História It's more than a feeling - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 58
Palavras 1.642
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi oi oi! Desculpa a demora, fui pega por uma gripe daquelas e a preguiça de levantar da cama era tão grande... Sem contar que eu não estava (ainda não estou) levando muita fé nesse capítulo, mas espero que gostem. E vambora ver a Emma sofrer mais um pouquinho (e tomar um choque de realidade da Snow!).

Capítulo 3 - Sofrência (ou, Emma Swan sofre com a famosa dor de cotovelo)


“Ei, Emma, quer almoçar comigo?”

“Emma? Eu preciso de sua ajuda pra escolher os pratos da festa!”

“Emma, você sabe onde está a minha blusa azul? A que Henry tinha te emprestado?”

“Emma?!?”

 

A Xerife estava sentada na cozinha do apartamento dos Charming, fingindo prestar atenção no que sua mãe estava falando, mas na verdade estava apenas checando as várias mensagens que Regina lhe havia enviado, e ela não teve coragem suficiente para responder.

2 semanas. 2 semanas desde a proposta de amizade de Regina, mas Emma simplesmente não conseguia ir adiante. Ela sequer sabia se regina e Cecília tinham mesmo alguma coisa, mas o que quer que estivesse deixando a morena feliz, para ela já estava ótimo.

“Emma? Terra chamando a Emma?” – Snow tentou.

“Hm, o que?”

“Você está sequer me ouvindo, menina?”

“Claro que eu tô.”

Snow levantou uma sobrancelha, dando um ar suspeito ao seu olhar.

“Desculpa, eu não estava prestando muita atenção...”

“O que está acontecendo com você, Emma?”

“Nada demais.”

“Ela tá assim porque minha mãe está namorando a Cecília, eu acho...” – Henry entrou na cozinha mastigando uma torrada e se sentou ao lado de Emma.

“NAMORANDO? Quer dizer, eu... o que?”

“Namorando? Tipo, a sério? Quer dizer, eu as vi andando juntas há uns dias atrás, mas a coisa já está séria assim?” – Snow perguntou, “participativa” como sempre.

“É, Henry, você deve ter entendido mal...”

“Namorando, ficando, saindo, eu sei lá. Eu sei que elas têm se falado muito no telefone, e minha mãe fala muito sobre ela, ela até jantou lá em casa um dia desses...”

“É, mas mesmo assim...” – Emma começou, mas foi interrompida pelo choro do seu irmãozinho.

“Ixi, alguém acordou faminto! Eu vou cuidar disso” – Snow levantou-se o mais rápido que deu.

“Faminto eu também estou! Onde está o vô David com a comida?”

“Ih, eu me esqueci completamente! Ele teve que atender à uma emergência na loja do Gold, e não iria poder pegar nosso jantar...”

“E só agora você se lembra disso? Qual é, mãe, tá querendo matar a gente de fome?” – Emma brincou enquanto se levantou para pegar as chaves do apartamento – “eu vou até o Granny’s pegar a comida, volto em alguns minutos!”

“Por favor, se apresse! E lembre-se que nenhuma emergência é mais importante do que alimentar seu filho!” – Henry comentou dramaticamente.

Emma riu enquanto fechava a porta do loft e ia buscar a encomenda.

 

Ao entrar na lanchonete, ela já percebeu porque Ruby não  pôde ir fazer o delivery; o lugar estava praticamente lotado. Emma encontrou um espacinho no canto do balcão e chamou pela amiga.

“Hey, Ruby, o meu pedido está ok?”

“Tá sim, Em, e já está quase esfriando! Eu tô indo buscar, espera aí um segundo!”

Emma deu uma piscadinha em aprovação para a amiga, e enquanto esperava deu uma olhada ao redor da pensão; parecia que a cidade inteira havia tirado o dia para jantar fora, e ela quase se arrependeu de não ter trago a família para curtir a noite.

Ela sorriu educadamente para as pessoas que acenavam para ela, e logo sentiu uma mão sobre seu ombro.

“Aqui está, querida, espero que não tenha esfriado tanto que você precise requentar...” – Ruby disse, entregando a encomenda de Emma.

“Sem problemas, Rubes!”

“Você acha que consegue equilibrar bem a caixa até o seu carro? Nosso estoque de sacolas está meio baixo...”

“Não tem problemas Rubes, você sabe que eu sou mestra em...”

Algo distraiu Emma de tamanha maneira que, além de não terminar sua frase, a loira derrubou todas as caixas no chão.

“Merda! Ruby, desculpa, eu sinto muito mesmo!” – Emma não sabia o que fazer, levou aguns segundos para se recuperar e tentar ajudar Ruby a lidar com a bagunça que ela mesma havia causado.

Ruby olhou sobre os ombros de Emma para ver o que tinha chamado a atenção da loira.

E ela viu.

Na mesa 6, Regina estava agora olhando para o balcão, assim como todo mundo, mas havia uma mão entrelaçada na dela, sobre a mesa. A mulher que acompanhava Regina também olhava a cena, porém aparentemente mais irritada do que curiosa. Ela usou o dedão para acariciar a mão de Regina, querendo sua atenção de volta, e ao mesmo tempo rolou os olhos na direção de Emma.

“Querida, deixa que eu limpo essa bagunça, você pode ir! A não ser que você queira que eu te acompanhe até...”

“Eu tô bem, Rubes, eu só...”

“Então vai” – Ruby segurou a mão da amiga – “assim que terminar meu turno eu ligo para a gente conversar.”

Emma caminhou olhando para trás, e deu mais um tropeção antes de chegar à porta.

Ruby se encaminhava à mesa 6, onde Regina a havia chamado.

“No que posso ajudar, Regina?” – A garçonete ofereceu um sorriso.

“Tá tudo bem, é só... O que aconteceu com a Emma, ela está bem?”

Cecília bufou, irritada.

“Claro, ela só... aliás, eu nem sei dizer, nós sabemos que a Emma é meio louca!” – Ruby disfarçou. O assunto parecia não estar agradando a companheira da Prefeita.

“Isso ela é!” – Regina riu, aparentemente contente com a resposta.

“Posso ajudar em mais alguma coisa, senhoritas?”

“Não, isso é tudo. Pode ir” – Cecília despachou a garçonete com um tom áspero, porém Ruby não se moveu.

“Tá tudo bem, Ruby, obrigada!” – Regina sorriu e Ruby moveu-se para ir embora, oferecendo um sorriso de volta para a morena.

“Essa garçonete...” – Cecília falou, com desdém – não parece gostar muito de mim...”

“Ah, é que ela é muito amiga da Emma, e não é segredo que vocês não se dão muito...”

“Pois eu nunca fiz nada pra ela! Mas você acha que as pessoas comentam?” – Cecília disse, com um pouco de raiva na voz, mas os olhos docemente focados em Regina.

“E você liga?” – Respondeu Regina, com um sorriso meio sedutor.

“Nem um pouquinho. A única pessoa que eu quero que goste de mim está bem aqui, jantando comigo...” – Cecília se levantou da mesa e deu um selinho em Regina.

Ruby, que acompanhava a cena de longe, apenas revirou os olhos.

 

Emma chegou em casa mais tarde do que deveria, ela precisou de uns minutos para se recompor dentro do carro, para retirar aquela imagem da outra mulher acariciando o rosto de Regina que parecia ter ficado gravada em seu cérebro.

“Até que enfim, Emma! Até seu pai já chegou, e... Oh Emma, o que há de errado, querida?” – Snow tentou.

Emma pensou que estivesse disfarçando bem a tristeza, mas aparentemente sua mãe conseguia ver por trás da sua máscara.

“Nada, é só que...”

“Ma? É você? Aleluia, onde está a comida?”

Snow pegou uma das mãos trêmulas de Emma e olhou para Henry.

“Henry, ligue e peça uma pizza, sua mãe não está se sentindo muito bem.”

David ouviu a conversa e adentrou a cozinha, preocupado.

“Tá tudo bem, princesa?”

Emma tentou sacudir a cabeça fazendo que sim, mas sentiu as lágrimas queimando por trás de seus olhos.

“Não é nada demais, é apenas uma dor de cabeça. Vamos para o quarto, Emma. David, por favor chame quando a pizza chegar.”

Emma, feliz pela ajuda, deixou que a mãe a acompanhasse escada acima.

“Você tá bem, ma?” – Henry perguntou, agora preocupado.

“Tá tudo bem Henry, eu só preciso descansar um pouco...” – Ela disse, mal contendo um soluço.

Ao entrar no quarto, Emma se jogou no colchão macio, cobrindo o rosto com as mãos. Snow sentou-se ao lado dela.

“Quer conversar sobre o que está acontecendo?”

“Na verdade não.”

“Só me diz se é alguma coisa speria, eu devo me preocupar?”

“Não, não é nada demais, é só sua querida filha sendo a idiota de sempre...”

“Para Emma, você não é uma idiota!”

“Eu sou sim! A Regina e eu, a gente... Nós tínhamos algo, e eu consegui acabar com tudo!”

“Mas vocês não são amigas?”

“Exatamente!”

“Oh...” – Snow finalmente parecia estar entendendo – “peraí, você e Regina tinham aquela coisa tipo ‘amizade colorida’, não é mesmo?

“É, mas foi só quando tudo acabou qu a idiota da Emma aqui percebeu que ela queria alguma coisa a mais!”

“E por que você não falou nada pra...”

“Regina? Bem, ela já estava andando por aí com aquele acessório novo dela, aquela loira horrorosa que...”

“Hm, na verdade aquela Cecília é bem bonita!” – Snow provocou a filha.

“Mãe! Você não está me ajudando!”

“Desculpa, Emma” – Snow sorriu – “mas falando sério, você ainda pode falar com ela!”

“E parecer uma garotinha ciumenta que só quer o brinquedo de volta porque viu utra menina brincando com ele?!?”

“Mas não é isso?”

“NÃO! Claro que não! Quero dizer, eu levei algum tempo pra perceber a verdade, eu sei lá!”

“Você é teimosa feito eu, Emma, e por isso levou um tempo até você se render às suas emoções...”

“Exatamente! Eu sempre quis a Regina, e agora, sabendo que não posso tê-la, dói, e é tão frustrante! Que droga!” – Emma se sentou a colocou a cabeça no colo da mãe, que imediatamente começou a lhe fazer um carinho.

“Você não me contou o que houve no Granny’s... você as viu juntas, é isso?”

“Sim! Elas estavam juntas, juntas mesmo, tipo um casal, e ela estava fazendo carinho na Regina e mãe, a pele da Regina é tão macia!” – Emma deixou mais algumas lágrimas caírem, em frustração.

“Oh filha, eu sinto muito...”

“Ninguém sente mais do que eu...”

 

.

 

“A pizza chegou!” – Elas ouviram Henry chamar do andar de baixo – “e com a borda recheada!”

“Vamos, talvez um pedaço de pizza te anime um pouco!” – Snow tentou.

“Eu tô sem fome...”

“Ma, vem, eu comprei pizza de frango com pimentões!”

“ARGH!” – Emma grunhiu.

“O que foi, Emma?”

“Regina adora pizza com pimentões!” – Emma choramingou, usando um travesseiro para cobrir o rosto.

Snow apenas balançou a cabeça enquanto se levantava.

Sua filha estava sofrendo de paixão pela sua ex-madrasta e antiga inimiga. Mas que vida.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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