História It's okay to trust you? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Cadeirante, Deficiente Físico, Jikook, Shortfic
Visualizações 117
Palavras 1.484
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esta fic é um oferecimento de... brinks HSUAHSUAHS esta shortfic é o meu presente para a minha musa inspiradora!
Ela mesma Hellen Mochi <3
PARABÉNS \o/

Eu prometo que o final da fic não será sad >.<

Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo: It's time to say goodbye


Fanfic / Fanfiction It's okay to trust you? - Capítulo 1 - Prólogo: It's time to say goodbye

Vazio. É desse modo que me sinto enquanto encaro minhas mãos postas em cima de minhas agora finas coxas, é um sentimento que de certa forma me sufoca, mas não é como a angústia de não sentir as próprias pernas ou como a raiva de tamanha injustiça, eu diria que a dor que sinto no momento é uma mistura de perda, negação e frustação.

- Ela foi... e sempre será a melhor. – meu irmão mais velho finaliza o seu discurso, sua voz em um tom muito mais baixo do que o de sempre.

E pode até parecer insensível da minha parte, porém não consigo ver como alguém ali poderia estar sofrendo mais do que eu. Nem mesmo Junghyun que acaba de se sentar ao meu lado e tenta esconder o choro nas mangas de sua blusa ou meu pai que ainda encara o caixão com um olhar perdido como se a vida já não fizesse mais sentido.

É verdade que eles também a perderam, mas fui eu que vi a mulher que trocou as minhas fraldas despencar escada abaixo, fui eu que rolei as escadas para tentar socorre-la, fui eu que não pôde nem mesmo alcançar o telefone para chamar a emergência e fui eu que presenciei seus últimos minutos de vida.

Nada é mais revoltante do que assistir a morte de um ente querido sem poder fazer nada, reafirmando assim o doente inválido que me tornei.

- Eu me lembro perfeitamente do dia em que tentei ensina-la a cozinhar. – reconheci a voz de minha tia materna, imaginando o quanto ela me odiaria se soubesse que qualquer outra pessoa poderia ter ligado para a ambulância em tempo. – Ela nunca foi muito boa com as panelas. – meus olhos subiram até o seu rosto, vendo-a sorrir de modo melancólico enquanto passava a mão pela tampa do caixão.

Talvez em um futuro distante ou quem sabe em um passado já esquecido, brincar sobre as dificuldades que minha mãe tinha na cozinha fosse divertido, porém naquelas circunstâncias aquele comentário saudoso só me fez perceber que eu nunca mais comeria o seu feijão queimado nem o seu arroz sem sal ou até mesmo aquele seu bolo meio-cru.

E por mais que fosse de fato horrível e que muitas vezes quem tivesse que fazer a comida novamente fosse eu, daria tudo para ajuda-la mais uma vez, faria de tudo para vê-la perdida em sua própria cozinha. Mas parece que perder a mobilidade não fora o suficiente, pois a vida também decidiu tira-la de mim.

Estar agora ali, sentado em minha cadeira de rodas – essa que eu ‘carinhosamente’ apelidei de Dante, já que combinava com cadeirante – fazia eu me lembrar de como a sua vida pode mudar tão rápido e de maneira tão drástica. Pois foi em menos de três segundos que eu escorreguei e bati as costas na borda da piscina, e foi em menos de cinco segundos que eu vi minha mãe passar mal e cair da escada.

Respiro fundo e logo sinto o toque gélido dos dedos de meu irmão, Junghyun me oferece um triste sorriso antes de indicar que é a minha vez. Olhe em frente, notando que de fato sou o único que ainda não discursou e por mais que me doa encarar todas aquelas pessoas do jeito culpado que me sinto, seria ainda mais imperdoável não dizer nada em seu funeral.

Então tratei de mover a cadeira até meus joelhos tocarem o seu caixão, não que eu tenha sentido é claro, mas foi a distância que achei suficiente ou pelo menos era o que eu aguentaria sem desabar. Não me atrevi a olhar para mais ninguém enquanto minha boca expressava as palavras que minha mente ditava, tentando não transparecer o quanto ‘nada ficaria bem’ afinal não vivemos em um conto de fadas.

Aqui é a pura e dolorosa realidade, apenas isso.

- Eu não sei ao certo o que dizer... ainda dói muito e eu não acho que um dia irá parar. – confesso, notando como meu pai passa a me olhar, tentando me confortar, mas toda vez que eu o olho, vejo um homem que perdeu a esposa por causa de um filho inválido. – Porque eu sempre irei ama-la.

E eu juro que tentei manter um discurso focado e não muito confuso, porém o que eu poderia fazer se a minha cabeça estava repleta de pensamentos perturbados e de imagens, cenas um tanto quanto ruins. E não, eu não estou me autodiagnosticando... vou na psicóloga para isso.

- Obrigado, filho. – meu pai afaga as minhas costas e por um segundo eu quase me deixo chorar e gritar tudo que está preso dentro de mim.

Mas apenas concordo com a cabeça antes de voltar ao meu lugar ao lado de Junghyun, esse que me lança um olhar consolador, prontamente ignorado por mim. Posso ouvi-lo suspirar e por um instante me odeio ainda mais, não gosto de trata-los assim com tamanha indiferença como se só a mamãe me fosse importante.

- Hora de ir para casa, maninho. – ele diz carinhosamente e desarruma os meus fios castanhos, algo que antigamente me faria brigar consigo... hoje não mais.

O que antes era normal, hoje se tornou redundante, e eu novamente me culpo pela nossa relação de irmãos ter desandado tanto.

- Pare de fazer essa cara e pare de se culpar tanto, Jungkook. – Junghyun prossegue e meus olhos inexpressivos seguem até si. – Mamãe odiaria te ver assim.

Talvez fosse verdade só que naquele momento eu só queria o silêncio do meu quarto e o conforto da minha cama, então mamãe, papai e Junghyun que me perdoassem, mas eu ainda não estava pronto para encara-los de frente.

- Tudo bem. – suspirou pesadamente, dando-se por vencido e começando a empurrar Dante em direção ao estacionamento.

Tão logo nós três já estávamos dentro do carro, meu pai dirigia com calma em um silêncio que me deixava de fato nervoso, pois não era comum Junghyun não ligar o som do carro nem meu pai não falar durante todo o caminho... e mais uma vez eu sentia a culpa me engolir.

Eu queria conseguir me comunicar melhor com eles nesse momento, porque no fundo eu desejava escutar eles dizendo que a culpa não era minha, que apenas havia chego a sua hora. Entretanto, provavelmente nem mesmo essas declarações me tirariam do fundo do poço.

Desde a morte de mamãe, vivo me perdendo em meus próprios pensamentos e o Jungkook de antigamente – o que andava e praticava todo tipo de esporte – virou essa cópia malfeita de um cara sem graça e desinteressado na vida e em si mesmo, eu me tornei um Jungkook paralítico que está preso em sua própria consciência.

E ainda não me decidi se quero uma saída, se quero ajuda ou se devo deixar como está. A verdade é que a vida me foi injusta, eu sinto isso, porém não tenho mais aquela ‘garra’ de continuar em frente, de seguir os meus sonhos, às vezes nem mesmo de viver.

- Chegamos, maninho. – Junghyun abre a porta e acabo me encolhendo com o vento gelado que entra em contato com os meus braços descobertos. – Vem, eu te ajudo.

Assinto minimamente com os olhos fixos em Dante enquanto deixo meu irmão me colocar sobre ele, e assim que devidamente arrumado na cadeira, encaro a grande porta de madeira da nossa residência.

Nós sempre fomos bem de vida e como tudo ainda era muito recente, não tínhamos tido tempo de buscar por uma casa mais adequada para um cadeirante, afinal uma mansão de quatro andares não facilita nem um pouco a minha vida e a de meus familiares.

Não que eu esteja de fato reclamando, na verdade a quantidade de escadas se tornou um belo motivo para que eu pudesse ficar 24h em meu próprio quarto, e depois de todo o corrido, o que eu mais queria era ficar sozinho.

Talvez seja triste, porém eu prefiro acreditar que é só uma fase, que eu rezo para não ser muito longa. A grande verdade é que tenho esperança, fé de que na minha próxima consulta o médico irá dizer que houve melhoras graças à fisioterapia e que poderia um dia andar de novo.

Só que também não sou tão ingênuo, então por mais que haja uma grande expectativa, a minha parte racional me mantém com ‘os pés nos chão’. O grande problema é que ser realista está me fazendo mal, porque eu não faço ideia do que será de mim assim sendo um inválido.

Eu odeio os olhares de compadecimento dos outros e ter de pedir ajuda para cada mísera coisa, eu quero a minha independência de volta, nada pessoal contra Dante, afinal é ele que me faz companhia quando estou sozinho.

Talvez eu seja bipolar ou só não esteja sabendo lidar com a paraplegia mais o luto, entretanto a única certeza que eu tenho é de que, infelizmente, nada pode trazer minha mãe de volta.


Notas Finais


Espero que esteja gostando do seu presente, Mochi :3
Eu fiz com todo carinho nyahh mas calma que ainda temos mais dois caps e um epílogo (prometo não demorar tanto pra postar hehe)

E ai, pessoal? Gostaram desse tema? Tadinha do JK né?=/
Aliás como vcs acham que o nosso querido Park vai ajudar na vida do Jeon? Quem me conhece sabe que não será um clichêzin SHAUSHAUHSUAHS

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