História It's Confuse - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts
Visualizações 47
Palavras 2.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 55 - 55


Tirei o dia para cuidar de Bora. Não temos nenhum compromisso e isso me beneficia muito.

— Ei, pequena, acorde.

Não sei ao certo onde tocá-la, já que qualquer lugar pode doer. O melhor é tocar seus cabelos. Bora abre os olhos lentamente, me olhando e sorrindo de canto.

— O que foi?

— Seu médico disse que poderia ir embora hoje. Precisamos ir.

— E você trouxe alguma roupa para mim?

— Claro que trouxe.

É, eu acordei muito cedo, então tive tempo de fazer tudo isso. O pai dela está no mesmo hotel que os meninos estão e ele tinha trazido as roupas dela, era só ir lá e pegar.

Ajudo ela a se sentar e a se levantar, também a ir até o banheiro. Sei que ela não vai conseguir colocar a roupa sozinha, então entro junto no banheiro.

— Ei, por que está entrando junto?

— Vou te ajudar a colocar a roupa.

— Não preciso de ajuda para isso, Yoongi.

— Precisa sim, quer ver? Tente tirar esta roupa de hospital, que é simplesmente puxar para cima.

Ela contrai os lábios e pega a ponta da roupa, a erguendo até metade do corpo. Seus braços ainda não aguentam ficar para cima, o que a impede de puxar mais.

— Acho que vou precisar da sua ajuda.

— Viu?! Eu disse.

Com cuidado, tento evitar que seu braço levante muito e tiro uma manga. Faço a mesma coisa com a outra manga, em seguida, tiro o resto. Parando para ver, o corpo dela continua maravilhoso, só está cheio de faixas e hematomas.

— Você quebrou algum osso, Bora? — Pergunto, tocando uma das faixas em seu tronco.

— Lembro de relance que um médico disse que quebrei duas costelas.

— Como você consegue ficar de pé?

Ela ri e coloca a mão sobre a barriga.

— Não faço ideia. Minhas pernas estão bambas. Devemos ir rápido com isso ao invés de ficarmos conversando.

Concordo, pegando o vestido que seu pai trouxe e colocando em Bora. Como sempre, com cuidado. Após terminar, ela se senta no vaso fechado, ofegante.

— Isso cansa.

Me agacho em sua frente e toco seu rosto.

— Isso vai passar logo, Bora.

— Eu sei. Não se preocupe comigo.

Claro que vou me preocupar com você, Bora. Sempre vou.

Nós dois saímos do banheiro. Bora tem que se apoiar em mim para conseguir andar, mesmo que seja devagar. Faço ela sentar na cama e arrumo as cobertas, depois as seguro em um braço e com o outro, ajudo Bora a se equilibrar. Assim, saímos do quarto. Mesmo que eu não tenha chamado ninguém, vejo Jimin, que assim que saímos do quarto, corre até nós.

— Me deixe carregar as cobertas, hyung.

Dou as cobertas para ele e ele se coloca ao lado de Bora, mas não a toca, apenas diz.

— É bom te ver acordada, pequena.

— Obrigada, Jimin. É bom ver você aqui.

***

— Não sou eu quem irá dormir com você agora, Bora.

— Onde eu vou dormir, então?!

— Com o Hoseok. Você dormiria com o Taehyung, mas Jimin preferiu ir dormir com ele e deixar Hoseok disponível — ela me olha, nervosa. — Olha, pode ser na mesma cama, mas Hope é um cara confiável. Ele não fará nada de errado. Eu prometo.

— Mas... Por que o Kook não dorme com ele e eu fico com você?

— Você quis isso, lembra? "Quero manter isso em segredo", você disse. Agora vai ter que arcar com as consequências, pequena.

— Okay... Falamos sobre isso depois. A noite está longe de chegar. Nem almoçamos ainda.

— Falando nisso... Você não come faz quase três dias! Vamos comer! — Quando vou puxar ela, lembro que está machucada. — Bem... Eu trago comida para você.

Escuto alguém bater na porta, então deixo Bora deitada na cama e ando até a porta, a abrindo. Jin ergue uma cesta e diz.

— Nossas ARMYs trouxeram isso para a Bora. Disseram que é comida e que há umas pequenas cartas para ela ler.

Pego a cesta, confuso.

— Cartas?

Ele dá de ombros.

— Provavelmente de desculpas. Agora vá cuidar de Bora. Venho visitá-la depois.

Jin sorri e vai embora. Me pergunto se ele sabe sobre mim e Bora.

Fecho a porta e vou até a menina, que ainda está deitada. Largo a cesta na ponta da cama e ajudo ela a sentar.

— Não precisei ir longe para pegar a comida. As ARMYs trouxeram isso.

— A-As ARMYs?

Me sento, pegando a mão dela.

— Sei que foram as minhas ARMYs que fizeram isso, pequena, mas aquelas já foram presas. Eu tenho ARMYs verdadeiras, as que se importam e não gostam do tipo de coisa que aquelas fizeram. Essas verdadeiras mandaram esta cesta com comida e cartas escritas para você.

— Cartas?

— É. Enquanto você come, eu leio para você.

Abro a cesta e pego o prato prontinho que há ali dentro. Tem o básico, mas suficiente para Bora. Tem até outro prato, provavelmente de "reserva". Dou o prato para ela e pego uma das cartas, começando a ler em voz alta.

— "Oi, sou uma ARMY coreana e vim aqui pedir desculpas pelo o que outras 'ARMYs' fizeram. Sou do grupo que tenta evitar este tipo de coisa e, naquele dia, quando soubemos do acontecido com a senhorita B, procuramos pelas responsáveis. Soubemos quem eram pois estavam saindo de um beco, e, neste beco, estava a B. Estas ARMYs foram presas. Espero que isso ajude a confortar você, B. Não queríamos que isto acontecesse, mas já que aconteceu, a única coisa que podemos fazer é te ajudar mandando alimento e até remédios para dor. Também há remédio na cesta. Mais uma vez, desculpe pelo ocorrido. Tentaremos evitar que isso aconteça novamente. Com carinho, uma ARMY perdida".

Bora sorri e diz.

— É, tem aquelas verdadeiras mesmo.

— Há muitas outras cartas. Você as lê depois se quiser.

— Com certeza.

Largo a carta e apoio o queixo em minha mão, apreciando Bora. Ela está toda desajeitada para comer. Até isso deve ser difícil de fazer.

Por forças maiores, engatinho até o seu lado e me sento ali, colocando meu braço por volta de seu pescoço e a puxando, para que apóie sua cabeça em meu ombro. Mesmo com isso, ela continua comendo.

— Bora, me explique o que aconteceu naquele dia. Por favor.

— Não quero falar sobre isso, oppa.

— Por que não?

— Porque não gosto de pensar que foram ARMYs que fizeram isso.

— Pode pelo menos me diz o que estava fazendo sozinha pelas ruas de Busan?

Ela suspira e larga o garfo.

— Eu queria me distrair, só isso.

— Não faça mais isso. Por favor. Eu fiquei muito preocupado, pensei que nunca mais acordaria e só de pensar nisso, começava a chorar. Acho que eu não conseguiria viver se você partisse.

— Não pense mais nisso. Eu estou aqui. Saudável e acordada. Já te falei isso.

— Eu sei, pequena, eu sei.

E eu agradeço muito por você estar acordada e comigo.

***

— O que vai querer fazer?

— Não sei. Só não queria ficar parada aqui.

Olho para o console do Jungkook e aponto para ele.

— Quer jogar?

— É uma ótima ideia.

Me levanto e procuro outro jogo que não seja Overwatch, mas não sei ao certo qual escolher.

— Quer jogar Rocket League?

— Rocket League é chato, oppa.

— Hum... COD?

— É legal mas eu enjoei.

Amoleço os braços e pergunto.

— Então o que quer jogar?

— Não sei... Ah! Sei sim! Outlast!

E eu nem sei que merda é Outlast, mas procuro o jogo. Eu o acho e a capa é um pouco... Macabra. É, deve ser um jogo de terror. Coloco ele no console e pego o controle, dando para Bora, mas ela empurra o objeto e diz.

— Eu não vou jogar. Você vai!

— Por que eu?

— Porque é mais corajoso.

Reviro os olhos e me sento ao lado dela, dando início ao jogo. No começo, ele não dá medo, mas estão entro numa sala escura que tenho que ligar alguns geradores.

— Tem que se cuidar aí. Tem um cara que pode te matar.

— É mesmo, é? — Faço meu boneco se virar e lá está o cara. — PUTA QUE ME PARIU!

— Eu avisei. Corre dele.

— PRA ONDE EU CORRO? BORA ELE TÁ ME BATENDO!

— CORRE CARALHO!

— NÃO SEI PRA ONDE CORRER!

Ela aponta para a direção que tenho que correr e eu começo a correr que nem um louco.

— MAIS RÁPIDO, OPPA! MAIS RÁPIDO!

Escutamos alguém tropeçando, mas não é no jogo. Nós dois desviamos o olhar e vemos uma mão.

— E-Eu atrapalhei algo?

— Jungkook?

— É, sou eu... Eu atrapalhei algo?

— Por que iria atrapalhar?

— "Mais rápido, oppa! Mais rápido!".

Olho para Bora e dou de ombros. Ela está completamente vermelha.

— Pensei que Bora não tivesse condições de fazer isso.

Me toco do que ele está falando e começo a rir.

— Não estamos fazendo o que está pensando, Jungkook. Estamos jogando Outlast.

Ele aparece, com as bochechas bem vermelhas.

— Cadê o Jungkook inocente?

— E-Ele está aqui — sorri. — Só... Achei estranho.

Bora se aproxima do meu ouvido e pergunta.

— Você contou para ele, não é?

Sorrio, tentando disfarçar.

— Você contou!

— Eu não contei nada, né Jungkook?

Kook para de mexer no celular e me olha, carregando.

— Hum... Não.

— Viu, Bora? Eu não contei nada.

Ela cruza os braços.

— Ainda não acredito.

— Tá, ele falou. Mas eu já sabia.

Me levanto e bato nele.

— JUNGKOOK!

— O que foi, hyung? Ela não acreditou em você mesmo. Mas, eu queria saber... POR QUE VOCÊ NÃO QUERIA ME CONTAR, BORA?

Ela chega a se encolher com o grito do Kook.

— Eu queria manter isso em segredo, Kook. Só isso.

— Vocês deveriam ser mais discretos. Provavelmente todos os meninos já sabem. Enfim, estou feliz por vocês dois.

— Obrigada. Bem, se sente aqui. Vamos jogar Outlast.

— Teu cu que eu vou jogar essa porra!

— Sem palavrões, bebê.

— Não me chame de bebê, Bora!

— Ué, você não é?

— Quer que eu te mostre? Hyung, recomendo que saia do quarto.

Rindo, bato mais uma vez nele.

— Você não faria isso!

— Se fosse necessário, sim, faria.

Olho para ele e meu sorriso some. O dele aparece e ele começa a bater em mim também.

— Estou brincando! Não sou assim.

— Tá. Vamos jogar.

Eu e ele nos sentamos na cama. Dou o controle para Bora e ela fica nervosa ao extremo quando tem que correr de um gordão. Chega uma hora que ela fica presa numa parede (é...) e começa a gritar. Nós começamos a rir dela e adivinha? Ela fica com raiva de nós.

Já está de noite. Que estranho... Pena que passou rápido.

— Bora, precisamos ir.

— Okay. Nos vemos amanhã, Kook!

— Boa noite, Bora!

Ajudo ela a se levantar e levo ela para fora do quarto. Andamos até a porta do quarto do Hope e paramos ali. Seguro sua mão, sem antes olhar para os lados para verificar se há alguém. O corredor está vazio.

— Não vai ficar brava por ter que dormir com o Hope, né?

— Claro que não. Vai ser uma experiência... Diferente. Já estou imaginando ele não me deixando dormir porque quer ficar conversando.

— Cuidado, ele é assim mesmo!

— Vou ter que tapar a boca dele, então.

Nós rimos e nos olhamos em seguida, sorrindo.

— Durma bem, pequena — digo, segurando seu rosto e dando-lhe um selinho.

— Durma bem também, Min Suga.

Ela chega para o lado e eu bato na porta, que é aberta após segundos. Hoseok está com sorriso gigante no rosto.

— Bora! Venha, eu te ajudo a entrar.

"Entrego" Bora a ele. Ela se apóia nele como estava se apoiando em mim.

— Cuide bem dela, Hope.

— Cuidarei. Boa noite, Yoongi.

— Boa noite.

Me viro e vou embora.

Bora P.O.Vs

Após Hope fechar a porta, ele me leva até a cama dele, perguntando.

— Vocês estão juntos, né?

Engasgo e olho para ele, confusa.

— O-Oi?

— Ah, pequena, eu sei que vocês estão juntos. Todos sabem.

Me sento na cama, ainda com uma dor insuportável em todo o corpo. Por mais que eu esteja com dor, me mexo como uma pessoa sem feridas. Posso ter quebrado duas costelas, mas isso não me impede de fazer nada. Talvez eu esteja passando do meu próprio limite. Isso com certeza não vai me deixar dormir durante a noite.

— Não sei, Hope...

— Vou entender isso como um sim, e só não te abraço agora porque está machucada, mas saiba que estou muito feliz por vocês dois!

Reviro os olhos, rindo da cara dele e me deitando.

— Se você puder manter isso em segredo, eu agradeço.

Ele pula ao meu lado, se deitando e se cobrindo também.

— Por que manter em segredo?

— Porque não quero que todos saibam.

— Não há razão pra isso, Bora! Todos já sabem e estão felizes por vocês! Vocês são o casal do ano. Mostre logo e assim poderão se pegar em todo o lugar, como fizeram lá no estúdio da entrevista.

— C-Como sabe?

— Os dois sumiram, demoraram e voltaram separados. A gente não é burro, sabia?

— Ah... Sim...

Me deito e viro para o lado.

— Hum... Boa noite, Hoseok.

— Você não quer nada? Um lanche? Água? Mais coberta?

— Não precisa.

— Um abraço?

— Hum... Se não me apertar tanto, aceito o abraço. Mas até eu dormir, depois você me solta! Senão vão pensar que estou junto com você!

Eu estava falando e ele já estava me abraçando. Hoseok é ótimo para essas coisas: dar conforto, fazer as pessoas felizes, etc..

Se alguém nos visse assim, pensaria merda. E também, parece que estou deixando qualquer um me tocar de forma "explícita". Eu apenas confio no Hope e sei que é só para me confortar. Ele nunca faria algo que eu não pedisse. Isso aqui (dormir juntos e abraçados) não envolve nenhum tipo de "carinho amoroso", é "carinho de amigo". É comum? Não. Estou ligando pra isso? Também não. Ultimamente não ando ligando para nada. Nem para as dores em meu corpo.



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