História Ivy Greene - Capítulo 11


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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Arthur Weasley, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley
Tags Ação, Aventura, Ficção, Romance
Exibições 9
Palavras 2.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 10


                Acordei no outro dia com a cabeça no peito de Draco, minha cabeça acompanhava seu peito que subia e descia conforme ele respirava. Aos poucos fui me desvencilhando do seu abraço e levantei-me. Ele estava com a feição serena, sem nenhuma preocupação que nos rondava nessas épocas de guerra. Eu queria voltar e deitar-me ao seu lado, abraçar seu peito como fazia antes, e esquecer de tudo e de todos. Mas eu sabia que não era possível. Por mais que momentos assim fossem maravilhosos. Eu não poderia me dar ao luxo de esquecer-me de meus amigos. E de ajudá-los. Então ao invés de seguir meus desejos. Eu calcei a bota e desci para me encontrar com Tonks e Lupin.

                A casa estava vazia. Estranho, eles não haviam voltado. Fui à cozinha e coloquei a água pra ferver. Procurei as folhas de chá e as depositei na bancada enquanto pegava duas canecas. Estávamos ficando sem alimento, mas não era tão importante, afinal, amanhã estaríamos indo em direção à Toca.

                Duas mãos envolveram minha cintura e dei um pulo de susto. Virei-me e Malfoy me olhava intensamente.

                - Não é educado abandonar as pessoas dormindo, Greene. – sua voz estava rouca por ter acabado de acordar.

                Sorri.

                - Alguém tem que fazer o café da manhã. – desconversei e virei para a bancada.

                Malfoy tinha outros planos, como: encostar seus lábios em meu pescoço e trilhar um caminho quente e irresistível até minhas orelhas, sua respiração quente me fazia arrepiar. Logo, eu já não estava preparando o chá, mas de olhos fechados e com a respiração pesada, esperando seu próximo passo.

                - Não preciso de café da manhã... – ele sussurrava em meu ouvido. – Só preciso de você. – soltei um suspiro e ele riu, uma risada baixa e sensual.

                Virei-me e tomei seus lábios nos meus. O que era pra ser um beijo calmo virou um beijo rápido e faminto. Draco movia suas mãos em minhas costas por dentro da minha blusa e desceu até minha bunda, quando tentei mover suas mãos ele me ergueu e me fez sentar na bancada. Agora cara a cara, abracei sua cintura com as pernas e não havia mais distância entre nossos corpos. Eu bagunçava seus cabelos lisos e trazia seu rosto o mais perto o possível. Ele soltava suspiros durante o beijo quando eu o apertava mais de encontro a mim e arrancava mais de mim quando sentia suas mãos trilhando cada pedacinho de minhas costas.

                Ele começou a desabotoar os botões e minha blusa e já estava quase a tirando, coloquei as mãos na barra de sua blusa e comecei a puxá-la para cima.

                - Hmm. – alguém tossiu atrás de nós e, no susto, empurrei Malfoy pra longe, que deu com as costas em cheio na mesa e soltou um urro de dor.

                Tonks nos olhava com os cabelos vermelhos e um sorriso maroto no rosto. Lupin estava atrás dela com a cara fechada, mas suas sobrancelhas erguidas e escondendo um sorriso atrás dos lábios.

                Meus olhos estavam arregalados e fechei minha blusa com as mãos. Virei-me de costas e abotoei os botões. Passei a mão nos cabelos e tirei a panela com água fervente do fogão. Botei as folhas de chá e servi as canecas como se nada tivesse acontecido. Draco me olhava, mas eu estava envergonhada demais para retribuir o olhar. Entreguei-lhe uma caneca e, segurando outra, saí da cozinha.

                Senti Tonks nos meus calcanhares e ela entrou em meu quarto logo atrás de mim.

                - Acho que chegamos em uma péssima hora não é mesmo? – ela carregava um sorriso e sua voz estava carregada de cinismo.

                - Não seja ridícula. – eu sentei na cama com a cara fechada e dei um gole na bebida quente. – Não estava acontecendo nada.

                - Claro que não. – ela riu. – Vocês apenas estavam se agarrando na cozinha... e tirando as roupas um do outro. – ela foi irônica. – Mas nada estava acontecendo...

                - Cala essa boca. – falei emburrada e ela riu mais. – Aliás, onde vocês foram?

                - Fazer uma ronda. – ela respondeu parando de rir. – Ver como está a situação para podermos sair todos juntos amanhã.

                - Hm. – me limitei a responder e terminei de tomar o chá.

 

                O resto do dia fora tranqüilo. Lupin e Tonks conversavam algo que não me interessei em participar. Fiquei perambulando pela casa e Malfoy ficou na sala do piano, às vezes escutava ele tocar, mas não me atrevi a ir participar disso. Ainda estava extremamente envergonhada com o que tinha acontecido na cozinha.

                Logo chegou a hora do jantar e eu estava ajudando Tonks com a comida, Malfoy estava sentado a mesa muito calado e Lupin eu não fazia idéia de onde estava.

                Jantamos todos em silêncio e comi rápido para poder subir para meu quarto. Incrivelmente eu estava cansada, mesmo que não tivesse realmente feito nada de mais.

                Deitei e fiquei olhando para a janela. A noite estava estrelada e a lua estava muito brilhosa iluminando todo o quarto. Alguém entrou no quarto, provavelmente Tonks. Não virei o rosto. Mas assim que a pessoa se juntou a mim na cama seus braços me envolveram e senti a respiração de Draco em meu pescoço.

                - O que está fazendo aqui, Malfoy? – falei sem virar para olhá-lo.

                - Vim dormir. – ele respondeu como se fosse óbvio.

                - No meu quarto?

                - Nosso quarto. – corrigiu.

                Eu ri.

                - Acho que você está confundindo as coisas, Malfoy.

                - Acho que nossos beijos de ontem à noite e de hoje de manhã foram bem esclarecedores. – ele apertou os braços na minha cintura o que nos fez ficar mais próximos.

                Não falei mais nada, não conseguia. Ele riu tomando isso como um consentimento. Deu-me um beijo no pescoço e me deu boa noite. Apenas murmurei em resposta e em menos de minutos sua respiração se estabilizou. Não demorei a dormir também.

               

                 Tonks nos acordou no dia seguinte e tomamos um café rápido. Saímos em fila indiana da casa dos Black e, dando as mãos, desaparatamos do Largo Grimmauld.

                Senti o cheiro da grama e das flores no jardim dos Weasley. Meu coração deu um pulo de felicidade e corri em direção à porta. A mulher rechonchuda, ruiva e com a feição amorosa abriu-a e a Sra. Weasley me recebeu de braços abertos.

                - Ah, Ivy. – ele acariciava meus cabelos. – Como estávamos preocupados! Como você está, está tudo bem? Por onde andava?

                Apenas me deixei ser apertada e arrastada para dentro da Toca. Fred e Jorge desceram correndo as escadas e demos um abraço em conjunto. Fui levantada do chão e gargalhamos juntos. Como eu senti falta daqueles dois!

                - Você é uma garota muito danada! – Jorge bagunçou os meus cabelos. – nunca gostou de obedecer os seus superiores, não é?

                - Superiores? – ri. – de quem exatamente estão falando?

                - De nós. – Fred disse.

                - É claro! – Jorge completou.

                - Da próxima vez seja mais esperta e não. Dê. Uma. De. Heroína! – Fred olhou fundo em meus olhos e senti uma pontada de culpa.

                - Me desculpe! – soltei um muxoxo e eles me abraçaram outra vez.

                - O que essa doninha faz aqui? – Fred olhava para a porta.

                Segui seu olhar e Malfoy estava parado na porta da frente nos olhando com uma cara de poucos amigos.

                - Ah.. Er... Fred, Jorge. – soltei-me deles. – Malfoy salvou a minha vida. – soltei um sorriso sem graça.

                Eles soltaram uma risada engasgada.

                - Desde quando Malfoy se tornou um bom samaritano? – Jorge caçoou.

                - Desde que ele me tirou das garras de Bellatrix que tentava a todo custo arrancar de mim o paradeiro dos integrantes da Ordem. – defendi.

                Eles olharam de mim para ele e tiraram o sorriso do rosto. Agora estavam com um semblante agradecido.

                - Hm, bom... Obrigado, Malfoy. – Jorge disse.

                - Por salvar nossa ruiva. – Fred completou.

                Malfoy assentiu sem graça e entrou na sala dos Weasley. Ele tentava reprimir uma careta, mas eu conseguia ver seu desconforto. Puxei-o pelo braço.

                - Vamos subir. – avisei e saí arrastando Malfoy de lá.

                - Obrigado. – ele agradeceu.

                - Nada. – respondi rápido e entramos pela porta do quarto de Gina.

                Logo percebi uma bola de pelos branca correndo em minha direção.

                - Ai meu Deus! – abaixei-me e peguei o gatinho persa que está todo eriçado e lambia minhas mãos com sua língua áspera. – Ozzy! Que saudades!

                Apertei-o junto ao meu rosto e ficamos ali, ele se esfregava e me lambia, me parecendo mais um cachorro do que um gato.

                - Shh, mamãe ta aqui, vai ficar tudo bem. – tentei acalmar o gato que se remexia em minhas mãos.

                Depois que ele se acalmou, pus Ozzy no chão e ele saltitou para Malfoy, que ficou com cara de desprezo pro gatinho que se esfregava em suas pernas.

                - Sai pra lá bola suja. – ele tentou chutá-lo, mas Ozzy agilmente pulou para a outra perna se esquivando do chute do loiro. Ele miou e ronronou até que Malfoy cedeu e pegou-o no colo.

                - Ele gosta de você. – ri pelo nariz.

                Ele deu um suspiro.

                - Esse gato inútil. – ele não ia abaixar a bola, mas sua feição já estava quase sorridente pro meu gato.

                - Vou tomar um banho. – fui em direção ao meu malão, precisava urgentemente arrancar aquelas roupas. – Se quiser, vá até os gêmeos e peça uma roupa pra eles. Você também ta precisando de um banho.

                Enruguei o nariz para comprovar.

                Ele riu desdenhosamente.

                - Não vou usar nada que eles tenham, Greene. – ele disse convencido e sentou-se na cama.

                - Faça como quiser. – dei de ombros.

                Peguei a muda de roupas e entrei embaixo do chuveiro.

                Lavei bem meus cabelos e tirei cada sujeira que havia em meu corpo. Depois de quase uma hora eu saí do banho. Vesti uma calça confortável e um suéter que meus pais me deram no natal passado. Sentir o cheiro das minhas roupas me lembrava minha casa. Minha garganta se tornou um bolo. Limpei as lágrimas que teimaram em escorrer. Não podia sentir saudades deles agora. Sabe-se lá onde estão. E se eu começar a pensar neles, a vontade de vê-los será mais forte do que tudo. E eu precisava me concentrar aqui.

                Alguém bateu na porta e me tirou dos meus devaneios.

                - Ficou presa na privada, Greene? – a voz de Malfoy se fez ouvir do outro lado seguida de um riso seco.

                Abri a porta e ele estava encostado ao batente me observando com seus olhos profundos.

                - Por um momento achei que tivesse morrido.

                - Não enche. – empurrei-o e saí do banheiro.

                - O que houve? Por que está me atacando desse jeito?

                - Não estou. – curta e grossa.

                - Hm. – ele se limitou a responder e entrou no banheiro trancado a porta atrás de si.

                Quase me arrependi de tratá-lo desse jeito. Ele não tinha culpa dos meus problemas e das minhas saudades. Na verdade, tinha sim! Se não fosse por ele nada disso estaria acontecendo. O pontinho de arrependimento logo foi embora e deitei na cama com uma carranca maior do que o ego daquele idiota.

                Minutos depois ele saiu vestido apenas com uma calça de moletom.

                Franzi os cenhos.

                - Onde arrumou essa calça?

                - Não me disse para arrumar roupa com os Weasley? – ele pareceu óbvio.

                - Hm, achei que você era bom demais pra qualquer um deles.

                - E sou. – deu um sorriso de lado. Maldito sorriso. – Mas não agüentava mais dormir de calça jeans. Não tive outra escolha.

                Ele deitou- se ao meu lado e antes que eu esperasse ele subiu encima de mim.

                - Draco, o que está fazendo?

                Levantei as sobrancelhas.

                - Beijando você.

                Ele se aproximou, mas eu virei o rosto e ele acertou minha bochecha.

                - O que foi? – cerrou as sobrancelhas.

                - Nada, eu só não estou no humor agora.

                Ele riu pelo nariz.

                - E desde quando você tem que estar em algum humor para me beijar?

                - Só saia de cima de mim, Malfoy. – empurrei sua barriga para que ele se afastasse, mas seu corpo travou e ele não se moveu um centímetro.

                - Primeiro me fala o que aconteceu com você. – ele fechou a cara.

                Fui obrigada a olhar em seus olhos. Ele me encarava sério esperando uma resposta.

                Suspirei e as lágrimas voltaram. Droga! Eu não agüentava mais fazer o papel de frágil. Por isso engoli o choro e prometi a mim mesma não chorar mais.

                - É uma situação estressante, só isso. – comecei e ele ficou quieto me esperando responder. – Estar aqui, tudo isso, me lembra da minha família, isso me estressa, apenas.

                Ele esperou que eu falasse mais. Mas não falaria. Então ele suspirou e saiu de cima de mim. Senti o frio quando seu corpo quente se afastou do meu, por algum motivo eu não queria que ele se afastasse, mas não o impedi.

                Ele deitou ao meu lado e ficou algum tempo calado antes de responder.

                - Ivy... Sei que me culpa por isso... Sei que todos me culpam. – quando abri a boca pra responder ele me impediu. – Não diga o contrário, eu percebi a forma como me olham. A forma como você me olha. – ele olhou pra mim e nossos olhos se encaravam. – A forma que está me olhando agora.

                Desviei meus olhos dos seus. Não agüentava mais olhar pra aqueles olhos acusadores. Era incrível como ele conseguia me ler inteira de um jeito tão fácil, tão simples.

                - Não queria, me desculpe. – falei fraco. Ele soltou um riso pelo nariz.

                - Não se desculpe. É culpa minha e eu sei. – olhei para ele outra vez e ele ainda não havia tirado seus olhos do meu rosto. – Estou tentando compensar todos esses erros, todas as minhas escolhas. Quero me redimir.

                Não falei nada. Ficamos em silêncio por um bom tempo, até que a Sra. Weasley gritou que o almoço estava pronto. Suspirei e me levantei, antes que pudesse atravessar a porta ouvi Malfoy sussurrar.

                - Por você.  



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