História Jardins do Éden - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Kiba Inuzuka, Naruto Uzumaki, Shion, TenTen Mitsashi
Tags Jardins, Musica, Naruhina, Tenten
Visualizações 233
Palavras 3.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drabs, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oioi, pessoas!
Meu Deus, não sei quanto tempo passei sem postar nada aqui no SS, muito menos de Naruto.
Passei um tempo fora desse mundo das fanfics, mas queria dizer que depois de muito tempo veio ideias novas e uma maneira nova de escrever (ufa).
Queria dedicar esse capítulo à Lory, minha amiga fujoshi louca que me ajudou a ter ideias, muito obrigado!
Sem mais delongas, ao capítulo e espero que gostem.

Capítulo 1 - Too Little Too Late


Fanfic / Fanfiction Jardins do Éden - Capítulo 1 - Too Little Too Late

Hinata saiu pelo corredor com lágrimas nos olhos. A maquiagem que Ino tanto se esforçara para que ficasse perfeito foi levada pela água salgada. A Hyuuga não sabia a que altura de sua caminhada o salto deixou seus pés, ou quando aquele arranhão havia surgido em seu joelho esquerdo. Ela só não poderia acreditar que aquilo estava acontecendo. Naquela noite que ela tanto sonhara, da maneira que tanto desejou.

 

– Hina… – A voz que um dia ela tanto sonhou que pronunciasse seu nome a chamou. Agora, tudo que ela sentia era nojo. – Você está bem?

 

– Não, Naruto.

 

Ela respondeu, curta e grossa, tentando parecer forte, quando na verdade se via a beira de um ataque. Ela não havia usado o “-kun” que sempre saía automaticamente quando chamava por ele. Ela não acreditou quando Shikamaru sempre dizia que “O Ensino Médio era verdadeiramente problemático”.

 

Bom, Hinata pensou, paixões platônicas de Ensino Médio eram com certeza a pior parte dele.

 

UM MÊS ANTES

 

Hinata acordou com uma disposição que não era sua.

 

Aquele era o último mês de aula do Ensino Médio, e então, a Hyuuga poderia finalmente seguir com sua sonhada faculdade, ganhar sua independência e assim seguir para o seu maior sonho, que era conhecer o mundo e explorar cada mínimo canto dele.

 

É claro que Hinata ia sentir falta de algumas coisas do colégio, como os professores com quem tanto aprendera, como era o caso de Kakashi, Asuma, Gai e Kurenai. Todos possuíam jeitos muito diferentes de lecionar, mas que a marcaram exatamente da mesma forma. Kakashi e Asuma eram mais sérios, enquanto Gai, por sua vez, era mais sorridente. Kurenai como a única professora do sexo feminino era uma heroína por conviver naquele corpo estudantil composto apenas por homens. Também havia sua turma de amigos. Alguns a morena conhecera quando ainda era uma garotinha, outros haviam surgido à medida que o tempo se passou, e tal coisa resultou em uma turma de amigos enorme que iam fazer grande falta no dia a dia de Hinata.

 

A questão é, escola nunca foi um ponto muito alto em sua vida, por um único motivo: A timidez não a deixava se destacar. Todos os seus amigos diziam que Hinata devia ser uma das abelhas rainhas da escola, como Shion, Ino ou Sakura, não apenas por ser uma Hyuuga e pertencer a elite de Konoha, mas por reunir as características que toda garota precisa para se destacar: beleza, inteligência e simpatia.

 

Mas, de qualquer forma, nada daquilo interessava mais. Em um mês, Hinata iria partir para a vida universitária e jamais teria de se preocupar com essas coisas banais que tinham em Konoha High School. Apenas mais um ano, ela dizia a si mesma.

 

– Hinata! – Ela despertou de sua hipnose ao ouvir batidas na porta. Hanabi, sua irmã mais nova, surgiu logo em seguida, com um olhar nada satisfeito. – Ainda está assim? Vamos nos atrasar, sabia?

 

Hanabi e Hinata eram irmãs, mas não tinham muita coisa em comum além da aparência e do sangue. A mais nova sempre foi mais extrovertida, fácil de se comunicar e de fazer amizades. Não era a toa que Hanabi já fazia parte das mais populares da escola, enquanto Hinata praticamente não existia.

 

Todavia, ela gostava assim. A Hyuuga mais velha não era fã de muita atenção para si, e para ela, não ser incomodada e poder viver sua vida na escola sem ser incomodada era o suficiente. Deixaria a parte de ser uma líder nata para a irmã, que era, com certeza, de quem o pai, Hiashi, mais se orgulhava.

 

Depois de tomar um banho e de fazer uma higiene matinal apressada, foi que Hinata finalmente desceu as escadas. Toda a sua família já estava sentada à mesa, e para variar, ela era a única que chegara atrasada para o café da manhã.

 

Hiashi, pai de Hinata, estava sentado na cabeceira. Hanabi à sua esquerda e Neji, seu primo, à sua direita. A Hyuuga mais velha andou mais devagar para não chamar muita atenção e então tomou o lugar ao lado de Neji.

 

Ohayou. – Ela desejou em um sussurro, sabendo que se atrasara de novo para o café.

 

Ohayou. – Neji foi o único a responder, pois Hanabi já havia falado com Hinata mais cedo e Hiashi estava simplesmente muito irritado com sua filha mais velha para falar algo.

 

As coisas mais banais eram motivo de brigas na casa dos Hyuuga.

 

Neji era dois anos mais velho do que Hinata e cursava relações internacionais na faculdade de Konoha. Seu pai, Hizashi, tio de Hinata, morava no exterior, e como queria que Neji aprendesse todas as tradições dos Hyuuga, acabou optando por deixar o filho aos cuidados do irmão Hiashi. Mesmo com seu jeito duro de agir, Hiashi sempre gostou de Neji como um filho, sendo o sobrinho praticamente o preferido daqueles três jovens com quem o patriarca vivia.

 

– Hinata, já decidiu a universidade que irá frequentar? – Hiashi disse por fim, limpando a boca com um guardanapo de pano.

 

– Não, otou-san.

 

Outra característica de Hinata era sua indecisão. Desde o começo do ano que ela procurava saber mais sobre todas as Universidades do país, como a da capital, Tóquio, até aquelas mais locais, como a própria universidade de Konoha. Todas tinham suas vantagens e desvantagens, e tudo o que Hinata mais queria era escolher a que mais lhe agradasse, por isso, decidiu analisá-las todas com cuidado antes de tomar qualquer decisão.

 

O café da manhã dos Hyuuga se seguiu sem mais interrupções. Hiashi desejou bom dia às filhas e sobrinho e seguiu seu caminho para o trabalho. Neji, como todos os dias, deu carona às primas, as deixando na entrada da escola.

 

– Venho pegar as duas às três, tudo bem? – Neji avisou, e as duas assentiram, se despedindo do primo.

 

Mal Hinata desceu do carro e já havia perdido Hanabi na multidão de alunos. Todos os jovens ali pareciam encontrar seus amigos ainda na entrada e depois seguiam em grupo para a sala de aula. Ela, como uma pessoa discreta, preferia entrar logo e encontrar os amigos depois.

 

Ela seguiu pelo corredor, observando a movimentação de sempre. Alguns garotos do time de futebol passaram por ela com os casacos e blusas do time, e Hinata teve a esperança de que ele poderia passar por ela.

 

Bom, se tinha uma coisa que Hinata não conseguia controlar era sua paixão platônica por Naruto Uzumaki, um dos jogadores do time de futebol, e também um dos caras mais populares da escola. No começo, ela pensou ser apenas uma paixonite boba pelo loiro, como aquela que outras meninas também tinham, mas aquele sentimento durou muito mais do que ela esperava e ao perceber, passou todo o Ensino Fundamental e Médio apaixonada por um garoto que nem sabia seu nome.

 

No instante em que Hinata sentiu uma mão tocar seu ombro, por um segundo, sentiu que sua mente pregarar-lhe uma peça e achou ser ele, não pôde esconder o descontentamento ao virar e deparar-se com cabelos rebeldes, mas não loiros.

 

Ohayou, Hinata. – O castanho lhe deu um sorriso amigável. Ele carregava a mochila apoiada em um dos ombros e uma filmadora na mão esquerda.

 

Ohayou, Kiba-kun. – Seu segundo de luto por não ser Naruto passou e ela sorriu de volta para o amigo.

 

– Sabe que dia é hoje? – Kiba não esperou Hinata responder. – Falta exatamente um mês para oficialmente estarmos livres da escola.

 

Hai! – Hinata riu, caminhando ao lado do amigo. – Essa foi na verdade a primeira coisa que pensei quando acordei.

 

Hinata e Kiba se conheceram no ensino infantil, quando os dois encontraram um cão pequeno no parquinho. Os dois passaram a tomar contas do cãozinho escondidos, o que infelizmente não durou muito até o professor da época, Iruka, pegá-los no ato. Hinata não pode levá-lo para casa, pois Hiashi era alérgico a cães. Kiba, por sua vez, implorou tanto a mãe que a senhora Inuzuka acabou permitindo que Kiba o criasse. Hoje, Akamaru tinha o tamanho de um lobo.

Mas, daquela inusitada empreitada, nasceu uma amizade duradoura entre os dois. Kiba sempre frequentava a casa de Hinata e vice-versa, a ponto de conseguir até um pouco do carinho de Hiashi. Os dois planejavam ir para a mesma universidade para não se separarem, e até agora, o plano estava indo muito bem.

 

Hinata e Kiba conversavam alegremente cruzando o corredor, quando viram a equipe de professores pendurar o cartaz do anúncio do baile de inverno, a despedida do semestre. Todas as meninas da escola estavam malucas com aquilo desde o começo do ano.

 

– Jardins do Éden… – Hinata leu o nome no cartaz.

 

– Sim, é o tema do baile de inverno. – Kiba respondeu, filmando tudo com sua câmera. – Ansiosa?

 

Hinata deu um riso sem humor.

 

– Só se for pra acabar logo com isso.

 

Os dois ficaram em silêncio, observando os dois homens terminarem de pregar o cartaz no alto da parede. Outros alunos também paravam para ler e admirar as letras, tirando fotos e conversando animados sobre o que fariam no baile. Até mesmo um garoto pedira a uma menina ao seu lado para ser seu par no mesmo instante.

 

– Hinata… – Ela olhava fixamente para o cartaz, mas passou a fitar Kiba quando ele a chamou. Hinata não lembrava de qual fora a última vez que vira o amigo… corar? Geralmente, isso era hábito dela. – Você, por algum acaso, se não tiver algo pra fazer, será que…

 

– Shino! – Hinata interrompeu o Inuzuka, acenando para o amigo que deu um aceno com a cabeça discreto para a morena. Kiba ficou visivelmente chateado. – Gomen, Kiba-kun, o que você disse?

 

Kiba forçou um sorriso, tentando esconder que perdera a coragem para realmente dizer o que queria.

 

– Você tem vinte ienes? – O Inuzuka observou Shino balançar a cabeça em descrença após ouvir aquilo.

 

Shino Aburame era o terceiro integrante do grupo. Hinata também o conhecera desde pequeno e desde aquela época, Shino trazia dúvida a Hyuuga por ser tão quieto, até mais do que a própria. Foi na segunda série que a professora colocou Hinata e Kiba para fazer um trabalho com Shino e assim a amizade começou.

 

Os três eram inseparáveis, unidos por uma amizade verdadeiramente sincera. Kurenai dizia que aquele trio era o dela, pois era por eles que a professora nutria maior carinho. O que lembrava a Hinata, que era dela o primeiro horário.

 

Quando os três entraram na sala, optaram por lugares no meio das fileiras. A frente era ocupada pelos “grandes nerds” como dizia Kiba, e o fundão pelos “tudo de bom só que não” como também dizia Kiba. Então, sentavam no meio, ou seja, o local que sobrava.

 

– Essa é aquela que você nos mandou, Hinata? – Shino se manifestou, apontando para o caderno.

 

– Err… Hai. – Ela respondeu, um pouco sem graça.

 

Kiba se levantou do lugar atrás de Hinata e se agachou para ler.

 

– Ainda não está terminada. – A morena avisou, mordendo a ponta do lápis.

 

– Mas tá ficando incrível, Hina. – Kiba assegurou, sorrindo e deixando a mostra suas pequenas presas.

 

Os três começaram a falar, ou melhor, o Inuzuka passou a falar sobre algo que aconteceu em seu fim de semana, enquanto Hinata preenchia as lacunas de sua letra bem concentrada. Ela ouvia as passadas ao seu lado, dos alunos procurando seus lugares, quando uma voz a fez se arrepiar.

 

– Oi, esse lugar por acaso tá vago? – Hinata tentou mover a cabeça e olhá-lo, mas seu rosto estava tão vermelho que ela não teve coragem. Ela reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

 

Lutando contra o seu ser, Hinata levantou a cabeça e olhos perolados fitaram os azuis. Naruto tinha o sorriso de sempre estampado no rosto. Usava o uniforme da escola e apontava para o assento ao lado de Hinata.

 

Ela o encarou por um segundo e então dirigiu seu olhar ao chão, fazendo que sim com a cabeça, logo voltando a olhar o caderno.

 

Arigatou. – Ele agradeceu, e logo sua atenção foi para atrás, quando sentiu alguém lhe jogar uma bola de papel. Hinata não viu por ainda olhar o chão, mas Naruto sorriu travesso e devolveu a bola de papel para o atirador, no caso, Suigetsu.

 

A Hyuuga só foi olhar para cima novamente quando a classe se calou. Um sinal evidente de que Kurenai havia chegado. Porém, ao olhar para a porta, não era a sensei Yuuhi que adentrara o local.

 

Era um homem diferente dos que Hinata havia visto pelos corredores. Assim que entrou, ele desejou um bom dia educado e deu um lindo sorriso. Nenhum dos professores sorria para a turma de Hinata, eles eram a turma mais odiada da escola, desde que Naruto junto de Suigetsu, Lee e Juugo destruíram o laboratório de química de Asuma.

 

O sorriso de Naruto sumiu ao olhar para o homem, tanto que deixou a bola de papel atingir-lhe em cheio na testa. Mesmo assim, o loiro não revidou. Ele se encolheu na cadeira e deu um muxoxo insatisfeito, e só aí Hinata pareceu perceber a semelhança entre Naruto e o professor.

O homem tinha os cabelos loiros e rebeldes, com os olhos de um azul intenso, assim como os do Uzumaki. Hinata olhou confusa para os dois e viu Naruto esconder o rosto na frente dos livros.

 

Ohayou, minna. – O professor que lembrava Naruto finalmente falou algo na frente. – Meu nome é Minato Namikaze, vou ser o professor substituto de Kurenai esse mês. – Começaram os murmurinhos da classe. – Como sabiam, Kurenai-sensei estava grávida, e se ausentou de seus serviços para cuidar do seu bebê, que nasceu neste fim de semana. Então, serei eu a substituí-la nesse mês. Nosso contato será curto, mas espero eu que seja proveitoso. – Minato escreveu seu nome no quadro enquanto a sala comentava, digerindo a nova informação.

 

Hinata, por sua vez, permaneceu quieta. Ela olhava de esguio para Naruto, que não parecia interessado em acompanhar as conversas dos amigos no fundão.

 

– Só pode ser brincadeira. – A Hyuuga o ouviu resmungar.

 

– Ei, Usuratonkachi. – Uma voz saiu do fundo da sala, e Hinata soube pertencer a Sasuke Uchiha. – Presta atenção na aula. – A Hyuuga não tinha certeza, mas podia jurar que Sasuke deu um sorrisinho irônico.

 

Hinata sabia que Sasuke era quieto, mas ele conseguia ter um humor igualmente negro, porque ela teve certeza de que essa frase afetara Naruto.

 

– O novo sensei é um gatinho, não acha Shion? – Hinata ouviu uma garota comentar, para a loira de olhos lilases, que tinha os pés em cima da mesa e lixava as unhas.

 

– É, tanto faz, mas é professor. Cha-to. – Shion balbuciou e uma garota de cabelos róseos bateu a mão no ombro de Shion.

 

– Cala a boca, Shion. – Sakura a repreendeu, logo lançando um olhar discreto para Naruto, que quase ninguém percebeu, bom, ninguém menos Hinata.

 

Ao fim da aula, o professor Minato deixou um trabalho de casa para a outra semana, e ninguém ficara muito feliz em saber daquilo. Kurenai nunca fora de passar dever de casa, e começar no último mês de aula com certeza não agradou a ninguém. Conversando distraidamente, Kiba, Shino e Hinata deixavam a sala e seguiam para pegar seu material para a próxima aula.

 

– É um trabalho simples sobre relevo, podemos fazer na minha casa. – Shino se ofereceu. Hinata parou no lugar e Kiba e Shino deram alguns passos para frente antes de perceber que a Hyuuga não os acompanhava.

 

– Algum problema, Hinata? – Kiba perguntou, parado com as mãos nos bolsos.

 

 

 

– Eu… esqueci meu caderno na sala. – Hinata avisou, tateando a mão por sua bolsa e não sentindo o objeto. – Vão indo, eu logo alcanço vocês.

 

– Tudo bem. – Ela ouviu Kiba responder, e voltou para a sala, com pressa.

 

Hinata parou na porta quando viu o professor Minato sentado em sua cadeira, folheando seu caderno de canções como se folheia uma revista. Ela sentiu seu coração parar por um minuto, e tentou sair, mas uma voz a impediu:

 

– Senhorita? – Ela paralisou. – Isso é seu, sim?

 

Hinata se virou e recebeu o caderno em suas mãos, juntamente com um sorriso de Minato. Hinata corou um pouco e o saudou, como forma de agradecimento.

 

– Você tem bastante talento, mocinha. – O professor observou. – Você que compôs essa música?

 

Mesmo relutante, Hinata assentiu.

 

– Está de parabéns. É uma linda canção. Mas… No refrão, por que não tenta “você apenas gosta da caçada” ao invés de “cilada” ? – Hinata o fitou com os olhos arregalados. Minato coçou a nuca e deu de ombros. – Claro, foi uma sugestão. Siga se quiser.

 

Sem esperar Hinata responder, Minato bateu de leve em seu ombro e seguiu para a sala dos professores.

 

Quando o dia finalmente acabou, Neji buscou Hanabi e Hinata no mesmo lugar que as deixou, porém, tendo Kiba como passageiro de último minuto. De toda forma, Neji já estava tão acostumado com a presença de Kiba que nenhum dos dois, Neji e Hanabi, se importaram muito com a notícia.

 

Tadaima. – Os três Hyuugas disseram em uníssono, e Hiashi surgiu no fim do corredor, tomando um pouco de chá.

 

Okaeri. – Ele respondeu, sem muita animação, percebendo o ser que não tinha olhos claros no meio dos olhos perolados. – Olá Kiba.

 

–Olá. Como vai, senhor Hyuuga? – O Inuzuka perguntou simpaticamente.

 

– Bem, obrigado. – Hiashi respondeu, dando um meio sorriso.

 

Depois de forrarem o estômago, Kiba e Hinata subiram para o quarto da morena. Hiashi, Neji, Shino e Kiba eram os únicos seres do sexo masculino com total permissão de entrarem ali. Qualquer outro, bom, Hinata não conseguiria nem pensar o que aconteceria, por isso, evitava chamar qualquer outro amigo a sua casa.

It's just too little too late… – Hinata cantava com sua melodiosa voz enquanto dedilhava o violão. – Está bom?

 

Kiba estava deitado no carpete do quarto, jogando uma bola de tênis para cima.

 

– Tá ótimo, Hinata, como todas as outras quinze vezes. – Kiba suspirou, cansado.

 

– Mais uma vez, então. – Ela repetiu, e o Inuzuka bufou.

 

Ele se levantou e olhou para a morena, a observando sorrir enquanto tocava e cantava, com os olhos fechados. Kiba sabia que Hinata tinha talento para a coisa. Qualquer um podia ver isso. Quer dizer, se sua timidez permitisse que vissem. Ele tentou convencê-la a cantar no show de talentos da escola, mas ela nunca o escutou, mesmo ele sabendo que ela iria arrasar performando.

 

Em silêncio para não distraí-la, Kiba tirou sua câmera da bolsa e apertou em gravar. Hinata, não sabendo estar sendo filmada, cantou com a total liberdade que sempre tinha quando era apenas ela e o Inuzuka, enquanto o amigo via a imagem da Hyuuga pequena e com um grande rec em vermelho no canto superior esquerdo.

 

Hinata provavelmente não iria gostar daquilo, mas Kiba provavelmente havia tido a pior ideia de todas. 


Notas Finais


Uou! Parabéns leitor(a)!
Você chegou até aqui! Você é mesmo valente hahah
E então? Algo a declarar? Isso está apenas começando, e se gostou, por favor deixe um comentário aí dizendo que não está uma merda, que vai me ajudar a continuar!
Obrigado galera e até a próxima


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