História Jar of Hearts - Capítulo 5


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Cruella De Vil, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Elsa, Emma Swan, Hades, Henry Mills, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Ursúla (Bruxa do Mar), Vovó (Granny), Wendy Darling, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Swanqueen, Swen
Visualizações 66
Palavras 3.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - 4. We Sink


— Seria cômico se não fosse tão estranho. — Ela continuou após meu silêncio. — Não acha? Bem, David não se espantou com o que está acontecendo. Então, sra. Mills, se isso for parte de alguma brincadeira, seria ótimo se parasse antes que isso acabe com você atrás das grades.

— Perdão, xerife Swan, você realmente acha que estou aqui por brincadeira? — Eu a olhava incrédula. Sequer sabia o porquê de estar aqui outra vez e a dor em minha cabeça não me deixava pensar antes de defender-me de suas acusações. — Quantos anos você acha que eu tenho? Acha que eu perderia meu tempo com uma brincadeira estúpida que me trouxesse pra delegacia todos os dias? Aliás, por que diabos eu estou aqui outra vez?

Ela, que durante meu acesso de raiva permaneceu calada e me olhando com aquele ar superior, franziu o cenho.

— Não lembra? De novo? — Se debruçou na mesa, ficando mais perto de mim e me encarou com as grandes orbes verdes. Ela estava curiosa.

— Acha mesmo que estou brincando, Swan?

Ela suspirou e se encostou na cadeira outra vez.

— Façamos assim, me conte o que se lembra.

Olhei-a e suspirei cansada.

— Eu estava indo ao Granny e depois passaria aqui para saber se poderia levar Henry para tomar sorvete mais tarde. — Fui direta e a surpresa tomou o seu rosto. — Como pode ver, srta. Swan, não preciso de uma brincadeira estúpida para conseguir um horário na delegacia. — Swan me olhou por uns instantes e depois levantou-se, dando voltas no pequeno cômodo. Observei-a e a imagem de Parker veio à minha mente, fazendo-me lembrar do incidente com ele. — Como está Parker? Pelo que havia dito ontem, pensei que ele ficaria alguns dias no hospital.

Emma parou de andar e me olhou confusa.

— Parker permanece no hospital, sra. Mills. — Voltou para a cadeira, as sobrancelhas unidas.

— Não, ele bateu em meu carro outra vez. — Disse, um pouco exaltada.

— Sra. Mills, Parker está internado e não tem condições de deixar o hospital devido às lesões em seu corpo.

O silêncio pairou entre nós e eu desviei os olhos para os meus pulsos algemados. Emma não se pronunciou, mas eu podia sentir seus olhos em mim.

— Se ele está no hospital, o que faço aqui? — Minha voz saiu baixa, estava começando a questionar a minha sanidade. O que realmente havia acontecido?

— Eu esperava que você me desse essa resposta, sra. Mills. Recebemos um alerta anônimo de um possível acidente, na rua onde você estava e que, coincidentemente, era a mesma de ontem. O outro motorista havia ido embora antes de chegarmos e a senhora estava inconsciente dentro de seu carro. — Ela explicava tudo e eu permanecia com a cabeça baixa, tentando ligar essas informações ao que eu me lembrava de ter acontecido. — Você não se lembra disso? — Neguei com a cabeça, Emma suspirou e levantou-se, caminhando até estar ao meu lado. — Posso?

— O que vai fazer? — Perguntei quando vi sua mão direita se aproximar do meu rosto.

— Você bateu a cabeça no volante, gostaria de dar uma olhada.

— Você é médica, por acaso? — Disse, me afastando de seu toque. Emma suspirou.

— Eu venho de uma delegacia onde coisas assim e até piores aconteciam o tempo todo, sra. Mills. Não é nada que eu não saiba lidar, mas se você preferir, posso chamar um médico. — Ela disse e eu suspirei.

— Não há necessidade de chamar o médico. Pode olhar.

— Boa decisão, sra. Mills. — Ela disse e sorriu, a mão direita foi de encontro ao meu queixo. Seus dedos gélidos fizeram um pequeno arrepio descer pelo meu corpo e olhei para ela. Seus olhos estavam fixos em meu rosto enquanto levava a mão esquerda ao local onde eu havia machucado, retirando os cabelos para poder observar melhor. Fiquei olhando-a por um tempo, as manchinhas nos olhos verdes que me olhavam com atenção, os traços finos como se tivesse sido desenhada pelo melhor dos artistas.

— Ouch. — Me queixei quando seus dedos passaram onde presumi ter um corte.

— Desculpe. — Ela disse, e estava tão perto que pude ver cada movimento de seus lábios. — Tem um pequeno corte aqui, é um pouco profundo mas não vai precisar de pontos.

— Obrigada. — Disse, e suas mãos deixaram o meu rosto e ela se afastou.

— Talvez devesse passar no hospital, a pancada parece ter sido forte e pode ser que…

— Acha que tem algum problema com o meu cérebro, xerife? — Interrompi-a. Ela sentou-se novamente e olhou para mim.

— Levando em consideração que você viu alguém que está no hospital no local do seu acidente? Talvez.

Bufei irritada.

— Se tem dúvidas do que falo, talvez deva usar seu superpoder. Ou ele não funciona mais? — Ela riu e começou a tamborilar os dedos na mesa.

— Você é sempre assim ou isso também é resultado da pancada que levou? — Revirei os olhos e olhei para a parede atrás dela.

— Xerife, foi um acidente. Por que ainda estou algemada?

— Essa é uma mania de um dos agentes, Leroy, se não me engano. Ainda não estou familiarizada com todos os nomes… Enfim, quem pode julgá-lo? Nunca tem uma ocorrência aqui, então quando alguma coisa acontece, ele quer agir como manda o figurino.

— Tem mais agentes aqui? — Perguntei e ela me olhou confusa.

— Claro. Achou que era só David e eu?

— Sim. — Emma riu e relaxou na cadeira.

— Em que cidade você vive, senhora? Até mesmo as menores tem mais que dois policiais. Coloque as mãos na mesa, irei soltá-la. — Fiz o que ela disse e puxei meus braços, massageando os pulsos.

— Obrigada. — Ficamos em silêncio outra vez. — Estou liberada?  

— Claro. — Ela disse, mas não me levantei, ela também não.

— Ah, sobre o Henry… — Comecei a brincar com os meus dedos, nervosa. — Tem problema se eu buscá-lo pra tomar sorvete mais tarde?

— Eu não sei se é uma boa ideia…

— Por que? — Tentei, mas não consegui controlar meu tom de voz. Sei que eu não podia exigir que me deixasse passear com o filho dela, mas um sorvete não arrancaria pedaço de ninguém. Não é como se eu fosse sequestrá-lo.

— Vejamos, você está na delegacia pela segunda vez em 24 horas e disse ter visto uma pessoa que está no hospital…

— Está questionando minha sanidade mental, srta. Swan? — Interrompi-a, um pouco nervosa, ela fechou os olhos e respirou fundo.

— Tem sempre esse costume de interromper os outros quando estão falando? — Disse, lentamente e me encarou. — Sua mãe não lhe ensinou que quando um burro fala, o outro abaixa a orelha? — Corei e desviei o olhar. — Todavia, se você prometer que vai ao médico assim que sair daqui, deixo vocês saírem. Ele vai gostar, já que não para de falar sobre você desde que lhe viu.

— O que ele fala sobre mim? — Levantei o olhar, ignorando todo o resto de sua fala. Emma olhou-me por uns instantes e negou com a cabeça.

— Ele gosta de você.— Ela ignorou minha pergunta. — Acho estranho porque vocês mal se conhecem. Ele me disse sobre a carona e me jurou que não havia problemas confiar em você quando o repreendi. Espero que ele esteja certo, sra. Mills porque estou confiando meu filho a você durante essa tarde.

— Henry é um garoto muito especial. — Eu disse, enquanto me lembrava dos momentos com o garoto, um sorriso tomou conta de meus lábios como acontecia quando eu me lembrava dele.

— Você tem filhos? — Ela perguntou, a voz demonstrando sua curiosidade.

— Não. — Disse.

— Não pensa em ser mãe? — Olhamo-nos, os olhos verdes, que eram sempre invasivos, presos em meu rosto.

— Não mais. — Respondi, simplesmente.

— Entendo. — Ela levantou-se. — Bem, tenho um compromisso agora e presumo que você também tenha o que fazer.

— Claro, desculpe tomar o seu tempo. — Disse, me levantando também. — Que horas posso passar para pegar o Henry?

— Às 4 PM está bom pra você?

— Está ótimo! — Disse, sorrindo.

— Então, mas lembre-se da condição. E eu saberei se você estiver mentindo. — Ela alertou e seguiu para a porta, abrindo e segurando para que eu saísse.

— Ok. Até mais tarde então, srta. Swa. E obrigada. — Disse e passei por ela.

— Não me agradeça agora. — Fechou a porta e seguimos em silêncio pelo corredor.

— Tenha um bom dia, xerife. — Me despedi quando chegamos no saguão.

— Você também, sra. Mills.

— Regina. Me chame de Regina, por favor. — Eu estava tentando criar um vínculo com o filho dela, não tinha necessidade de formalidades. Não mais.

— Como preferir, Regina.

Ao sair da delegacia, vi meu carro no mesmo lugar que estava ontem. No lugar de entrar e sair dali, como fiz ontem, encostei-me no carro e pensei por uns momentos em tudo o que tinha acontecido nas últimas vinte e quatro horas. Eu não sabia o que pensar, apesar de sentir que tinha algo muito errado. Precisava conversar com alguém. Precisava conversar com a única pessoa que eu confiava tudo na minha vida, minha irmã. Fazia anos que Zelena havia ido embora e raras eram as vezes que conseguia falar com ela. Era sempre por e-mail, havia anos que eu não ouvia a voz da minha melhor amiga. O que não me impedia de sempre tentar ligar para o seu telefone e sentir meu coração apertar ao não ter sucesso outra vez.

Olhei ao redor, notando como tudo parecia tão monótono nesta cidade. Nada parecia acontecer. Pelo menos com os outros. Vi um casal caminhando do outro lado da rua, perdidos em sua própria bolha. A mulher ria alto de algo que o homem havia lhe contado enquanto o abraçava de lado e seguiam o caminho como se só existissem eles no mundo. Suspirei. Eu era casada há quase uma década e não conseguia me lembrar de momentos assim com Robin, nem mesmo antes do nosso casamento.

Decidi que ligaria para Zelena outra vez, mesmo que isso significasse mais uma mensagem em sua caixa postal que não seria ouvida. Abri o carro, peguei minha bolsa no banco do carona e procurei meu celular. Chamou oito vezes antes de ir para a caixa postal e a voz de meu cunhado se fazer presente do outro lado da linha.

Você ligou pro celular do demônio ruivo e ela me obrigou a gravar essa mensagem e dizer para deixar seu recado após o sinal. — August disse, e eu desliguei.

Abri a bolsa novamente em busca da minha carteira de cigarros e só quando já tinha colocado metade das coisas pra fora, lembrei-me que tinha guardado no porta-luvas por causa de Henry.

— Droga. — Suspirei, encostei a cabeça no volante e senti-a latejar pelo contato. — Hora de visitar o médico, Regina. — Falei comigo mesma e liguei o carro, me dirigindo ao hospital.

 

Como eu já desconfiava, não havia nada de errado com a minha cabeça. Dr. Walsh sequer ponteou o corte, não havia necessidade, passara apenas Tylenol para o alívio da dor. Fui para casa, ansiosa, e desejando que o relógio andasse depressa para que eu pudesse estar logo com Henry.

Havia algumas horas livres e eu as usaria para finalizar o projeto para Cora. Estava em fase final, só mais alguns toques e decidir as cores que casariam com o projeto.

Passava de meio-dia quando meu estômago reivindicou atenção. E só aí me dei conta de que não havia tomado café da manhã, meus planos haviam sido mudados drasticamente.

Cozinhar era um talento dos Mills, mas não tive a sorte de nascer com o dom. Não digo que era péssima — não haveria como ser péssima sendo filha de Cora, que instigava até o limite em busca da perfeição —, mas não digo que sou uma cozinheira de mão cheia. Nunca fui de ter frescura com o que comia, mas chega a ser triste como os meus pratos favoritos nunca saem comestíveis. Havia anos que eu tentara — e fracassara terrivelmente — preparar uma lasanha, que era a especialidade da minha família e minha massa favorita, e desde então, não tentara novamente.

Preparei uma salada de legumes e peito de frango desfiado, peguei um vinho branco na pequena adega em minha cozinha. Sentei-me à mesa, sentindo-me sozinha. Isso não era algo que me incomodava com frequência, eu gostava de estar sozinha e de qualquer forma, meus horários quase nunca batiam com os de Robin e poucas eram as vezes que ele estava em casa e eu não estava enfurnada em meu escritório. Não lembro qual fora a última refeição que fizemos juntos.Talvez estivesse na hora de trazer o tópico “filhos” a conversa outra vez.

Após a refeição, lavei a pouca louça que havia sujado e voltei para o escritório, a fim de finalizar o projeto.

 

Às 3:30 PM eu estava eufórica. Não conseguia me concentrar em mais nada e já havia trocado de roupa três vezes. Eu sei que passaria um tempo com um menino de dez anos, mas não queria que ele me achasse formal demais e foi quando percebi que, fora os moletons que usava pra ficar em casa, quase todas as minhas roupas eram formais. Optei por uma calça jeans, uma blusa preta e uma jaqueta de couro, também preta e nos pés, tênis. Planejava levá-lo ao parque e salto alto não era o tipo de sapato recomendado para pisar na grama.

Antes de sair, passei no escritório e coloquei o projeto, já finalizado, na pasta e o coloquei na bolsa, passaria na prefeitura antes de passar para pegar Henry. Olhei para o quadro de meu pai e por um instante, considerei checar para ver se o coração continuava no mesmo local. Mas pra onde ele poderia ir? Estava no cofre que somente eu tinha acesso. Tranquei o escritório e saí de casa, dirigindo um pouco mais rápido do que era recomendado.

Estacionei em frente à prefeitura e me dei conta de que não havia ligado avisando que passaria aqui, Cora odiava visitas inesperadas. Mas já estava aqui, não ia dar meia volta e deixar pra amanhã. Peguei a bolsa e desci do carro, travando-o e reparando que ainda não havia checado o prejuízo também, mas isso ficaria pra depois.

— Boa tarde, Anna. — Cumprimentei a secretária. — Minha mãe está?

— Boa tarde, sra. Mills. Não sabia que a senhora viria hoje. — Disse, sem tirar os olhos do computador. — Está sim. Quer que eu avise? Talvez eu deva avisar, a senhora sabe que a prefeita não gosta de visitas inesperadas e…

— Anna, respire. — Interrompi-a, era sempre assim. — Pode avisar, não irei demorar.

— Desculpe, sra. Mills. Só um momento. — Enquanto ela ligava para minha mãe, peguei o celular no bolso e olhei as horas. Havia uma mensagem de Robin e deixei para ver depois, — Pode entrar, senhora.

— Obrigada. — Dei-lhe um meio sorriso e fui em direção à porta. — Boa tarde, mamãe.

— Eu realmente gostaria de saber onde errei com você. — Cora disse, sem tirar os olhos dos papéis em sua mesa e eu revirei os olhos.

— Uma surpresa de vez em quando faz bem. — Disse, me sentando e tirando a pasta de dentro da bolsa. — Vim trazer o projeto.

— Já está pronto? — Cora olhou para mim, surpresa, e eu concordei com a cabeça. — Deixe-me vê-lo.

Entreguei-lhe a pasta e vi o pequeno sorriso em seu rosto desaparecer quando olhou o desenho.

— Não gostou? Posso refazê-lo. — Comecei a dizer ao notar que o descontentamento em suas feições.

— Não, está ótimo. — Ela disse, fechando a pasta e me entregando.

— Mas? — Incentivei.

— De onde veio a ideia, Regina? — Cora perguntou, olhando-me com sua curiosidade mal disfarçada.

— Eu não sei. — Menti, abri a pasta outra vez, observando o desenho que era inspirado no castelo que aparecia em meus sonhos. — Só achei que seria interessante.

— Entendo. — Cora me avaliou, ficando em silêncio por uns instantes. — Mande-me por email para encaminhá-lo à empreiteira e assim, iniciar a obra o quanto antes.

— Ok. — Disse, me levantando.

— Pressa, querida?

— Tenho um compromisso agora.

— Com quem? — Cora perguntou, a atenção voltada aos papéis novamente.

— Henry.

— Henry? — A ironia pintou sua face. — Espero que não esteja se aventurando fora do casamento, Regina.

— Henry tem 10 anos, mamãe. — Sua expressão mudou, o sorriso irônico deu lugar a expressão fechada.

— Desde quando tem compromisso com crianças, Regina? E de quem esse menino é filho?

— Emma Swan. — Ignorei sua primeira pergunta e olhei as horas. — Estou atrasada. Mando o email depois.

Sem esperar por uma resposta, saí sala afora. Me despedindo de Anna ao passar por ela.

Cheguei na delegacia cinco minutos antes do combinado, Henry estava sentado do lado de fora lendo um livro, não percebeu quando me aproximei.

— O que será que esse livro tem de tão especial que te mantém tão concentrado assim? — Perguntei, tentando ver o conteúdo do livro por cima de seu ombro.

— Regina! — Ele assustou-se, fechando rapidamente o livro.

— Pode ficar tranquilo, não sou uma vilã. Está seguro comigo. — Disse, cruzando o indicador e o médio, como as juras que fazia com Zelena quando éramos crianças.

— Eu sei que você não é. — Desviou os olhos e se levantou. — Espere aqui, vou avisar que você chegou.

Observei-o correr delegacia adentro, saindo logo em seguida puxando a mãe pelo braço.

— Ei, garoto! Vá com calma. — Emma o advertiu, sorrindo. — Olá, Regina. — Ela disse, colocando a mão no bolso traseiro e me olhando com um pequeno sorriso. — Como foi no médico?

— Está tudo certo com o meu cérebro, senhorita. Não precisei nem de pontos, veja. — Mostrei a ela o pequeno corte que agora tinha um band aid da Hello Kitty.

Hello Kitty? — Ela riu, ao avaliar o curativo. — Interessante.

— Vamos? — Henry, perguntou, se colocando ao meu lado e com o livro embaixo do braço.

— Vamos. — Sorri para ele.

— Henry, se comporte e não exagere no sorvete. — Emma disse, olhando séria para o garoto.

— Mãe, você disse isso mil vezes! — Não controlei o sorriso e Emma revirou os olhos.

— É pra você não se esquecer. Qualquer coisa, me ligue. — Ela disse, bagunçando os fios castanhos e dando um beijo na testa do filho. Meu coração se aqueceu ao ver esse pequeno momento de cuidado e carinho, não consegui tirar o sorriso dos lábios enquanto observava a interação dos dois.

— Pode deixar, xerife! — Correu em direção ao meu carro, me deixando sozinha com Emma.

— Alguma recomendação? — Perguntei, olhando o garoto que estava de costas pra gente.

— Henry é alérgico a baunilha. Ele não gosta do sorvete, todavia, mas é sempre bom avisar. — Senti seu olhar em mim, mas não tirei a atenção do garoto. — Na volta, pode deixá-lo aqui ou no Granny’s. Killian estará lá mais tarde e pode tomar conta dele até o final do expediente.

— Killian? — Olhei-a, curiosa.

— Sim, meu namorado.

— Oh, sim. — Passei a mão pelos cabelos e desviei o olhar. — Bom, acho melhor ir.

— Claro. Bom passeio. — Ela disse, eu sorri e segui para o carro.

— Está pronto para se aventurar, senhor? — Destravei o carro, rindo quando ele entrou rapidamente, fechando a porta e colocando o sinto.

— Estou mais que pronto, senhora. — Disse, em tom sério e os olhos divertidos.

— Aperte o cinto e ligue o rádio, nossa missão começou agora. — Dei partida no carro, um sorriso casto em meus lábios refletia o sentimento bom que se instalava em mim sempre que esse pequeno garoto estava por perto.



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