História Je vois la vie en rose (Eu vejo a vida em rosa) - Capítulo 25


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gelo, Hockey, Londres, Musica, Paixão, Patinação, Praia, Romance
Exibições 11
Palavras 1.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa tarde pessoas! Acabou a tortura das provas, estou livre!
Bom, como eu falei no capítulo passado, os títulos vão mudar, agora são títulos de músicas.
Boa leitura!

Capítulo 25 - R U Mine?


Fanfic / Fanfiction Je vois la vie en rose (Eu vejo a vida em rosa) - Capítulo 25 - R U Mine?

Reconheci a enorme floresta e concluí que já estávamos chegando. Desci do trem e meus pais me receberam com muita alegria, apesar de ser quase madrugada. Jantamos rápido e subi até meu quarto. Era tudo tão familiar, tão aconchegante. A tentação de nunca mais voltar à Londres preencheu minha mente. Eu poderia ficar em Brighton. Tudo o que eu precisava estava aqui.

O dia seguinte amanheceu quente. Coloquei um shorts e camiseta e resolvi passear pela praia, pois sentia saudades de escutar o mar. Às vezes eu ia até o Tâmisa, em Londres, só para observar o movimento da água, pois me acalmava. Voltei para casa, mas estava vazia, pois meus pais estavam trabalhando. Liguei para Jamie, mas me contou que todos estavam nas faculdades. Margot estava em algum lugar pela Suíça. Resolvi caminhar pela vizinhança, passando pela casa dos meus amigos. Até que cheguei na frente da casa de Connor. Respirei fundo e segui em frente, mas escutei um barulho forte dentro da casa. Subi as escadinhas e toquei a campainha. A porta se abriu e me deparei com... Connor.

            - Rachel?

            - Connor? Como assim? Você devia estar na Austrália agora!

Ele me puxou pela mão e descemos as escadas correndo, até a praia.

            - Tá tudo bem? Ouvi um barulho...

            - Rachel não acredito que você ta aqui! – ele me deu um abraço forte.

            - Eu que não acredito! O que você ta fazendo na Inglaterra?

Ele ficou quieto por um minuto. Reparei que seu cabelo tinha crescido um pouco. Ele respirou fundo.

            - Meu irmão voltou.

Fiquei surpresa.

            - Seu... seu irmão ta ai?

            - Ele voltou, Rach. Do nada.

            - Como assim?

            - Foi semana retrasada. Ele bateu na porta e disse que tinha melhorado, que não bebia mais. Ele estava indo bem, conversamos muito até, mas às vezes ele tem umas recaídas e bebe, aí ele começa a gritar com a gente e ele fica caindo da escada... não sei o que fazer, Rach!

Olhei pra baixo. Ele estava com grandes olheiras abaixo dos olhos.

            - Connor... você não devia estar lidando com isso, chama os AA pra cuidar dele! Ele precisa de uma ajuda profissional, isso não pode interferir no seu sonho!

Ele me olhou, com lágrimas nos olhos.

            - Eu sei Rach... mas é meu irmão. Faz tantos anos que não o vejo , ele realmente está tentando.

            - Connor é perigoso para vocês manter ele ali!

            - Eu sei.

Ficamos em silêncio por um tempo.

            - Que bom que você voltou. Eu precisava de alguém agora...

Ele beijou minha bochecha alguma vezes, chegando cada vez mais perto da minha boca. Não sabia o que fazer. Não estava mais com Nick, mas aquilo parecia errado. Ignorei meu pensamento e o beijei. Foi um beijo suave, como se eu o estivesse consolando. Ele ficou mexendo no meu cabelo enquanto encarávamos o mar.

            - Senti sua falta.

            - Eu também – respondi.

Voltei para casa e passei o resto da semana montando uma coreografia. Coloquei vários elementos difíceis como o triple Axel e o Biellmann, só faltava uma música. Imediatamente pensei em La vie en rose, mas não queria repetir. Precisava decidir logo.

Decidi ir até o médico para perguntar se eu não podia patinar uma semana mais cedo. Fizemos exames e ele me liberou, então decidi ligar para Caleb.

            - Rachel! Isso é ótimo! Venha já para cá!

Desliguei. Ainda não tinha certeza se queria voltar. A campainha tocou e Connor apareceu com uma cara triste.

            - Ele gritou falando que estávamos abandonando ele, que ele não precisava dos AA...

Abracei-o.

            - Connor, por favor, estou muito preocupada com você.

Ele beijou minha testa e depois meus lábios. O beijo foi ganhando intensidade e ele me levou até o quarto. O clima estava esquentando demais, eu precisava parar.

            - Connor, não posso...

            - Por favor, Rach...

Saí de baixo dele e levantei.

            - É por causa daquele cara, não é?

            - Não estamos mais juntos.

            - Então o que você está fazendo?

            - É complicado, ta?

            - Desde quando? Antes era tão fácil...

            - Eu sei. Mas é quando as coisas são complicadas que... não sei.

            - Olha, Rachel, se você quer ele, volte. Mas eu sempre vou estar aqui se você precisar de mim.

            - Não, você vai para a Austrália.

Ele ficou quieto.

            - Não posso sair daqui mais. Não com ele aqui – Connor respondeu – preciso resolver isso antes.

            - Me promete que você vai.

            - Prometo – ele me deu um selinho – quando você volta pra Londres?

            - Daqui a alguns dias, quero voltar antes de minha avó.

            - Vamos. Sei do que você precisa, pegue um biquíni.

Ele pegou na minha mão e fomos até sua casa pegar a prancha de surf. Chegamos na praia e a água estava quente, perfeita para um último dia de verão.

            - Por que você nunca me ensinou a surfar antes? – perguntei.

            - Você tinha medo antes.

            - Não fiquei com medo dessa vez.

            - Bom, as coisas mudam.

Saímos da água e fomos comer um sanduíche. Conversamos sobre tudo e o clima estava leve, divertido. Sentia saudades da simplicidade de Brighton.

            - Vou resolver as coisas com meu irmão, me avise quando você for, ok?

            - Ok.

Cheguei em casa e fui direto comprar as passagens. Só tinham para o dia seguinte, então comecei a arrumar as malas. Quando terminei meus pais chegaram em casa, desci as escadas correndo e dei um abraço demorado neles.

            - Vou embora amanhã de manhã, descobri que posso patinar então tenho que começar a treinar! – dei gritinhos.

            - Que bom filha! – disse meu pai.

            - Vou sentir saudades.

            - Nós também, amor.

 

Levantei cedo no dia seguinte para passear com Athena. Quando voltamos liguei para Connor.

            - Vou daqui a pouco.

            - Já? Me encontra na estação de trem.

Me despedi dos meus pais e cheguei onde combinei com Connor.

            - Rach.

            - Connor.

            - Quero te falar uma coisa.

Ele pegou uma caixinha preta do bolso.

            - O que é isso?

            - É o colar que eu te dei no luau, roubei do seu quarto.

            - O que?

            - Precisava de alguma coisa!

            - Para que?

            - Escuta. Quero te fazer uma promessa – ele colocou o colar em meu pescoço – eu prometo que estarei sempre aqui pra você. Acho que nossa história não acabou por aqui.

Eu não sabia o que dizer. Apenas o abracei, dei-lhe um beijo na bochecha e entrei no trem. Connor era o homem para mim? Eu já tinha aprendido que não, mas parece que nossos caminhos sempre se cruzam por algum motivo. Eu sempre acabo voltando para Brighton e ele sempre me procura. Ter a certeza de que ele estaria lá me esperando era bom. Mas tinha algo me incomodando... Nick! Nick, Nick, Nick! Só conseguia pensar nele agora, e quando pensava nele sentia frios na barriga e meu coração batia mais forte. Só de pensar nele, seus olhos, seu sorriso... não. Ele pediu um tempo, não podia pensar nele dessa maneira. Apertei o colar de Connor e adormeci.


Notas Finais


Eita Brighton e seus problemas...
Até semana que vem,
bye bye


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