História It was not to happen - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Tags Assassinato, Drama, Romance
Exibições 14
Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii espero que gostem deste capitulo. Bjs ^^

Capítulo 1 - Cartas para ninguém


[Setembro 19, 2009]

"Querido alguém.

      Está é a primeira vez que escreverei sobre meu pensamentos. Para algumas pessoas isso é um diário, mas eu não sou uma dessas pessoas.... Não é um diário, pois não tem um cadeado, não é um diário, pois estarão em uma folha solta, e perdida por ai com os meus segredos, e não é um diário, pois as pessoas irão ler... Vou te dizer tudo que precisar saber sobre mim... Afinal, do que adianta escrever cartas, sem que tenha o nome do seu interlocutor ... Meu nome é Ártemis, eu tenho treze quer dizer quatorze anos, e moro em Atlanta - Georgia... Se você encontrar essa carta, pensará: "o que uma menina da sua idade pensa que ta fazendo, tem pessoas perigosa no mundo, e com essa carta podem fazer algo com você", mas eu sei dos riscos que estou a correr, eu apenas queria alguém para conversar... Se você quiser me ajudar, deixe está carta, no local onde encontrou, junto com uma carta sua, com um número de caixa de correio, Espero que possamos conversar, independente de o que achar de mim.

Atenciosamente Ártemis."

A jovem que de forma tão concentrada, estava a escrever sua carta, na mesa do refeitório do orfanato - Ártemis, fora abandonada logo, quando era bebê, e todos os dias se perguntava, se seus pais, não a queriam ou não podiam sustenta-la -. 

A mesma estava feliz por correr tal risco, por que poder conversar com alguém, sem ser chamada de maluca, seria bom. Não que ela fosse, mas a jovem via coisas, que as outras crianças não viam, e quando contava aos seus colegas, era chamada de louca.

Sobre a mesa do refeitório, havia uma garrafa de vidro transparente, onde a mesma decidirá que iria colocar a carta, para o seu destinatário. A jovem enrola sua carta, e coloca dentro da garrafa, e fechar a mesma. 

A jovem recolhe suas coisa, e segue em direção ao seu quarto, onde dorme sozinha diferente de seus amigos, não que ela durma sozinha por opção, mas porque ninguém do orfanato quer, ficar no mesmo quarto que ela. A jovem sobe as escadas com cuidado, para que ninguém a ouça, afinal já havia dado o toque de recolher do orfanado. " Se me pegarem, irei lavar os banheiros, com a minha escova de dentes", pensava a menina.

O grande problema, era que o orfanato, em que Crystal vivia, sempre fora muito rígido, no que diz respeito as regras. Haviam seis regras, que nunca - em hipótese alguma -, deveriam ser quebradas.

Primeira: O uso do uniforme, dentro e fora, do orfanato, era obrigatório - apenas para a escola, se usava uma roupa diferente -. 

Segundo: O horário, em que todas as crianças, deveriam estar na cama, era exatamente as dez horas da noite, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos.

Terceiro: Notas escolares, deveriam sempre ser entre "C" e "A".

Quarto: Era proibido gritar.

Quinto: O jantar e o almoço, era no refeitório, e não podia comer em outro lugar.

Sexto: A unica criança que não podia, nunca ter um colega de quarto, era a Ártemis.

Quando finalmente chegou em seu quarto, a jovem suspira aliviada. Andou até sua cama, de onde tirara, uma velha caixa de madeira, de baixo da mesma. Levou sua mão esquerda até o pescoço, onde havia uma corda de couro amarrada, e de pingente que era uma chave. A menina tira, o cordão de seu pescoço, leva a chave até o fecho da caixa, coloca a mesma no fecho, então gira a chave, assim destrancando a caixa.

Ártemis guarda na caixa, os rascunhos que fizera antes, desta mesma carta, depois a tranca novamente, coloca seu cordão em seu pescoço, e esconde novamente sua caixa.

- O que está fazendo?- pergunta a pessoa que Ártemis vê.

- Guardando a minha carta na mochila.- diz a menina, indo em sua direção.

- Sabe que é muito perigoso, não né?- pergunta a pessoa.

- André, eu sei que é, mas não tenho medo.- diz ela.

- Tudo bem, agora vá se deitar.- diz André, a menina vai para a sua cama, e se deita.

- Ei, por quê apenas eu posso te ver?- pergunta ela, André a olha com uma expressão compreensiva, vai em direção a menina, então se senta ao lado dela.

- Já te respondi isso, sou um demônio, que cuida de uma criança de quatorze anos. E mesmo que eu seja legal, os outros não são, e podem te machucar por minha culpa, preciso ficar escondido, por você.- diz André, como ele disse, era um demônio bom, mas apenas com Crystal. Não havia nada por traz disso, nada que lhe traria lucro. Ele apenas a amava, e a queria por perto, mesmo sendo um demônio terrível. 

Aquela pequena menina, havia lhe chamado atenção, no momento que a viu no colo de sua mãe, que sentava ao lado de seu pai. Como era um demônio da encruzilhada, e eles haviam feito um pacto, com o mesmo, pois queriam muito ter filhos. Normalmente seriam cães do inferno, que os pegariam, mas André queria muito, poder ter o prazer, de ouvir o choro do bebê, queria ouvir os pais implorarem, para deixa-lós vivos. Mas quando chegou lá, encontrou Jonh Winchester, levando para o seu impala, a pequena. André, ficou cheio de ódio, e nem esperou Jonh sair de perto para matar a família, e jurou para si mesmo que mataria a menina também. Passaram três anos até que a encontrasse novamente, ele a reconheceu, pois ela tinha uma marca de nascença, em forma de cruz no seu pescoço. Deu um jeito de começar a conversar com ela, e ter a confiança da menina. Mas ele não esperava, que essa inocente menininha fosse o conquistar.

- É melhor você dormir, amanhã você tem aula.- diz ele dando lhe um beijo na testa.

- Boa noite...- diz ela já sonolenta.

- Boa noite.- diz ele. André.

Quando Ártemis acordou, André já não estava lá, a menina se dirigia ao banheiro, onde começa a fazer sua higiene pessoal, em seguida vestindo um vestido preto com uma gola branca, assim que acaba sai do quarto e começa a descer as escadas do orfanato, indo em direção a porta de saída, e seguindo para a escola. 

Quando sua aula acaba, a menina anda até um sanatório abandonado, onde sabia que sempre iam muitos jovens quando queriam ficar sozinhos. A garota caminha calmamente até uma sala onde há uma velha mesa, deixando a garrafa de vidro encima da mesma, então se vai.

Uma hora depois...

Haviam chegado em Atlanta, dois irmãos, em um Chevrolet Impala 1967, escutando rock clássico, seus nomes Dean e Sam Winchester.

Dean Winchester é o mais velho, porém mais baixo, mais safado, e menos esperto. Mas também era um ótimo menino, não era do tipo egoísta, nem do tipo que não respeita uma mulher, na verdade sabia as tratar muito bem. Um verdadeiro galã, parecido com aqueles, que sempre vemos nos filmes. Dean tinha os olhos verdes, cabelos loiros escuros, e tinha trinta anos de idade.

Sam Winchester é o mais novo, porém mais alto, mais tímido, e mais esperto. Um menino bom, cursou durante um tempo, direito em Stanford, e acabou tendo por um tempo a vida normal que tanto queria. Ele é muito bonito, assim como seu irmão, mas Sam é mais sensível. Sam tinha os olhos verdes, e cabelos castanhos escuros compridos, e tinha vinte e seis anos de idade.

Eles estavam lá, pois houve relatos de pessoas indo a um sanatório, e logo em seguida desaparecendo. Quando chegaram no local, pegaram os Medidores de Campos Eletromagnéticos, e entraram no local. Já de começo, os medidores pegaram muita alteração no campo eletromagnético. Continuaram andando por lá até que chegaram em uma sala, onde havia um velha mesa de madeira, e encima da mesma tinha uma garrafa de vidro com um papel dentro.

- Será que está aqui desde quando?- se perguntou Dean.

- Acho que não tem muito tempo, não esta com poeira.- disse Sam.

- Acho que devemos levar, pode nos ajudar, em algo.- disse Dean pegando a garrafa.

- Sim, vamos para um hotel, assim podemos ver o que faremos.- disse Sam.

Dean concordou, então os dois foram para um hotel que viram perto de uma escola. Após terminarem toda a burocracia, pegaram sua coisa no carro, e foram para o seu quarto. A primeira coisa que fizeram foi ler a carta que estava na garrafa.

- Mas que tipo de pessoa desnaturada, essa menina é? Não sabe que é perigoso, escrever esse tipo de coisa e mandar para qualquer um?- dizia Dean ao seu irmão mais novo, após ler a carta.

- Relaxa, nós encontramos a carta, sem problemas.- disse Sam, enquanto foleava as paginas de seu livro.

- Mas se não tivéssemos a encontrado, poderia ter sido uma pessoa perigosa.- disse Dean preocupado e com raiva, da menina que escrevera a carta.

- Mas fomos nós que encontramos, então para de pensar no "se", e pensa se devemos responder.- disse Sam.

Dean, pensou que poderia queimar a carta, mas logo descartou a ideia, pois achou que a menina iria escrever outra, então decidiu responder. Sam sabia que a menina correria risco se não a respondessem, então obviamente ficou feliz quando o irmão decidiu responde-lá.

[Setembro 20, 2009]

"Querida Ártemis....

 Nos chamamos Sam e Dean, e não queríamos responder a sua carta, mas só faremos para que você desista dessa idiotice que está fazendo. Não sabe o quão perigoso isso foi?! Seus pais não lhe ensinaram o quão o mundo é perigoso? Onde estão seus amigos, para que precise recorrer a conversar com desconhecidos, para poder contar como se sente? Poderia ter sido um sequestrador, pedófilo, ou um traficante de crianças! Esperamos que nunca mais escreva essa cartas, se estiver com dificuldades, saiba que os seus pais estão aí para te ouvir e ajudar.

Atenciosamente Dean e Sam."

Sam e Dean, colocaram sua carta, em um envelope, mas decidiram que só as levariam ao sanatório, ao amanhecer....

Dia seguinte...

Ambos haviam acordado cedo, realizaram suas higienes pessoais, depois foram comer. Após comerem, foram para o sanatório, deixar o envelope no mesmo lugar, onde haviam encontrado a garrafa no dia anterior.

Ártemis, estava na escola, mas apenas o seu corpo, pois sua mente estava no sanatório, e na oportunidade de finalmente ter um amigo. Quando a aula acabou, a mesma fora correndo, até o local onde, sua maior esperança se encontrava. Ao chegar lá, encontrou sua garrafa de vidro, e um envelope. A menina nunca sentira tamanha felicidade, seu sorriso estava de orelha a orelha. Pegou as cartas, as colocou na mochila, e volto para o seu orfanato.

Chegando lá, correu até o seu quarto, se banhou, e logo depois colocou seu uniforme. Como ela nunca, saia do quarto, ninguém daria falta dela. A menina leu a carta, com muita felicidade, mas que logo acabou, não via a hora de ver André, para que pode-se desabafar.

A menina vira para a sua cama, e avista André. Ela se assusta, mas já estava, acostumada com as aparições repentinas do mesmo.

- André, não vai acreditar no que aconteceu...- diz a menina, André a olha e sorri, não um sorriso amigável, mas sim um sorriso assustador - An-André, o que foi?- perguntou ela assustada.

- Cansei de ser bonzinho, para ser sincero, eu cansei de você.- diz ele.

A menina não entendia, o que estava acontecendo. André sempre fora muito gentil, e mesmo sendo frio em alguns momentos, não era como estava acontecendo naquele instante.

- D-Do que está falando?- perguntou ela.

- Sabe por quê está aqui? Porque os seus pais, fizeram um pacto comigo. Minha intenção era matar todos, mas então eles te entregaram, para um caçador, que te trouxe para cá. Não sabe o ódio que eu senti.- diz André, deixando amostra seus olhos completamente negros. A menina estava chocada, seus olhos já estavam derramando lagrimas.

- Não imagina, o quão prazeroso foi tirar a vida deles. Ouvir os seus gritos, suas suplicas para continuarem vivos. Ver a vida sair dos seus olhos, foi como ganhar um presente de natal.- diz ele, no meio de uma cruel gargalhada.

- Por quê, tá me contando isso?- pergunta ela.

- Porque eu te odeio.- diz ele, chutando a menina, fazendo com que, a mesma caia no chão.

- Muito bem, guarde na memoria, qual o seu lugar.- diz ele.

" Como ele pode, fazer isso comigo." Pensava a menina, já sentindo o amor que sentia por André, se tornar um ódio.

- Você merece isso e muito mais, verme.- diz André, logo em seguida desaparecendo.

Pobre Crystal, chorava como se estivesse sendo torturada, e sentia como se estivesse. Seu melhor amigo, seu irmão, sua única família, havia arrancado, quebrado, cuspido, e pisado em seu coração.

"Ele havia dito, que era diferente dos outros. Ele disse que nunca me abandonaria." Pensou a garota, ainda no chão. A única coisa que ficou, no seu coração foi o ódio.

A garota levou as mãos, até os olhos, para enxugar as lagrimas, mas sentiu algo cortar sua testa. Era uma folha de papel, por um momento, a menina havia esquecido da carta. Ela pensou em seguir o conselho dos meninos e conversar, mas não iriam acreditar, então decidiu guarda a dor para si, e esquecer André , de uma vez por todas, esquecer que um dia ele havia sido bom para ela.

E foi assim que, Dean e Sam Winchester, conheceram Ártemis. E foi nesse mesmo dia, que uma doce menina, que tinha um coração puro, teve o mesmo, transformado em gelo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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