dançando com o Mark. Aquele olhar doía tanto nela quanto em mim, eu me senti horrível durante aqueles minutos agoniantes.

 

:— Eu posso dançar com você também? –Ela estendeu sua mão direita e deu um sorriso fraco. Seus olhos brilhavam como se ela estivesse prestes a chorar. — Por favor? –Perguntou novamente devido a minha resposta que não veio.

 

Eu simplesmente não sabia o que fazer a partir dali. Não sabia se aceitava ou recusava e saía correndo dali. Várias coisas se passaram em minha cabeça naquele momento. Talvez ela estivesse tentando me pregar uma peça. Mas havia tantas emoções vindas daquele olhar castanho.

 

De repente eu estava perdida naquele rosto, olhando cada detalhe que antes eu não havia me dado de reparar com tanta atenção. O nariz dela que agora estava um pouco franzido, tinha um formato engraçado, mas era proporcional ao rosto dela. Era como se ele tivesse sido desenhado exclusivamente para ela, ficava perfeito. A mesma coisa sobre a boca dela que era um pouco maior e mais carnuda do que vemos geralmente em mulheres brancas.

 

:— Normani, olha, se você não quiser será mais fácil se apenas disser que não quer. –A mão dela já não estava mais estendida, e seu semblante era de descontentamento. Ela estava cabisbaixa e por um momento eu agradeci por não poder ver aquele olhar novamente.

 

:— Eu quero. – Sustentei o olhar da Dinah e pude ver os olhos dela brilhando novamente, mas dessa vez era algo bom. Um meio sorriso e formou no canto de seus lábios enquanto ela se aproximava lentamente.

 

Na verdade tudo estava acontecendo lentamente, como se estivéssemos em câmera lenta e tudo ao nosso redor também.

 

Ela segurou firme minha cintura com as duas mãos e me trouxe para mais perto, tudo com muito cuidado. Como se ela tivesse medo de me quebrar.

 

Eu nem havia percebido quando uma música mais lenta e com toque mais sensual começou a tocar, tornando assim a nossa dança ainda mais interessante. Dinah parecia saber exatamente como se movimentar e como me conduzir também, pois ela o estava fazendo perfeitamente no ritmo da música sem desviar seus olhos dos meus. Por enquanto ainda estavam a uma distância segura uma da outra.

 

Com o passar do tempo as batidas da música foram ficando mais intensas, ou eu simplesmente estava cada vez mais envolvida naquela dança e absorta de tudo a minha volta.

 

:— Posso te fazer uma pergunta? –Dinah indagou de repente, me surpreendendo e me fazendo estremecer de leve por estar distraída olhando fixamente para o rosto dela.

 

:— C-claro... – Sorri sem graça.

 

:— Quem era aquele homem com você? –Engoli em seco.

 

:— Huh, um amigo... O Mark. Eu o conheci aqui mesmo. – Respondi rapidamente assim que ela terminou de perguntar.

 

:— E vocês já estavam se beijando e conversando como se tivessem muita intimidade? –Ergueu as sobrancelhas e arqueou um pouco a cabeça para o lado direito.

 

:— Nós não estávamos conversando como se tivéssemos muita intimidade. Nós estávamos apenas... Conversando. – Resolvi não falar sobre a parte do beijo. Dinah não falou mais nada, apenas continuou me encarando como se não houvessem mais pessoas naquela boate.

 

Inesperadamente, em uma parte específica da música em que o toque se tornou mais dramático por assim dizer, Dinah aproximou-se de mim acompanhando a lentitude em que tudo acontecia entre nós e ao nosso redor naquele momento, sem desviar os seus olhos dos meus. Talvez o toque da música estivesse mais dramático apenas para mim.

 

Ela abraçou minha cintura e deixou nossos corpos tão colados que eu podia sentir o calor do corpo dela, seu coração acelerado batendo contra o meu peito e sua respiração descompassada e seu hálito de álcool perfurando a pele do meu pescoço estava me causando arrepios. Suas mãos que ante seguravam cuidadosamente minha cintura agora seguravam minha nuca enquanto seus braços pressionavam minhas costas impedindo-me de afastar-me dela.

 

:— Nós podemos fingir que nos conhecemos aqui hoje? – Sua voz soou baixinho ao pé do meu ouvido. Minhas pernas enfraqueceram imediatamente e eu soltei um suspiro involuntário. Se ela não estivesse me segurando com aqueles braços longos e fortes, eu provavelmente teria caído. — Por favor? – Ela estava fazendo aquela carinha de apreensão novamente. Eu até tentei falar mas meu corpo não obedecia meus comandos.

 

Eu sabia a que ela estava se referindo. Ela queria fazer comigo o que eu estava fazendo com o Mark. Seria algum tipo de vingança?

 

:— N-não... Nós não podemos, Dinah. – Tentei me desvencilhar do abraço dela para ficar a uma distância segura, mas ela intensificou o aperto em minha nuca. — Você está me assustando!

 

:— Por quê, Normani? Por quê você não pode fazer comigo o que fez com ele? – Sua voz estava embargando e ela estava se atrapalhando um pouco com as palavras. Só então eu percebi que ela estava um pouco alta. — É por que eu sou uma mulher? Você tem nojo de mim por ser lésbica? – Havia dor na voz dela.

 

Eu estava confusa com tudo aquilo, aquela atitude dela estava me deixando confusa. Foi então que eu olhei nos olhos dela e tive a resposta que eu precisava.

 

:— Eu te amo, Normani. – Ela soltou de repente e meu coração quase pulou para fora do peito quando eu percebi que ela estava chorando. Aquilo foi como um baque pra mim. Novamente tentei me afastar, mas ela estava me apertando cada vez mais.

 

:— Eu não vou fugir – Tentei de todas as formas me afastar sem chamar a atenção da boate toda. — Me solta!

 

Minhas pernas tremiam tanto que eu tinha medo de que elas não suportassem mais sustentar o peso do meu corpo e me traíssem justamente no momento em que eu mais precisava delas.

 

:— Eu te amo.

 

Ouvi-la dizer aquilo mais de uma vez foi demais para mim. Eu estava completamente perdida em meio a um mar de emoções e prestes a me afogar.

 

Eu não poderia dizer o mesmo. Eu não sentia o mesmo por ela.

 

 

        DINAH'S POINT OF VIEW

 

 

Eu tinha medo de respirar e continuar vivendo para encontrar Normani no local de trabalho, na rua, numa festa que eu vou para me divertir com as minhas amigas e até quando eu estiver tentando esquecê-la de alguma forma ela estará lá. Em qualquer lugar que eu fosse ela ia também, às vezes não fisicamente, mas ela estava sempre no meu pensamento.

 

Eu tinha certeza que o que eu sentia por ela era muito mais forte do que qualquer sentimento que eu já tive por uma mulher antes. Era mais forte e mais verdadeiro. Mas infelizmente só eu me sentia assim e descobri isso da pior forma possível.

 

Eu tinha noção de que aquele não era o melhor momento pra falar aquilo, mas eu não soube o que fazer quando olhei nos olhos dela e vi que talvez eu nunca mais teria a oportunidade de segurá-la daquela forma. Eu senti puro medo.

 

No entanto Normani estava se tornando alguém arrogante e definitivamente não foi por essa mulher que eu me apaixonei. Depois de eu finalmente ter dito as três palavras que eu estava lutando para não deixar escapar e ainda repeti-las, ela simplesmente me deixou ali à mercê da imensa dor que eu estava sentindo.

 

Agora eu estava afundada em mágoas e encolhida no sofá da sala de estar da minha casa que agora parecia tão grande para uma pessoa só, tão solitária. Fazendo a única coisa que estava fazendo desde o dia da festa: chorar.

 

Camila e Ally vieram me visitar algumas vezes e até tentaram me arrastar para fora de casa, mas nada adiantava. Eu não queria sair de casa por nada nesse mundo. Eu só queria ficar ali sozinha, como eu estava destinada a ficar para sempre.

 

 

[…]

 

 

 

Acordei com o barulho da campainha que tocava insistentemente, fazendo com que eu me levantasse a contragosto. Meus olhos ardiam por causa do choro incessante de mais cedo e minha visão estava um pouco embaçada ainda por causa do sono.

 

Se fosse Ally ou Camila eu as daria um sacode bem dado para que elas aprendam a não serem tão inconveniente e indesejáveis.

 

Mas eu tive uma enorme surpresa quando abri a porta e vi minha mãe, Regina e Seth do lado de fora do meu apartamento. Tudo aconteceu muito rapidamente.

 

Assim que eu abri completamente a porta, fui atingida com força por um tapa da Regina em uma das minhas coxas e logo depois Seth estava se lançando contra mim e abraçando minha outra perna. Regina tinha uma cara emburrada e estava com os bracinhos cruzados. Eu estaria rindo daquilo em outra ocasião.

 

:— Mas o que vocês acham que estão fazendo? Por que invadiram minha casa dessa forma? – Minha voz saiu falhada e rouca. Só então eu percebi que minha garganta estava seca e que já fazia um bom tempo que eu não bebia água.

 

:— Isso é jeito de receber sua família depois de tanto tempo, Dinah Jane? – Minha mãe Milika se pronunciou e sua expressão não era das melhores. Encolhi os ombros.

 

:— Desculpa, mãe. Eu só estou surpresa. – Notei que ainda estávamos perto da porta — Venham... Entrem.Vocês não trouxeram nada?

 

 Minha mãe estava carregando apenas uma bolsa de braço.

 

:— Seu pai está estacionando o carro e ficou encarregado de trazer as malas. – Assenti.

 

Andei de volta para o meu sofá, sendo acompanhada pela minha mãe e meus dois irmãos. Seth que não largava a minha perna e Regina que continuava emburrada.

 

:— Pois então, a que devo a honra dessa visita? – Coloquei Seth sentado no meu colo e o abracei. Ele estava tão maior que da última vez que eu tinha o visto. Os dois estavam crescendo muito rápido.

 

:— Então, suas amigas me ligaram... E elas explicaram-me tudo. Elas nos contaram que você não quer ter ninguém por perto. – Fechei meus olhos com força e dei um longo suspiro. Eu não estava surpresa. — Você deve ser muito grata por ter Camila e Ally como melhores amigas, filha. Elas estão realmente preocupadas com você.

 

:— Por quê você não vai nos visitar? – Perguntou Regina que até então estava calada. — Eu estou muito brava com você, Dinah.

 

:— Tenho certeza que sua raiva vai passar se eu te der um pouco do sorvete de napolitano que eu tenho aqui. – Apenas isso foi o suficiente para que ela desfizesse a cara de emburrada e se lançasse no meu colo, junto a Seth.

 

:— Dada, eu também posso tomar sorvete? – Seth perguntou segurando meu rosto.

 

:— Claro, carinha. – Sorri. Os dois pularam para fora do meu colo e me seguiram até cozinha.

 

A campainha tocou novamente e minha mãe foi atender. Então eu notei que eu estava sorrindo pela primeira vez desde aquele dia. Eles haviam acabado de chegar e já estavam me fazendo sorrir.

 

Nem eu sabia que sentia tanta falta da minha família assim. Eu realmente seria grata a minhas amigas pra sempre por isso.


Notas Finais


Bem, eu acho que a partir de agora o sofrimento da Dinah acaba ou pelo menos diminui hasgsushu me perdoem por fazer nossa bichinha sofrer tanto ):

Twitter: @djhnavy


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