História It's a match - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Comedia, Harry Styles, Romance, Texting, Tinder
Visualizações 121
Palavras 2.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi amores!
Sei que sumi e peço desculpas, fiquei sem criatividade e sem tempo porque finalmente arrumei um emprego!
Tô muito feliz e espero que não atrapalhe no decorrer da história, vou me esforçar para que isso não aconteça, ok?

Capítulo 18 - Enchantment


Fanfic / Fanfiction It's a match - Capítulo 18 - Enchantment

Sarah's point of view.

Sorri contra a pele quente de seu pescoço, tendo a certeza de que meu rosto estava da cor do meu batom, que nem devia estar mais em meus lábios. Ainda trêmula, tomei coragem de olha-lo nos olhos outra vez, seu sorriso ainda intacto, estava borrado de vermelho.

Passei meus dedos sobre seus lábios limpando-os, fazendo-o imitar o gesto em mim. Com uma delicadeza imensa.

— Foi menos constrangedor do que eu imaginei que seria. — Ri baixinho, sem graça.

A verdade era que tudo o que havia acontecido ali desde o momento em que o encontrei, em minha cabeça, seria um completo desastre.

E realmente tinha tudo para ser, nosso encontro havia sido tão inesperado que não tivemos muito tempo de combinar como nos reconheceríamos entre as pessoas. Eu apenas lhe disse que estava disposta a arriscar a ir até Oxford e ele me respondeu que estaria livre.

Pronto, era tudo o que precisávamos.

A urgência era tão grande que marcamos o próximo final de semana que viesse pela frente, e aquela semana não poderia ter passado mais devagar. Eu estava tão ansiosa que na noite anterior mal conseguia dormir!

Mesmo com o medo de me perder no caminho, pegar o trem errado, eu fui sozinha. Jenifer, apesar de ter sido a pessoa que me encorajou a tomar a iniciativa e chama-lo para sair, queria me levar até lá, mas era algo que eu tinha que fazer sozinha. Minha amiga estava muito preocupada, acho que tinha assistido a noticiários demais, ou devia ser culpa do tal livro sobre a mente de um psicopata que ela estava lendo para a faculdade. Jeni queria que eu ligasse a todo instante durante o trajeto.

E assim eu fiz, não apenas por não querer mata-la de preocupação, mas também porque eu estava tão nervosa que precisava de algo para me distrair. Quando Jenifer não pôde mais tagarelar comigo ao telefone, coloquei meus fones de ouvido, tentando manter a calma. Fui até minha galeria encontrando o vídeo dele.

Eu já o havia assistido tantas vezes que arriscava a dizer que sim, já sabia a letra da música linda que ele compôs e cantava ao som do violão. Nunca pensei que um dia iria ouvir alguém fazendo algo tão simples como cantar e me sentir daquela maneira.

E foi daquela maneira que fui me acalmando e me deixando nervosa ao mesmo tempo. Era aquele efeito doido que Harry causava em mim, e eu, totalmente embriagada com aquilo, tendia a me envolver demais no que estava sentindo.

Mas não era algo que eu poderia evitar, sempre tinha sido muito intensa. Já não me sentia mais surpresa ao me dar conta do tanto que havia me apegado ás crianças em apenas alguns meses juntos, e no quanto Jenifer significava para mim no mesmo curto espaço de tempo que nos conhecíamos.

Se eu amava, era de todo o coração, se me magoava, meu corpo inteiro sentia a dor. E eu estava apaixonada, intensamente apaixonada. E não fazia questão de esconder ou abafar o sentimento. Nunca fiz.

Escutava os outros associarem o amor com amarras e grades que prendiam as pessoas umas as outras. Mas na verdade nunca havia me sentindo tão leve e livre. E mesmo que fosse para me prender a alguém, me coração me dizia que não havia nada de errado em me prender a Harry.

Quando senti aquele toque em meu ombro me encontrava sentada num dos bancos que haviam ali no terminal. Havia lido diversas placas que tinham por ali apenas para ter certeza que estava no local certo. Estava uma pilha de nervos. Tinha medo de ele não gostar de mim, reprovar o que veria, afinal, eu sabia que pessoalmente poderia aparentar não ser tão bonita para ele. Temia que, ao contrário do match no Tinder, não combinássemos tanto quanto pensávamos por mensagens.

Virei meu corpo encarando-o completamente sem ação.

Aqueles olhos. Vê-los pessoalmente apenas serviu para reforçar minha ideia de que eles tinham algum poder de hipnose sobre mim.

E então, ele falou comigo. Foi um simples "oi", mas ouvir aquela voz, finalmente penetrar em meus ouvidos enquanto eu assistia a aquele espetáculo que era vê-lo abrir aquele sorriso aberto, era realmente de tirar o fôlego.

E aquele sotaque. Eu já estava por ali há tempo o bastante para me habituar com o sotaque britânico, mas o jeito com que Harry falava me deixava descompensada. Com certeza era por conta da mistura maravilhosa daquela voz rouca com aquela forma de se pronunciar as palavras.

Como quando ele me disse que havia me achado linda. Tudo o que saia daqueles lábios rosados parecia ter um peso maior por culpa da lentidão com que Harry falava. Deus, eu havia entregado os pontos para ele naquela hora, não conseguiria disfarçar.

Tudo o que havia acontecido dali para frente se passou tão rapidamente que de repente me vi ali, dando risada ao lado dele. Sem me preocupar com coisas triviais como a roupa que havia escolhido para encontra-lo, se o vento havia me descabelado demais ou se minha risada soava estranha aos ouvidos dele. Tudo fluía tão fácil com Harry que eu nem queria me esforçar tanto para parecer a pessoa certa para ele. Se ele e eu realmente fôssemos ficar juntos, era aquela Sarah que ele iria conhecer. Que era exatamente a mesma que Noah, Brian, Elle e Jenifer conheciam.

— Porquê seria constrangedor? — Segurou meu queixo erguendo meu rosto. Soltei um riso pequeno, mordendo meu lábio inferior. Depois que tinha passado aquilo que me angustiava, que eu havia perdido aquele medo bobo de beija-lo sem saber o que fazer, aquilo tudo parecia ser tão estupido, infantil. Jeni tinha razão, era apenas uma coisa da minha cabeça. — Não vai me responder? Hein — Segurou minha nuca, puxando-me para outro beijo.

Aquele eu pude aproveitar melhor, sem estar travada e neurótica sobre o que fazer com a língua ou onde colocar as mãos. Parecia que aquele era o nosso centésimo beijo, tudo se encaixava tão bem. Suas mãos grandes em minha cintura fina, seu nariz fino no meu pequeno e arrebitado, meus dedos em seus cabelos macios e seus lábios carnudos nos meus finos.

Até o verde de seus olhos contrastavam com o azul dos meus.

— Por que eu pensei que faria algo errado, não sei. — Dei de ombros.

— Nah, não se preocupe com isso, — Desdenhou sorrindo divertido. — eu sou um ótimo professor. — Aquela fala dele me arrancou uma de minhas gargalhadas sonoras. Joguei a cabeça para trás ainda rindo.

— Que cara de pau! — Exclamei. — E você ainda fala isso na maior naturalidade. Posso saber quantas alunas você já teve?

— Já disse que você fica linda com ciúme? — Arquei minhas sobrancelhas.

Harry achava mesmo que aquela história de mudar de assunto me elogiando colava? Aquilo apenas me fazia rir mais.

— Já, você já disse. Mas estava equivocado nas duas vezes. Eu não estou com ciúme. Foi apenas uma curiosidade, ora.

— Eu discordo, mas não vamos nos prolongar nesta discussão que vai longe. — Assenti em concordância. — Até porque a senhorita me parece ser muito teimosa. — Pegou a ponta do meu nariz fazendo-me balançar o rosto a fim de me livrar da sua implicância.

— Já começou a encontrar os defeitos. Você é bom nisso, Styles. — Sorri esperta, recebendo um beijo inesperado na bochecha.

Tudo aquilo ainda era muito novo para mim.

— Bom no que? — Indagou fingindo inocência. Sorri contida, negando com a cabeça. Cínico.

É, talvez ele fosse mesmo um bom professor. Se eu aprenderia como ter um relacionamento, só o tempo diria, eu só sabia que Harry era paciente e carinhoso, mesmo estando com ele em menos de um hora. Era compreensível, apesar de não parecer ter lidado com uma garota como eu antes.

Eu tinha percebido sua pequena falta de jeito. Harry me olhou diferente quando, depois do nosso primeiro beijo, ergui minha cabeça e o encarei provavelmente vermelha de vergonha. Seus olhos sorriram e junto de suas covinhas eu pude ver um brilho estranho em meio ao seu par de esmeraldas. Era adorável.

— Vamos entrar?

Assenti silenciosamente, sentindo falta do calor de seu corpo junto ao meu quando ele se afastou. Encarei meu reflexo no vidro do carro e ajeitei meus cabelos, indo atrás dele, que me esperou até que eu o alcançasse. Adentramos o shopping e seguimos andando lado a lado.

Eu tinha vontade de pegar sua mão enfeitada com anéis e com algumas tatuagens espalhadas, porém me contive, não sabia ainda como Harry reagiria a aquela intimidade toda. Tinha decidido não tentar, porém fui o trajeto inteiro olhando para as nossas mãos tão próximas ao ponto de se esbarrarem. Pensando no quão bom devia ser sua mão entrelaçada a minha ali, na frente de todas aquelas pessoas.

Havia me distraído tanto que nem tinha me dado conta de que tínhamos chegado onde ele queria me levar.

— Cinema? — Exclamei, sem conseguir segurar o sorriso que praticamente rasgou meu rosto de tão grande.

— A senhorita que escolheu. — Piscou. — E seu desejo é uma ordem. — Fez uma reverência chamando a atenção de algumas pessoas envolta. — E acho que seria justo você escolher o filme também.

Estávamos parados em frente ao stand de filmes que estavam em cartaz. Haviam tantos que eu não sabia qual escolher. Tinha um de super herói, outro de ação, terror, uma animação e duas comédias românticas. Eu gostava de todos, menos de terror é claro. Simplesmente adorava ver filmes. Mas eu ainda não conhecia os gostos de Harry.

— Eu não sei do que você gosta. — Encolhi meus ombros.

— Não me importo muito com a escolha do filme, não vou prestar muita atenção. — Franzi a testa sem entender. Para quê pagar um ingresso para não ver o filme? — Eu vou gostar de qualquer um que você escolher.

Ainda incerta, pedi ingressos para uma comédia romântica.

— Você acredita se eu disser que gosto de filmes assim? — Gargalhei enquanto íamos até a sala de cinema.

Não parecia ser o tipo preferido dele, eu pensava que meninos gostavam de ação ou até terror. Mas estava completamente equivocada, afinal não há gêneros para gostos de filmes. Ou pelo menos não deveria ter.

— Já viu "O diário da nossa paixão"? — Assenti de imediato, era óbvio, quem nunca viu aquele filme? — É o meu favorito. — Soltei uma risada ao imagina-lo chorando com aquele fim trágico, porém romântico.

Tropecei num dos degraus iluminados do cinema, fazendo-o me segurar pela cintura, impedindo minha queda. Após agradece-lo, continuei a subir indo até a nossa fileira de bancos. Desde a hora em que quase caí, Harry segurava minha mão dando-me estabilidade. A preocupação dele diante a minha dificuldade de andar no escuro era extremamente fofa.

O filme logo começou, após os trailers, já tínhamos comido metade da pipoca enquanto conversávamos e observávamos as pessoas adentrarem a sala. Harry havia escolhido os lugares, no canto, na última fileira. Eu mastigava enquanto observava a personagem principal iniciar a história saindo de sua casa e andando pela rua cheia de figurantes. Ouvi um suspiro ao meu lado e encarei Harry intrigada.

— O que foi? — Sibilei ainda o encarando.

— Nada. — Sussurrou de volta.

Soltei um riso contido e voltei minha atenção a grande tela a nossa frente, porém eu sentia que tinha alguém me observando. Olhei para o garoto ao meu lado completamente sem graça. Eu odiava quando ficavam me olhando, ainda mais ele! Morria de vergonha. Tentei ignorá-lo, porém Harry chamou minha atenção novamente ao tirar meu refrigerante do suporte e levanta-lo, tirando a separação dos bancos. Olhei para ele surpresa. Eu nem sabia que aquilo era removível, e olha que ia ao cinema mais vezes que ele.

— Eu só queria ficar mais perto. — Sussurrou com os lábios em meu ouvido, causando-me um arrepio instantâneo. Encolhia meus ombros fazendo Harry rir.

Droga, ele parecia saber que qualquer gesto dele surtia um efeito diferente em mim.

Colocou seu braço por cima de meus ombros contornando meu tronco e me trouxe para mais perto dele. Havia voltado a ficar tensa com tanta proximidade, porém ainda tentava, em vão, fingir costume. Respirava lentamente, não mais prestando atenção no que o filme contava.

Eu tinha realmente que parar com aquilo. Visivelmente eu parecia desconfortável com a situação, mas não era daquele jeito que me sentia. Meu coração batia acelerado, e praticamente saiu pela minha boca quando Harry voltou a se aproximar, pensei que ele me diria algo no ouvido como da última vez. E não sabia se tinha estruturas para ouvir aquela voz maravilhosa sussurrar algo outra vez.

Harry realmente tinha razão quando me afirmou uma vez que sua voz era melhor pessoalmente e ao pé do ouvido. Sentia algo incômodo entre minhas pernas, remexia meu corpo sobre a poltrona intrigada com aquela nova sensação.

Soltou uma lufada de ar que bateu em meus cabelos, que foram tirados do caminho logo após se moverem e colocados atrás de minha orelha. E então seus lábios quentes e levemente úmidos tocaram o canto do meu rosto arrancando um sorriso meu. Logo depois, Harry tornou a me beijar, só que no pescoço daquela vez, fazendo meu corpo inteiro estremecer.

Olhei em seus olhos sem nem esperar que meu corpo se recuperasse daquela sucessão de arrepios, apesar do clarão que era projetado a nossa frente o barulho em nossa volta, eu só conseguia enxergar seu rosto e ouvir sua respiração pesada.

O resto do mundo pareceu sumir.

Logo, já nem aquilo eu podia ver mais. No momento em que sua boca tocou a minha, meus olhos se fecharam como se minhas pálpebras pesassem quilos, me sentia totalmente enfeitiçada por Harry. Era algo tão forte que me fazia deixar de ouvir sua respiração, que se transformava nas batidas desenfreadas do meu coração enquanto nossas línguas dançavam ao som daquela trilha sonora desenfreada e perfeita.


Notas Finais


Me contem o que estão achando, viu?


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