História It was always you - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Panic! At The Disco
Personagens Brendon Urie, Jon Walker, Ryan Ross, Spencer Smith
Tags Brendon Urie, Jon Walker, Panic At The Disco, Ryan Ross, Ryden, Spencer Smith
Exibições 37
Palavras 3.440
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ
Essa fic tem 2 caps
E eu resolvi postar pq sei lá faz tempo que não posto nada
Mas ela já está pronta faz um tempão
Espero que vcs gostem <3
Falem cmg lá embaixo <3

Capítulo 1 - Um


Dizem que você pode se acostumar com qualquer coisa na vida. E eu tento todos os dias acreditar nisso, tento pensar que eu simplesmente estou acostumado. Eu não preciso agir a respeito das coisas que eu sinto se eu me acostumei a guardá-las, não é? Eu não preciso fazer nada além de ignorar quando eu sou pego de surpresa sentindo meu coração bater rápido demais, quando eu estou apenas me divertindo com meus amigos e um par de olhos castanhos encontra os meus e não desvia por certo tempo. Ou quando eu o vejo de manhã, com o cabelo espetados para todas as direções, esfregando os olhos como uma criança, e penso em como eu fui parar ali. Não, eu estou acostumado.

Às vezes é difícil compreender o motivo de eu estar fazendo isso. Às vezes preciso ser muito severo comigo mesmo para que eu apenas continue fingindo, porque em algum momento da minha vida eu decidi que era a melhor coisa a se fazer. Quando ele estava muito perto de mim eu quase me esquecia quais eram meus motivos. Mas já fazia tanto, tanto tempo que eu não podia mais pensar se era a melhor coisa ou não, eu só precisava continuar como eu estava até que tudo melhorasse. 

Talvez não tenha sido nada fácil para mim passar tanto tempo isolado em uma cabana com ele. Spencer sabia, eu não podia esconder tal coisa dele por tanto tempo, apesar de eu ter dado um jeito de esconder por alguns meses. Mas ele descobriu há muito tempo, e ele me perguntou inúmeras vezes se isso daria certo, e eu fui sincero. Eu disse que não sabia. Mas que precisava tentar.

Jon estava sempre distraído, alto, ou ambos, então eu tinha quase certeza que ele nunca tinha notado. Spencer dizia que era óbvio, que ele não sabia como o próprio Brendon não tinha notado.

Ele parecia de fato nunca ter notado e eu tentava o meu melhor para manter as coisas dessa forma. 

No fim das contas, não foi nada fácil passar tanto tempo perto dele naquela cabana. Nós ficamos todos de saco cheio um do outro, eu estava mais mal-humorado que os outros porque estar tão perto e tão longe de Brendon simplesmente acabava comigo, e nós descartamos praticamente todas as coisas que havíamos produzido para nossa banda durante todo aquele tempo. Nossa estadia na cabana era definitivamente algo que eu queria esquecer para sempre.

Então nós quatro demos um tempo. Já fazia mais ou menos um mês que eu não via Jon ou Brendon. Spencer era meu melhor amigo e o encontrei uma vez ou outra depois que voltamos da cabana. Ele dizia sempre que estava preocupado comigo e que eu deveria fazer alguma coisa a respeito do que me perturbava, mas eu estava acomodado. Acomodado e acostumado. Não significava que era bom, que eu não queria morrer de vez em quando, que eu não me sentia nervoso e tenso quando Brendon brincava comigo no palco, que eu não sorria como um bobo quando terminávamos um show e Brendon parecia a pessoa mais feliz do mundo, que eu não sonhava com ele o tempo todo, até mesmo acordado, e me via excitado por causa disso diversas vezes. Não significava que eu não sentia um infernal e frequente aperto no peito quando estávamos muito próximos, quando estávamos muito distantes também, quando ele fazia literalmente qualquer coisa que era tão comum mas eu me derretia.

E também não significava que eu não me apaixonava ainda mais quando a gente se beijava quando estávamos bêbados, com a forma que ele ria entre meus lábios, dormia em qualquer canto desde que eu estivesse ali ao lado dele. Não significava que já não doía mais quando ele acordava no dia seguinte e beijá-lo não era mais possível, não sóbrio, porque me beijar era só alguma besteira que ele havia feito enquanto estava alcoolizado, e para mim era a melhor coisa do mundo.

Eu ouvi a campainha da minha casa tocar e fui até a porta. Abri e Brendon sorriu sem graça para mim. Eu queria retribuir, mas não pensei nisso na hora. Nós nos encaramos até que o sorriso sumiu e ele parecia chateado.

- Você me odeia? - Brendon perguntou.

Franzi as sobrancelhas. Não respondi imediatamente porque eu estava pensando em toda e qualquer coisa que eu poderia ter feito para que ele pensasse que eu o odiava. Eu não poderia nunca odiá-lo.

- Que? - Perguntei confuso.

- Você sumiu. As coisas ficaram estranhas entre a gente desde que voltamos daquela maldita cabana, e você parecia sempre tão mal-humorado e...

- Brendon. - O interrompi e ele me olhava nos olhos com certo receio. 

Eu poderia dizer que não o odiava, simplesmente. Ou dizer que sentia sua falta. Poderia ser mais dramático que isso tudo e dizer que eu o amava. Mas eu apenas segurei sua cabeça e puxei ele para perto. Abracei-o. Brendon a princípio não se moveu, mas percebi ele relaxar e corresponder meu abraço em seguida.

Nós separamos nossos corpos e o sorriso sem graça estava de volta nos lábios de Brendon. Eu o dei passagem e ele entrou.

- Hm, então, na verdade vim buscar você. - Ele chacoalhou a chave do carro pendurada em seu dedo.

- Para me levar onde, exatamente?

- Pra minha casa. Eu chamei todo mundo. Faz tempo que a gente não se junta apenas pra se divertir, sem pensar em trabalho, e deus me livre que nossa relação vire só trabalho, não é? Nós que sempre fomos tão próximos e...

Brendon tagarelava sem parar e eu sorri enquanto ele falava algo sobre como nossa amizade não podia ser afetada por essas coisas. Então eu parei de prestar atenção e só pensei em como ele era adorável.

- E então? - Ele perguntou.

- Hm?

- Você vem?

- Ah... Claro, sim. Eu já volto.

Brendon assentiu e sentou em meu sofá enquanto eu me retirava da sala para ir me trocar.

 

Era ridícula a forma como Spencer me olhava toda hora, sempre que Brendon falava comigo, chegava perto de mim ou simplesmente olhava para mim. Ele parecia estar me controlando, parecia estar mais preocupado com tudo isso do que eu. Ele não costumava fazer isso, mas esta noite em especial ele estava realmente me irritando.

Eu sentei no sofá da sala de Brendon e ele sentou do meu lado. Ele poderia ter sentado em qualquer lugar, mas ele sentou ali. Eu não tive nenhuma culpa nisso, e ainda assim Spencer me lançava olhares como se eu fosse um criminoso.

Jon e Spencer se ajeitaram no outro sofá. Jon e Brendon discutiam qual filme colocar, enquanto eu apenas encarava o chão, sentindo a tensão que rolava entre meu melhor amigo e eu. E então ele se levantou e disse que enquanto nós decidíamos ele faria pipoca. Segui-o até a cozinha.

- Você pode por favor me dizer o que está acontecendo? - Perguntei.

- Hm? - Spencer me olhou com uma cara de fingido que nunca me enganaria.

- Spencer!

- Ry, eu só estou preocupado com você. Ok? Você ficou muito mal quando nós fomos para a cabana, e ficar muito perto de Brendon não está mais te fazendo bem.

- E o que você sugere que eu faça? - Eu abri um pequeno sorriso irônico.

- Não sei! Eu só sei que nós não somos mais os mesmos, nós quatro.

- Jon e Brendon estão perfeitamente normais, e você poderia agir normalmente também para que eu consiga fazer o mesmo.

- É isso que você quer? Continuar fingindo?

- Seria ótimo.

Spencer revirou os olhos. Ele ia dizer algo, mas Brendon entrou na cozinha e nós o encaramos assustados, sem conseguir disfarçar por um segundo que havíamos calado a boca com sua presença. Ele me olhou e em seguida olhou Spencer, desconfiado.

- Hm, vocês não estão fazendo pipoca. - Ele disse.

- É, eu... Não encontrei. - Spencer disse.

Brendon arqueou a sobrancelha.

- Está no mesmo lugar de sempre. - Ele abriu o armário de sua cozinha e pegou dois pacotes de pipoca de microondas. - O que tá rolando? - Perguntou finalmente.

- Nada. - Spencer respondeu novamente.

- Parece que estamos guardando segredo uns dos outros agora, hm?

- Ryan não está se sentindo muito bem. - Spencer disse novamente e eu o olhei incrédulo.

Disfarcei assim que percebi o olhar preocupado de Brendon em meu rosto.

- Ei, o que você tem?

- Eu só... Estou...

- Com dor de barriga. Deve ter sido algo que ele comeu. - Spencer completou minha frase e eu não sabia se queria matá-lo ou agradecê-lo.

- Ah, você quer um remédio? - Brendon disse e andou até mim, parecendo genuinamente preocupado e me senti mal por estar mentindo para ele. Mas era provavelmente melhor que dizer que eu estava secretamente apaixonado por ele por anos.

- Não, eu... Tomei antes de vir.

Jon apareceu na cozinha e nos olhou.

- O que vocês estão fazendo? - Perguntou.

- Ryan está com dor de barriga. - Spencer anunciou.

Matá-lo. Eu definitivamente queria matá-lo.

- É mesmo? Se você precisar usar o banheiro, por favor, vá no andar de cima porque eu definitivamente não quero...

- Ok! - Interrompi. - Cale a boca, Jon. Vamos fazer a pipoca e ver a porra do filme. Eu tô legal.

Brendon se sentou novamente ao meu lado quando voltamos para a sala. Eu ao menos havia prestado atenção em qual filme eles escolheram ver. Eu deitei no sofá e deixei meus pés no colo de Brendon.

Um certo tempo depois, quando a pipoca acabou, Brendon deitou a cabeça em meu estômago. Eu notei Spencer brevemente nos olhar e depois voltou a atenção para a televisão. Jon dormia com a cabeça nas pernas de Spencer e ele estava imóvel por causa disso.
Brendon ergueu a cabeça e me olhou.

- Não está doendo? - Perguntou.

- Oi? Não, pode ficar. Está... Melhor.

Ele sorriu de lado e deitou a cabeça de volta em meu estômago. Eu enrosquei meus dedos entre os fios de seu cabelo e deixei minha mão ali.

Em algum momento Jon acordou, Spencer havia comido toda a pipoca, e Brendon voltou a sentar no sofá. O filme acabou, mas Brendon insistia que queria ver outro, e acabou vencendo Jon nos argumentos. Os dois foram para a cozinha fazer mais pipoca, e eu novamente estava sozinho com Spencer.

Levantei-me do sofá e fingi olhar os filmes na estante de Brendon para tentar evitar que Spencer dissesse qualquer coisa. Ele não disse.

Eu me assustei quando Brendon voltou correndo da cozinha e quase trombou em mim. Ele segurou forte na minha cintura e se escondeu atrás de mim. Eu mal pude processar o que estava acontecendo porque logo Jon veio correndo e parou bem na minha frente, tentando chegar em Brendon, que me usava de escudo.

- Eu vou te matar, Urie. - Jon disse e eu o encarei confuso.

- O que vocês estão fazendo? - Perguntei e fui ignorado.

Jon tentou dar a volta em mim para chegar em Brendon, mas Brendon puxou com força meu braço e me empurrou, me largando e saindo correndo em seguida.

- Ai! - Reclamei, mas mais uma vez fui ignorado.

Jon correu atrás dele novamente, e eu sentei no sofá ao lado de Spencer, pois Brendon era muito espalhafatoso e eu corria sérios riscos ficando no meio do que quer que fosse que estivesse acontecendo.

Jon finalmente alcançou Brendon e socou seu braço. Spencer assistia como se fosse o amigo mais maduro que precisava aturar aquele tipo de coisa. Talvez até fosse verdade. Brendon reclamou com o soco.

- Pra sua informação, coloquei as pipocas de volta no pote e agora você corre grandes riscos de comê-las. - Jon falou.

- Ah, Jon! Não acredito!

Jon deu risada e Brendon parecia aborrecido.

- Do que vocês estão falando? - Spencer perguntou.

- Brendon encheu minha cueca de pipocas quando eu estava pegando algo para beber na geladeira! - Jon dedurou.

Brendon riu como se o que ele tivesse feito tivesse sido genial. Spencer fez uma cara de nojo e eu não pude evitar rir um pouco também.

Todos nós concluímos que seria melhor não comer pipoca nenhuma e Jon sentou no sofá que eu antes dividia com Brendon.

Mas Brendon o olhou desconfiado, ainda com a mão em cima da parte de seu braço onde Jon tinha o socado. Ele andou até o sofá onde eu estava e praticamente se jogou no meu colo, machucando outra parte do meu corpo, como ele sempre acidentalmente fazia.

- Eu não quero sentar com Jon, ele vai se vingar! - Resmungou.

Spencer nos olhou e revirou os olhos. Brendon segurava em mim como se eu fosse seu pai e fosse protegê-lo de qualquer coisa. Seu rosto encostado em meu peito e suas mãos agarrando forte minha camiseta. Spencer se levantou e foi sentar com Jon. Meu coração já batia mais rápido do que deveria quando Brendon saiu de meu colo e sentou ao meu lado.

Naquela noite decidimos não ver mais filme nenhum e cada um foi para a sua casa.

 

Eu não vi nenhum de meus três amigos por mais uma semana depois daquele dia. Talvez estivéssemos precisando descansar e nos ver menos. Eu falava com Spencer às vezes, mas não nos encontramos mais. Eu estava passando os canais da televisão, quase sem me atentar ao que realmente estava passando, quando escutei minha campainha.

Levantei com pressa porque já era meia noite e eu não tinha ideia de quem estaria em minha casa essa hora, mas deveria ser sério.

Eu abri a porta e Brendon sorria, encostado no batente.

- Eu descobri que consigo pular o portão de sua casa. - Disse.

- Mas está aberto.

- Eu não consegui abrir.

Ele riu e eu revirei os olhos.

- Porque você está bêbado.

- Ei! - Ele ficou sério. - Eu estive bêbado. Agora estou quase sóbrio.

Eu dei passagem e ele entrou. Fechei a porta e voltei para o sofá. Brendon me seguiu e sentou ao meu lado.

- Então? - Perguntei.

- O que?

- Você quer algo?

- Hm... Não. Eu só vim te ver. Mas se você quiser eu posso ir embora.

- Não, Brendon. Tudo bem.

- Eu preciso de um motivo para vir te ver, agora?

- Não, eu nunca disse isso.

Ele olhou para a televisão e percebi que eu tinha largado em um canal qualquer, e passava um desenho que eu nunca tinha visto antes.

- Parece que sua noite está animada. - Ele disse.

- Pois é. - Respondi e desliguei a televisão em seguida.

- Ryan. - Ele me chamou e eu o olhei. - Estou me sentindo... Sozinho.

Aquilo definitivamente me pegou de surpresa e, vendo certa mágoa nos olhos de Brendon, senti meu coração partir em mil pedaços.

- Por quê?

- Não sei. Eu não estou muito bem esses dias. Eu posso ficar aqui?

- Claro.

Eu passei meu braço em volta de seu pescoço e o trouxe mais perto, beijando sua testa em seguida.

- Tem algo que você quer me falar?

- Não, eu só... Estou me sentindo sozinho.

- Você não está sozinho.

- Eu sei, mas... Ah, não sei explicar.

- Tudo bem.

Afaguei suas costas e ele afastou o rosto que estava encostado em meu ombro.

- Eu nunca quero ficar sem você. - Ele disse e parecia triste. Senti uma dor no peito inexplicável e, bem lá no fundo, me despertou uma pontinha de esperança.

- Ei! Você nunca vai ficar sem mim.

- Promete?

- Claro. Para com isso.

Ele me abraçou.

- Eu te amo. - Murmurou.

Eu ri com o jeito que ele disse e aceitei suas palavras, mesmo sabendo que era só porque ele estava bêbado, já que da última vez que ficamos bêbados juntos ele abraçou o quadril de Jon e disse que o amava mais que tudo no universo, caindo no sono em seguida.

- Eu também amo você. - Respondi, e mal sabia ele como eu estava sendo sincero.

Ele me empurrou e quando eu vi, tinha caído deitado em meu sofá e Brendon estava em cima de mim.

Brendon e eu éramos próximos. Na verdade, não só Brendon e eu. Nós quatro éramos muito próximos e íntimos. Mas isso não era algo que normalmente acontecia. Seu corpo completamente por cima do meu, seu rosto alinhado com o meu. Mesmo que já tivéssemos nos beijado, isso era diferente. Eu estava sóbrio e estava sentindo tantas coisas. 

Então eu me lembrei que ele estava bêbado. Eu me lembrei que isso acontecia entre a gente quando estávamos bêbados. Havia até acontecido entre ele e Jon. Mas eu estava sóbrio.

Quando eu percebi que precisava fazer algo, já era tarde, e os lábios de Brendon encontraram os meus. Eu me desconcentrei por alguns momentos, porque Brendon estava me beijando, e era demais para mim, raciocinar naquele momento era um pouco complicado.

Não era como a gente normalmente se beijava. Eu não estava rindo, Brendon não estava rindo, não tinha Spencer e Jon para gritarem algo no fundo. Nada, era só nós dois e um beijo calmo e lento. 

Então eu me lembrei de como Brendon disse que estava se sentindo sozinho. Lembrei-me do fator principal: Brendon estava bêbado. Então eu o afastei de mim gentilmente e ele me olhou de um jeito estranho. Então franziu as sobrancelhas.

- O que foi? - Perguntou.

- O que você está fazendo?

- Hm, como assim?

- Brendon, você...

Não soube como terminar a frase, apenas o tirei de cima de mim pois precisava me concentrar em esclarecer que aquilo não podia rolar naquele momento. Ele sentou e ergui meu corpo, ficando sentado ao lado dele.

- Isso já aconteceu várias vezes, qual o problema?

- Nós estávamos bêbados. Tanto eu quanto você.

- Qual a diferença?

- Brendon...

- Ry... - Ele resmungou e chegou perto de mim. - A gente sempre se beija, você acha que dessa vez eu vá me arrepender, de repente?

Eu o olhei nos olhos. Ele estava perto, perto demais, e de repente ele estava novamente com os lábios nos meus. E eu cedi.

Nós voltamos a nos beijar lentamente, e ele calmamente chegava mais perto de mim a cada segundo. Empurrou-me deitado no sofá, devagar como se tivesse receio que eu fosse separar nossos lábios novamente. E então estávamos novamente deitados.

Ele tinha uma mão em meu rosto, e a outra invadia minha camiseta e tocava meu quadril com seus dedos quentes em minha pele igualmente quente. Ele sugou meu lábio inferior e deixei escapar um gemido baixo e curto, mas o suficiente para me deixar arrependido no mesmo instante.

- Porra. - Brendon ofegou.- Ryan.

Eu estava incomodado com a minha ereção, tentando fazer com que ela não aparecesse, mas agora era impossível, pois Brendon praticamente gemeu meu nome diretamente na minha boca e, bem, eu era extremamente sensível a ele.

Então ele largou meus lábios e foi para o meu pescoço. Beijou, sugou, mordeu minha pele e eu estava enlouquecendo mais a cada segundo, a cada vez que sua língua tocava minha pele, ou sua mão me apertava a coxa (não me lembro como ela havia parado ali). Ele abriu o botão de minha calça e abaixou o zíper, então eu me obriguei a voltar para a realidade.

Eu não sabia o que ele pretendia exatamente, mas eu sabia que a gente nunca havia ido tão longe, e eu não queria, não desse jeito. Seria incrível, seria absolutamente perfeito, e esse era o problema. Talvez sexo comigo não fosse significar muita coisa para ele, mas significaria o mundo para mim.

Afastei-o bruscamente, nos deixando sentados no sofá novamente, e ele me olhava como se estivesse ofendido.

- Bren, vá embora. - Eu disse, extremamente contra a minha vontade, e tendo que reunir toda a coragem do mundo para conseguir dizer tais palavras.

Brendon suspirou. Ele parecia realmente chateado. Eu me sentia mal mesmo sabendo que eu só estava fazendo o que eu precisava fazer. Talvez no dia seguinte ele percebesse que era a coisa certa. Talvez ele me agradecesse por não me aproveitar dele.

Eu apoiei meus cotovelos em minhas pernas e escondi meu rosto em minhas mãos para não ter mais que olhar para a cara dele, para não ter que assisti-lo ir embora. Eu percebi quando ele se levantou e ouvi o barulho da porta.

E então, quando eu abri os olhos, eu estava sozinho novamente.


Notas Finais


Não sei quando vou postar o próximo... talvez em uma semana?
Enfim, deixem reviews por favor <3

Adios


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