História (Jargot) Cruzando eras - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Emma Watson, Jared Leto, Margot Robbie, Perdida
Personagens Emma Watson, Jared Leto, Margot Robbie, Personagens Originais, Sofia
Tags Bad, Eu Shippo, Jargot, Jargot Is Real, Magia, Romance, Século 19, Sexo, Viagem No Tempo, Xix
Exibições 98
Palavras 4.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI LOVES!
DESCULPA A DEMORA
ME AMEM
SABE PORQUE?
HOJE
TEM
BEIJO
JARGOT
MUAHAHAHAHAHA

Capítulo 8 - My first kiss


Fanfic / Fanfiction (Jargot) Cruzando eras - Capítulo 8 - My first kiss

P.o.v. Margot
Voltamos para a festa e fui chamar meus pais para irmos para casa, eu estava exausta e já era tarde. Na carruagem, percebi que Emma estava olhando para fora da janela, para o nada, e sempre suspirando, acredito que apenas eu tenha notado, pois o resto das pessoas presentes estavam conversando entre si.
Com certeza eu iria conversar com ela sobre estes suspiros à toa amanhã bem cedo.
Chegamos em casa e todos foram lara seus devidos cômodos, dei boa noite a todos e fiz o mesmo. Tomei meu banho e estava sentada no toucador enquanto Diana penteava meus cabelos.
-Senhorita Margot, como foi o baile?-perguntou.
-Foi ótimo. Muita dança, pessoas, conversas...
-E o senhor Leto agiu corretamente? Os modos dele não são exatamente os mesmo que os nossos.
-Foi tudo bem, acredite.-não iria falar sobre aquele pequeno incidente de quase briga entre Jared e Shannon. Não era necessário.
-Terminei.-ela anunciou pondo o pente sobre o toucador.-A senhorita quer que eu lhe traga algo?
-Obrigada, pode ir, Diana. Estou bem.-me levantei e me sentei na cama.
-Boa noite, senhorita.-ela assentiu e fechou a porta.
-Boa noite.-respondi me cobrindo com o lençol, a noite estava fria.
Passaram-se alguns longos minutos e eu ainda não havia conseguido pegar no sono. Acabei por me dar conta de que não comi nada na festa, apenas as taxas de vinho. Meu estômago estava começando a doer. Não queria incomodar Diana, Aaron ou qualquer um dos criados, que provavelmente estariam dormindo ou prestes a.
Acho não faria mal eu descer e beber um pouco d'agua, certo? Ninguém me veria mesmo e eu conseguiria enganar minha fome até a manhã.
Me levantei com cautela e procurei meus chinelos. Não estavam lá. Alguém deve ter posto para lavar e se esqueceu de ponha-lis aqui novamente. Vamos descalça mesmo. Caminhei pelo escuro corredor silencioso, a porta de Jared estava fechada e não havia sinal de luz por de baixo da porta, também deve estar dormindo, sobrou que estou acordada, andando pela casa em busca de alguma comida.
A cozinha estava um pouca mais clara, havia a ajuda da luz da lua e algumas velas iluminavam o local.
Olhei a mesa do local, nenhum resticio de bolo, pão ou fruta sobre ela. Provavelmente as entregas chegariam amanhã. Mas e a minha fome? Como fica? O poço para água fica lá fora e está muito frio e escuro para eu ir lá sozinha.
Bom, tem o chocolate que Jared me deu...Acho que vou comer isso mesmo.
Viro-me para voltar ao quarto e o Senhor Leto está na minha frente.
-UOU!-ele exclamou e respirou fundo.-Que susto!
-Que susto digo eu! Porque não avisou que estava aqui? 
-Eu nem sabia que cê tava aqui!
-Eu vim pegar um copo de água.-expliquei dando um passo para trás.
-Eu tô é com fome mesmo, não comi nadica naquela festa.-o homem se sentou na cadeira de madeira próxima à mesa.
-É...eu também...-suspirei.-Mas não tem nada pronto para comer aqui...
-Então a gente prepara, ué.
-Preparar como cozinhar?-eu nunca fiz isso na vida.
Não que eu não quisesse, até insisti várias vezes a Diana para ela me ensinar a fazer pelo menos um pão doce, mas ela se recusava por ordens da minha mãe que teima em dizer que damas da alta classe não cozinham.
-É, porque não?-ele ficou na minha frente e me olhou com a claridade turva das velas.
-Eu nunca tentei, mamãe diz que não devo fazer isso.-disse baixo um pouco envergonhada.
-Bobagem! Eu...aqui tem chocolate?
-Tem aquele que o senh...-ele me olhou com repreendimento.-que você me deu e...-fui até o armário e o abri.-Parece que papai também trouxe isso da casa dos O'malley.-o mostrei o pote de vidro.
-Tem leite de amêndoas e açúcar?
-Tem, mas para que esses ingredientes são necessários?-questionei confusa.
-Eu tenho uma ideia do que a gente pode comer, mas vai demorar um pouquinho, tudo bem?-ele pegou o chocolate da minha mão e eu fui procurar.
-Está bem.-ja nem estou mais com sono.
-Olha só, isso se chama "Brigadeiro", mas já que aqui não tem leite condensado, a gente condensa o daqui mesmo.-explicou.
Não vou nem perguntar o que seja isso, provavelmente um leite que condensou, certo?
-Será que dá para você pegar isto aqui? Está alto para mim...-pedi tentando pegar o açúcar no topo do armário, por causa das formigas.
-Aqui.-ele me entregou o pacote sorrindo.
-Obrigada...-disse um pouco corada. Mas achaque ele não percebeu por causa da má claridade.
-Olha, você não precisa ficar vermelha toda vez que eu chego perto, viu?-Jared falava com um tom brincalhão.
Eu não soube o que dizer naquele instante. Apenas abaixei um pouco a cabeça dando um risinho.
-Ok.-respondi o olhando.
-Ok.-ele correspondeu o olhar e eu ri
(N/a:"Talvez esse fosse o nosso sempre."HUASHUAHS) (a intenção nem foi essa, agora que reparei��)
-Primeiro a gente vai colocar 1L de leite de amêndoas e 300g de açúcar em um recipiente que possa ir ao fogo.
(N/a:essa receita é verídica, tem no YouTube no canal Dulce Delight, depois vejam lá)
-Vou pegar algo.-fui até um armário no chão e peguei algo que estivesse de acordo com a que ele disse e coubesse essa quantidade.
-Valeu.-ele despejou os ingredientes com cautela enquanto eu o observava. 
Porque a pessoa que meu pai chamou para se hospedar em nossa casa tinha que ser tão bonito e atraente e inteligente, forte, sagaz, corajoso, cozinheiro...
-Mag?-ele me chamou.
-O que?-me assustei, saindo dos meus pensamentos.
-No que estava pensando? Te chamei umas 5 vezes.-o moreno riu.
-Eu?-droga!-Eu estava imaginando que gosto teria isso que estamos fazendo.
-Relaxa, você vai gostar. Principalmente este daqui, todo mundo adora!
-Está bem, então. O que fazemos agora?
-A gente vai botar isso no fogo e mexer por longos 40 minutos, depois a gente mistura com uma batedeir...com uma colher. Daí a gente mistura o chocolate com isso e leve ao fogo de novo até certo ponto. Quando esfriar a gente come.-explicou.-Onde fica o fogão?
Fogão?
Depois que a gente fez o passo a passo de acordo com Jared, estava pronto. O homem mexeu os 40 minutos e eu misturei depois de pronto com o chocolate.
-Será que já tá bom?-perguntei vendo a mistura marrom borbulhar e ficar mais grossa.
-Pera, deixa eu ver.
Eu ia entregar a colher a ele e sair dali, mas Jared colou seu corpo no meu quase que por trás e pôs sua mão sobre a minha, mexendo o objeto. Sua pele era quente e não tão áspera quanto eu imaginava.
Por força do hábito, sim, eu fiquei envergonhada e mais uma vez fiquei corada. Isso tem que parar! 
-Tá pronto!-ele anunciou e eu assenti. Nossos corpos ainda estavam juntos.-Foi mal...-o moreno deu um passo para trás se afastando.
-Está tudo bem, não...tem problemas.
-Você tem outra vasilha? Pra a gente colocar e esfriar mais rápido?
-So um instante.-peguei uma tigela de vidro e pus sobre a mesa. Jared despejou o conteúdo nela e vi o vapor saindo. Nessa hora, um cheiro de chocolate muito bom se espalhou pela cozinha, me embriagando e querendo me fazer pular no pote.-Esse cheiro tá muito bom!
-Eu adoro brigadeiro, e esse é vegano, fica melhor ainda, pelo menos para mim. O gosto é muito, muito parecido com p convencional usando leite da vaca.
-E a gente já pode comer?-eu estava morrendo de fome.
-Calma, garota!-ele riu.-Sei que está faminta, mas tem que esperar esfriar ou vai ficar com dor de barriga.
Cerca de dois terços de hora depois, o tal "Brigadeiro" provavelmente já estava frio. Encostei minha mão no vidro.
-Já esfriou, como a gente come isto?-perguntei a Jared.
-Onde ficam as colheres?-ele deu uma olhada no local.
-Na 3ª gaveta, ali.-apontei para onde estava o que procurava.
O moreno se levantou e foi até a gaveta, retornando com duas colheres e me entregando uma.
Eu o olhei com uma expressão de dúvida mas ele só se sentou novamente.
-Agora, a gente enfia a colher aqui.-ele pôs o talher na tigela.-E puxa, depois bota na boca.
-Enfia, puxa...-eu disse baixo seguindo seus passos-Pronto!-olhei nossas colheres cheias com o doce.
-Agora é só comer.
-Hm...
Observei a colher, ela estava cheia quase que igualmente pelos lados, então de qualquer modo que eu comesse, provavelmente me sujaria, mas se eu inclinar um pouco mais para a esquer...
-Ei!-disse quando Jared empurrou de leve a colher em minha direção.
-Tava demorando demais!-ele ria,
-Por céus! Isso é muito saboroso! Onde você aprendeu essa receita?-disse maravilhada. Nunca havia provado nada igual.
-Na internet.
-Pode falar na língua do século XIX, por favor?-pedi pegando mais brigadeiro.
-Sabe o meu celular, aquele aparelho que brilha?-assenti, nunca esqueceria aquilo.-Bom, deixa eu descomplicar, tem um modo de você ver vídeos, é como a vida real só que gravada. Se alguém gravasse a gente cozinhando, poderíamos ver várias vezes, entende?
-Acho que sim...
-Desse modo, algumas pessoas gravam vídeos e mandam para as pessoas, podem ser vídeos de auto-ajuda, mostrar uma viagem que fizeram ou uma receita, que foi o meu caso.
-Você me explicou recentemente o que era uma foto, está dizendo que um...vídeo é uma foto em movimento?-isso não faz sentido!
-Basicamente.
-Que legal! E você faz esses vídeos?
-Não.-ele negou com a cabeça.-Da muito trabalho para fazer as pessoas gostarem.
-Acho complicado não gostarem de você.-disse dando de ombros.
-E porque?-ele apoiou os braços na mesa e me encarou.
-Você é agradável, é inteligente...e muito bonito...-disse a última parte um pouco mais baixo.
-Você me acha bonito?
-Não me faça responder isto.-disse com um sorriso envergonhado e levando mais um pouco do doce a boca.
Ele se aproximou ainda mais, fazendo o banco ranger um som baixo. Seus olhos estavam completamente presos aos meus, eu estava sem pensar em nada, meus movimentos congelaram e até coisas fáceis como piscar e respirar por um instante ficaram difíceis.
-O que foi?-perguntei juntando minhas forças para falar sem parecer uma tola.
Seu dedo tocou meu nariz, e eu me assustei, chegando meu rosto para trás.
-Tava sujo, de chocolate.-ele limpou o dedo em um pano próximo sem desviar o olhar.-Ja saiu.
Ouvi um barulho. Eram passos?
-Ah, agradeço..-eu não vou ficar vermelha! Margot, se controle.
Por consequência desse gesto, nossos rostos ficaram mais próximos, minha respiração estava começando a ficar cortada e ele se aproximava lentamente. Eu estava em pânico, não sabia o que fazer. 
Nossos olhares se cruzaram, por meio segundo. E ai, nesse meio segundo, me apaixonei perdidamente. Foi estranho, vi todos os meus desejos numa pessoa só.
Ele iria me beijar? Meu deus, ele ia sim!
O que eu devo fazer? Prender a respiração, abrir a boca, fazer bico, fechar os olhos, devo deixa-lo me beijar? Isso não é certo, se alguém descobre...Teríamos que nos casar em poucos dias, e não iria conseguir viver com isso. Viver sem saber se ele casou comigo por vontade ou porque foi obrigado. Você já está pensando em casamento? Margot, isto é só um beijo! Respira!
No tempo em que eu estava pensando, nossas testas de tocaram levemente. Os lábios estavam próximos, tão perto...
-Margot? Você est...Oh!
Era Emma! 
Mas que...droga!
Não que eu estivesse querendo beija-lo, não é que não o beijaria, é só que...AAAAH! Eu não consigo raciocinar sobre presão e confusão!
Nos afastamos tão rápidos quanto um raio cortando o céu. Não pude resistir e senti minhas bochechas esquentarem, Jared mexeu no cabelo e ajeitou a coluna. Ainda não consegui lançar um olhar para ele. Quando minha cor voltou ao normal, reparei que minha irmã ainda estava ali, de costas.
-Emma, o que está fazendo aqui tão tarde?-perguntei ouvindo o barulho das minhas unhas baterem na mesa.
-Meu quarto fica próximo da escada, eu ouvi umas vocês e resolvi descer para saber o que era, não imaginava que seriam vocês...-ela ainda estava de virada.
-Você pode virar.-falou Jared e ela o fez.
-Mil desculpas, eu não queria atrapalhar...
-Não atrapalhou nada, certo, Senhor Leto?
-Claro que não.-ele suspirou e se levantou.-Eu vou dormir, boa noite.
-Boa noite..-respondi baixo.
-Boa.-a ruiva falou quando passou por ele.
Ela se sentou aonde Jared estava sentado e me olhou com curiosidade e seus olhos castanhos esbugalhados.
-O que teria acontecido se eu não estivesse chegado?-perguntou boquiaberta.
-Não teria acontecido nada.
-Mas vocês estavam tão perto que se movessem dois centímetros estariam se beijando!
-Emma, você não pode falar disso para ninguém, entendeu? Ninguém pode saber que isso quase aconteceu entre nós dois!-a olhei séria e ela assentiu com a cabeça.
-Mas vocês se amam?
-Irma, eu conheço Jar...o Senhor Leto a menos de uma semana, não tenho nem como saber isso. Levando em consideração que eu nunca me apaixonei, então vai ser complicado eu saber que é amor ou apenas afeição.-expliquei sujando um dedo de brigadeiro e o levando na boca.
-O que é isto?
-É Brigadeiro Vegano, um doce que fizemos, é muito saboroso, experimente.-indiquei a entregando outro colher que fui buscar.
-Tem chocolate?-perguntou usando a colher no doce.
-Sim, com açúcar e leite.-acrescentei e ela o experimentou.
-Isso é muito bom!
-Eu sei.-ri com sua empolgação.
-Posso comer mais?
-Fique a vontade. Eu já vou dormir, boa noite.-dei um beijo em sua testa e fui até meu quarto
Ouvi Emma responder alguma coisa, mas não conseguir identificar o que era por sua boca este cheia, provavelmente um "Boa Noite."
Me deitei na cama e me cobro, provavelmente aqui nem matou minha fome, mas deu para engana-la. Estou tão cansada, acho que terão que me acordar amanhã...

-MARGOT!
Levantei-me rapidamente com a voz grossa atrás da porta. O sol já estava no meio do céu. Quanto tempo eu dormi? O dia estava quente e o quarto ficou ainda mais abafado com as janelas fechadas.
-Quem é?-perguntei arrumando meus cabelos rapidamente.
-É o Cameron. Posso entrar?
-Pode.-a porta se abriu e meu irmão entrou.
-O que está acontecendo conosco hoje? Nem o Senhor Leto ou você compareceram ao café da manhã. Emma só foi porque a encontramos dormindo sob a mesa da cozinha com uma colher na boca.-disse se aproximando.
-Bom dia, Irmao.-ri o beijei sua bochecha.-Devem ter ido dormir tarde, assim como eu. Estava sem sono.-inventei a primeira desculpa que a apareceu na minha cabeça.-Bem, nossa irmã devia estar com fome. Sabe como ela é.
-Sei muito bem.-ele pôs as mãos atrás das costas ajeitando os ombros. 
Às vezes gostaria que Cameron fosse um pouco mais relaxado ao invés de ter essa feição tão séria e rígida como a de um general. Mesmo sabendo que por dentro ele é um doce é uma pessoa muito romântica.
-O que lhe traz até meu quarto?-perguntei me sentando em frente ao toucador e prendendo novamente meu cabelo.
-Muitas coisas.-começou.-Demorou a descer e achamos que estivesse passando mal, vi ver se estava em bom estado ou acordada. Além do mais, vamos à igreja, papai disse que se quiser pode ficar aqui, mas a noite terá que ir conosco para a peça.
-Ótimo, irei a peça, demorarei muito para ficar pronta a tempo da missa, atrasando vocês, acho melhor irem sem mim. Boa viagem até lá.-me levantei e abracei meu irmão.
-Certo, cuide-se.-ele saiu do quarto.
Eu posso detestar óperas, mas amo as peças de teatro. São tão mágicas! E as histórias...Ah, as histórias, nem preciso dizer nada sobre elas. São belíssimas.
Algum tempo depois, Diana apareceu no meu aposento, preparou meu banho e arrumou minha roupa para usar após o banho. Ela costumava ficar no meu quarto enquanto eu me banhava, de costas para mim, observando a janela com as mãos na frente do corpo, enquanto eu estava separada a ela pela parede da casa de banho.
-Senhorita Elise, se me permite perguntar...
-Claro.
-O que era aquela sobremesa que a Senhorita Emma estava se servindo ontem à noite?-perguntou a criada.-Ela me fez experimentar é realmente era muito bom.
-Ah, se chama "Brigadeiro", o Senhor Leto me ensinou ontem à noite e dei a Emma.-expliquei.-Qualquer dia desse eu lhe mostro como se faz.
-Não, senhorita. Nem pensar a senhorita na cozinha, sua mãe não permite.-ela falou nervosa.
-Minha mãe não precisa saber, e caso pergunte, eu lidarei com as consequências, direi que eu insisti em cozinhar. Não se preocupe.-disse enquanto enxugava meu corpo com uma toalha branca deixada
-Claro, senhorita...
-Eu acabei, Diana. Pode me ajudar com o vestido?-pedi e ela apareceu.
Depois do espartilho, crinolina, saiote e o vestido final por cima, eu estava pronta. Usava um vestido com mangas curas verde musgo com algumas pérolas formando um círculo na minha cintura e na parte da bainha da saia. Pus meu colar também com uma única pérola no meio e brincos iguais. Deixei meu cabelo preso, minha intenção era deixá-lo solto, aproveitando que estava em casa, mas achei melhor prendê-lo por hora...Acabei por pedir a Diana que fizesse um coque e usasse um prendedor de pérolas brancas para ficar tudo combinando.
-Obrigada.-me levantei e fui até a porta.-Eu vou até a biblioteca, até mais.
A mulher assentiu e eu desci apressada. Não sabia por que estava correndo. Eu estava sozinha em casa, certo? Jared também deve ter ido à missa, mas porque eu estou indo andando pela casa checando se ele está aqui?
Isso tem que parar! Margot, você não pode ficar pensando em alguém que conheceu a três dias o tempo todo. Você nem ao menos sabe o nome do meio dele! 
O que tá acontecendo comigo? Eu não sou assim, o Jared é só um amigo.
Mas amigos não quase se beijam.
AAAAAH!
Entrei na biblioteca vazia e separei meus livros favoritos em somente uma estante mais ao fundo para ninguém mexer ou esconder. Quando sai de trás das estantes, Jared estava sentado lendo um livro. Reparei na capa, "Amor e Preconceito". O que havia indicado a ele.
-Pensei que tivesse saído para ir a missa.-me aproximei e ele levantou os olhos azuis rapidamente ao notar minha presença.
-Ah, oi! Não sou muito de igrejas ou religião.-deu de ombros e fechou o livro se levantando.
-Pensei que estivesse sozinha.
-E eu estar aqui é uma coisa ruim?-ele ergueu um sobrancelha se aproximando de mim com passos largos. 
-Não, gosto de ter companhia.-respondi dando um sorrisinho e depois direcionei meu olhar para o chão. O homem usava suas calças jeans, uma blusa do meu irmão e uma espécie de casaco preto cujo tecido não identifiquei. Ele tinha sapatos estranhos, havia um laço e ia até os tornozelos, vermelho com um símbolo ao lado em formato de círculo.
-O que são esses?-perguntei olhando seus calçados.
-São All-Star. Muito úteis e confortáveis. É praticamente impossível desgastar.-ele riu.
-São...interessantes. Nunca vi igual.
-Se der, um dia lhe mostro outros.
-Um dia no futuro? Sendo literal.-perguntei.
-Se um dia, de alguma forma de pra você ir lá, lhe mostro tudo.
-Eu adoraria. E sabe o que mais eu gostaria?
-O que?-indagou o moreno.
-Se você me ensinasse a tocar aquela música que me mostrou no piano, já que não tem minha mãe aqui para reclamar comigo.
-Tá. Onde fica o instrumento?
-Eu lhe mostro. Vem.-fomos até a sala principal com o piano no canto do enorme salão.
Sentamos no comprido banco preto em frente ao objeto musical.
-Ok, você começa com um Fá.
-Certo.-fiz a nota.
Ele me explicou as cifras e tentei absorver o máximo possível do que disse, principalmente a melodia que tocava.
-Assim?-disse tocando uma parte do refrão.
-Só um final que você errou, é sol maior e não menor.
-Meu dedo fica confuso e vai para a outra tecla, nunca vou conseguir.-reclamei.
-Vai sim, toque de novo.
Suspirei e toquei, errei novamente.
-Está vendo? Minha mão não faz.-ouvi minhas unas batucarem na lateral do instrumento fazendo barulho.
-Toca de novo.-pediu.
-Como?
-Toque novamente.-repetiu e eu o fiz.
No final, quando sabia que iria errar, senti sua mão quente sobre a minha, a jogando mais para o lado e a fazendo pressionar a tecla certa.
-Você joga a mão pra baixo, experimenta jogar do lado que você consegue.-disse com a mão ainda em cima da minha me olhando.
-Obrigada...-puxei minha mão de leve e logo ele fez o mesmo rapidamente.
-Está com fome?-perguntou.
-Sim, não tomei café da manhã.-respondi lembrando que faz horas que não ponho nada para dentro do estômago.
-Eu vou fazer um negócio, espere aqui. Vai levar uns minutos.-ele se levantou de um modo desajeitado.
-Está bem.-o que ele faria?
O moreno saiu correndo até a cozinha e eu fiquei esperando. Dedilhava alguma coisa de vez em quando e tentava ouvir o que falava com os criados.
Cerca de quatro sextos de hora depois, Jared volta, com um pouco de farinha em seu casaco preto, que ele passou a mão e saiu.
-Daqui a 30 minutos a gente volta e come, tá assando.
-O que você cozinhou?-perguntei me levantando.
-Surpresa! O que vamos fazer por enquanto?
-Eu posso, se quiser lhe ensinar uma dança ou o básico para você não ficar parado no próximo baile que fomos. Não é difícil.-sugeri com as mãos nas costas.
-Pode ser. Onde a gente vai pra dançar?
-No subsolo. Lá existe um salão que uso para ensaiar alguns passos que tenho dificuldade, além de um lugar próprio para meus irmãos ficarem a vontade. Papai insiste que tenhamos um lugar nosso para espairecer as ideias e ficarmos sozinhos para fazer o que gostamos além do nosso quarto.-expliquei enquanto andávamos e desviamos as escadas.
Era um lugar um pouco mais escuro que a casa em geral, pois não tinha auxílio do sol para a iluminação.
Entramos em uma sala, que se revelava um grande salão branco, na verdade. Havia algumas barras presas a parede, um enorme espelho e instrumentos ao canto.
-Lindo lugar. Pra que as barras?-perguntou o moreno adentrando o local e retirando seu casaco, o pondo sobre uma cadeira.
-Eu...fazia ballet desde pequena, mas parei de dançar ano passado. Estava ficando sem tempo e muito cansada por causa do alto esforço.
-Então você manja de dança?
-Se quer dizer que sou boa, sim. Não sei o que "Manjar" significa.-ri.
-É isso aí mesmo.-ele fez um sinal com a mão.-Como começamos?
Me aproximei dele e com cautela pus a mão em seu peito.
-Me acompanhe, está bem?
Ele assentiu e eu coloquei um pouco de força na minha mão, o empurrando para trás, depois vindo para frente e rodopiando.
Paramos de nos movimentar com os corpos mais próximos e pousei minha mão em seu ombro. Levei seu braço até minha cintura e dei um passo à frente. Nossos corpos estavam a milímetros de se tocarem. Sua mão tocou a minha e a suspendeu.
-Assim?-perguntou.
-É...
-Você não precisa ficar nervosa, tá?
-Porque diz isso? Não estou nervosa.-franzi as sobrancelhas.
-Então está ansiosa, porque suas unhas tão quase cravadas no meu ombros de tanto que você as mexe.
Parei meus dedos e os pousei. Nem os tinha reparado.
-Mas porque acha que estou nervosa? Ou não feliz ou...com fome?-perguntei enquanto voltávamos a nós movimentar.
-Reparei que faz isso sempre, e normalmente é porque está esperando algo ou nervosa.-deu de ombros.
-Pare de ser tão observador, já é difícil controlar meus sentimentos tentando não corar, com você observando meus dedos fica mais complicado ainda.-pedi brincalhona.
-Certo, senhorita vermelhinha.
-Ei!-reclamei o fitando.
Seus olhos se prenderam aos meus antes que pudesse dizer algo e logo seu sorriso se desfez.
-Para trás, vai pisar em algum desse jeito. Dois para trás e um para frente girando.-falei limpando a garganta e observando seus pés. Mesmo assim, ainda sentia seu olhar sobre mim.
Jared deu dois passos para trás, como eu instrui, mas ao invés de girar, ele deu um passo para frente colando nossos corpos, os encostando.
-Errado, tem que ir para o lad..-levantei o olhar e senti algo em minha boca.
Eram seus lábios.
Jared havia me beijado!
Meu primeiro beijo está sendo com ele!
Nossos beijo se intensificou e senti suas duas mãos em minha cintura. Sem consciências dos atos, meus braços ficaram entrelaçados ao seu pescoço.
Os melhores beijos acontecem quando a gente menos espera, mas quando acontece, a gente sente que queria te-lo há muito tempo, e percebe então que valeu a pena esperar. 
Isso é uma língua.
Quando seus lábios tocaram os meus era como se fosse um sonho, sensação inexplicavel que nunca senti antes. 
Sim, é uma língua.
Nossos corpos colados e eu conseguia sentir a pulsação de seu coração batendo.
Fomos nos afastando e terminando o beijo em alguns pequenos selinhos.
Abri os olhos ainda assustada com tudo isso. Quer dizer, eu acabei de ser beijada.
Seus olhos cor de céu estavam presos ao meu e sua respiração estava ofegante. Retirei meus braços ao seu redor e os pus em frente ao vestido, abaixando a cabeça e dando um passo para trás.
O que acontecerá depois disto?Talvez continuemos amigos e ele nem sequer se importe...Ainda não pronunciou uma única sílaba.
-Margot...-sua voz saiu rouca.-Desculpe, eu não...foi mal. Eu agi por impulso.
-Não..eu também tive impulso à fazer isso...-porque eu disse isso? Agora ele vai pensar que eu quis isso! Mas eu quis..por um pequeno segundo, e aconteceu.-Esta tudo bem...
-Você não quer...-ele levou a mão a nuca de um jeito fofo.-Ir comer? Acho que já tá pronto.
-Sim, acho que você já tem uma noção de como se dança uma quadrilha.-disse o olhando.
-Se sempre acontecer isso, quero dançar todo dia....-ouvi ele dizer baixo, mas fingi que não. Não saberia como responder a algo assim.
Subimos até a cozinha, vazia. Experimente o que ele chama de "Pizza", tinha tomates, cebola, manjericão, azeite...e era vegano. Comemos o objeto redondo que foi cortado em triângulos inteiro. Quase não nos falamos, o assunto não fluía como antes do beijo. Mas teríamos uma peça para ir, então isso ajudaria, penso desse modo.
-Jared, mas tarde vamos a um concerto, você gostaria de ir?-perguntei olhando a forma vazia onde estava a pizza a pouco instantes atrás.
-Você vai?
Ele queria que eu fosse?
-Sim.
-Então eu vou.
Ele queria que eu fosse!
-Sabe falar francês? Essa peça vão ser estreada por essas regiões hoje.-comentei aprumando meu vestido.
-Francês? Mal sei falar inglês do modo certo!-ele falou.
Então provavelmente não deve falar alemão ou latim
-Eu...bem, eu traduzo e lhe falo, é só sentar ao meu lado ou na minha frente.-sugeri.
-Ok.
Algum tempo depois enquanto líamos, minha família chegou e fomos nos arrumar para a peça.


Notas Finais


O QUE ACHARAM? DIGAM AQUI NOS COMENTÁRIOS E DEIXEM A NOTA DE 0/10 (se quiser deixar estrelinha agradeco❤️)
AMO VOCÊS! ME DEEM IDEIAS!💙💙


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