História It's My Life - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
Exibições 1
Palavras 1.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente, como vocês estão? Espero que bem! Não tenho muito o que escrever, só gostaria de me desculpar por não ter postado antes, mas é que eu ainda acho o Spirit um pouquinho complicado e eu acabo esquecendo de postar, então...
Ah, por favor, se gostarem da história não esqueçam de me contar o que estão achando, ok? Beijinhos!

Capítulo 3 - Capítulo 2


Não posso dizer que estava calma, em visitar minha mãe.

Eu não estava nada calma.

Afinal, não a vejo a seis anos!

Não sabia como ela iria reagir ao me ver. Talvez ela começasse a chorar e me abraçasse.

Ou, na pior das hipóteses, me chutasse para fora da clínica.

E como eu reagiria?! Não sei se ela mudou, talvez ela esteja... Sei lá... Chata.

Aí, Deus! O que que eu faço?

• • •

- Pan!

- Já estou indo, pai!

- Anda menina, vamos nos atrasar!

- Só mais um minuto! - Limpei uma lágrima que ousou descer, percorrendo meu rosto inteiro, e olhei para o meu reflexo uma última vez no espelho, antes de irmos para a Clínica.

O nervosismo era evidente em meu rosto. Minha respiração falhava, e minhas mãos tremiam. Quase pude sentir uma gota de suor imaginária em minha têmpora enquanto descia as escadas, em direção a porta frontal.

- Está pronta, filha? - disse meu pai, com um sorriso acolhedor, o primeiro depois de muito tempo.

Não mesmo, pensei.

- Estou... É muito longe o lugar? - eu sabia a resposta, só queria ganhar mais tempo.

- Não... - ele me deu um abraço lateral. - pensei que você se lembraria. Não faz tanto tempo assim...

Pois é, faz sim!

- É que no dia foi muita confusão... Acho que foi isso. - dei um sorriso forçado.

- Claro. Vamos?

Assenti com a cabeça, entrando no Chevrolet cinza, ainda pensando em como seria quando eu chegasse lá.

Não era muito longe - só uns quarenta e cinco minutos da minha casa -, mas eu senti que era uma eternidade.

Eu estava nervosa, poxa!

- Ahn..., Pan você gosta de alguma banda?

- Sim... — eu disse sem interesse algum.

- De qual? - ele me perguntou enquanto olhava no porta-luvas, mas sem se desconcentrar da estrada.

- Várias... - disse desanimada - Guns 'n' Roses, The Beatles, Information Sociation... Por quê?

- Eu tenho uns cd's aqui... Achei!

Ele colocou um CD do Guns: Welcome To The Jungle.

Ah. Que ótimo. Eu na depressão, e ele no rock. Valeu pai, valeu mesmo.

Sem querer, comecei a cantarolar o refrão.

Mas o que eu poderia fazer?
A música era muito boa.

— In the jungle
Welcome to the jungle
Watch it bring it to your
Knees, knees
I wanna watch you bleed! - cantamos em voz alta, enquanto riamos.

A música chega ao fim, dando lugar a Paradise City.

- Isso foi legal! - ele ofegava um pouco enquanto ria. - Deveríamos fazer isso mais vezes.

- Com certeza! - eu ri, mas logo fechei a expressão. Eu sabia o que era, mas não queria que fosse. - Pai...! Aquela é a Clínica?

- Sim, filha. Tem certeza que quer fazer isso?

Não.

- Tenho.

Entramos, e fomos a recepção, no qual uma enfermeira loira - aparentava uns vinte e cinco anos - parecia já estar nos aguardando. Encarei meu pai de forma assustada, e em seguida encarei a enfermeira.

- Olá, você é a senhorita Caitgh, certo? - disse com um sorriso encantador.

- Sim, eu vim visitar Cassandra Caitgh.

- Claro, me acompanhe!

Virei para trás de forma brusca, ao perceber que meu pai não me seguia.

- Pai...? O senhor não vem?

- Não, acho melhor você falar com ela sozinha.

Assenti com a cabeça e, junto com a enfermeira, caminhei por um corredor longo e mau iluminado, digno de um filme de terror.

Quase no meio dele, a enfermeira me parou para me dar um aviso.

- Senhorita Caight, sua mãe talvez não se lembre muito bem de você, por causa das drogas, que mexeram muito coma cabeça dela. Então se ela não se lembrar... Não force ela, okay?

- Claro... - disse sentindo meus olhos marejarem. 

Ela, então, abriu a porta do dormitório de minha mãe. Calma, Espanea, está tudo bem..!

Quando eu entro, ela encara a enfermeira e depois eu, movimentando brutalmente o pescoço. 

- Senhora Caight - disse a enfermeira dirigindo-se a minha mãe. - , a senhorita Caight, veio lhe fazer uma visita.

Ela me olhou lentamente, com um olhar diabólico. Aquele até poderia ser o corpo da minha mãe, mas definitivamente não era ela.

- Caight...? - murmurou - senhorita... Caight...?

- Sim, mam...

- Então você é a minha mãe? 

Quê...?

Encarei a enfermeira com os olhos cheios de pavor, e ela apenas retribui o olhar e assentiu com a cabeça.

— Não, mamãe. Sou eu. Espan... A Pan, lembra? Sua filha.

— Eu não tenho filha... — ela disse com uma voz chorosa. — Eu não tenho um marido. Eu tenho uma mãe. Uma mãe, que me abandonou. Aqui.

— Não, não, mamãe. — eu estava tentando, eu juro que estava tentando com todas as minhas forças, segurar o choro. — Mãe, tente se lembrar... Você... Me chamava de Charlotte. Sua Charlie, não se lembra?!

— Senhorita, acho melhor não forçá-la. — orientou-me a enfermeira. 

— Não, ela precisa se lembrar. Mamãe. — me aproximei mais dela e segurei seu rosto com minhas mãos. — Se esforce. Você é Cassandra Caitgh, esposa de Mike Caitgh, e vocês são meus pais. 

— Não... — sua voz chorosa aumentou. — Você não é minha filha...

— Senhorita... — a enfermeira se aproximou de mim e tentou me tirar de perto dela.

— Eu juro que se você encostar um dedo em mim, eu te mato! — minha mãe começou a chorar desesperadamente, e num impulso eu me afastei dela, e sussurrei para a enfermeira: — O que você quer que eu faça?! Ela está me chamando de mãe! O que você faria se sua mãe não se lembrasse de você?!

— Tente se controlar! Ela precisa tanto de você, quanto você dela! E nesse momento, o que ela precisa é de uma mãe!

— Você quer que... — meus olhos, em uma mistura de nojo e terror, estavam a encarando, com as lágrimas presas por uma barreira invisível incrivelmente forte. 

— Ela precisa...

— Mas ela é a minha mãe! Eu não posso!

— Pode sim! Ela faria o mesmo por você...

— Não... 

— Se você não quer, diga logo. Sua mãe já está sofrendo bastante. 

Infelizmente era verdade. Minha mãe chorava e soluçava tanto, que ela mal conseguia se manter em pé.

Era preciso.

Doído, mas preciso.

— Suzy... — acredito que esse era o nome da enfermeira. — Ela não é minha mãe? — Suzy abriu a boca para responder, mas antes que ela pronunciasse qualquer letra ou palavra, eu comecei:

— Eu... Sim, Cassandra. Eu sou a sua mamãe.

- Mamãe... - ela disse, e veio me abraçar, chorando. Fechei os olhos e , os apertando bem forte, deixei todas as lágrimas que eu havia segurado durante todos aqueles seis anos.

Aquilo não podia estar acontecendo! Como ela podia me chamar de mamãe? Como?

- Ah meu Deus, Suzy! Esse é o melhor dia da minha vida! Mamãe eu te amo!

Por favor, por favor, não me chame de mamãe!

- Calma... Filha. Eu estou aqui, está tudo bem!

- Você vai me tirar daqui não é?!

Lancei um olhar para Suzy que perguntava: o que eu faço???

Mas novamente ela apenas assentiu com a cabeça. Ela só sabia fazer isso???

Passamos cerca de duas horas abraçadas e conversando - como se duas horas substituísse seis anos! - então Suzy me disse que era melhor eu deixa-lá descansar. Nos despedimos, e antes mesmo de sair do quarto, tapei a boca para abafar o choro, que ousou aparecer novamente.

De volta ao lado de fora da clínica, meu pai estava encostado no carro, e me olhou de forma assustada. Nunca tivemos tanta intimidade como naquela manhã. 

Corri na direção dele o abraçando pela cintura, e encharcado a camisa social preta que vestia, de lágrimas.

- Calma, filha...!

- Pai, ela não se lembrou de mim! Ela achou que eu era a mãe dela! Papai, foi horrível!

Ok, eu já estava parecendo uma criança de tanto chorar.

Mas não era pra menos. O que você faria se sua mãe não se lembrasse de você?

Me admirei muito por não ter surtado.

Fizemos o trajeto de volta para casa sem trocar uma palavra, até porque, não havia necessidade.

Chegando em casa não falei mais com meu pai, nem ele comigo, então fui tomar banho.

Naquela noite eu não jantei, estava completamente sem fome.

Fiquei algumas horas sentada em minha cama refletindo, e coloquei as músicas mais deprimentes que eu tinha na minha play list.

Eu só queria morrer.

Era pedir muito?!?!

Não morri desidratada por milagre. Chorei muito.

Eu iria para Londres, e minha mãe nem se lembraria. Não sentiria minha falta.

Depois de chorar muito, deitei em minha cama, e comecei a repassar tudo na minha mente até adormecer.

 

CONTINUA



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