História Jardins Suspensos - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias EXO, Kris Wu
Personagens D.O, Kai, Kris Wu, Suho
Tags Fluff, Junmyeon, Kid!jongin, Krisoo, Kyungmyeon, Kyungsoo, Yifan
Visualizações 164
Palavras 3.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[ MALEPORCAMENT REVISADO POR: eu mesma ]

Capítulo 14 - Ursos de arroz


Junmyeon sabia que não podia fazer nada naquele instante. Não arriscaria deixar todos desconfortáveis e causar um pequeno caos. Sehun também sabia disso. Nada impedia, entretanto, que ambos trocassem olhares receosos, quase como se pudessem se comunicar por telepatia.

 

Não foi até que a festa estivesse no fim, com Jongin dormindo no colo de Kyungsoo e Insung recolhendo os pratos pela casa, até que Junmyeon se despedisse com o amigo e ambos se sentassem dentro de seu carro, que enfim puderam respirar.

 

—Isso é pior do que eu imaginava… —Junmyeon exalou as palavras, finalmente relaxando os ombros enquanto agarrava o volante de seu carro com força. Ainda não sentia-se seguro o suficiente par a dar partida.

 

—Isso foi muito mais fácil do que eu pensei. —Sehun retrucou em muito melhor humor, dando uma leve risada curta ao falar. —Pelo menos agora sabemos onde ele está. —Continuou, colocando em seguida o cinto de segurança. Sehun estava obviamente muito menos abalado com aquela situação do que Junmyeon. Nenhuma novidade.

 

—Mais fácil? —Junmyeon murmurou, virando seu rosto em seguida para o amigo que o encarava sem expressão alguma. As sobrancelhas do mais velho faziam uma curva, franzidas de forma tão acentuada que Sehun poderia jurar que elas pareciam estarem travadas naquela posição. —Onde... Em que perspectiva insana, isso é mais fácil!? —Esbravejou em alguns vários tons de voz acima de como havia falado anteriormente.

Sehun escolheu permanecer calado, muito por estar sem reação diante da clara confusão de Junmyeon.

 

—Ok, ele é ex-marido da sua madrasta… O que tem de tão bizarro nisso? —Sehun ousou comentar, mesmo que pronto para ouvir algo que não queria, ou que Junmyeon simplesmente explodisse a seu lado.

Os ombros dele estavam visivelmente tensos, e os nós dos dedos esbranquecidos, por apertar com tanta força o volante, mesmo que sequer tivessem saído do lugar.

 

—Que parte de “ele é pai do Kyungsoo” você não entendeu? —Junmyeon voltou a falar em um tom mais baixo, mas não menos assustador, entre os dentes resmungou, olhando em seguida novamente para o amigo com olhos ligeiramente arregalados e definitivamente amedrontadores.

 

Sehun soltou um alongado e leve “ah”, enquanto Junmyeon imitava o mesmo som em tom de deboche.

 

—É, realmente… —Sehun murmurou pra si mesmo. —Não tem nada de “fácil” nessa situação. —Junmyeon continuava a responder por cima das palavras de Sehun, com um tom de ironia muito mais alto do que o normal. Aquilo era surpreendentemente desconfortável para o mais novo, que sentia que no assento de couro macio do carro, estava na verdade sentado em uma cadeira de pregos.

 

 

—Como eu vou falar isso pro Kyungsoo? —Junmyeon apoiou sua testa no volante, assustando levemente Sehun que continuava sem saber o que dizer para não piorar ainda mais a situação. —E se ele for realmente agressivo?! E se o Kyungsoo estiver correndo perigo?! —Saltou para trás, assustando mais uma vez o amigo que precisou o conter, quando tentou desprender-se do cinto de segurança, pretendendo voltar para o apartamento de Kyungsoo.

 

 

—Você não vai falar nada. —Sehun disse, com calma. —Eu sei que pra você isso não vale de nada, mas pelo que eu vi de hoje, da forma como ele se comporta, ele não é um agressor.

 

—É, mas psicopatas e assassinos em série se comportam como pessoas normais também e não deixam de ser insanos! —Junmyeon continuou a tentar livrar-se das mãos de Sehun que o segurou com mais força.

 

—Daqui a dois dias, você vai chamar ele pra conversar, e você vai dizer o que sabe. Dois dias, Junmyeon. —Sehun continuou a falar, e o tom calmo e preciso de sua voz fez o outro lentamente se acalmar mais uma vez. —Amanhã você liga de noite, pra pedir desculpas por ter saído mais cedo hoje. No dia seguinte você liga de tarde pra pedir que ele te encontre em um lugar reservado.

Junmyeon já respirava com mais calma, e Sehun soltou suas mãos sem pressa.

 

—Se ele for realmente filho dela… —Junmyeon murmurou, com as mãos espalmadas sobre os joelhos. As palavras seguintes pareceram desaparecer de sua mente, e uma vontade intensa de chorar tomou seu corpo e inundou seus olhos. Por mais que nada daquilo fosse impedi-lo de ficar com Kyungsoo, eram precalços demais para uma jornada já tempestuosa.

 

—Se ele for filho dela, nós vamos resolver esse assunto com calma. —Sehun continuou. —Se você precisar fugir com ele, eu estarei aqui pra comprar as passagens e os passaportes falsos. —Repousou uma das mãos nas costas de Junmyeon que abriu um entristecido sorriso. —Uma coisa de cada vez, ok?

Junmyeon concordou, finalmente dando partida em seu carro, sem por um segundo esquecer da sensação da caixinha preta no bolso de seu casaco, intocada.

Uma coisa de cada vez.

 

 

 

Insung ainda tinha sabão nas mãos, mas os pratos haviam sido deixados para trás. Seus olhos ardiam, mas seu peito não estava apertado. Conseguia ver de onde estava em pé, seu filho e o neto em seu colo, cada um com uma das mãos esticadas para o lado e dedos enlaçados.

Kyungsoo balançava o ainda tão pequeno Jongin de um lado para o outro, e ao fundo tocava uma música calma. Os dois sorriam um para o outro, e ali o mais velho, de longe via ainda duas crianças. Lembrava de todas as vezes em que dançou pela sala de sua casa, embalando Kyungsoo em seu colo. Não conseguia lembrar quais músicas tocavam tantos anos atrás, mas não fazia diferença. Tudo que importava naqueles momentos era o sorriso de seu pequeno Kyungsoo, tudo que importava naquele momento era o sorriso de seu filho e neto.

 

Sentiu uma lágrima escorrer por seu rosto quando Jongin abraçou o pai pelo pescoço e Kyungsoo segurou-o em um ainda mais apertado abraço. Os olhos de seu filho fecharam por um segundo, mas quando abertos olhavam diretamente para o mais velho que nem sequer foi capaz de esconder que estava os observando. Enquanto esfregava o rosto, apagando o rastro de sua solitária lágrima, sentiu o nó em sua garganta apertar quando Kyungsoo esticou um dos braços, o convidando a juntar-se naquele abraço.

 

As mãos ainda estavam úmidas quando abraçou os dois, ouvindo os risos baixos de Jongin naquele abraço apertado na medida certa, dançaram as três gerações, com pés calmos, dois passos para a esquerda, dois passos para a direita.

Insung tinha medo de encontrar o filho destruído, maltratado pela vida e pelo tempo, perdido em alguma rua qualquer. Jamais admitiria a quantidade de vezes que pensou tê-lo visto em esquinas, das horas que passou sentado perto de parques olhando balanços vazios e pensando no sorriso de seu filho.

 

Nada o deixava mais feliz naquele momento, do que ver como ele havia crescido. Forte, e feliz. Seu sorriso ainda era o mesmo, apesar de tudo, ainda era forte, ainda lutava contra a correnteza e seguia sua vida como escolheu o fazer.

 

—Tenho tanto orgulho de você. —Sussurrou enfim, dando um beijo na testa do filho e em seguida do neto. —Tenho orgulho de vocês dois. —Continuou, até que a música terminasse e Jongin já estivesse pegando lentamente no sono, nos braços de Kyungsoo.

 

Ainda haviam pratos na pia para serem lavados, e por isso voltou à cozinha, com um sorriso no rosto e o peito tão mais leve.

 

 

 

 

O café já estava frio, e a torrada meio comida esquecida no prato branco complementava a melancólica cena. Yifan esperava, em silêncio, ao lado da vitrine de um genérico café, pela presença que por tanto evitou como quem corria da cruz.

 

Estava mais bem-vestido do que o normal, com o suéter que havia ganhado de presente de Natal por Kyungsoo, e a blusa que sua mãe havia enviado da China. Queria estar apresentável, para reencontrar seu passado. Encará-lo da melhor forma, ao invés de continuar fugindo.

Sua mente estava longe, em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo, enquanto encarava o resto do café em sua xícara. Pensava em como aqueles anos em que passou se escondendo na casa de sua mãe foram os melhores, mas também os piores de sua vida. Até o dia em que os Kim desistiram de procurá-lo, Yifan vivia com medo de ser encontrado. Sentia-se aliviado de não o precisar fazer mais, não por ter mudado de nome e de profissão, mas sim por tudo começar a entrar em seu devido lugar.

 

—Bom ver que voltou ao cabelo preto. —A voz suave da mulher a sua frente o fez levantar sua cabeça, e não estava surpreso, nada além de admirado. Não havia mudado nada, em todos aqueles anos, tinha o mesmo rosto, o mesmo sorriso. Os cabelos partidos de lado, em suaves ondas a deixavam ainda mais adorável. —Mas admito que gostava de ver você com cabelo loiro, te dava um ar de superioridade.

 

O sorriso estava lá, o mesmo de tantos anos. Yifan tinha saudade do sorriso, tanto quanto tinha da amiga que um dia esteve para tudo em a seu lado.

 

—Eu deveria saber que você tinha alguém me vigiando. —Respondeu o homem, com meio sorriso, desviando seu olhar para as mãos daquela a sua frente, como seguravam a carteira bege, que combinava perfeitamente com sua roupa em delicado tom de rosa. Tudo nela parecia tão perfeito, tão limpo.

 

—Não contei pra ninguém. —Ela voltou a falar, mas Yifan sabia disso. —Só precisava ter certeza que você estava bem, que não precisava de nada, de alguma ajuda... —Insistiu, e seu sorriso tomou forma ligeiramente entristecida.

 

Junhee pediu uma xícara de chá e Yifan, mais café. Dividiram o confortável silêncio por longos minutos. A mulher parecia pronta em passar o tempo que fosse esperando por algo vir de Yifan, mas este por sua vez não parecia ainda pronto para começar a falar. Por isso, ainda em silêncio, retirou de seu dedo a aliança que ainda carregava consigo, e que havia deixado uma marca em seu dedo anelar, e deslizou-a ao outro lado da mesa.

 

—Eu não vou prender você, eu nunca quis isso. —Ela disse, com calma, deixando que as pontas de seus dedos magros de manicure perfeita, tocassem as costas da mão de Yifan. —Só preferia que nós tivéssemos resolvido isso mais cedo.—Continuou, reagindo com um suspiro curto ao sentir o outro segurar sua mão, ele que olhava para os dedos enlaçados sobre a mesa. Deslizou sobre a mesa alguns papéis que trazia consigo. —Estão assinados, agora basta você assinar e logo estará tudo resolvido.

 

—Me desculpa... —Ele sussurrou, com olhos ainda caídos, mãos dadas com ela. Junhee nunca teve culpa de nada, Yifan pensava, que ela não deveria ter-se preocupado consigo. —Eu fui um covarde e...

Suas palavras foram interrompidas pelo arrastar da cadeira para trás. Sua mão foi largada, mas antes que pudesse registrar o que acontecia, estava sendo abraçado de lado pelos braços magros de Junhee. Podia sentir o perfume de seus cabelos, e o tecido do casaco rosa que usava. Com as mãos trêmulas apoiou-se na mesa para empurrar o corpo para cima, e de pé abraçar de volta a mulher que mesmo sendo menor em altura, o fazia sentir tão menor.

 

—O que está feito, está feito. —Ela sussurrou, passando uma das mãos pelos cabelos de Yifan como se acalentasse uma criança. Para Junhee, Yifan podia ter crescido em centímetros, podia ter trocado de nome e de casa, podia não ser mais seu amigo ou marido, mas sempre seria o garoto assustado que chorava com as histórias de terror de Junmyeon e se escondia de trovões em suas festas do pijama.

Yifan ainda era precioso para ela, e Junhee não se lembrava do quanto ele fazia falta até aquele momento.

 

 

 

 

Estava sentada dentro de seu carro, com pernas elegantemente cruzadas, olhando pela janela ligeiramente molhada. A mão coberta por delicada luva tocava seu queixo o apoiando. Ao ouvir a porta do carro abrir-se e fechar logo em seguida, virou o olhar lentamente para seu lado. O contraste de suas roupas e da mulher mais nova que sentou-se a seu lado era gritante.

 

—Está feito. —Junhee disse, suspirando em alívio. —Obrigada por vir comigo. Isso foi mais difícil do que eu pensei. —Sorriu para a mulher a seu lado que também tinha um sorriso no rosto, emoldurado pelo batom em rico vermelho. Tocou o rosto de Junhee delicadamente enquanto a menina ainda sorria.

 

—Tudo por você, princesa. —Ela disse, e por pouco Junhee deixou de notar a malícia no elogio feito por sua madrasta. —Para que servem as amigas, não é mesmo? —A mulher continuou, apertando delicadamente a bochecha da enteada que soltou um leve riso, em seguida tocando o próprio rosto.

 

—Obrigada, mesmo assim. Acho que não poderia ter pedido por uma madrasta melhor. —A outra disse sinceramente, com suas palavras adocicadas. Seus olhos ainda pareciam tristes, mas nada que não pudesse ser remediado com o tempo. Enquanto o carro arrancava sem pressa, guiado pelo motorista de sua família, Junhee pôde mais uma vez olhar para Yifan, andando sem pressa pela rua e desta vez não distraiu-se, e viu o sorriso no rosto do homem.

 

—Vamos desfazer esta carinha triste. —A mulher mais velha disse em tom leve, quase como uma brincadeira. —Vamos fazer algumas compras e passear, isso vai te animar um pouco. —Insistiu e Junhee concordou com o balançar de sua cabeça, tentando resistir a vontade de olhar para trás, e pegar mais alguns segundos daquele sorriso, que por mais que soubesse não ser para si, ainda sentia falta.

 

 

 

 

 

A voz de Kyungsoo ecoava pela casa, cantarolando uma canção americana genérica que tocava na rádio. No banheiro Insung tentava acompanhar com uma pronúncia não tão boa, enquanto dava banho em Jongin. Preparava na cozinha o almoço do dia, aproveitando os ainda poucos momentos que teria com seu filho e pai antes de voltar ao trabalho.

O caldo estava quase pronto, e o macarrão na outra panela já descansava na água fervida. Tudo perfeitamente organizado, como ele gostava, e bem temperado, como Insung preferia. Em um pode separado preparava especialmente para Jongin um caldo menos temperado, mas que não admitira para o filho que sempre insistia em querer comer tudo de mais apimentado.

 

Quando a música encerrou, pôde ouvir os passos de Jongin pela casa com suas pantufas que apitavam a cada passo. Antes que pudesse parar o que fazia, já tinha o filho agarrado em sua perna, vestido no roupão com capuz que o fazia parecer ainda mais com um ursinho do que o normal.

 

—Papai, hoje vamos ter polvinhos de shalchicha? —O pequeno disse e Kyungsoo sorriu, deixando os vegetais que cortava de lado e pegando o filho no colo depois de limpar as mãos no avental amarrado na cintura.

 

—Vamos ter polvos de salsicha e ursinhos de arroz, o que acha? —Mostrou para o filho que abriu um sorriso maior do que já carregava no rosto e abraçou o pescoço do pai com força agradecendo pelo que ele havia preparado.

 

—Você está mimando seu filho, depois ele vai ficar todo estragado. —Insung comentou de forma bem-humorada, limpando as mãos ainda molhadas de sabão em uma toalha.

 

—Igual como você me estragou? —Kyungsoo retrucou, sorrindo para o pai que precisou admitir para si mesmo que havia mimado muito seu filho mais velho, e por ter passado tanto tempo antes das gêmeas nascerem, por ter pensado que Kyungsoo seria seu único filho, sabia que havia feito muito mais por ele do que, tecnicamente, precisava.

 

 

Já estavam sentados a mesa, agradecimentos feitos e estômagos prontos para devorar um ótimo almoço, quando a campainha tocou.

Os três a mesa resmungaram ao mesmo tempo, mas Insung foi o primeiro a levantar para abrir a porta.

 

—Junmyeon? —Insung disse, chamando a atenção de Kyungsoo que antes estava distraído com Jongin que tentava roubar outro bolo de arroz da travessa. Depois de um suave “pode entrar”, Insung apontou para a mesa em que estava sentado seu filho e neto, e Junmyeon entrou sozinho no apartamento, com o casaco em seus braços e um olhar que deixava escapar todo seu receio.

 

—Me desculpe incomodar vocês… —Ele murmurou, e naquele momento não parecia em nada com o Junmyeon de sempre, bem mais prepotente, cheio de pompa e elegâncias. —Se preferirem eu volto mais tarde, mas realmente preciso conversar…

O rapaz foi interrompido, pela forte mão de Insung em seu ombro, ao levantar seu olhar ligeiramente para o outro, viu o sorriso agradável do homem e as rugas que se formavam ao redor de seus olhos quando sorria. Não conseguia acreditar, nem por um segundo que aquele homem era perigoso.

 

—Almoce com a gente, o Kyungsoo sempre faz comida de sobra mesmo. —Insung comentou, já puxando uma cadeira para o rapaz sentar-se na mesa. Durante a festa de aniversário, Junmyeon havia sentido que Insung aparentava uma preferência pela presença de Yifan, mas em nenhum momento fora rude consigo. Era tão caloroso e convidativo, um homem como aqueles não seria capaz de machucar qualquer pessoa, quanto mais uma mulher. Mesmo ainda querendo manter-se em dúvida, era difícil.

 

Acabou por ficar pro almoço, e não mencionou nada do que queria conversar, mas estava claro para Kyungsoo que algo estava errado. Conseguiram ainda conversar um pouco durante o almoço, sobre trabalho ou qualquer assunto aleatório que pudessem pensar, uma conversa em maioria guiada por Insung que se esticou por grande parte da tarde.

 

Jongin tirava uma soneca no sofá enquanto os três homens ainda estavam sentados na mesa do almoço, não mais com pratos à mesa, mas sim o silêncio de Junmyeon e a expectativa de Kyungsoo.

 

 

—Sehun disse pra eu esperar, mas eu não costumo obedecer o que ele me diz. —Junmyeon quebrou o falso silêncio, já que a televisão no fundo ainda estava ligada em um dos desenhos que Jongin gostava de assistir. —Então eu precisei vir, eu só acordei e… Preciso resolver esse assunto. —Continuou a falar, em seguida retirando do bolso das calças seu celular e o desbloqueando, mas ainda deixando o aparelho sobre o colo.

—Eu contei pra você, Kyungsoo… —Começou a falar olhando para o rapaz. —Que eu tenho uma madrasta, e que nós não nos damos nada bem. —O outro balançou a cabeça em afirmação, lembrando-se de ter ouvido de Junmyeon em alguma de suas muitas conversas, algo sobre a madrasta. —E eu preciso que ela saia da minha família, ela é tóxica e é perigosa, e está envenenando a cabeça do meu pai. —Continuou, ficando um pouco agitado, mas assim que sentiu o toque da mão de Kyungsoo sobre a sua, relaxou um pouco.

 

Antes de falar qualquer outra coisa, voltou a segurar com força o celular em suas mãos. Olhou rapidamente entre os dois outros homens, e virou a cabeça para a direção do sofá, vendo que Jongin ainda dormia encolhido com um bichinho de pelúcia.

 

 

—Eu descobri uma coisa sobre ela, e talvez… Vocês possam me ajudar. —Continuou, respirando fundo, antes de colocar o telefone celular sobre a mesa, com sua tela virada para cima.

No aparelho brilhava claramente a foto da mulher, e não havia mudado nem um pouco.

 

Insung jamais esqueceria aquele rosto, e Kyungsoo também ainda lembrava-se perfeitamente. Ambos precisaram de apenas um olhar para a foto a sua frente, antes de trocarem um olhar entre si e tudo estava esclarecido.

Talvez as pistas de Insung não estivessem, de fato, o levando para o lado oposto de onde deveria ir. Já estava convicto desde muito tempo que ter ido atrás de seu filho antes de tudo, tinha sido o melhor a ser feito, mas naquele momento não podia estar mais certo.

 

Não sabiam ao certo o que fazer a partir daquele momento, com uma informação tão importante em mãos, mas ao menos os por algum tempo, os Do poderiam estar descansados, o caminho estava meio andado.

 

 

 

 

 

 

 

E então, tem boas notícias?”—A voz no telefone foi de encontro aos ouvidos adornados por dois simples brincos de brilhantes, e o sorriso de lábios avermelhados abriu-se.

Sojin observava de longe enquanto Junhee conversava de forma simpática com uma atendente do shopping sobre alguma roupa que pretendia comprar. Seu sorriso, entretanto, não parecia estar relacionado a menina.

 

—As melhores. —Disse, virando-se de costas para a enteada e aproximando-se da porta da loja de roupas de luxo. —E vou esperar um belo agrado pelo favor que te fiz. —Continuou, com humor em sua voz, antes de sentar-se em um dos sofás perto da saída, pernas delicadamente cruzadas.

 

Tudo o que você quiser, mas primeiro me conte as novidades” —A voz voltou a falar, e Sojin sorriu ainda mais, olhos predadores fixos na menina que tão facilmente como uma flor se relacionava com todos a sua volta. A presa perfeita.

 

—Eu o encontrei. —Ela disse ao que ouvia em silêncio do outro lado do telefone. —Bem debaixo do seu nariz.

 

A mulher acenou para a enteada que mostrava uma das bolsas para a madrasta de forma animada. Parecia uma criança, e para Sojin, toda aquela história era exatamente como parecia. Como roubar um doce de uma criança.


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui e por terem paciência de acompanhar apesar do tempo que demoro pra atualizar.
Não estou em um momento bom quanto a escrita, o que explica muito desse capítulo horroroso... ENfiM...

Não quero criar expectativas de que eu vou voltar a atualizar com frequência, pq ainda estou bem enrolada... Mas pelo menos um "oi" consegui dar dessa vez.

Obrigada, mais uma vez, por acompanharem JS.


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