História Ivy e Percy Jackson e o ladrão de raios - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Grover Underwood, Hades, Percy Jackson, Poseidon, Quíron, Will Solace
Tags Percy Jackson
Visualizações 39
Palavras 1.794
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como são duas partes eu resolvi postar no mesmo dia😊

Capítulo 3 - Percy no CHB parte 2


POV Percy 

 

A notícia do incidente no banheiro se espalhou na mesma hora. Aonde quer que eu fosse, os campistas apontavam para mim e murmuravam algo sobre água de vaso sanitário. Ou talvez apenas olhassem para Annabeth, que ainda estava bastante encharcada.

Ela me mostrou mais alguns lugares: a forja (onde as crianças faziam as próprias espadas), a sala de artes e ofícios (onde os sátiros cobriam com areia uma estátua gigante de um home-bode) e a parede para escalada, que na verdade consistia em duas paredes que se sacudiam violentamente, deixavam cair rochas, espalhavam lava e colidiam uma com a outra se a gente não chegasse ao topo bem depressa.

Finalmente retornamos ao lado de canoagem, de onde a trilha levava de volta aos chalés.

– Tenho treinamento – Annabeth disse secamente. – O jantar é às sete e meia. Você só tem de seguir o pessoal do chalé até o refeitório.

– Annabeth, desculpe pelos sanitários.

– Não importa.

– Não foi minha culpa.

Ela me olhou com ar cético e me dei conta de que tinha sido minha culpa. Eu havia feito a água jorrar no banheiro. Não entendia como. Mas os vasos tinham respondido a mim.

Era como se eu fosse um dos canos.

– Você precisa falar com o Oráculo – Annabeth falou.

– Quem?

– Não quem. O quê. O Oráculo. Vou pedir a Quíron.

Olhei para o lago, desejando que alguém me desse uma resposta direta pelo menos uma vez.

Eu não esperava que alguém estivesse olhando de volta para mim do fundo, portanto meu coração deu um pulo quando notei duas meninas adolescentes sentadas de pernas cruzadas na base do píer, cerca de seis metros abaixo. Elas vestiam jeans e camisetas verdes cintilantes, e os cabelos castanhos flutuavam soltos em volta dos ombros enquanto peixinhos passavam por entre eles. Elas sorriram e acenaram como se eu fosse um amigo há muito perdido.

Eu não sabia que outra coisa fazer. Acenei de volta.

– Não as encoraje – advertiu Annabeth. – As náiades são flertadoras incontroláveis.

– Náiades – repeti, sentindo-me completamente estupefato. – Já chega. Quero ir para casa agora.

Annabeth franziu as sobrancelhas.

– Você não percebe, Percy? Você está em casa. Este é o único lugar na terra seguro para crianças como nós.

– Você quer dizer crianças mentalmente perturbadas?

– Eu quero dizer não humanas. Não totalmente humanas, de qualquer modo. Meio humanas.

– Meio humanas e meio o quê?

– Acho que você sabe.

Eu não queria admitir, mas sabia, sim. Senti um formigamento nos membros, uma sensação que às vezes me tomava quando minha mãe falava sobre meu pai.

– Deusas. – Falei. – Meio deusas.

Annabeth assentiu.

– Seu pai não está morto, Percy. Ele é um dos Olimpianos.

– Isso é... loucura.

– Será? Qual é a coisa mais comum que os deuses faziam nas velhas histórias? Eles andavam por aí se apaixonando por seres humanos e tendo filhos com eles. Você pensa que eles mudaram os hábitos nos últimos milênios?

– Mas isso são apenas... – Eu quase disse mitos de novo. Então me lembrei do aviso de Quíron de que daqui a dois mil anos eu poderia ser considerado um mito. – Mas se todos aqui são meio deuses...

– Semideuses – Annabeth corrigiu – esse é o termo oficial. Ou meio-sangues.

– Então quem é seu pai?

As mãos dela se apertaram em volta da balaustrada do píer. Tive a sensação de que acabara de tocar em um assunto delicado.

– Meu pai é um professor em West Point. Não o vejo desde que era muito pequena. Ele ensina História Americana.

– Ele é humano.

– O quê? Está pensando que tem de ser um deus homem encontrando uma mulher humana atraente, e não o contrário? Sabe que isso é machismo?

– Então quem é sua mãe?

– Chalé 6.

– O que significa?

Annabeth endireitou o corpo.

– Atena. Deusa da sabedoria e da guerra.

Certo, pensei. Por que não?

– E meu pai?

– Indeterminado – Annabeth respondeu – como eu lhe disse antes. Ninguém sabe.

– A não ser a minha mãe. Ela sabia.

– Talvez não, Percy. Os deuses nem sempre revelam sua identidade.

– Meu pai teria revelado. Ele a amava.

Annabeth me deu uma olhada cautelosa. Ela não queria acabar com as minhas ilusões.

– Talvez você esteja certo. Talvez ele vá enviar um sinal. Esse é o único modo de saber com certeza: seu pai tem de mandar a você um sinal reclamando você como filho. Às vezes isso acontece.

– Quer dizer que às vezes não acontece?

Annabeth correu a palma da Mao pela balaustrada.

– Os deuses são atarefados. Eles têm uma porção de filhos, e nem sempre... Bem, às vezes eles não se importam conosco, Percy. Eles nos ignoram.

Pensei em algumas das crianças que tinha visto no chalé de Hermes, adolescentes que pareciam mal-humorados e deprimidos, como se estivessem esperando por um chamado que nunca viria.

Conhecera crianças assim na Academia Yancy, descartadas para internatos por pais ricos que não tinham tempo para lidar com elas. Mas os deuses deviam se comportar melhor.

– Então eu estou encalhado aqui. É isso? Pelo resto da minha vida?

– Depende – disse Annabeth. – Alguns campistas só ficam no verão. Se você é filho de Afrodite ou Deméter, provavelmente não é uma força realmente poderosa. Os monstros podem ignorá-lo, e então você pode se arranjar com alguns meses de treinamento de verão e viver no mundo mortal pelo resto do ano. Mas, para alguns de nós, sair é perigoso demais. Temos de ficar o ano inteiro. No mundo mortal, atraímos monstros. Eles percebem nossa presença. Vêm nos desafiar. Na maioria das vezes eles nos ignoram até termos idade suficiente para causar problemas – cerca de dez ou onze anos, mas depois disso muitos dos semideuses vem para cá ou são mortos. Alguns conseguem sobreviver no mundo exterior e se tornam famosos. Acredite, se eu lhe contasse os nomes, você os reconheceria. Alguns nem sequer se dão conta de que são semideuses. Mas poucos, muito poucos são assim.

– Então os monstros não podem entrar aqui?

Annabeth sacudiu a cabeça.

– Não, a não ser que sejam intencionalmente mantidos nos bosques ou convocados por alguém de dentro.

– Por que alguém ia querer convocar um monstro?

– Para prática de lutas. Para pregar peças.

– Pregar peças?

– A questão é que as fronteiras são fechadas para manter os mortais e os monstros de fora. Do lado de fora, os mortais olham para o vale e não veem nada de inusitado, apenas plantações de morangos.

– Então... você é uma campista de ano inteiro?

Annabeth assentiu. De dentro da gola da camiseta ela puxou um colar de couro com cinco contas de argila de cores diferentes. Era exatamente como o de Luke, só que o de Annabeth também tinha um grande anel de ouro enfiado, como um anel de faculdade.

– Estou aqui desde que tinha sete anos – disse ela. – Todo mês de agosto, no último dia da sessão de verão, a gente ganha uma conta por sobreviver mais um ano. Estou aqui há mais tempo que a maioria dos conselheiros, e eles estão todos na faculdade.

– Por que veio tão jovem?

Ela girou o anel no colar.

– Não é da sua conta.

– Ah. – Fiquei ali por um minuto em um silêncio constrangedor. – Então... Eu poderia simplesmente sair andando daqui agora mesmo, se quisesse?

– Seria suicídio, mas você poderia, com a permissão do Sr. D ou de Quíron. Mas eles não dariam permissão até o final do verão, a não ser...

– A não ser?

– Que lhe seja concedida uma missão. Mas isso dificilmente acontece. Na última vez...

A voz dela foi sumindo. Pude perceber pelo seu tom de voz que a última vez não tinha ido muito bem.

– Antes, quando estava doente no quarto – falei – quando você me dava de comer aquela coisa...

– Ambrósia.

– É. Você me perguntou algo sobre o solstício de verão.

Os ombros de Annabeth se contraíram.

– Então você sabe alguma coisa?

– Bem... não. Na minha antiga escola, ouvi por acaso Grover e Quíron conversando sobre isso. Grover mencionou o solstício de verão. Ele disse algo sobre não termos muito tempo, por causa do prazo final. O que isso queria dizer?

Ela apertou os punhos.

– Eu gostaria de saber. Quíron e os sátiros sabem, mas não contaram para mim. Algo está errado no Olimpo, algo muito importante. Na última vez em que estive lá, parecia tudo tão normal.

– Você esteve no Olimpo?

– Alguns de nós, campistas de ano inteiro... Luke, Clarisse, eu e poucos outros... fizemos uma excursão durante o solstício de inverno. É quando os deuses fazem sua grande assembleia anual.

– Mas... como chegou lá?

– Pela ferrovia de Long Island, é claro. Você desce na Estação Penn. Empire State, seiscentésimo andar – ela me olhou como quem tinha certeza de que eu já sabia disso. – Você é nova-iorquino, certo?

– Ah, com certeza.

Até onde eu sabia, havia apenas cento e dois andares no Empire State, mas decidi não comentar isso.

– Logo depois da visita – continuou Annabeth – o tempo ficou esquisito, como se os deuses tivessem começado a brigar. Uma ou duas vezes desde então, ouvi sátiros conversando. O máximo que pude deduzir é que algo importante foi roubado. E, se não for devolvido até o solstício de verão, vai haver problemas. Quando você veio, eu estava esperando... quer dizer... Atena pode se entender com qualquer um, a não ser Ares. E, é claro, ela tem uma rivalidade com Poseidon. Mas, quer dizer, fora isso, pensei que poderíamos trabalhar juntos. Pensei que você pudesse saber alguma coisa.

Sacudi a cabeça. Gostaria de poder ajudá-la, mas estava com fome, cansado e mentalmente sobrecarregado demais para fazer mais perguntas.

– Preciso conseguir uma missão – murmurou Annabeth consigo mesma. – Eu não sou jovem demais. Se eles ao menos me contassem qual é o problema.— ela olhou para o lado e gritou  — oi Austin —  Eu olhei na mesma direção que ela e vi um garoto loiro e uma garota de cabelos negros descendo até nós e desviei o olhar para o lago — e você quem é?

— Ivy — disse a garota de cabelos negros 

— Annabeth, esse é o Percy? — perguntou o garoto que Annabeth havia chamado de Austin 

— sim — Annabeth respondeu e senti seu olhar irritado sobre mim e me virei 

A garota chamada Ivy parecia uma cópia feminina minha, não que eu tenha cara de mulher mais ela era muito parecida comigo. Ivy desviou os olhos 

— vocês são irmãos? — Para Austin e Annabeth 

— não ela não é filha de Apolo 

— sou filha de Atena 

Ivy fez cara: de claro porque não 

 

POV Ivy 

Pelas cuecas de Poseidon porque aquele garoto tinha que ser tão parecido comigo?

Ele tinha até a mesma cor dos olhos azul-esverdeado brilhante que eu tinha!

Tudo bem não pira Ivy, não pira! 

Não consegui o encarar

— vocês são irmãos?— perguntei para Austin e Annabeth para simplesmente tirar o foco de mim e da cópia-Percy 

(Percy: sério? Cópia-percy não seria melhor maravilhoso-Percy?)

(Ivy:não sei não, acho que ficaria melhor idiota-Percy, você não?)

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...