História Jardim do Tempo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Família, Jardim, Sophie, Tempo
Visualizações 5
Palavras 2.043
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Apenas se divirtam na leitura, acho que não posso dizer muita coisa a mais... comentem se for necessário e talvez eu dê pistas do futuro dessa estória, obrigado aqueles que ao menos deram uma olhada.

Capítulo 2 - Jardim do Tempo


Meus olhos se abriram naquele instante, tentando focar aquela imagem distorcida a minha frente. Um menino flutuante nu, seu cabelo era azul cobalto e as estrelas pareciam preencher os fios do seu cabelo, seus olhos pareciam com um micro universo explodindo com diversos tons que sempre iam de encontra a um tom de azul muito próximo do roxo, seu corpo infantil era cercado por argolas douradas e diversas marcas roxas estavam tatuadas em suas costas, símbolos que eu nunca tivera visto antes em toda a minha vida.

Certo, isso só poderia ser um sonho bem estranho, isso não era um desenho e sim a vida real, como aquela coisa poderia está acontecendo?

A dor de cabeça não me deixava manter a concentração ou um pensamento coerente, coloquei minha mão contra a testa a claridade local irritava muito os meus olhos, a ponto que não conseguia mais manter-los abertos com facilidade. Eu só podia acompanhar aquelas sombras de um garoto.

 – Hei – Eu tentei chamar a atenção dele enquanto esticava meus braços para alcançar uma de suas pernas que flutuavam livremente. – Qual o seu nome, garoto?

Bom, se a única forma de tentar descobrir o que estava acontecendo fosse conversar com aquela criança, acho que eu deveria começar com o básico, geralmente as pessoas se assustam com perguntas demais de uma desconhecida.

Assim que finalmente pude abrir os olhos ele estava bem a minha frente com uma expressão de O na boca, invocando um ukulele no meio do ar.

Ele me olhou com um sorriso no rosto, começou a dedilhar enquanto fazia cambalhotas no meio do ar. E começou a cantar.

 

                               Ô..ô..ô..ô, uma pequena garota

                               Chegou a minha dimensão, ah, ah

                               Vendo-me balançar feito balão

                               Mas se.. ela quer saber.. é a coisa

                               Mais curiosa que um dia pude ver

                               Chame-me: Cronus, pequena garota

                               Quero te levar para um passeio

                               Pela dimensão dos homens ostra

 

– homens ostra? – Perguntei incrédula interrompendo a canção dele. – Olha só, garoto.. e-eh.. Cronus? Eu não queria ser tão direta e tudo mais, menino mágico, eu só quero ir embora desse lugar estranho. Finalmente pude observar a minha volta, e agora pude ver que o lugar se parecia com um grande tabuleiro de xadrez, eu estava em cima de um bloco escuro e pelo chão tinham diversos outros blocos e no céu eu poderia avistar mais arcos dourados se mexendo, era o lugar mais estranho que eu poderia me encontrar durante toda a minha vida, afinal não poderia ser tudo só um sonho meu? Ou era? Se eu simplesmente beliscasse o meu braço poderia acordar de tudo aquilo? Eu não fazia idéia. Eu precisava pensar naquele instante, eu estava vivendo a vida perfeita, tinha minha família, Tony e depois de uma queda e um joelho ralado eu estava naquele lugar estranho sem nenhuma explicação lógica.

O garoto me olhou ficando de ponta a cabeça como o homem-aranha.

 – Ah.. – Eu corei naquele instante e escondi o meu rosto. – Você poderia tirar suas partes da frente do meu rosto? – Aquilo era muito vergonhoso, ele poderia fazer simplesmente um instrumento aparecer no meio do ar mas não conseguia colocar uma roupa?

 – Oh, desculpe. – Ele disse. – Como estou geralmente sozinho aqui não preciso usar roupas. Eu poderia entender aquilo que ele disse e era verdade, só que me veio a questão: onde estavam os pais dele, deixar uma criança sozinha naquele lugar estranho?

 – Ah, tudo bem.. – Tentei continuar algum tipo de conversa. – É legal o lance de voar. Dei alguns passos enquanto observava ao meu redor. – Que tipo de lugar é esse?

 – É o Jardim do tempo.

Aquele nome era curioso, de alguma forma eu já tinha ouvido falar nele mas não conseguia me lembrar de onde, ou quando tinha ouvido aquele nome, será que ele estava vivendo por ali toda a vida dele? Tinha algumas questões, mas era difícil simplesmente sair da minha boca, tinha uma dificuldade significativa nele responder todas as poucas perguntas que eu fazia esporadicamente e mesmo assim eu queria saber mais.

 – Aqui não se parece muito com um Jardim, sabia? – Foi o melhor comentário que eu consegui depois de algum tempo. Ele segurou as minhas duas mãos me erguendo seguidamente para contemplar a paisagem que se formava ao longe, era o lugar mais fantástico que poderia ter visto em filmes, as árvores pareciam ter folhas de cristais azuis, roxos, amarelos, rosas, e brilhavam ardentemente graças a luz dos arcos de ouro que pairavam sobre elas, o verde era tão nítido que toda a grama vista por mim antes se tornava um simples protótipo perto daquela, o rio a margem parecia brilhar, aquele lugar não poderia ser mais fantástico.

 – Vamos até lá, por favor! Mas antes.. – Eu estava hesitante – Roupas, tudo bem?  

Ele riu, por ter esquecido novamente que não estava as usando. Fechou os olhos, talvez se concentrando em alguma peça de vestuário fresca, me surpreendeu a escolha dele. Um macacão extremamente largo azul e dourado, sapatilhas brancas que tampavam quase toda a parte superior dos seus pés e uma camisa branca de manga média. Assim que terminou a arrumação deixou de flutuar, era uma palma mais baixo do que eu, seu ukulele que estava largado pelo ar evaporou como uma nuvem de poeira dourada.

Eu não poderia acreditar que tudo aquilo fosse tão real dessa forma, mas meu desejo de retornar para casa continuava presente. Mas se ao menos eu pudesse tirar uma foto daquele lugar para mostrar a todos em casa se não fosse somente um sonho eu com certeza ficaria maravilhada, mas meu pai com certeza ficaria louco por eu ter demorado tanto tempo em algum tipo de outra dimensão enquanto ele queria terminar a ceia de natal e eu estava na rua comprando os ingredientes.

 

 

 

 

Brinquei correndo em volta das árvores que eram realmente belas, e as folhas realmente eram como cristais tão puros e bonitos. Era muito estranho que nenhuma outra pessoa morasse naquele local que era um verdadeiro éden. Eu quase tinha me esquecido, a foto! Procurei no meu bolso, mas não encontrei o celular, provavelmente eu tinha o esquecido em cima da cabeceira da cama ou algo assim, que péssimo, mas ao menos teria valido apena pela vista de um lugar tão curioso, mas já estava na hora de voltar para casa Tony e os outros ficariam preocupados.

 – Hei, Cronus, né? – Chamei a atenção dele. – Como eu posso ir para casa?

 – Você precisa apenas pegar o portal de volta, eu posso te levar, mas seria tão chato.. fazia tempo que alguém não brincava comigo, mas hoje eu acabei me divertindo muito graças a você então, não quer ficar só mais um pouquinho?

 – Ah.. eu não sei – Estava um tanto confusa, ele deveria ser muito solitário para me pedir aquilo. Ir embora ou ficar só por mais alguns minutinhos, era difícil pensar numa forma de agradar os dois lados da história eu realmente me sentia bem confusa e sem idéia do que fazer. – Ótimo, eu vou ficar por mais alguns minutinhos e depois disso vou embora... realmente tenho coisas para fazer não posso ficar aqui para sempre, Peter Pan. – Brinquei me sentindo um tanto mais próxima dele agora.

 

 

 

De cinco minutinhos poderia ter se tornado quase uma hora, e tinha sido extremamente divertido todo o tempo que passava naquele lugar, até o seu ar era agradável e leve, nunca tinha sentido um ar tão confortável, até ele parecia me abraçar. Minha testa estava cheia de suor, e meus joelhos já tinham sarado sem eu perceber.  

 – Bem, agora você pode me levar naquele tal portal?

 – Claro. Trato é trato. – Sorriu.

Ele voltou a flutuar numa posição de lótus bem ao meu lado e foi se afastando aos poucos.

Eu senti que meu corpo estava prestes a ser levado de volta pela energia branca e dourada que cegava a minha visão.

 

                               “Oh, mundo belo, é esse jardim

                               Onde eu acabo de me encontrar

                               Para o meu lar eu tenho que ir

                               Mas para o Jardim do tempo

                               Um dia eu irei voltar.”

 

 

 

 

Minha visão se encontrava como estava algumas horas mais cedo, tentando se adaptar as sombras quando pude observar uma mão que estava sobre a minha.

  – T..Tony?! – Eu tive um pico de alegria naquele instante me joguei em Tony com um abraço muito apertado. – Eu estive com saudades.

 – Você me preocupou. Ficou desacordada por quase dois minutos, simplesmente caiu e do nada parou de me responder, ta tudo bem?

É estava tudo bem, mas Tony com certeza não iria acreditar, poderia ter sido um sonho, mas aquilo foi tão real talvez nem eu poderia ter acredito naquilo que eu vi dentro daquele lugar, acho que não deveria falar nada a respeito disso agora.

Claro que aquilo permaneceria na minha cabeça por algum tempo, assim que estive em casa puxei o meu sketchbook em cima da cama, meu travesseiro em forma de ursinho rosa o guardara por toda a noite, minha cama era tão confortável eu me deitei de ponta cabeça com as pernas esticadas para cima num movimento de vai e vem enquanto rabiscava a figura do estranho menino, o que ele poderia ser se não fosse um humano? Talvez uma espécie de Elfo? Ou uma fada estranha? Ele não possuía asas, mas tinha a capacidade de voar, isso tudo era bem curioso para mim, mesmo que os desenhos não ficassem realmente bons.

Minha quinta tentativa ficou algo como um rabisco

Então, eu tive que apelar para o meu pai, sabia que ele tinha sido muito bom com coisas do tipo na infância então valeria apena tentar, certo? O que ele não faria pela sua filha que caiu enquanto trazia os ingredientes para a ceia de natal.

  – Não mesmo estou ocupado! –  Ele disse aquele “não” com tamanha facilidade que me sentia a ponto de ter que apelar.

 – Poooor favooor, pai! – fiz a carinha mais fofa e de bebê chorão que poderia, e torci para que aquilo desse certo, eu ainda era a menininha dele.

 – Olha só.. você não vai sair enquanto eu não fizer isso, certo?

 –  Certo.

 – Só um desenho e nada de reclamar depois. O que você quer?

Expliquei para ele todo o conceito, mas acho que faltariam alguns detalhes e um pouco da boa vontade dele, mas o resultado me agradou da mesma forma, ficou algo como essa outra imagem que vou deixar para que vejam nas minhas notas finais.

Dessa vez estava bem perto da figura que eu tinha encontrado, talvez um pouco mais infantilizado, se meu pai estivesse menos ocupado eu pediria para ele desenhar um ukulele junto, mas já tinha feito bastante apenas com isso, agradeci e guardei o desenho junto do meu caderninho.

Pergunto-me se alguma vez eu poderia rever aquele mundo pitoresco, me pergunto se tudo tinha sido real ou apenas um sonho, eu estive no Jardim do Tempo e agora estou de volta a terra, a minha terra, sem árvores cristalinas ou arcos de ouro, mas estava perto da minha família, perto de tudo aquilo que me importava.

 

 

 

Faltavam poucas horas para o natal eu me arrumei, coloquei um vestido azul que tinha ganhado do meu pai e um colar com forma de coração dourado que o Tony me deu na nossa data de namoro, foi um feliz dia 28 aquele em que recebi o colar, não poderia tirá-lo por nada e eu o amava ainda mais por ser o meu parceiro, talvez eu devesse contar a ele, mostrar os desenhos ver as suas reações sobre como foi quando eu estive por lá, mas acho que ele morreria de ciúmes e iria ameaçar arrancar as genitais daquele guri, ainda há dentro de mim tantos pensamentos, mas estou feliz por está de volta a minha casa.

Assim que começou a “contagem regressiva” paramos juntos em frente a mesa e agradecemos, todos estávamos unidos e felizes, Tony estava lindo fiz questão de colar minha boca na dele por parecer que fazia tanto tempo que não o beijava e agradeci por ele passar esse tempo com a minha família. Tudo estava tão brilhante e bonito, a mesa estava recheada e tudo estava com um sabor maravilhoso, meu pai e minha mãe realmente se esforçaram na cozinha logo meus avós chegariam para compartilhar aquela alegria com a gente, essa sim é a melhor forma de se comemorar um natal, não concordam?

  


Notas Finais


Sobre os desenhos da Sophia, essas duas imagens representam o traço dela e do pai dela, eu tentei colocar no meio do texto mas no Spirit não permite isso (ou eu não sei como utilizar esse recurso, aqui os links):
Desenho 1: http://imgur.com/SAeDxdv
Desenho 2: http://imgur.com/JSrZjTk

O primeiro desenho foi feito pela minha companheiro, Shaysa. Que inclusive tem sido a minha maior fã e apoiadora a respeito disso, sobre o desenho todos os créditos para ela por ter feito algo que me motivasse a continuar mesmo não ganhando muitas visualizações.
Espero que gostem do episódio, até a próxima.


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