História Jany Crew - A afilhada do Lobo - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alastor Moody, Alvo Dumbledore, Angelina Johnson, Argo Filch, Arthur Weasley, Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lino Jordan, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nymphadora Tonks, Olívio Wood, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Pedro Pettigrew, Percy Weasley, Personagens Originais, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Remo Lupin, Rolanda Hooch, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Wilhelmina Grubbly-Plank, Zacharias Smith
Visualizações 26
Palavras 1.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente... voltei. Eu demorei por que reformulei a fanfic... quase inteira. Então se quiserem continuar a ler (ppr favor queiram) vão ter que reler os capítulos anteriores de novo. Gostei muito mais desse jeito e espero que também gostem.
Boa leitura!!

Capítulo 8 - Hogwarts Express


Por incrível que pareça, naquele dia eu descobri outro superpoder de Mr. Snuffles. Ele se encolheu até ficar um pouco maior que a minha mão e entrou na minha bolsa sem fundo. Imaginei que o taxista não ficaria muito satisfeito em transportar um grande lobo.

Sirius/Remo e eu entramos no taxi, que, comparado aos lugares que frequentei nos últimos meses, parecia tristemente normal.

- Estação King Cross. - informou Sirius ao taxista. A corrida foi silenciosa, mas estava segurando o riso. Em parte por que eu realmente tinha vários neurônios a menos, mas também achava graça que depois de tudo que Sirius me mostrou do mundo mágico, ele estivesse sentado em um taxi, aguardando chegar ao seu destino calmamente. Ele notou meu esforço de não rir e pareceu entender o motivo, pois me deu um sorrisinho do tipo "não diga isso em voz alta".

Ao chegarmos na estação, Sirius pagou o taxi e andamos até uma parede entre as plataformas 9 e 10.

‎- Infelizmente, Jany, nem mesmo meu amigo pode chamar muita atenção no mundo bruxo, por... algumas razões específicas. Então, ao passar por aquela parede, você vai ver vários alunos de Hogwarts, a única coisa que você tem que fazer é pegar seu malão e se sentar em alguma cabine. - ele me olhou como que pedindo desculpas, mas eu não me importei com esse pequeno detalhe. Sempre seria grata por ele ter me apresentado o mundo maravilhoso da magia. Minha gratidão devia ter transparecido em meu olhar, poisl ele apenas assentiu e sorriu.

‎- Verei você novamente? - perguntei.

‎- Mas é claro. Pode me mandar corujas, os bruxos mandam cartas através de corujas.- completou ele, vendo minha cara de interrogação. - É só endereçá-las em meu nome, Sirius Black. - ele disse as últimas palavras bem baixinho, mesmo com uma estação lotada em volta. - E... Se puder... diga a um menino que tem uma cicatriz de raio de testa... que eu estou com saudades.

‎Mesmo não entendendo, resolvi não fazer perguntas. Ele parecia estar prestes a se arrepender de ter feito esse pedido.

‎- Claro, Sirius. Darei um jeito de achá-lo. - parecendo a coisa certa a se fazer, lhe dei um abraço. - Obrigado por me tirar daquele terreno. - sorri em sua direção. Ele tinha uma expressão mais feliz, esquecendo-se da sua persistente preocupação, que sempre via em seu olhar.

‎- Adeus, Jany. Me mande cartas. - ele disse a última frase um pouco mais alto, pois já me afastava com meu malão em direção à parede que ele havia mandado eu atravessar. Não duvidei nem por um minuto que aquilo me levaria ao Expresso de Hogwarts, e em consequência, me encontrei perto de um trem que soltava grandes rodelas de fumaça para o céu, e várias famílias se despedindo dos estudantes, com seus malões e animais de estimação um tanto incomuns.

‎Abri minha bolsa e libertei Mr. Snuffles, achei que ele não chamaria muita atenção naquele lugar. Corri os olhos pela estação, procurando o tal garoto com a cicatriz, mas não o achei. Faltavam 15 minutos para o trem partir, então resolvi arrumar um lugar e depois procurá-lo pelo trem.

‎- Posso ir para qualquer cabine?- perguntei mentalmente para Mr. Snuffles enquanto arrastava meu malão.

‎"Sim... Bom, de preferência vazia."

‎- Certo...- entrei na primeira que achei, acomodei o malão e me sentei no banco ao lado da janela. Mr. Snuffles se deitou aos meus pés.- Você ouviu o que Sirius me pediu?

‎"Claro. Consegui ouvir de dentro da bolsa. Eu sei o nome dele, é Harry Potter, ouvi várias vezes as pessoas falarem dele em Hogsmeade, e vi a foto dele em um jornal... Deve ser ele, não há muitos garotos com essa cicatriz específica na testa. Ele ainda não chegou."

‎- Ótimo. Veremos isso mais tarde.

‎Olhei pela janela, mirando as famílias conversando e se despedindo, imaginando como seria se fosse meus pais lá fora, abanando a mão e sorrindo, sorrindo como eles sorriram para mim no Natal.

‎ Involuntariamente, peguei a fotografia que eles me deram, e fiquei encarando a imagem, procurando desesperadamente decorar todos os detalhes. Lágrimas, também involuntárias, deslizavam pelo meu rosto, e já não me preocupava em escondê-las. Estava tão absorta em pensamentos que nem havia sentido a presença de duas pessoas, até uma delas dizer:

‎- Olá... Podemos ficar nesta cabine? O resto do trem está cheio. - disse o menino.

‎Os dois estavam com as bochechas coradas e um pouco descabelados, mas plenamente felizes.

‎- Claro.

‎Corri a enxugar o rosto, mas eles estavam tão distraídos que nem perceberam. Não tive muito interesse em ler suas histórias, pois me parecia que aquele menino iria me contar tudo, dada sua crescente vontade de falar. Eles se sentaram no banco de frente ao meu, mirando curiosamente Mr. Snuffles.

‎- Meu nome é Michele Peasegood. - disse a menina de cabelos lisos e negros, que batiam em seu ombro e tinha olhos castanhos.

‎- E o meu é Daniel Mockridge. - falou o menino alto, cabelos acobreados e olhos também castanhos. - Qual é o seu?

‎- Jany... Jany Crew. Esse é meu amigo, Mr. Snuffles.

‎- Somos do primeiro ano... Você também?- mal tive tempo de responder, apenas balancei a cabeça antes que ele continuasse:- Nós também. Bom, eu não sei de nada dos livros, disseram por aí que teria um teste quando chegássemos Hogwarts, tenho certeza que vou tirar zero. Imagine a cara do meu pai quando ver o comunicado da escola...

‎- Eu disse a você para estudar, mas você não me escuta. - rebateu Michele.

‎- Eu não sabia do teste! Se soubesse teria lido alguma coisa...

‎- Como assim teste? - intervi na conversa, estava um pouco lenta para racionar tantas palavras em tão pouco tempo.

‎- Eu não sei como é, meu pai não me falou sobre isso...

‎"É só para escolher sua Casa, aquelas que te falei, Jany. Não precisa saber de nada."

‎- É para escolher sua Casa, apenas. Relaxem, não era preciso estudo. - tranquilizei-os, grata por Mr. Snuffles ter me dito algo para acabar com aquela discussão. - Então... falando nisso, em qual Casa vocês acham que vão ser escolhidos?

‎- Grifinória é a melhor na minha opinião, mas Lufa-Lufa também parece legal...- Daniel se apressou em comentar.

‎- Dizem que só as sobras vão para lá...

‎- Isso é preconceito. Como é a Casa dos amigos verdadeiros, duvido que alguém de lá viraria um Comensal da Morte...

‎Começaram a discutir novamente. Me repreendendo mentalmente, lembrei-me do pedido de Sirius: tinha que achar Harry Potter naquele trem.

‎- Com licença, eu já volto. Guardem meu lugar.

‎Saí da cabine com Mr. Snuffles à procura do menino, seguindo as ordens de meu lobo, pois ele sabia se orientar muito melhor que eu. Em pouco tempo, ele me avisou que Harry Potter estava na cabine seguinte, que era um tanto barulhenta, então respirei fundo e abri a porta.

‎- Eh... Com licença. Harry Potter... está aí?- perguntei estupidamente. Não esperava que o menino que me respondeu fosse tão velho, nem tão bonito.

‎- Sim... Sou eu. - ele tinha lindos olhos verdes, cabelos negros revoltos e usava um óculos redondo. Acima dele, vi uma cicatriz em forma de raio. Pude ler seu passado e suas emoções de forma mais natural, apenas sabia tudo o que ele havia passado, como se lesse um livro sobre a sua história. Fiquei feliz em ver que não era a única que não tinha pais naquela escola, mas fiquei triste em saber que outra pessoa sofrera como eu sofri com essa perda.

‎- Tenho um recado para você. - Fiquei um pouco em dúvida se deveria falar na frente de seus outros dois amigos. Soube imediatamente o nome deles, Rony Weasley e Hermione Granger, e suas respectivas histórias. Eles pareciam ter um grande vínculo, provavelmente sabiam dos segredos de Harry Potter. Então, evitando parecer ainda mais estranha, tomei a decisão impulsiva de falar mesmo assim.

‎- Sirius me mandou dizer que está com saudade.

‎- Sirius? - perguntou Harry, confuso.

- ‎Sim, fale baixo.

- ‎Como conhece ele?

- ‎Eu... Não sei se posso te dizer. - disse, olhando para os lados, me sentindo um pouco deslocada. Uma característica típica da adolescência é a vergonha de falar com adolescentes mais velhos. Eu nunca tive problema com isso, mas parecia que com aquele menino era... diferente. - Quando ele me pediu para te falar isso, ele parecia querer se desculpar por alguma coisa.

- Ah... ‎Sim, entendo. Ele deveria saber que não me importaria com a demora. - disse Harry a seus amigos.

- ‎Pelo menos ele recebeu a carta, Harry. - disse Hermione.

Percebendo que eles haviam iniciado uma conversa em que não era bem-vinda, fui saindo de fininho da cabine.

- Ei! Obrigado pelo recado. - agradeceu Harry, antes que eu fechasse a porta para o corredor. Voltei para a companhia de meus novos amigos em silêncio, refletindo sobre o que havia escutado. Harry Potter e Sirius Black pareciam bem próximos... Seriam parentes?


Notas Finais


E aí? O que acharam? Quero comentários com a opinião de vocês. Eu já tenho alguns capítulos prontos e talvez eu poste o próximo à tarde.
Até o próximo capítulo!!


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