História It Was To Happen (Camren). - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin Mahone, Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brook, Austin Mahone, Camila Cabello, Carmen, Dinahjane, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Romance
Visualizações 17
Palavras 2.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey Boys and Girls!

Então, sou "nova" aqui e nesse ramo da escrita. Posso dizer estar nervosa com as reações e opiniões de vocês, mas serão extremamente importante para saber o que estão achando. Aviso já que a fic será curta até porque a ideia veio do nada e resolvi compartilhar. Também aviso que a fic será bem "romance babado" aquele bem chiclete.

Vou tentar ao máximo melhorar a cada capítulo minha escrita e espero que gostem.😊

Capítulo 2 - Capítulo 1


É tão complexo e ao mesmo tempo estranho o impacto causado por uma simples notícia que, pode mudar e afetar nosso humor de tal forma. Sendo boa ou ruim, ela fica dando indícios que ainda ocupa espaço em nossa mente todas as vezes em que é lembranbradas por pequenos períodos de tempo, até os mais longos.


Ontem ao entardecer, posso afirmar ter sido presenteada por uma das melhores notícias já comunicados a mim. Não tardarei a revelar, mas agora quero-lhe falar sobre meu passado.


Sempre fui uma criança inquieta e “elétrica”, como a grande maioria, deduzo eu. Para tamanhas façanhas, aventuras e brincadeiras, contava ainda com a presença da minha irmã mais nova. Quando digo “façanhas” aventuras e brincadeiras, referindo-me a pregar peças em pessoas conhecidas, sendo nossos maiores alvos meus pais. Minha família sempre foi muito unida e respeitosa a datas comemorativas. Seguiamos as tradições SEMPRE, principalmente o Natal e Halloween.


Sofia, a autora do nome em que reconheço ser minha irmã. Fui contemplada e surpreendida por sua presença revelada por meu pai que “um pequeno ser estava sendo gerado no ventre de sua mãe”. Segundo as palavras do mesmo, se não me falha a memória. Ao decorrer do tempo a barriga de minha querida mãe foi gradativamente crescendo e há exatos 9 meses de gestação foi dada a luz da pequena Sofia.


Temos três anos diferença em nossas idades e fico orgulhosa por tê-la como irmã e a considerar uma grande amiga. Sua presença me proporcionava imensa alegria e isso me satisfazer de tal forma.


Conforme crescemos, nossa união apenas se fortalecia a ponto de virarmos confidentes. Sentia-me na obrigação de protegê-la de qualquer ameaça que a rondava, principalmente na adolescência, com todos aqueles que se diziam e alegavam estarem “apaixonados” pela minha pequena. Partia-me o coração vê-la derramar lágrimas por desilusões amorosas que não faziam nada bem a sua saúde mental. Eles não há mereciam, Sofia sempre teve o coração puro e talvez essa fosse a maior característica concedida a ela.


Em meio a tantas lágrimas e corações partidos, nossos pais nos comunicaram que mudaríamos para um novo país. A nossa primeira mudança, longe de todos aquilo que nos cercava, de todos nossos conhecidos, vizinhos e amigos. Longe de tudo que amávamos. Mas com grandes parte das coisas, foram “substituídas”.  Idioma novo, costumes e tradições novos, escolas, amigos entre tantas outras coisas.


Morávamos em Cuba, se é isso que passa a se questionar, e viemos para Miami, conhecida mundialmente por suas belas praias, que depois da nossa instalação a nova casa, tive a chance de contemplar pessoalmente  sua beleza, além é claro, banhar-me nas águas salgadas.


Concluindo o ensino médio, fui surpreendida novamente. Diferente das outras, essa notícia me fez desabar em lágrimas.


Minha irmã.


Minha pequena.


Meu tesouro.


Se foi.


Não tragicamente, se é isso que posso ter transmitindo em meio a tais palavras.


Ela se mudou para Nova York após 5 anos em Miami. Sua ausência era dolorosa e a ferida em meu coração permanecia aberto por sua falta. Lembre-me do momento em que deveria ser dito adeus. O aeroporto tão movimentado. O tempo gélido e minha família. Estávamos tão desolados por sua ida, e o pior era a expressão transmitida por seus olhos. Ela estava tão triste quando nós.


Mas era preciso nos deixar.


Ela iria fazer a faculdade e assumir boa parte da nossa empresa, paixão herdada por meu pai, posso dizer. Aliás, o motivo de viemos para cá foi  por uma das filiais da empresa.


No momento que ela embarcou na aeronave, finalmente caiu a ficha de que a perdi. Perdi minha irmã por tempo indeterminado. Então fiquei encarregada de consolar meus pais, assim como os mesmos faziam comigo.


Admito que os primeiros meses foram os mais torturantes. Torturante por não ter ELA em nossas discussões matinais por tomar água direto do gargalo da garrafa. Por não ter ELA para falarmos bobagem. Por não ter ELA nos finais de semana para assistir filme juntas.


Por não ter ELA.


Mas agradeço a tecnologia por proporcionar-me um modo de termos mantidos contato todos os dias. Soube principalmente como andava a faculdade e seu bem estar.


Tudo então mudou quando começamos a trabalhar, colocando nossos dotes em prática. Houve um distanciamento de ambos os lados. Cada uma mais ocupada que a outra. Ela com a empresa e eu com o hospital.


Em meio a cansativos e exaustivos dias, queremos logo o conforto de chegar em casa, tomar um relaxante banho e finalmente apreciar o conforto de nossas camas.


Ontem eu seguia a mesma rotina de sempre, mas ao chegar no meu apartamento fui surpreendida pela ilustre presença da minha mãe, observando algumas fotografias, em especial eu ao lado de Sofia, ainda quando éramos pequenas. Minha mãe virou-se para mim com algumas lágrimas rolando por sua face e para meu espanto, um reluzente sorriso foi traçado em seus lábios. Até então não estava raciocinando e eis que ela dá a mim a notícia que minha pequena voltaria.


Meu dia mudou completamente daquele momento em diante e eu nada mais fiz que abraçá-la.


Ela voltaria e finalmente poderia cicatrizar a ferida aberta em meu coração. Eu a teria de volta finalmente.

Ela voltaria para nós.


Para mim depois de tanto tempo.


Afirmo que naquela mesma noite pude dormir verdadeiramente bem com a certeza de que voltaria a estar completa.


(...)


O inebriante cheiro de café poluindo o ar de um modo doce era um tanto agoniante ao meu estômago vazio, que clamava e implorava por algo a saciá-lo. Apesar de estarmos em pleno verão, o ambiente reconfortante da cafeteria e o jeito tão facilitado de transportarmos a outra época, é um bônus a não ser desperdiçado. Talvez para muitas almas perdidas, local para parar e refletir sobre suas vidas desgastantes e sem sentido. Ou totalmente o contrário. Um bom ponto de encontro para solicitar a presença de amigos, jogando conversa fora.


Essas duas opções são totalmente atrativas, não mentirei. Sempre utilize de pensamentos e conversas amigáveis, mas não pense que minha vida é desgastante e sem sentido. Pelo contrário. Enfermagem sempre foi meu sonho, e com muito esforço e força de vontade concluí a faculdade e agora sigo carreira.


Como nem tudo são flores, o hospital exige muito do meu tempo e isso me deixa extremamente fisicamente cansada mas ainda sim, amo meu emprego. Amo saber que faço parte de um grupo constituído por profissionais com o objetivo de salvar vidas. A adrenalina do momento é extremamente perigosa para aqueles que são novatos e nunca estiveram próximos à pessoas correndo o risco de morrer em sua frente e fazer uma cirurgia de risco e abrir o tórax do paciente. Adrenalina sempre foi muito admirada por mim, me faz sentir viva e saber que ajudo a salvar alguém é fascinante.


O local por incrível que pareça estava pouco movimentado, com alguns casais e jovens ocupam algumas mesas. A cafeteria diferente de qualquer outra tinha um toque vintage, com quadros de carros, motos e logo tipos de marcas famosas, como a Coca-Cola presentes e bem distribuídos nas paredes em tons escuros de preto e vermelho. O balcão onde se encontrava os atendentes, assim como as mesas disponibilizados para o cliente eram e madeira maciça. Os assentos mas pareciam bancos de carros da década de 50 e 60, mais conhecidos como branco inteiriço. Ainda constituam confortáveis estofados cobertos por couro na cor vermelho sangue, dando um charme mais.


Pela pouca movimentação e contando o fato de ser final de tarde, não tardou a ser servido nossos pedidos.


Capuccino de chocolate sempre foi meu predileto desde pequena.


-Obrigado- Agradeço a atendente que logo se retira.


-Ainda não ‘tô acreditando! - Dinah exclamou a mesma frase pela milésimo vez seguida, se não me engano.


-Eu sei, somos duas - Digo dando um pequeno gole no meu café quente.


-Ainda não sabe quando ela virá, Mila?


-Não faça a menor idéia Mani. Minha mãe não comentou nada, penas disse que Sofia estava voltando.


As meninas sempre foram muito apegada a Sofia e sabendo de seu retorno para a cidade estão extremamente ansiosas. Talvez a dúvida de como elas se conheçam paire por sua cabeça. Deixe-me explicar.


Nos tempos de ensino médio ainda quando era conhecida por “novata”, foi solicitado pelo professor; um velho e rechonchudo homem, um trabalho de filosofia em grupo. Os membros foram definidos pelo mesmo e ironias a parte, acabou por ficarmos nós quatro juntas. As meninas foram super simpáticas comigo, aparecendo e orientando algumas regras sobre o prédio. Não demorei a notar o perfil de ambas. Dinah e Normani eram, e ainda são, o tipo de pessoa que fala “da boca para fora”. Diferente de Ally, atenta a tudo que diz para não correr o risco de ferir os sentimentos daqueles que ouvissem suas palavras.


Com o tempo nossa amizade fortaleceu-se gradativamente e a hora de apresentá-las aos meus pais tinha chegado. Segundo eles: “adoraram” minha escolha, Sofia nem se fala, se identificou de cara com Dinah.


Entendo ela, é impossível não se apaixonar por Dinah Jane.


Os laços afetivos entre elas eram extremamente fortes a ponto de serem confundidas a irmãs, e não preciso mencionar como ficaram chateadas pela ida da minha caçula.


-Já pensou como será o reencontro de vocês?- Ally se pronuncia com um sorriso gentil.


-Tenho certeza de que será extremamente choroso- Respondo a ela bobamente.


-Isso nós já sabemos- Dinah revirou os olhos como se fosse óbvio.


-Falando assim até parece que eu sou muito sentimental e chorona- Digo indignada cruzando os braços.


-Não adianta fazer beicinho Camila- Normani, que estava sentada à minha frente, fala estendendo os braços na minha direção e tocando meu rosto delicadamente com ambas as mãos. Adoro receber carinho e ser mimada por minhas amigas como uma criança.


-Apesar de você ficar muito fofa! -Completa acariciando minhas bochechas. O ato me fez corar cortando o contato e afastando-as do meu rosto.


-Tá legal, vou aceitar o elogio de bom grado- Agradeço logo prosseguindo - Mas mudando de assunto, como foi o dia de vocês?- Apesar de estar feliz pela volta de Sofia, perguntar sobre a rotina é quase obrigatório. Nunca se sabe a surpresa que está por vir, e se vier, todo o grupo deverá saber.


É regra.


Ouço o sino da porta ser tocado e o inconveniente som pairar pela cafeteria, indicando a chegada de um novo cliente. Dinah e Normani arregalaram os olhos na minha direção. No primeiro momento não dei importância, elas sempre estão aprontando.


-O meu foi normal-  Ally responde tranquila, tomando seu cappuccino, mas logo arregalaram os olhos como Dinah e Normani.


Tem algo errado, pensei.


-Senhor...o que é isso?- Normani parecia divagar consigo mesma. Sua face tão espantada.


-O meu dia acabou de ficar melhor agora…Meu Deus! -Dinah disse com um pequeno sorriso malicioso.


-Nossa...- Ouço Ally murmurar.


-O que vocês…


-Mila, pelo seu bem, não olhe para trás.


-Dinah, você 'tá falando de que?


-Eu pegava.- Normani ainda divagava. Alterei o olhar por cada uma das três, elas estavam praticamente babando. Realmente há algo MUITO errado. Sem perder mais tempo, viro-me na direção que tanto atraia a atenção de ambas e nem ligando para o “aviso” que recebi a pouco, o resultado foi…eu quase engasgando com o café.


Apesar de estar de costas e distraída fazendo seu pedido, a postura totalmente ereta deixando visível as curvas bem definidas e desenhadas da silhueta coberta pelo conjunto social na cor preta, extremamente alinhado. O perfeito corte com riscas de giz era apenas um bônus. Não tardou a olhar em nossa direção e finalmente tive a chance de vê-la por completo.


O queixo levemente levantado o suficiente para demonstrar sua força sem contudo ser arrogante. A pele pálida destacando-se em meio aos rebeldes e bagunçados cabelos mais negros que a noite, contrastando com os olhos verdes que poderiam ser facilmente confundidos a raras esmeraldas. Os traços bem fortes marcados pelos ossos faciais e as grossas sobrancelhas inclinadas acentuadamente para baixo, visivelmente seria. Sem contar o nariz afilado mais proporcional que o aceitável para um mero mortal. Para finalizar, os bem desenhados e carnudos lábios avermelhados não passaram despercebidos por mim.


Fiquei espantada com a beleza incontestável da morena.


Estranhamente, por um breve momento nossos olhares se cruzaram e como resultado, todos os pelos do meu corpo se eriçaram. Como uma descarga elétrica sendo depositada em mim.


Seu pedido logo estava pronto e assim a morena foi embora, deixando-me com a seguinte dúvida:


“Quem era ela? E porque isso importava?”.


Notas Finais


Nos vemos no próximo capítulo!


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