História Ivy Greene - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Arthur Weasley, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley
Tags Ação, Aventura, Ficção, Romance
Exibições 13
Palavras 3.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 9


                Ficamos estáticos olhando para o andar de baixo. Estava sem a minha varinha,ela ficou na mansão dos Malfoy, porém Draco segurava forte e dele e estava na frente. Descemos silenciosamente pelas escadas e ouvimos o tilintar das panelas na cozinha. Meu coração palpitava e todo meu corpo tremia. Estávamos quase atravessando a porta quando a voz do invasor se fez ouvir.

                - Nossa, Monstro. Me deu um baita susto! – eu conhecia aquela voz.

                Larguei o Malfoy e corri em direção à cozinha.

                - Ivy! – Malfoy tentou me segurar ,mas me desvencilhei de seus braços.

                Assim que atravessei a porta da cozinha dei de cara com seus cabelos rosa pink e abri o maior dos sorrisos.

                - Tonks! – gritei e corri ao seu encontro. Pulei em seu pescoço e demorou alguns segundos para que ela retribuísse o abraço.

                - Ai meu Deus! Ivy! – ela estava em choque. – Onde você estava, garota! Estávamos desesperados a sua procura.

                Ela se desvencilhou de meus braços e tomou meu rosto com as mãos. Ela me encarava sem acreditar enquanto um sorriso abria em seus braços. Ele me tomou em um abraço mais uma vez e ficamos abraçadas por um tempo.

                - Estávamos tão preocupados. Achamos que você havia sido raptada. Fred está louco atrás de você, sabia? Ele estava quase pra pendurar cartazes com seu rosto rua a fora. – ela ia falando enquanto estávamos presas um no abraço da outra.

                - Me desculpe! – eu murmurava sem parar.

                - Agora que conta o que houve com você? – ela se soltou de mim e sentamos nas cadeiras da mesa.

                - Eu saí da casa do Kingsley porque estava desesperada por notícias. Esse foi meu maior erro... – fiquei uns segundos calada. – Sequestradores me descobriram e me pegaram, fui parar na mansão dos Malfoy e lá eles me torturaram por informações sobre a Ordem...

                Malfoy entrou na cozinha antes que eu terminasse a narração. Tonks ficou por alguns segundos em choque, antes de levantar, me puxar para trás dela e pegar sua varinha. Antes que Malfoy reagisse, ela o apagou.

                - Tonks! – gritei. – O quê você fez?

                - O que eu fiz? – ela gritou de volta. – Estuporei esse Comensal. Se não fizesse isso ele nos entregaria! Ou pior, Ivy!

                - Não, você não me deixou explicar... – tentei acalmá-la. – eu provavelmente estaria morta se não fosse ele.

                Ela me olhou e franziu os cenhos de incompreensão.

                - Do que é que você está falando, Ivy?

                - Enquanto eu era torturada, Malfoy me resgatou da cela em que me prendiam. Cuidou de mim, me deixou escondida das vistas dos outros Comensais. Eu não estaria aqui se não fosse por ele, Tonks. – eu falava calmamente garantindo que ela entendesse tudo.

                - Ivy... – ela não teve a reação que eu esperava, ao invés de compreender, ela me olhava com pena. – Você não cogitou em nenhum momento que ele seja um espião? Como Snape foi durante todos esses anos?

                Eu parei com o raciocínio dela. Eu estava tão frágil assim pra não pensar nessa hipótese?

                - Mas... ele cuidou de mim, ele... Parecia real... Ele via que eu estava sendo torturada, ele ficou com a consciência pesada por culpa... Mas eu não queria entregar nada, eles não iam tirar nada de mim e sabiam disso... Eu... – parei e olhei para seu corpo desfalecido na cozinha. – Não acredito que ele possa ter feito isso.

                Parei para pensar... Como tudo fazia sentido agora. “Melhor passar para a sua outra opção”, e se essa opção fosse Draco? E se tudo o que ele falou no quarto para me proteger da mãe não fosse realmente verdade? Ele me fez confiar nele! Ele usou a verdade contra mim! Narcisa ficou calma quando ele disse isso, por quê? Porque o plano dela estava dando certo...

                - Eu entendo que ele cuidou de você. Mas pensa que plano perfeito. Nada funcionava com você, certo? Eles tinham que ir para o plano B. Nada se abre com a dor, mas sim com o cuidado, o carinho... o amor. – Tonks falava enquanto os pensamentos vinham na minha cabeça.

                - Eu... – trinquei os dentes, mais uma vez o nó do choro invadiu minha garganta.

                Eu estava possessa, de raiva, de dor, de traição. Eu achei mesmo que ele estava do meu lado nessa. “Eu apenas escolhi o vencedor”, como eu era ingênua... ele nunca mudaria para o outro lado... Não por isso.

                - Anda, me ajuda a amarrá-lo. – Tonks disse enquanto fazia força para levantá-lo.

                Acordei do transe e juntas o colocamos no sofá da sala. Tonks atou seus pés e mãos e me deu sua varinha. Era tempo até ele acordar.

                Aos poucos vi seus lábios tremerem e fazerem uma careta. Ele abriu os olhos devagar e parecia sentir dor enquanto despertava. Quando percebeu suas mãos e pés presos ele tentou se debater e logo olhou em minha direção.

                - Que droga, Ivy? – ele me olhava bravo e sem entender.

                - Fica quieto, antes que eu faça você apagar novamente! – disse sem olhá-lo nos olhos.

                Ele me olhou com uma dúvida cruel nos olhos. Olhei-o e enquanto nossos olhos se encaravam presos um no outro, lembrei-me do momento no piano. Como eu fora estúpida por querer beijá-lo. Desviei meus olhos dos dele e encarei Tonks que vinha da cozinha com chá para nós duas.

                Ela sentou-se ao meu lado e me deu uma caneca, agradeci e ela parou para olhá-lo.

                - O que faremos com esse ai? – falou com desdém.

                - Vocês vão me soltar dessas malditas cordas e me explicar o que está acontecendo! – ele disse entre dentes.

                - Acho que não é uma opção. – Tonks respondeu e aproximou-se dele. – Qual era o plano? Esperar que Ivy se encontrasse com outros membros e logo revelar a sua localização?

                - O quê? – ele estava mais do que confuso, ele olhava para mim esperando uma explicação e eu apenas encarava a minha caneca. – Ivy, que merda é essa?

                - Não me venha com conversinhas para a Ivy, conte logo o seu plano! – Tonks sacou sua varinha e apontou direto para o rosto de Malfoy. Ele estremeceu e arregalou os olhos.

                - Olha calma ai, vamos conversar, do que vocês estão falando?

                - Já sabemos por que salvou a Ivy, Malfoy. – Tonks abaixou a varinha, mas continuou com ela em mãos.

                - Por que salvei a Ivy? – ele soltou uma risada nervosa. – Como assim?

                - Você sabia que ela não entregaria nenhum de nós. O único jeito de fazer ela falar era ganhando a confiança dela. Quem melhor do que você não é mesmo?

                - Olha, escuta, Ivy. Isso é loucura. Eu te disse que me sentia culpado pelo seu sequestramento. Falei das minhas razões! – ele estava nervoso a todo custo me fazer entender.

                - Das suas razões, Malfoy? – quem riu dessa vez fui eu. Me levantei e abaixei até ficar cara a cara com ele. Por causa da sua... Consciência? – fui irônica. – Não sei como me fez acreditar nisso por tanto tempo. Você é Draco Malfoy, pelo amor de Deus! Por sua razão invadiram Hogwarts, por sua razão mataram Dumbledore! – há essa hora eu estava de pé, gritando. Ele me olhava assustado.

                Seus olhos se vidraram no chão. E quando me olhou, eles estavam marejados.

                - Não quis fazer aquilo... Nunca foi minha vontade! O que eu poderia fazer? Você sabe dos poderes de Você-Sabe-Quem, Ivy! Como eu falaria não, quando ele me direcionou essa tarefa? – ele também gritava com a voz já embargada.

                Senti o choro vindo e dessa vez minhas lágrimas desceram pelo rosto. Limpei-as rapidamente, não o suficiente pra que ele não tenha visto.

                - Tonks. – virei-me para ela. – Deixe-me falar com ele a sós.

                Ela assentiu e saiu em direção às escadas.

                - Escuta, Ivy. – ele começou praticamente sussurrando. – Lembra-se que estávamos jogando xadrez, que você me perguntou por que eu escolhi o Lorde das Trevas? – assenti sem conseguir encará-lo.  – Eu não falei sério quando disse sobre o lado vencedor. Eu o escolhi por que sou um covarde. Por que tinha medo por mim e por meus pais. Eu estava sem saída. E enquanto o servisse, eu estava imune à sua fúria, como a minha família também estaria. Eu sei que não deve ser novidade nenhuma pra você saber disso, mas eu sou o maior covarde, talvez ainda mais do que o meu pai. – a sua voz estava tremida, sentia como devia ser difícil admitir coisas assim pra você mesmo. – Quando decidi virar um Comensal, achei que as coisas melhorariam, mas só pioraram. Nada mais estava igual. Eu apenas vivia com mais medo do que antes. E quando eu vi você... – ele respirou fundo. – vi o que eles faziam com você, vi o que minha mãe ia fazer com você... isso estava destruindo a minha família, Ivy. – ele me olhou nos olhos e eu não consegui mais desviar. Ele me prendia e me deixava a mercê dele. – Eu não menti quando disse que não estava fazendo aquilo por você. Mas menti quando disse que estava fazendo por mim, eu tava fazendo pela minha mãe. Para dar um basta nisso. E é por isso que eu quero te ajudar! É por isso que vou até onde precisar com você para derrotar Você-Sabe-Quem. 

                Eu encarava seu olhos e só pensava na mentira, no plano, e naquela maldita marca em seu braço esquerdo. Mas o que eu vi não foi isso. Eu vi a sinceridade neles, eu vi a dor, a solidão, o desespero. E, antes que eu pensasse mais nisso, desfiz o nó que prendia seus membros.

                - Não quero me arrepender disso, Draco. – falei firmemente.

                Ele sorriu.          

                - Me chamou de Draco. – o sorriso não abandonava seus lábios.

                Apenas bufei e me levantei do sofá.

                - Isso não quer dizer que confio plenamente em você, eu e Tonks ficaremos de olhos abertos em você.

                Ele assentiu e se sentou. Chamei Tonks e ela desceu rapidamente. Ela não entendeu quando me encontrou sentada no sofá junto com Malfoy sem as cordas o prendendo. Foi uma luta até eu explicar a ela e ela aceitar. Assim como eu, ela não estava convencida. Continuaríamos de olho nele.

                Estávamos fazendo a janta enquanto Draco estava sentado a mesa emburrado por não termos deixado ele ajudar no jantar e o obrigarmos a ficar onde estivesse a vista. Enquanto eu cortava as batatas olhei para Tonks que experimentava o tempero da água.

                - Tonks, o que estava fazendo aqui?     

                - Estava procurando o Remus. – ela disse séria. – Ele sumiu desde a lua cheia e quando eu dei a notícia a ele...

                - Notícia?

                Ela suspirou e largou a colher na pia.

                - Estou grávida, Ivy. – falou fracamente.

                - O quê? – fiquei em choque. – Meu Deus, Tonks, isso é simplesmente maravilhoso! – a abracei, mas ela retribuiu de forma fraca. – O que foi?

                - Não sei se é uma boa hora... Com tudo que está acontecendo. – ela estava olhando para as mãos. – E ainda mais com o sumiço do Remus. Ele não ficou tão animado com a notícia.

                - Ai, Tonks. Não fique assim. – eu a abracei outra vez e ela retribuiu mais forte agora. – Ele vai aparecer, só deve estar tentando discernir tudo isso.

                - Não é por isso que ele desapareceu, Ivy. – ela soltou um sorriso triste. Ela levantou os olhos e eles estavam lacrimejando. – Nós tivemos uma baita briga antes dele desaparecer, ele tem medo de que nosso filho nasça com a mesma maldição do Lobisomem...

                Dessa vez não pude falar nada, apenas abracei-a e deixei que chorasse em meus ombros. Draco nos olhava calado e resolveu não se intrometer. Ouvimos o barulho da água fervente e voltamos com o jantar. Puxei alguns assuntos para animar Tonks, mas a única coisa que a animaria seria que Lupin entrasse por aquela porta agora mesmo.

 

                E não é que meus pensamentos tornaram-se realidade? Ouvimos alguém entrando pelos corredores da casa e Tonks e eu pegamos a varinha e ficamos esperando que abrissem a porta. O rosto cansado e machucado de Lupin logo se revelou. Suas vestes estavam sujas e seu cabelo emaranhado. Tonks soltou um grunhido e correu para os braços de seu marido que parecia assustado por nos ver lá.

                - O que vocês estão fazendo aqui? – ele olhava de mim para Tonks.

                - Eu procurei por você em todos os lugares, e quando vim procurar aqui, encontrei Ivy e Draco escondidos.

                Ele se sobressaltou.

                - Draco? Draco Malfoy? – seu rosto foi ficando sério.

                - Longa história, Remus. – Tonks começou.

                - Eu não estaria aqui se não fosse ele, Lupin. – terminei.

                Seu rosto se virou para mim.

                - E onde você estaria, Ivy? Onde diabos se meteu, todos estavam preocupados com você.

                Abaixei o rosto.

                - Ela foi seqüestrada, querido. Draco a ajudou a fugir. Depois te conto os detalhes. Agora, venha comer sopa, você está com uma cara abatida.

                Voltamos a nos sentar à mesa e Lupin não tirava os olhos de Malfoy que ficou nervoso com a presença dele.

                - E onde estão Harry, Rony e Hermione? – Lupin perguntou entre uma colherada e outra.

                - Não sei, parece que estavam aqui, mas quando cheguei a casa estava vazia. – respondi.

                - Sim, eu os encontrei aqui, imaginei que ainda estivessem. – ele parecia desapontado, mas não surpreso.

                - Você falou com eles? – olhei para ele. – O que eles disseram?

                - Nada de novo, Ivy. – ele olhou para mim com os olhos tristes. - Estavam na mesma estaca em que vocês se encontravam antes.

                Assenti entendendo e voltei a atenção para a sopa, mais desesperançosa dessa vez.

                Depois que jantamos, juntamos tudo e limpamos. Subimos para os quartos e Lupin disse que eu e Tonks dormiríamos em um quarto e ele e Draco em outro. Malfoy entrou no quarto resmungando com Lupin em seus calcanhares. Dei a eles um “boa noite” e entrei no quarto junto com Tonks.

 

                Acordei no dia seguinte e eu estava sozinha no quarto. Fui no quarto em que Lupin  e Draco dormiram e achei o loiro ainda apagado em sua cama. Soltei um sorriso e desci em busca dos outros.

                Lupin havia ido avisar aos outros onde eu estava. Ele foi sozinho para não chamar atenções, segundo ele, havia dementadores rondando essas quadras quando ele veio visitar Harry. Ajudei Tonks com o café da manhã e depois de um tempo Malfoy se juntou a nós.

                O resto do dia foi muito quieto e entediante. Eu estava doida para sair de lá e rever todos. Ao mesmo tempo me peguei pensando em como as coisas seriam por Draco ter supostamente se juntado ao nosso lado, não sei se acreditava cem por cento nele, mas algo nele me levava a confiar. Não sei o que está acontecendo entre o Malfoy e eu, ele está despertando em mim coisas que nunca achei que poderia sentir, não por ele pelo menos.

                Mais uma vez o peguei no piano e me juntei ao seu lado. Dessa vez ele me ajudou a tocar com ele, eu ficava com uma nota ou duas enquanto ele tocava as outras. Claro que estava uma desgraça e eu errava toda hora. Mas isso o fazia rir e acabamos gargalhando enquanto eu tentava acompanhá-lo, mais uma vez senti a conexão ao nosso redor quando nossas mãos se esbarraram entre uma nota e outra. Olhei para ele e ele continuou tocando, como se não tivesse sentido nada. Mas sua respiração agora estava descompassada e eu sentia seu coração acelerar.

                Continuamos tocando por mais um tempo, e meu número de erros diminuiu bastante.

                - Já está quase pronta para tocar em uma apresentação. – ironizou e eu dei um empurrão em seu ombro que o fez rir.

                - Idiota. – murmurei e me levantei.

                Deixei ele na sala sozinho e fui a procura de Tonks, ela estava na sala lendo algum livro e deitei no sofá colocando a cabeça em seu colo.

                - Tonks, como foi quando você e o Lupin se apaixonaram?

                Ela tirou os olhos do livro e olhou com o cenho franzido pra mim, esperava que ela não ligasse os pontos e levasse a conversa para Draco Malfoy. Mas ao invés de fazer especulações ela apenas me contou como eles se conheceram.

                Lupin chegou pouco tempo depois com notícias que estavam todos bem. Gina havia voltado para Hogwarts e as coisas estavam mais calmas na Toca, partiríamos para lá depois de amanhã.

                Subi para meu quarto depois da janta e resolvi tomar um banho, estava me sentindo imunda já que não tomava banho há dias. Tirei minhas roupas e mergulhei na banheira de água quente. Estava quase cochilando quando Malfoy apareceu abrindo a porta de uma só vez.

                - Isso está se tornando hábito, Greene. – sorriu de lado e eu joguei água na cara dele.

                - Saia daqui, seu tarado! Isso já aconteceu mais vezes do que se podia acontecer. – tentei me cobrir, mas era em vão.

                Sabendo que ele não sairia, levantei e fiquei completamente nua em sua frente pela primeira vez. Sem água, nem toalha que cobrisse pelo menos parte do meu corpo. Malfoy não esperava por isso e me olhava com os olhos arregalados, ele começou e ficar vermelho e não conseguia tirar seus olhos dos meus. Andei mais em sua direção e, quase me encostando nele, peguei a toalha presa à porta. Não tirei os olhos dos dele até o momento em que me cobri.              

                - Agora me dê licença. – sorri e saí deixando Malfoy boquiaberto no meu banheiro.

 

                Naquela noite dormi sozinha, Tonks havia saído com Lupin e, por algum milagre, haviam deixado Malfoy sozinho comigo. Depois daquilo no banheiro, me vesti e me enfiei embaixo dos cobertores sem perceber quando Draco enfim saiu do meu quarto.

                Estava quase caindo no sono quando senti um peso do outro lado da cama a fazendo balançar, alguém se enfiou debaixo dos cobertores e se aproximou de mim, virei-me esperando encontrar Tonks, mas tudo o que vi foram dois orbes enormes e cinzentos olhando de forma curiosa para mim.

                - Posso dormir aqui com você? – Draco sussurrou.

                - Está com medo do escuro, Malfoy? – ri.

                - Talvez. - Riu também.

                Virei-me completamente para ele e ficamos longos minutos em silencio apenas nos encarando.

                - No que está pensando? – perguntei.

                - Em como tudo mudou. Desde nosso sexto ano, desde... a morte de Dumbledore... – ele suspirou.

                - Eu não esperava que nada disso acontecesse, estava perdida antes de sair de casa, antes de fugir da casa do Kingsley, antes de conhecer você. – eu disse.

                Ele depositou seus olhos mais uma vez em mim, me estudando, tentando ler cada pedacinho da minha mente.

                - Não estou mais perdido. – ele disse devagar.

                - Também não estou. – sorri. – Posso não saber o que vai acontecer daqui à uma hora, mas não tenho mais medo.

                - Eu sei o que vai acontecer daqui à uma hora. – ele sorriu. Franzi os cenhos pedindo uma explicação. – estaremos dormindo, juntos e a salvo um nos braços do outro.

                Ri com sua afirmação.

                - Não espere que a gente durma nos braços um do outro espera, Draco?

                Ele sorriu ainda mais.

                -Gosto quando me chama de Draco, e sim eu espero. – e sem dizer mais nada grudou nossos lábios.

                O gosto da sua boca era frio e quente ao mesmo tempo, macia, chamativa, viciante. O que era um longo selinho, se tornou um beijo calmo. Ele segurou em minha nuca com uma mão. E com um de meus braços puxei suas costas para mais perto, o beijo foi ganhando intensidade até que percebi que Malfoy estava encima de mim. Eu o abraçava e o prendia com minhas pernas e não queria que ele saísse dali nunca mais. Ele soltou meus lábios e trilhou beijos por minha bochecha e meu pescoço, me fazendo soltar leves suspiros e puxar sua boca de volta para mim. Eu pegava em suas costas e sua nuca querendo que ele ficasse o mínimo possível distante de mim. Ele separou nossos lábios e sorriu, devolvi seu sorriso e ele me deu um beijo na testa. Logo ele já estava deitado ao meu lado outra vez enquanto me abraçava para que cumpríssemos o que tinha dito.  


Notas Finais


e aí, o que acharam?? por favor, deem suas opiniões!!!!


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