História It's Worth Fighting For - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy
Visualizações 6
Palavras 1.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Segunda Chance


Chris POV: 12/04/1996

–Se alguém estiver te segurando assim, o que você faz? –Segurei Claire contra meu corpo, com uma faca de treino em seu pescoço. Quando fui expulso da Força Aérea, Claire pediu para que eu a ensinasse algumas técnicas de defesa pessoal, talvez na intenção de me fazer acreditar que meu tempo como militar não foi um desperdício. Não estava funcionando, mas como ela pretende ir para a faculdade em outro estado, achei que seria boa ideia ela saber se proteger.

–Chris, você está exagerando. –Disse ela, aborrecida.

–Você pode precisar se livrar de uma situação assim um dia. É por isso que estou te ensinando essas coisas.

–Você está sendo paranoico.

–Autodefesa não é paranoia, Claire. Desde o dia que meu pai chegou em casa com um bebê que ele achou no lixo eu me preocupo com você. –Com a minha provocação, Claire deu um chute no meio das minhas pernas, fazendo com que eu a soltasse. –Essa é infalível. Mas se fizer isso comigo de novo, você nunca vai ter sobrinhos. E chega por hoje.

Fui em direção ao meu quarto, ignorando-a quando me chamava. Deitei na cama e fiquei olhando para o teto, já que a dor não permitia que eu fizesse mais nada.

Meus pensamentos me traíram me levando de volta para a mulher que conheci semana passada. Ela era maravilhosa, com um ar de mistério que me fazia querer conhecê-la profundamente. Desde que comecei a trabalhar como barman, conheci muitas mulheres interessantes, e vez ou outra eu tinha a sorte de acabar a noite na cama de alguma. Mas nenhuma outra mulher me deixou tão louco quanto essa. E nenhuma outra me fez sair correndo logo depois dos momentos de prazer. Eu sabia que se eu ficasse mais um minuto deitado ao lado dela seria um caminho sem volta. Eu nem lembro mais o nome dela, mas lembro perfeitamente de seu rosto angelical, de seus olhos azuis encantadores, daquele corpo perfeitamente esculpido pelos treinamentos no Exército... e foi por isso que fugi dela. Seria humilhante me envolver com uma militar depois do meu fiasco na Força Aérea. Eu devia ter cortado a conversa no momento em que ela falou sobre seu trabalho, mas não resisti. Não me orgulho do que fiz. De qualquer forma, nada disso importava mais, já que também me lembro dela dizendo que estava apenas de passagem pela cidade, a caminho de um teste para entrar para uma equipe especial da polícia de uma cidade a cerca de 50 milhas daqui.

Quando a dor permitiu que eu ficasse em pé novamente, fui tomar banho e me preparar para sair para o trabalho. O emprego de barman foi a forma que eu encontrei de não encher a cara em um bar todo fim de semana, afinal eu estaria trabalhando. Minha vontade era ficar bêbado toda noite para tentar não pensar na minha carreira arruinada, mas com uma irmã mais nova para cuidar, tenho que ser um bom exemplo.

Eu estava quase pronto para sair quando Claire bateu na porta do meu quarto.

–Chris, tem alguém aqui querendo falar com você.

–Não posso, vou me atrasar.

–Você não tem escolha. –Ela me olhou séria.

Saí do quarto e quando vi quem era, teria preferido tomar outro chute de Claire do que encarar aquela conversa.

–Sargento Burton, o que faz aqui?

–Apenas Barry. Sem formalidades, garoto. –Indiquei a poltrona para ele se sentar e sentei no sofá ao lado. Tentei expulsar Claire, mas Barry pediu para que ela ficasse, e ela se sentou ao meu lado. – Estou aqui para te fazer uma proposta.

–Que proposta?

–Eu fui contra a sua expulsão. Apesar do seu comportamento, é um desperdício das suas habilidades.

–Barry, eu não vou voltar.

–Eu sei. Eu também não estou mais na Força Aérea. Fui chamado para integrar o S.T.A.R.S., um time de elite da polícia de Raccoon City, não muito longe daqui. Uma cidade ideal para eu ficar perto da minha família, sem a loucura constante da Força Aérea. Ainda estão procurando gente para formar as equipes, e acho que seria ideal para você.

–Lamento Barry, mas estou bem aqui. –Menti. –Não estou procurando uma cidade tranquila para morar com minha família, tenho que cuidar da Claire até ela ir para a faculdade e...

–Christopher, você é ridículo. –Claire se levantou e pegou um envelope na mesa. –Se tivesse me ouvido hoje cedo, não estaria me usando como desculpa. –Ela me mostrou a carta que recebeu. Sua aprovação na universidade.

–Claire, isso é ótimo. –Abracei-a com força. –Parabéns, estou orgulhoso de você.

–E eu vou ficar orgulhosa de você se aceitar essa chance. Estou tomando um rumo na minha vida, você devia fazer o mesmo.

–Estão de complô contra mim? –Perguntei desconfiado, olhando para Barry

–Estamos, mas a seu favor, garoto.

–Obrigado, eu acho. Mas por que acha que eu me encaixaria lá?

–Não há muita hierarquia no S.T.A.R.S.. Apenas o capitão da equipe e o chefe de polícia. São só dois homens com quem você precisa evitar brigar. Acha que consegue?

–Vou dar o meu melhor, senhor.

–Então apareça em Raccoon City segunda-feira. Com o meu histórico na SWAT e na Força Aérea, eles confiarão na minha recomendação, então não me decepcione. E não me chame de senhor.

–Pode deixar, Barry. Estarei lá.

Nos despedimos e Barry foi embora. Peguei o telefone e liguei para o bar para informar meu pedido de demissão. Se as coisas não derem certo em Raccoon City, irei para Chicago com Claire e tentarei alguma coisa lá. Não. Raccoon precisa dar certo para mim. É uma chance única de recuperar minha dignidade.

–Então... vamos fazer o que agora? –Claire perguntou, animada com a novidade.

–Não sei. Vamos pedir uma pizza? –Ela concordou e eu liguei para fazer o pedido.

Comemos e passamos a madrugada acordados, rindo de qualquer coisa e relembrando alguns momentos.

–Queria que eles estivessem com a gente agora. –Disse ela, repentinamente com uma voz triste

–Eu também. Mas não fique assim, Claire. Eles não iriam querer te ver chorando. E eu não quero te ver chorando. Estou aqui ainda, com você. Vou te visitar sempre que puder, e você também vai me ver quando puder, ok?

Ela assentiu. –Tudo bem. Promete não me deixar sem notícias suas?

–Prometo.

Olhei para o relógio e vi que marcava 5:30h. Fomos para o jardim dos fundos, observar o nascer do Sol, tentando não pensar que esse seria nosso último fim de semana na casa onde crescemos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3


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