História Jardim do pecado - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Beast, Ciel Phantomhive, Claude Faustus, Sebastian Michaelis
Tags Ciel, Sebastian Michaelis
Exibições 36
Palavras 591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Aprendi que ...


O distintivo reluzia a minha frente sobre a mesa.

 - Não jogue uma brilhante carreira por água abaixo... Você já teve seus erros corrigidos no passado, vamos Sebastian! Pegue esse distintivo e esqueçamos esta conversa imensamente idiota. - o delegado tentava me convencer.

  Porco miserável.

  Se houvesse seguido as regras hoje seria um oficial com o cú na mao . Quem sabe já seria um Tenente-Coronel! Mas, a vida não é um conto de fadas, um policial não é um cavalheiro que salva seres indefesos, preserva a integridade das donzelas e honra da honestidade. Ser um policial é ser vilão e herói ao mesmo tempo, mas haverá uma hora em que a balança inclinara para um lado. Os que têm o azar de se inclinam para o heroísmo morrem. Aqueles que têm a infelicidade inclinam para as trevas das grandes cidades matam.

 Quando decidi que desejava seguir a carreira de meu avô, estava cursando meu ultimo ano na escola. Desde criança era um fanático por livros de mistério, regras e apreso pela justiça. Talvez isso deva ter contribuído para que eu seguisse essa carreira.

 Essa maldita carreira!

 Assim que terminei o ensino médio, entrei rapidamente para uma academia de policia como primeiro da classe. Durante os anos de estudo, adquiri uma fama magnífica chamando atenção do alto escalão. Pulei alguns anos e ingressei como Aspirante. Conheci as ruas, e diferente da escola que o assunto era teórico as ruas se mostrarão terrivelmente hostis. Nas ruas a lei é o dinheiro. E se você não o possui não vive. Na Rua Peixoto Gomide, aprendi o que é o “consolo”, uma bolada de notas de 50 para fingir que nada vejo. Na Ramos de Azevedo, soube que usando uma voz mais grossa em um enquadramento garantia-me pernas abertas por uma noite.

 As ruas são sujas.Jornais são apenas banners sem conteúdo comparado com a realidade.

 Tornei-me corrupto e desonesto, mais um desgraçado em meio a aquele mar. Matei quando foi preciso (mesmo que meus superiores fossem tão desonestos quanto eu, ele não precisavam ter provas contra mim.), roubei, sequestrei, enquadrei para ter noites selvagens de sexo... Eu era um lixo. Ate que: em uma noite de ronda, em um Beco da Rua Peim vi dois homens estrupando uma garota, ela estava repleta de contusões e chorava baixo. Avancei sobre os homens. E qual não foi minha surpresa quando vi o rosto dos dois... Amigos próximos, os dois meus superiores.

 Eles levantarão-se tentando defender-se. Quando perceberão que comigo não haveria meio de ajudá-los, avançarão sobre mim e me deterão, puseram-me meio desacordado dentro do carro deles, pegarão a garota e a estapearão. Na delegacia, colocarão-me em uma cela, não vi mais a garota ate o julgamento.

 Machucada e com o rosto inchado, testemunhou que eu a havia agredido e estuprado. Quando me olhou ao lado de minha advogada, vi em seus olhos um sincero pedido de desculpas.

 Coitada!

  Fiquei preso por um ano e meio e quase perdi meu distintivo, no entanto um promotor amigo intercedeu por mim e apenas fui punido com mais três anos na academia. Quando voltei para as ruas, já era outro homem com outros pensamentos. Quatro anos passarão  e comecei a subir novamente dentro da policia, mas me envolvi com quem não devia novamente, Ciel...e Valentin.

 Grato pela coragem daquele garoto, aqui estou em frente ao meu chefe entregando meu sonho infantil em suas mãos, tudo para poder servir a ele, Valentin.

 - Não quero esquecer. Não quero mais isto...

 - Tem certeza?

 - Mais do que em qualquer coisa!

 



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