História James - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Bebê, Família, Freddie, James, Kid Fic, Larry, Larry Stylinson, Liam Centric, Liam Top, Niall Bottom, Niam
Exibições 118
Palavras 9.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nova história! Pois é.

Dessa vez uma Niam com um lindo bebê chamado "James".

Estou escrevendo essa história há mais ou menos cinco meses e, bem, ainda não perdi o hábito de me sentir nervosa a respeito do que vão achar, agora com a postagem.

Espero que gostem ^^

No mais, Dayl, Cian e Brendan são três fofos da banda pop irlandesa "HomeTown". Eu amo eles e, por isso, resolvi introduzi-los como personagens nessa história.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Parte I


Dublin, Irlanda.

Quando Niall decidiu que era hora de deixar o Vietnã e voltar para o conforto de seu lar em Dublin, seus amigos irlandeses comemoraram alegremente, antecipando o alívio de se verem, finalmente, longe daquele país estranho.

Eles estavam um pouco tomados pelo mau-humor daquela vez, e praguejando baixinho, murmurando sobre como Niall, às vezes, tinha as piores ideias e escolhia os piores lugares para se visitar também durante as férias. Mas, não era como se os outros três irlandeses fossem ficar presos muito tempo na lamentação. Porque, quem nunca havia tido uma experiência ruim durante uma viajem, uh?

Imprevistos aconteciam sempre. Com qualquer um. E com eles não era diferente.

Às vezes, a boa sorte natural dos irlandeses falhava também.

Niall pensava que se os seus companheiros de banda estivessem com ele naquela aventura, ao invés de Dayl, Cian e Brendan, a carruagem provavelmente tombaria logo na primeira curva pedregosa, logo que o primeiro problema aparecesse. Seus companheiros, depois de todos aqueles anos de estrada, já estavam mais que calejados e conscientes dos desarranjos que poderiam vir das ideias malucas de Niall, e não faziam nada para esconder o quanto repudiavam boa parte de suas ações que não envolviam a banda – como viajar por aí durante o hiato, sem planejar de verdade. Niall se achava uma espécie de mochileiro, e seus companheiros de banda concordavam que, na verdade, ele não tinha nada de mais produtivo para fazer mesmo.

Louis dizia que o loiro era um desocupado e que, por isso, tinha tempo de sobra para arquitetar viagens mirabolantes e falidas – ainda mais agora que estavam vivendo o hiato da banda. Niall gargalhava quando ouvia o discurso batido do outro, e respondia dizendo que aquilo não passava de pura inveja. Pois, Niall realmente tinha tempo (e dinheiro!) de sobra para conhecer qualquer lugar que quisesse; e que Louis só não gostava do fato porque agora estava metido em um treinamento intensivo em Los Angeles, preso numa rotina maçante sobre “como se tornar um pai responsável”. A culpa não era do loiro se Louis não podia viajar e se divertir. Então ele gargalhava e dava de ombros para os choramingos de seu companheiro baixinho.

Harry, por sua vez, argumentava que preferia ficar em casa, cuidando de sua família e amigos, e que Niall deveria começar a se importar mais com esse tipo de questão. Pois, eles já estavam há cinco anos praticamente sendo turistas em suas próprias casas, de forma que precisavam tirar o atraso. Além disso, Harry também discursava sobre o quanto o tempo estava passando rápido, sobre o quanto eles estavam ficando velhos e sobre como, por isso, precisavam começar a pensar em se estabelecer com alguém, com a intenção de formarem a sua própria família. Claro que o cacheado de olhos verdes tomava seu tempo falando sobre bebês, simplesmente porque ele amava bebês, e porque não via a hora de ter um para chamar de seu.

Niall, apesar de não admitir, dava uma pontinha de razão à Harry. Pois, logicamente, ele não queria passar o resto de seus dias sozinho. Mas, o loiro também achava que ainda era muito novo e que não estava pronto para encarar uma responsabilidade daquelas. Niall só tinha vinte e três anos, pelo amor de Deus! De forma que o irlandês viajante sempre respondia ao seu companheiro que não era porque ele, Harry, havia se encantado e abraçado a causa de Louis (que era pai agora), que todo mundo tinha que fazer a mesma coisa. Harry corava muito e era enfático ao dizer que não tinha “abraçado a causa de Louis” – o caso era que o baixinho era um desmiolado e não estava pronto para cuidar de um bebê sozinho, sem ajuda. E o caso também era que Harry não tinha nada mais de importante para fazer, agora que estavam passando pelo hiato da banda, do que ajudá-lo em sua nova empreitada.

O loiro não rebatia, porém, porque o que Harry e Louis (e Freddie também!) faziam não era problema dele.

Mas, Liam se comportava de forma um pouco doída e melancólica quando o cacheado levantava aquele tipo de assunto. O cantor mais velho tinha saído de um relacionamento aparentemente firme e duradouro com Sophia Smith depois de tudo e, bem, seu sonho de constituir sua própria família meio que havia sido destruído e tal.... Se Niall parasse para refletir bem sobre Liam, porém, ele teria de ser bem justo. Pois, em verdade, Liam era o único que não ralhava realmente ou tripudiava em cima das escolhas malucas de Niall. O outro apenas se resignava a reclamar um pouquinho, porque com aquelas viagens extensas, automaticamente Niall o abandonava e o deixava sozinho para chafurdar em sua própria desgraça e sua vida parada.

Todos eles sabiam que Liam, desde sempre, era uma pessoa naturalmente carente e sempre que podia gostava de ter as atenções de todos para si mesmo. Liam era daquele tipo mimado, tipo uma criança de quatro anos que está passando por aquela fase do “é tudo meu”. Ele gostava de ter plateia quando falava, gostava de ter abraços aleatórios ao longo do dia, e de sempre ter companhia na hora do lazer. No começo Niall não se importara realmente, até mesmo fazendo piada sobre como Liam era um grande Ursinho Carinhoso disfarçado. Mas, as coisas mudaram depois que Zayn deixou a banda.... E depois que Louis engravidou Briana.... E depois que Harry se dispôs a ajudar Louis com Freddie...

A saída de Zayn tinha sido toda uma tragédia na concepção de Liam que, com toda sua carência, havia chorado um par de semanas amaldiçoando o moreno tatuado com todas suas forças. Niall não imaginava que o mais velho conhecia e tinha em seu vocabulário aquela quantidade absurda de palavrões. Depois de muito amaldiçoar, por fim, Liam dizia que se Zayn queria ser um cara normal de vinte e dois anos, ele deveria começar honrando as amizades que tinha, pois era isso o que caras normais de vinte e dois anos faziam. Niall, muito compadecido de seu companheiro, havia se aproximado então e, de certa forma, havia conseguido fazê-lo entender que a saída de Zayn não era o fim do mundo e que aquela não precisava ser, necessariamente, o fim da amizade deles. Não era possível estar sempre na mesma página que as outras pessoas afinal. Zayn já tinha virado a página do grande livro inacabado que era vida dele e ponto. Zayn tinha outros planos e novas conquistas. Bola pra frente, vida que segue.

Todo mundo faz isso em algum momento.

Liam até se reergueu, perdoando Zayn por tê-lo abandonado depois que o moreno enviou para ele uma cesta de chocolate, com um cartão bonito que dizia que eles seriam melhores amigos para sempre. Niall achou aquilo um pouco patético, mas não disse nada. Liam estava sorrindo de novo e esfregando o cartão na cara de todo mundo que atravessava seu caminho, muito mais feliz que antes. O restante da turnê não estava mais sendo um verdadeiro porre e a paz havia reinado novamente. Então, que assim fosse.

Porém, como a sorte dos irlandeses as vezes falhava (como você já sabe), a genuína felicidade de Liam durou até que o bebê de Louis nasceu e o hiato da banda começou. Pois é. Agora Louis vivia em uma casa alugada em Los Angeles, cuidando de Freddie, e Harry meio que havia se enfiado na casa dele, mudando-se para lá de mala e cuia antes mesmo que Briana e o bebê recebessem alta do hospital. Então, agora, Liam, além de ter sido abandonado por Zayn, estava sendo deixado de lado por Louis e Harry também. Niall até tinha tentado aquela história da cesta de chocolates e do cartão bonito para animá-lo de novo (por mais que se sentisse patético), mas você sabe que Liam era mais uma criança de quatro anos do que um adulto de vinte e três, e que aquilo não funcionou uma segunda vez. Na verdade, o mais velho só foi capaz de parar de choramingar o quanto estava se sentindo sozinho e o quanto ninguém no mundo gostava dele, quando o loiro aceitou ir passar as primeiras semanas do hiato na casa dele em Londres e, logo em seguida, retribuiu o convite, levando Liam para passar alguns dias em sua própria casa, em Dublin.

Claro que quem olhasse a quantidade de malas que Liam tinha levado para Dublin pensaria que o cantor estava de mudança para a casa de Niall, assim como Harry havia se mudado para Los Angeles, com Louis. Mas, ele só permaneceu por lá por algumas semanas mesmo, até Niall informá-lo de que seus amigos irlandeses estavam vindo e que eles viajariam, para curtir um pouco juntos e matar a saudade. Liam surtou com aquilo, juntou sua grande quantidade de malas e saiu marchando, batendo a porta atrás de si, dizendo para Niall que o loiro também era um idiota, por também estar abandonando ele. Liam nem deu chance para que Niall o convidasse para ir junto no passeio. Depois Liam mandou uma mensagem, dizendo que tinha chegado bem em Londres (porque, apesar de tudo, ele não gostava de preocupar seus companheiros), e pedindo para que Niall, por favor, aproveitasse ao máximo sua viagem com seus amiguinhos irlandeses, beberrões e arruaceiros. E que, mais por favor ainda, fosse para algum país em conflito/guerra civil e morresse por lá.

Niall apenas tinha revirado os olhos para o drama. Após Liam ter ignorado suas trinta e sete mensagens, e suas cinquenta ligações, então ele meio que desistiu de ter algum contato com o seu companheiro de banda e seguiu o roteiro que havia traçado com seus outros amigos. Eles iriam para a Austrália primeiro, aproveitar todo aquele calor infernal e aconchegante, tomar algumas cervejas e serem felizes. Liam, claramente, precisava de tempo para colocar suas ideias e sentimentos no lugar, e não era como se Niall fosse forçar a barra com ele.

O caso aqui é que Niall se sentia culpado, e sentia muito a falta de Liam.

E não demorou nem um par de dias para que o loiro começasse a rever seus conceitos sobre dar espaço a Liam e não forçar a barra com o mais velho.

Eles tinham se aproximado muito nos últimos meses e o loiro já tinha se acostumado a ter Liam sempre por perto – mais perto ainda, algo que ultrapassava o coleguismo de banda, e a amizade que havia sido forçada quando eles resolveram que se juntariam em um quinteto pop depois de perderem o X-Factor. Tipo, Liam era realmente um bom amigo, o melhor deles, e Niall até mesmo sentia falta de suas manias, dos choramingos, dos discursos ensaiados sobre o quanto ninguém gostava dele (tática infalível para ganhar afagos, o loiro tinha percebido) e da maldita maratona de Harry Potter que Liam o obrigava a fazer aos finais de semana, quando não saíam para tomar uma cerveja e ver gente. Niall já tinha praticamente decorado as falas dos filmes.... Percebe? Ele realmente considerava Liam. De forma que se sentia mal pelo afastamento do outro, mesmo sabendo que não tinha culpa de verdade.

Niall tinha achado que sua relação com Liam voltaria ao normal, porém, quando o maior lhe enviou uma mensagem seca e malcriada, numa manhã qualquer, perguntando para onde ele viajaria daquela vez – pois, talvez, Liam tivesse visto suas atualizações nas redes sociais e soubesse que Niall estava de volta à Londres. Animado, o loiro tinha respondido que estava indo para o Vietnã e que passaria uma semana lá. Mais uma vez, Liam não deu chance nenhuma para que Niall o convidasse para ir junto.

“Espero que o Tio San resolva passar uma semana no Vietnã também” – Foi a resposta que ele recebeu de Liam.

Claramente, o mais velho fazia referência à trágica guerra vietnamita, numa atitude mesquinha, inconsequente e cruel, ignorando completamente o fato de que, na referida guerra, os Estados Unidos haviam sido derrotados. Mas, Niall não conseguira sequer ficar chateado, pois ele sabia que Liam só estava sendo ciumento e carente, mais uma vez. E o loiro, com alguma surpresa, teve a certeza de que estava certo ao pensar aquilo quando o mais velho o chamou no celular segundos depois, reclamando mais uma santa vez sobre o quando Niall era um idiota por abandoná-lo justamente na pausa da banda, pedindo sarcasticamente e muito irônico que ele se divertisse o máximo que pudesse com seus amiguinhos irlandeses ridículos. Liam nem dera tempo de Niall responder qualquer coisa, antes de terminar a ligação, você sabe.

Mas, enfim.... Liam não estava em bons termos com ele, Louis e Harry estavam ocupados demais cuidando de suas próprias coisas (de Freddie) e não era como se o loiro realmente tivesse alguma outra alternativa agora. Dayl, Cian e Brendan eram bons amigos também e fazia muito tempo que o loiro não tinha a oportunidade de gastar algumas semanas com eles, rindo, bebendo e se divertindo.

Além disso, os três outros rapazes estavam mais que inclinados e dispostos a fazer qualquer coisa que Niall desejasse. Pois, eles eram amigos do loiro famoso desde que eram pirralhos e jogavam bola nas ruas camponesas de Mullingar e, bem, sentiam falta de passar um tempo com ele. Mesmo que, definitivamente, nenhum deles tivesse ficado contente com a escolha incomum e desastrosa do Vietnã e, uma vez naquele país, eles tivessem conseguido tudo, menos se divertir.

A sorte, foi que sua passagem pelo Vietnã não durou mais que o tempo de uma longa e vagarosa semana.

Niall havia bebido tanto na primeira noite (reclamando sobre o quanto Liam era um bebê recém-desmamado e chorão) que, por um par de dias, se comportou como se tivesse sido pego por uma ressaca permanentemente chata e doente. Podia-se arriscar que o loiro estava angariando um coma alcoólico e os resultados não foram bons. Com todo o seu forte sotaque, o irlandês famoso havia reclamado sobre o quanto sua cabeça doía, o quanto seu corpo parecia ter sido esmagado por um compressor e o quanto ele precisava, tipo, ir dormir e acordar só no próximo ano. Niall era uma pessoa de personalidade incrível, sempre alegre, extrovertido, animado....

Mas, ainda era um ser humano comum e ainda tinha que encarar dias ruins – contaminando todo mundo ao seu redor com o seu mau-humor e deixando-os sem saber como lidar com aquela característica dele que, muito felizmente, Niall não deixava transparecer com frequência.

Dayl Cronin, o moreno de topete no cabelo e que parecia um galã de cinema, tinha quebrado um dos pulsos, após cair rolando desajeitadamente de um pequenino barranco, enquanto faziam trilha à noite – levá-lo para o hospital havia sido todo um inferno! O jovem lamentava e amaldiçoava a ideia de Niall de fazer trilha à noite, por causa dos malditos vagalumes de traseiro brilhante que tinham encontrado no meio do caminho e que o tinha distraído, a ponto de ele não poder evitar o acidente. Mas, Dayl ficou puto da cara mesmo, porque o loiro famoso parecia ter tirado proveito de sua desgraça, para melhorar seu humor de Trasgo Montanhês, conseguindo (sabe Merlin como!) gravar um pequeno vídeo de sua memorável queda.

Dayl sabia que Niall jogaria o vídeo vergonhoso no seu Instagram assim que possível. E, ainda, com aquela maldita hashtag “OhNoDayl”. Só porque Dayl, como bom amigo que era, havia tripudiado em cima de seu “micão” tempos atrás, quando Niall caiu durante uma entrevista e inaugurou a maldita hashtag “OhNo”.

Niall era vingativo quando estava inspirado. E, principalmente, quando o seu humor estava no modo Trasgo Montanhês.

Mas, ele também era um bom amigo e tinha feito questão de pagar a conta do hospital, e enfiar goela abaixo de Dayl quantidades enormes de chocolates Marou que havia comprado (por mais que essa história de chocolate fosse patética). O loiro também havia lhe abraçado firmemente na cama do hospital durante a noite toda que eles passaram lá, garantindo que, se fosse necessário, pagaria uma plástica para o pulso quebrado e deformado e inútil do garoto metido a galã de cinema. Seu mau-humor de Trasgo Montanhês, abençoadamente, esquecido.

Cian Morrin, por sua vez, havia sido picado por um inseto estranho, daqueles grandes e pegajosos e nojentos, bem próximo ao seu olho esquerdo. De forma que a pele ao redor tinha ficado absurdamente inchada, vermelha e irritada, e o moreno mal conseguia abrir o olho e enxergar qualquer coisa. Cian havia choramingado de dor durante um considerável e desgastante tempo, mas havia chorado realmente ao perceber que o lindo tom de azul de seus olhos estava apagado e que seu nariz, já um pouco avantajado, parecia ainda maior depois da picada.

Niall havia tentado empurrar para ele os chocolates Marou também, a fim de acalmá-lo – porque chocolate tem o poder de acalmar as pessoas (mesmo que isso ainda fosse patético, que tenha funcionado com Liam apenas uma vez, e quando Zayn lhe deu os chocolates e não Niall).

Porém, Cian havia sido taxativo ao aproveitar a oportunidade e gritar com o loiro toda a sua frustração e dor, dizendo que Niall era um idiota por comprar aquela marca de chocolate (a Marou Faiseurs de Chocolate). O loiro tinha rebatido, explicando que a marca era nacional e que ele estava contribuindo para o crescimento da economia do Vietnã. Cian, ainda mais irritado, havia dado uma palestra de quase duas horas, sobre como Niall era um idiota e um desinformado, por não saber que a maldita marca dos malditos chocolates escravizava seus “funcionários” vietnamitas na produção. E sobre como, por isso, Niall era um idiota desinformado e muito, muito cruel.

Quem precisou de uma noite inteira de abraços e afagos depois do sermão foi Niall – ainda com o som das palavras ferinas de Cian, e as imagens do dedo magro do moreno apontado acusadoramente em sua cara, ecoando em sua cabeça.

Ele estava tendo dificuldades em lidar com a culpa que pesava em seu peito e ficava murmurando sobre como ele era, de verdade, um monstro.

Niall não queria contribuir para a escravização de vietnamitas! Ele só queria poder confortar a dor de seus amigos! De forma que, o seu mau-humor de Trasgo Montanhês voltou com força total, somando tristeza e pesar aos seus sentimentos confusos. E o loiro nunca desejou tanto ter Liam ali com ele – porque Liam, com certeza, lhe garantiria que ele não era um babaca, que não era um monstro por não saber do processo de produção dos chocolates Marou, e que Niall poderia consertar o seu erro facilmente nunca mais comprando a maldita marca, e fazendo campanha para ninguém mais comprasse também – como aquela campanha que Harry havia feito tempos atrás, contra o Sea World.

Niall tinha fãs no Vietnã depois de tudo e persuadi-los poderia dar bons resultados.

Com Brendan Murray, o pequeno magrelinho de sorriso fácil, pele macia e trejeitos delicados, não havia acontecido nada. Graças à Deus! Porém, ele tinha sido obrigado a lidar com todos os outros, e suas lamúrias e queixas e, bem, ele estava mais que feliz agora, por estar voltando para a sua casa na Irlanda, onde poderia descansar dos choramingos. Brendan amava seus amigos, mas eles podiam ser bem cansativos quando queriam.

Lidar com Dayl e seu pulso quebrado havia sido uma tarefa difícil. Pois, o quase galã de cinema estava se comportando como se estivesse com o pé na cova – completamente incapacitado de fazer qualquer coisa sozinho. Cian, era outra história. Brendan lamentava a perda temporária do azul bonito de seus olhos, porque aquele era, com certeza, um tom de azul maravilhoso e Brendan gostava de gastar boa parte de seu tempo admirando ele. E admirando Cian como um todo.

E, ele se sentia mal por Niall, porque o loiro tinha planejado aquela viajem para eles com muito amor e, agora, estava todo triste e derrotado. Brendan não era Liam Payne, e não conhecia todas aquelas palavras de conforto que o mais velho seria capaz de dizer à Niall, para acalmá-lo. Mas, Brendan era adoravelmente adorável, na opinião redundante de Niall, e o loiro tinha garantido que se ele passasse um par de noites em sua casa, junto com ele quando voltassem para Dublin, já seria o suficiente para ele voltar a ser o que era antes.

Brendan tinha sorrido muito concordando.

Ele passaria o resto de sua vida ao lado de Niall se o loiro lhe pedisse.

E só não o faria, se Cian deixasse de ser aquele cabeça-dura vacilão e, finalmente, respondesse às suas investidas carinhosas e românticas. Porque, bem, Brendan amava Cian desde sempre e tal. E Niall garantia que Cian o amava de volta. Que era questão de tempo até que ele se desse conta do fato.

Assim, apesar de sua passagem pelo Vietnã ter sido toda uma tragédia, se fossem sinceros todos eles admitiriam que estavam extremamente felizes e bem. Pelo simples fato de que, finalmente, estavam juntos de novo.

Pois, Niall, com toda a sua natural sorte de irlandês, que só às vezes falhava, havia conseguido se enfiar naquela boyband famosinha há cinco anos atrás e, desde então, nenhum deles conseguia manter um real contato com o falso loiro. Aquilo era frustrante e sempre os tinha deixado um pouco tristes, com aquela sensação de que, agora que Niall era famoso, eles não eram mais necessários em sua vida.

Brendan era o que sofria mais.

Como era o mais jovem dos quatro, e também queria ser um cantor famoso quando tivesse a oportunidade, gostava de ter Niall por perto. Porque Niall era um cara de bem com a vida, extrovertido e muito, muito bom quando o assunto era música. Niall, ainda, era um cara extremamente paciente, que lhe ensinava tudo o que sabia – desde a técnica propriamente dita da voz e dos instrumentos musicais, até os macetes e segredos que existiam por trás da realização de um grande show. E Niall sempre garantia à Brendan que sua voz era boa o suficiente para a indústria fonográfica e que, ele tinha certeza, faria muito sucesso.

Niall era uma espécie de irmão mais velho que Brendan não tinha. E ele, de uma forma um pouco distorcida e fantasiosa, tinha os melhores conselhos amorosos também.

Assim, quando chegaram em Dublin naquela noite, todos eles se despediram com abraços apertados, risadas altas e escandalosas, prometendo que, o mais breve possível, voltariam a conversar para decidirem o próximo país que visitariam. Dayl tinha deixado o aeroporto batendo o pé sobre irem para o Brasil – porque tinha toda aquela história de “Carnaval fora de época” e ele queria dar uma olhada de perto nos trios-elétricos, nas mulheres bonitas e na tal da cachaça. Cian resmungava um monte e dizia que eles deveriam ir para a porra do fim do mundo, enquanto encarava Niall e Brendan com aquele olhar feio e intimidante. O loiro falso apenas riu e, para provocar, passou o braço pelos ombros do pequeno adorável.

- Eu não vou levar Brendan para a Patagônia, Cian – ele disse ainda rindo. – Dizem que o frio lá é quase insuportável, e você sabe que Brendan não gosta de frio.

Cian revirou os olhos, ainda resmungando. E Brendan sorriu, se aconchegando em Niall.

- Não gosto mesmo, Ni.... E eu queria conhecer Las Vegas, na verdade....

- Nós podemos ajeitar isso, então – o loiro concordou, voltando-se completamente para Brendan. – Conheço cassinos incríveis em Las Vegas! Tenho certeza que você vai se divertir muito por lá!

- Nem pense nisso, Horan! – Cian chiou em resposta, antes que Brendan pudesse concordar todo feliz e saltitante. – Você não vai levá-lo para aquele antro de perversões!

- Por que não, Morrin?

Niall franziu o cenho, falsamente confuso, querendo rir divertido ainda mais. Cian estava descaradamente com ciúme e se sentindo protetor de Brendan, mesmo que não fosse admitir aquilo nunca. E era divertido provocá-lo.

- Brendan ainda é uma criança! – Cian começou a explicar, com todo aquele seu tom de voz de gente velha que dá sermão em criancinha arteira. – Tia Sandra nunca vai deixar que você meta o filho dela em cassinos americanos! Está pensando o que, Horan?

- Eu não sou uma criança! – Brendan se defendeu, ofendido.

- Ele não é uma criança, Cian – Niall concordou com ele, apertando-o ainda mais em seu abraço. – Brendan já é um mocinho crescido agora, e eu tenho certeza que Las Vegas vai ensinar a ele um par de coisas importantes para sua vida adulta!

Cian voltou a chiar, esfregando as mãos pelo rosto. Niall era um verdadeiro idiota, em sua nada humilde opinião.

- Você não pode estar falando sério.... Venha, Brendan, hora de ir para a casa!

O pequeno adorável se encolheu e Niall riu.

- Eu vou para a casa do Ni, Cian – Brendan informou. – Vou passar essa semana por lá....

- E por que você vai fazer isso?!

Definitivamente, o ciúme e a incredulidade eram quase palpáveis na voz do moreno.

- Porque ele quer, Cian – Niall respondeu cansado. – Agora, nós vamos indo, sim? No final da semana você aparece lá em casa com o Dayl, para a gente decidir o que fazer, okay?

Cian apenas concordou, sentindo-se derrotado. Ele tinha feito planos para aquela semana, e planos que envolviam Brendan. De forma que, ele não estava muito feliz e queria, muito mesmo, meter um soco na cara do loiro intrometido que ele chamava de amigo. Cian sabia que era meio bobo, mas quando Niall voltava para a Irlanda e tinha tempo o suficiente para gastar com seus amigos, ele não gostava muito da parte em que Brendan simplesmente colava no loiro e o deixava de lado. Só porque ele não era um cantor famoso e não havia abandonado Brendan, como Niall tinha feito quase seis anos atrás. Cian pensava que merecia um pouquinho mais de consideração.

- Okay – ele se resignou, porém. – Só não se esqueça de avisar a sua mãe, Brendan. Não quero ela me ligando desesperada, sem saber onde você está, quase tendo um ataque do coração.

- Pode deixar, Ci! – Brendan concordou, saindo do abraço de Niall e, muito corado, caminhando até o seu amigo. – Nos vemos em breve!

O moreno sentiu os lábios pequenos e frios de Brendan tocar sua bochecha e suspirou.

- Se cuida, uh? E, qualquer coisa, me liga!

- Okay! Até mais, Ci!

- Tchauzinho, Ci...!

- Vá se ferrar, Horan!

 

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.

.

 

No apartamento de Niall, o final de semana já estava chegando de novo. Aqueles dias tinham sido bem agradáveis e divertidos na companhia de Brendan e, agora, os dois estavam começando a planejar a próxima viajem que fariam com Dayl e Cian. Era uma manhã fria, como qualquer outra, os amigos estavam sentados à mesa devorando seu café-da-manhã e Brendan tentava explicar para si mesmo como Niall ainda conseguia comer aquela quantidade absurda de Cheerios.

- Na verdade, eu estava pensando em ir para Los Angeles – o loiro comentou, a boca cheia de seu tão amado e superestimado cereal com leite.

O mais novo nem sequer se importou com a cena, pois já havia se acostumado. Mas, achou que seria válido fazer um lembrete a Niall, sobre toda aquela comida.

- Você deveria ir mais devagar com a comida, Ni – Brendan sugeriu calmo, ignorando a fala de Niall. – Você está ficando velho e, se continuar a comer desse jeito, vai começar a engordar e vai ficar igual ao Tio George.

Niall sabia quem era Tio George e, ao pensar no irmão do pai de Brendan, ele engasgou um pouco. George era um homem realmente grande e não estava nos planos de Niall acabar ficando tão grande quanto ele. O caso, porém, era que o loiro tinha um metabolismo naturalmente rápido, que trabalhava na queima de gordura com uma velocidade invejável. Além disso, Niall tinha toda uma programação definida na academia e, durante cinco anos, havia estado preso numa rotina bem movimentada com a banda. De forma que, logicamente, Niall não se preocupava realmente em engordar e acabar ficando igual ao Tio George. Aquilo era algo impossível de acontecer.

- Bobagem – ele desdenhou. – Eu me alimento tanto quanto me exercito. Está tudo sob controle, Brendan.

- Não sei, Ni.... – Brendan o encarou meio incerto. – Mas, se você ficar gordo e suas fãs deixarem de te amar por causa disso, você pode contar comigo. Eu vou te amar pra sempre, mesmo se você ficar enorme igual ao Tio George.

O sorriso de Brendan era genuíno e Niall se perguntava o motivo de ter tanta sorte e poder tê-lo ao seu lado. O baixinho já tinha dezoito anos mas, às vezes, o loiro pensava que ele não tinha mais que seis, porque ele era tão adorável quanto uma criança – diferente de Liam, claro. Pois, Liam era igual a uma criança mimada de quatro anos.

- Minhas fãs não vão deixar de me amar se eu ficar gordo – ele riu em resposta. – Nós já superamos essa fase, sim?

- Mas, eu ainda me lembro de algumas delas rejeitando você quando a One Direction começou.... – Brendan se defendeu, desgostoso e franzindo o cenho. – Eu ainda acho que elas faziam isso por pura crueldade.... Porque elas não faziam esforço nenhum para conhecer você e não sabiam que você é a melhor pessoa que existe no mundo! Eu não quero que elas te rejeitem de novo, Ni.... Se bem que, se elas fizerem isso, eu vou poder ter você só para mim de novo. Vou ter mais Niall para me abraçar!

O baixinho estava divagando agora e o loiro percebeu. Porém, ele se lembrou de que Brendan não poderia tê-lo somente para si, nem que os dois quisessem que isso acontecesse de fato.

- Cian cozinharia o meu fígado se ouvisse você dizendo isso, você sabe, uh?

Niall encarava o menor ainda muito divertido, achando fofo a preocupação. Claro que Niall havia passado pela fase de rejeição no começo da banda e, mais claro ainda, aquilo havia doído como no Inferno. Mas, seis anos havia se passado já, desde que ele se inscreva no X-Factor e sua vida tinha dado aquela volta de 360º maluca. Niall não era do tipo que guardava mágoa, mesmo que pudesse ser bem vingativo quando estava inspirado. Se ele ficasse gordo e suas fãs o rejeitassem por isso, tudo bem. Agora que ele era mais velho e muito mais experiente sobre certos aspectos da vida, ele poderia muito bem dar a volta por cima ignorando quem não gostava dele e mantendo por perto as pessoas que o amavam, como Brendan. Era mais que suficiente.

Brendan, por sua vez, corou à menção do cara que carregava o título de seu amigo e crush.

- Cian não tem nada a ver com isso!

- Claro que tem! – Niall foi incisivo. – Se as fãs me rejeitarem e eu correr para os seus braços, ele vai me matar. Cian acha que eu não sou uma boa influência para você. Posso até mesmo apostar que ele prefere quando eu estou em turnê, bem longe e impossibilitado de te corromper.

Brendan se remexeu na sua cadeira, desconfortável, e sentindo as bochechas arderem de vergonha. Niall terminava de comer o seu cereal e já enchia a sua tigela de novo, para comer mais. Ele não queria falar sobre Cian, mas era Niall ali e ele sabia que podia.

- Ele é um bobão! – O menor ralhou, corando ainda mais. – Cian não admite que gosta de mim e não deixa eu chegar perto de mais ninguém!

- Essa é a forma dele de dizer que te ama, garoto – Niall explicou. – Vai por mim.

- Jeito estranho esse.... Mas, aqui, e sobre Los Angeles? – Brendan mudou de assunto, não querendo ficar filosofando a respeito do jeito estranho que Cian tinha de mostrar que lhe amava também. – Louis e Harry estão lá, não é? Cuidando do bebê?

Niall sorriu largo, lembrando-se dos amigos. Desde o começo da pausa, e ainda mais depois do nascimento de Freddie, ele não conversava muito com os dois e, muito menos, via eles. O loiro tinha em seu celular um par de fotos do bebê, que Harry havia tirado com sua inseparável câmera profissional, e meia dúzia de mensagens que diziam o quanto todos eles estavam bem e o quanto estavam felizes. Mas, há dez meses que Freddie havia nascido e Niall não queria mais esperar para conhecê-lo.

- Estão sim – ele respondeu, deixando de lado sua tigela de Cheerios pela metade. – E é por isso que eu quero ir para lá agora. Quero ver se aqueles babacas estão cuidando bem do pequeno Freddie. Louis só sabe pensar em FIFA e em como pregar peças de mau gosto nas pessoas, e Harry é pior que a sua mãe no quesito preocupação com o bebê, pelo que percebi. Não vou estranhar se chegar lá e ver que Freddie já ficou maluquinho da cabeça, por ter aqueles dois por perto.

Brendan gargalhou ao ouvir aquilo. Ele amava bebês e, bem, não se importaria de conhecer o tão falado e superestimado filho de Louis Tomlinson.

Porque era Louis Tomlinson, afinal, e aquela história da gravidez de Briana havia dado o que falar no mundo inteiro!

- Eu super apoio irmos para lá! – Ele concordou animado demais. – Los Angeles é cem por cento melhor que Las Vegas, e Cian não vai ratear comigo!

- Está decidido, então! Nossa próxima parada será em Los Angeles – Niall ditou, levantando-se e caminhando até a pia. – Vou ligar para Louis e perguntar se podemos ir mesmo para a casa dele, sim? Só por via das dúvidas... Harry tinha comentado que não queria os germes de ninguém perto do bebê enquanto ele não completasse um ano...

- Okay. Eu vou telefonar para a minha mãe e contar para ela – Brendan voltou a falar, caminhando para perto da pia também. Niall tinha começado a lavar a louça do café e ele queria ajudar. – Depois você me leva lá em casa, Ni? Preciso dar um jeito nas minhas malas e pegar algumas outras coisas.

- Levo sim.... Aí a gente aproveita e já fala com os meninos também.

 

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Dois dias depois, tudo estava certo e combinado.

Niall tinha telefonado para Louis e perguntado se ele e seus amigos poderiam ir passar uma semana em sua casa, em Los Angeles. O baixinho havia ficado muito feliz e contente com a sugestão, dizendo que seria ótimo ter pessoas mais equilibradas que Harry ao seu redor. Louis ainda havia contado que estava sozinho com o cacheado, sua mãe e o bebê, e que, por isso, a qualquer momento entraria em colapso.

Porque Harry era um maldito paranoico controlador e havia se juntado à Briana para repreender e ralhar com Louis, a respeito dos maus-hábitos que ele estava passando para seu filho. Algo sobre passar tempo demais em frente à televisão, fazendo com que Freddie, mesmo com sua pouca idade, desenvolvesse aquela espécie de fascínio pelos inúmeros estímulos visuais e sonoros que vinham de seu jogo de futebol. Podia ser loucura, mas o bebê simplesmente gritava feliz quando Louis o “salvava” das garras de Harry ou de Briana, e se sentava no chão da sala com ele, pronto para passar horas jogando FIFA no videogame.

E porque, obviamente, Jay se juntava aos dois, dando aquelas palestras intermináveis sobre como Louis deveria, finalmente, crescer e se tornar um pai mais responsável.

Jay achava que era o cúmulo do absurdo que Harry, seu melhor amigo e companheiro de banda, tivesse aprendido em tempo recorde como trocar fraldas e fazer mamadeiras, enquanto Louis apenas torcia o nariz para a fralda suja e quase queimava a boca do bebê por encher a mamadeira dele com o leite fervendo. Além disso, Jay achava que era um pouco demais que Harry tivesse decorado a carteirinha de vacinação de Freddie e que, sem qualquer esforço, soubesse todas as datas das visitas ao pediatra e os horários dos remédios e inalações, quando era o caso.

Mais que isso, porém, Jay achava que era um pouco demais que Harry não se importasse de passar suas noites em claro por causa do bebê.

Porque o bebê não era dele.

Era meio engraçado e preocupante, na mesma medida.

Quando Freddie estava com Louis, o cacheado passava quase todas as noites acordado no berçário, seja por causa da febre, das cólicas que tinha quando era mais novinho, ou porque o bebê tinha trocado a noite pelo dia, como estava acontecendo agora. Porém, ele também costumava ficar acordado, por esses mesmos motivos, quando Freddie estava na casa de Briana – pendurado no telefone com a moça, perguntando se o bebê estava bem, se Briana precisava que Harry fosse comprar algo para ele, ou levar o seu cobertorzinho de bolinhas para que Freddie dormisse melhor.

Harry e Briana ainda comentavam efusivamente sobre o choro do bebê – porque os dois já sabiam identificar agora todos os tipos de choro possíveis (desde o choro de fome, às lamúrias de sono e o choro de pura birra mesmo).

Briana não se importava nenhum pouco com a preocupação exacerbada do amigo do pai de seu filho.

Muito pelo contrário.

Por uma decisão judicial, havia ficado acertado que Freddie passaria quinze dias com ela e quinze dias com Louis, naquele conhecido esquema de Guarda Compartilhada. Porém, mesmo quando o bebê não estava com os Tomlinson, Harry dava um jeito de passar horas no telefone com a Briana, trocando figurinhas a respeito de tudo o que envolvia Freddie. Os dois completamente macumunados contra Louis. Era divertido.

Harry era um cara realmente bacana e não escondia de ninguém o quanto amava e cuidava de seu filho, por livre e espontânea vontade. E, qualquer um que fosse capaz de gostar de seu filho, já era considerado por Briana a melhor pessoa do mundo.

Louis, por sua vez, achava tudo aquilo o máximo. Achava que era o suprassumo de sua existência, e da existência de Freddie, que o bebê tivesse duas pessoas extremamente capacitadas ao seu redor, para dar conta da parte chata. Porque ele, de verdade, só precisava se ocupar de sair para comprar brinquedos, novos jogos de videogames, levar seu filho para se sujar de terra no quintal de sua casa e, junto com ele, encher o saco de Harry ao máximo com suas brincadeirinhas bobas. A vida não poderia estar melhor, na opinião de Louis.

O baixinho, então, dava de ombros e se defendia dos três dizendo que era o seu papel, como pai, pagar as contas, estragar a criança e deixar as tarefas árduas para a mãe dele.

Onde Harry entrava naquela lógica, porém, Louis ainda não tinha certeza.

Jay, que não era boba nem nada, porém, já havia identificado o papel que Harry estava desempenhando na vida de Louis e de Freddie. Porque estava escancarado para quem quisesse ver. Entretanto, quando ela confrontava seu filho, ele apenas gritava um par de maldições e garantia que Harry era, apenas, uma espécie de babá para seu pequeno filho. E que, como seu melhor amigo e companheiro de banda, não fazia mais que sua obrigação ao ajudá-lo.

“Você não concorda comigo, Nialler?” – Ele tinha perguntado ao telefone, aos gritos indignados, enquanto contava toda a sua saga para o amigo loiro.

Niall queria dizer que não concordava, porque Freddie estava grandinho já e não era necessariamente preciso que Harry se mantivesse lá na casa de Louis, ainda cuidando do bebê como Briana também cuidava. Niall queria dizer que não concordava, porque estava mais claro que água o fato de que Harry estava se comportando mais como madrasta de Freddie (ou seria padrasto?), do que como o melhor amigo do pai dele. Mas, o loiro não disse nada daquilo e apenas concordou, revirando os olhos azuis.

“Realmente, cara! Sua mãe só pode ter perdido o juízo. Onde já se viu? Harry cuidando do bebê como se fosse filho dele? Que absurdo!”.

Aquilo tinha rendido um “É disso que estou falando, Nialler! Você sim me entende, lad!” de Louis, e a promessa de que na próxima semana Freddie e ele buscariam Niall e seus amigos no aeroporto (se Harry confiasse nele o suficiente para levar o bebê numa viajem daquele porte, claro).

Ao final do telefonema, Niall ria sozinho e divertido, pensando na situação de seus amigos. Ele pensava que tinham feito uma boa escolha ao optarem por colocar a banda em um hiato de dois anos. Pois, com Harry, Louis e Freddie naquela espécie de relacionamento familiar e muito confortável, porém ainda muito confuso e pouco esclarecido, as coisas poderiam desandar de forma desastrosa se estivessem trabalhando ainda e muito expostos aos olhares atentos da mídia e dos fãs.

Niall pensava que era bom todos eles terem um tempo para cuidar de suas próprias vidas agora.

Principalmente Larry e seu bebê.

Ainda rindo sozinho, o loiro encaminhou-se então para o seu quarto, onde Brendan estava deitado sonolento em sua cama, todo enrolado em uma pequena bola adorável. Naquele dia, o frio estava um pouco mais cruel que antes e a chuva caía insistentemente do lado de fora. Niall sabia que seu amigo odiava o frio e, por isso, antes de se juntar a ele na cama, tomou o cuidado de pegar mais um grosso cobertor dentro de seu armário.

- Você não pode dormir agora, uh? – Niall comentou calmo, estendendo o cobertor em cima do corpo do outro.

Brendan deu uma risadinha cansada e ajeitou-se na cama, para que Niall pudesse se deitar ao seu lado.

- E você não pode me dizer isso, enquanto me dá mais um cobertor quentinho, Ni....

O loiro se desfez de seus sapatos e, como de costume, tirou o hoodie que usava. Apesar do frio, Niall sabia que estava caminhando para tirar um cochilo com Brendan e não gostava de dormir com muitas roupas. Depois de tudo arrumado, ele finalmente deitou na cama, acomodando-se de lado para encarar seu amigo, que lhe sorria.

- Vamos perder o jantar desse jeito.... – Ele resmungou. – Eu não gosto de perder o jantar....

- Claro que não – Brendan revirou os olhos. – Mas, eu ouvi você rindo agora há pouco.... Estava falando com Louis?

Niall concordou e, inconscientemente, chegou mais perto de Brendan. Debaixo dos cobertores o calor era intenso, mas ele ainda se sentia gelado. De forma que queria se esquentar rápido, para se livrar daquele irritante choque de temperatura.

- Sim, eu estava falando com aquele maluco....

- E está tudo bem por lá? Nós vamos poder ir para a casa dele?

- Vamos. Semana que vem vamos viajar para Los Angeles e, finalmente, conhecer o pequeno Freddie!

Brendan sorriu ainda mais, mal podendo se aguentar. Muito consciente do que estava fazendo, o menor se aconchegou em Niall, deitando sua cabeça em seu peito nu e rodeando sua cintura com um dos braços. Aquela era uma atitude muito rara agora, porque não se encontravam mais com tanta frequência, mas ela era muito familiar também. Eles já tinham dividido a cama tantas vezes, antes da fama de Niall, que não se importavam mais. Assim, automaticamente, Niall começou a correr seus dedos pelos cabeços escuros e macios de Brendan, num carinho suave, enquanto continuavam conversando.

- E essa história de Harry achar que o bebê é filho dele também? – Brendan questionou baixinho, tendo ouvido o que o loiro respondera ao telefone. – Larry é real então?

Niall riu.

- A verdade é que eu não sei... – Ele foi sincero. – Estou há tempos demais sem ver aqueles dois e não posso te falar se Larry é real ou não. Mas, posso te garantir que, antes de entrarmos nessas férias prolongadas, não era. Pode ser que não seja ainda.... Pode ser que Harry só esteja encantado demais apenas com Freddie.... Louis não precisa entrar nessa conta, entende?

- Eu sempre achei que eles se gostavam....

- Oh, temos aqui um Larry Shipper, então? – Niall perguntou, falsamente chocado. – Não me diga que também tem um Tumblr, onde cria teorias malucas, e provas de que eles estão juntos, por favor!

O menor lhe deu um soquinho fraco no peito, corando.

- Claro que não!

- Fanfictions, talvez?

- Idiota! – Brendan revirou os olhos. – Eu não sou bom nem em escrever listas de supermercado, imagina uma fanfiction! Eu só pensava mesmo.... Não sou isso aí que você falou.

- Eu tenho certeza que não – o loiro falou baixinho, deixando um beijo casto nos cabelos do outro.

A última coisa que ele queria pensar naquele momento era na relação indefinida de seus companheiros de banda.

Porque aquilo era.... Estranho. No mínimo.

- O fato é que nós vamos para lá – ele voltou a falar. – Amanhã podemos ir para a sua casa, para você fazer as suas malas finalmente, e eu conversar com a Tia Sandra. Acho que ela vai brigar comigo, porque é a terceira viajem que vamos fazer e, da última vez, ela me acusou de estar te sequestrando....

- Não dê ouvidos a ela, Ni – Brendan choramingou, se retorcendo um pouco. – Eu quero muito que você me leve com você para Los Angeles.... Eu até já tenho planos traçados para nossa estadia lá.

Niall arqueou a sobrancelha.

- E você pode me contar o que é, garoto?

Brendan encolheu os ombros.

- Enquanto você falava com Louis, Cian me ligou – ele começou a contar. – O pai dele teve uns problemas na empresa, e pediu para que Cian ficasse com ele na semana que vem.... Então aquele chato não vai com a gente e eu vou me aproveitar disso.

- Cian não vai?!

- Não.

- E o que você fazer, Brendan?!

- Vou para uma dessas festas de gente rica e famosa que você sempre frequenta – o menor voltou a falar, animado agora. – E vou encontrar um cara legal para passar a semana comigo!

A voz de Brendan soava como se aquele fosse o plano perfeito, do tipo infalível. Mas, Niall apenas riu ainda mais e ficou um pouco desconfortável com o que aquilo implicava. Claro que Niall sempre debochava da preocupação exagerada que Cian tinha com o baixinho adorável, porque era divertido vê-lo gaguejar e se estressar. Porém, a verdade era que Niall se preocupava também. O falso loiro não achava que era uma boa ideia Brendan querer ir para Los Angeles com aquela intenção. Apesar dos dezoito anos, o mais novo era meio inocente ainda e, provavelmente, só estava querendo fazer aquilo para irritar Cian.

- Você sabe que eu não vou te levar para nenhuma festa de gente rica e famosa, certo? – Ele perguntou com cuidado, mesmo que ainda risse um pouco. – O máximo que vai acontecer é você conhecer meus companheiros de banda.

- E por que não?!

- Porque nessas festas as pessoas bebem demais e fazem muitas besteiras!

- Como você? – Brendan acusou.

- O que está querendo dizer com isso?!

Niall agora tinha pego Brendan gentilmente pelo queixo, obrigando o menor a lhe encarar, claramente disposto a ter uma resposta sincera sobre o que ele acabara de insinuar. Brendan, por sua vez, encolheu-se ainda mais para perto do loiro e choramingou um pouco mais.

- Cian estava um saco no telefone! Ele disse que acha melhor eu não ir com você dessa vez, porque você sempre tem as piores ideias e vai acabar me levando para algum lugar inapropriado, como essas festas! – Ele contou, bufando. – Eu mandei ele ir para a merda! Eu disse que eu vou sim nessas festas e que vou achar um cara legal pra me beijar, porque ele é um bundão e não tem coragem de fazer isso!

O loiro arregalou os olhos, chocado.

Ele só tinha ido para a sala de seu apartamento telefonar para Louis e não havia demorado mais que meia hora naquilo. Como, diabos, Cian havia ligado para Brendan e os dois haviam tido aquela conversa em tão pouco tempo?! E de onde, pelo amor de Deus, Brendan havia tirado coragem para dizer todas aquelas coisas?

- Você realmente disse tudo isso?!

- Eu disse, Ni – o menor choramingou de novo, mexendo a cabeça desconfortável, querendo se livrar do agarre de Niall em seu queixo.

Mas, Niall estava irredutível.

- Bem, talvez agora ele resolva tomar uma atitude, sim? – O loiro respondeu, tentando sorrir um pouco. – Mas, assim, nós não vamos para nenhuma festa.... Se você quer beijar algum rapaz legal, sei lá, espere o Cian.... É dele que você gosta, uh?

Brendan bufou, sentindo-se irritado agora. Aquele não era o momento certo para que Niall lhe desse seus conselhos amorosos distorcidos. O mais novo não queria nenhum deles.

- Eu não vou esperar aquele babaca, Ni! – Ele foi taxativo. – Se eu ficar esperando Cian, não vou beijar ninguém nunca mais.

- Mas, você ama o Cian – Niall explicou pacientemente. – E ele te ama também. Você esperou até agora, não vai morrer se esperar mais um pouco.

- Eu não me importo de esperar.... Mas, eu quero beijar também.

- Então é esse o real problema?

- É.

Niall queria gargalhar, enquanto Brendan tencionava seu corpo quase completamente em cima de si agora. Havia um bico enorme adornando os lábios rosados e aquela expressão adoravelmente irritada em sua face. Se todos os problemas do mundo pudessem ser resolvidos com beijos.... Senhor amado!

As coisas seriam tão mais fáceis!

- Vou resolver isso para você então, garoto.

O menor nem teve tempo de questionar o que Niall queria dizer com aquilo. No momento seguinte, ele sentiu o loiro empurrando-o gentilmente para trás, porém com alguma força, até ele estar deitado de costas na cama. O peso do corpo de Niall em cima do seu era quente e reconfortante, mas Brendan pensava que aquilo era loucura demais.

- O-o que você está fazendo?!

O pânico na voz de Brendan era quase palpável, mas Niall o encarou sério. Segurando-o levemente pelo queixo de novo, o loiro respirou fundo e aproximou o seu rosto um pouco mais. Aquela era a primeira vez que Niall reparava no quanto Brendan era um rapaz bonito. E, de alguma forma, ele sentia um formigamento correndo por todo o seu corpo, sem saber de onde vinha. Porém, o loiro era meio impulsivo depois de tudo, e não gastou muito de seu tempo procurando motivos. Brendan estava deitado embaixo dele, quase completamente coberto por seu corpo, e a sensação era quente e boa demais. Além disso, o garoto lambia os lábios secos, afoito, enquanto seus olhos eram preenchidos por confusão e algo de medo, e as pupilas iam se dilatando progressivamente.

Niall, realmente, só queria beijá-lo.

- Eu vou beijar você, oras – ele respondeu, como se não fosse nada demais.

- Por que?! – Brendan praticamente gritou assustado e patético, não entendendo nada. – Você não beija garotos, Niall!

- Eu não beijo garotos, mas eu posso beijar você....

Brendan sentiu um carinho leve em seus cabelos e fechou os olhos, aproveitando o toque. Niall e ele eram amigos, eram quase irmãos! Não era pressuposto que se beijassem! Porém, o toque de Niall era macio e agora o loiro estava dando pequenos e curtos beijos pelo seu queixo, enquanto seus dedos traçavam linhas imaginárias por sua bochecha corada, e não era como se ele estivesse pensando em alguma coisa.

- Isso não tem que ser estranho, uh? – Ele ouviu Niall dizer baixinho. – É só um beijo. O beijo de um rapaz legal que você quer tanto....

Ao ouvir a fala de Niall, ainda com os olhos fechados, Brendan balançou a cabeça rapidamente, concordando. Ele não sabia o porquê, mas ouvir Niall dizer aquelas coisas baixinho, enquanto acariciava seus cabelos e lhe dava beijos no queixo, fazia seu cérebro parar de pensar e seu coração bater acelerado dentro do peito. Aquilo, com certeza, poderia ser melhor do que beijar um cara qualquer numa festa de gente rica e famosa.

Então, não demorou muito e ele sentiu Niall pressionando os lábios nos seus. Sem saber muito o que fazer, ainda em choque, Brendan abriu um pouco a boca, na intenção de acabar com a secura, deixando que sua língua escorregasse um pouco para fora. No ato, Niall capturou-a com a sua própria e, finalmente, eles estavam se beijando. Brendan era afoito, querendo tirar o máximo de proveito do toque gostoso, enquanto o loiro tentava manter o beijo calmo. A intenção ali não era que eles acabassem o beijo excitados. Assim, em meio ao beijo confuso, Niall saiu de cima do outro e se deitou ao lado dele, evitando que seus quadris se chocassem.

Niall nunca havia beijado um rapaz antes, mas sabia que não precisava de muito para ficar aceso. E ele não queria ficar de pau duro em cima do amigo que, em consideração, era quase seu irmão. O baixinho realmente sabia o que fazer com a boca e como usar a sua língua, e Niall se perguntava quantos caras Brendan já havia beijado em sua vida, para ser bom daquele jeito. Brendan soltava pequenos ofegos, completamente perdido na sensação.... Ele não sabia se tentava aprofundar ainda mais o toque, exigindo que Niall cuidasse de si daquela forma que há tanto tempo ele ansiava que Cian fizesse, ou se tentava explicar para o seu coração acelerado que ali era apenas Niall, seu amigo, o irmão mais velho que ele não tinha, e que só estava beijando sua boca para fazê-lo um pouco feliz.

E Brendan realmente ficou feliz, depois que puxou os cabelos de Niall e o trouxe ainda mais para perto de seu corpo – totalmente decidido a ser cuidado.

- Niall....

E foi por isso que Niall parou o que estava fazendo, assim que o pequeno gemido deixou os lábios finos de Brendan.

- Wow.... – O loiro murmurou, mantendo-se bem próximo ainda, não querendo que o menor se sentisse usado. – Isso foi bom?

O outro o encarou ainda confuso, ainda sentindo uma corrente elétrica correndo por todo o seu corpo, e ainda desejando que Niall continuasse. Porque o beijo tinha sido muito mais que bom e ele queria mais.

- Fo-foi bom sim... Por que você parou?!

Niall riu e se ajeitou na cama, voltando para a posição inicial, com Brendan apoiando a cabeça em seu peito ainda nu.

- Parei porque está na hora de dormir, garoto – Ele respondeu, sorrindo leve. – Nós já perdemos o jantar e você já conseguiu o beijo de um cara legal que queria....

Brendan soltou um ruído engasgado e ofendido e, de novo, deixou um leve soquinho próximo ao ombro dele.

- Aposto que os caras das festas fazem melhor que isso – o baixinho provocou, tentando ganhar mais dos beijos de Niall.

Não era uma coisa romântica. Nem para Brendan e, muito menos, para Niall. Brendan amava Cian com todas as suas forças, e aquele sentimento não mudaria da noite para o dia, ou com o simples beijo de uma boca diferente e muito, muito boa. O caso era que Brendan realmente estava se sentindo necessitado de toques quentes e, bem, Niall havia acabado de lhe provar que poderia, com muita facilidade, dar ele o que ele queria.

Brendan queria ver se, na verdade, Niall poderia lhe dar muito mais.

Porque ele era um adolescente de dezoito anos com tesão, amando um cara mais velho que, aparentemente, o amava de volta, mas era muito frouxo para admitir.

Obviamente, porém, o loiro não se deixou levar. Porque ele nem deveria tê-lo beijado em primeiro lugar. Niall não beijava rapazes. E porque Brendan ainda amava Cian e eram os beijos do moreno que ele queria. Niall tinha certeza.

- Eu aposto e ganho que eles fazem melhor que isso, porque eu sou um deles, garoto – Niall respondeu rindo de novo. – Mas, fique feliz de ter conseguido algo. E, pelo amor de Deus, espere pelo Cian!

- Seu chato!

- Vá dormir, Brendan! Boa noite!

 


Notas Finais


É isso!
Na próxima Parte o drama do Liam realmente começa.
Espero que tenham gostado ^^

Obrigada por ler!
Até a próxima!


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