História Jeg Elsker Skandinavia - Capítulo 8


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Personagens Áustria, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Islândia, Japão, Noruega, Prússia, Suécia
Exibições 12
Palavras 998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Lírica, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - No trabalho


Acabo de me lembrar que nunca havia falado do meu trabalho, pois bem, eu trabalho em café de atividade noturnas na avenida Kirkeveien o Delikatessen, sou garçonete de lá, é um lugar de aparência chique, amplo, decorado em tons pasteis e tons de vermelho para dar um certo valor real ao local, bati o cartão, ainda era cedo então havia poucas pessoas, havia uma senhora de cabelos grisalhos tomando chá com uma torta de maçã como acompanhamento, um casal que conversava aleatoriamente enquanto tomavam milk shake, e um homem que escrevia em seu notebook enquanto tomava uma xícara de café. Mais um fim de tarde tranquilo no Delikatessen.

                Eu entrava as quatro da tarde, e o meu horário de trabalho se estendia até às dez da noite, comigo trabalhava uma garçonete ruiva de olhos verdes chamada Aurora. Um garçom alto de cabelo preto bagunçado, pinta de delinquente, ou pelo menos era o que ele tentava passar em pró de se engrandecer chamado Andreas. A caixa 1 chamada Sophie, uma moça de cabelo castanho, olhos cinzas e que sempre inventava uma trança nova no cabelo estilo aquelas da época viking, qualquer dia iria pedir par que ensine-me a fazer alguma. O caixa 2 chamado Sebastien, um “recém” adulto, filho do dono, loiro como heterocromia, um de seus olhos era verde e outro era azul. Também haviam os cozinheiros, a gerente, o chefe, outros garçons e garçonetes, os caras da entrega, talvez mais gente do que eu consiga recordar os nomes.

                Não era o emprego dos sonhos, mas também estava longe de ser o pior deles, pagava bem, as companhias eram agradáveis, e sempre podíamos escolher as músicas que tocariam no saguão, não necessariamente qualquer uma, mas qualquer uma que estivesse dentro da sala de discos. Haviam também os uniformes personalizados para as datas comemorativas do ano, era como trabalhar de cosplay, divertido, mas as vezes eu me sentia uma boba por isso.

 

                - Ei, Annie. – Andreas me chamou. – Vá trocar a música.

 

                - É Ana. – O corrigi, embora soubesse que fosse em vão.

 

                - Tanto faz, só troque a música Annie. – Andreas jogou o palito que mascava no lixo.

 

                Foi até a sala de discos, por mais eu houvessem milhares de cedes eu sempre acabava escolhendo aqueles dos qual eu já estava mais familiarizada, alguma coisa de Kaizers Orchestra, Cir.Cus, Siri Nilsen, Moi, ou até de Bendik se achasse que o dia estava propenso a reflexões, e me parecia o ideal, o tempo estava nublado, a chuva recaia sobre as janelas de vidro serenamente, dando aquele aspecto refrescante que nos incita a não sair da cama. É, definitivamente seria Bendik, coloquei o álbum Forsvinner, justamente na música que recebia o mesmo nome, palavra que significa desaparece, tal como nossas reflexões e sentimentos efêmeros de dias chuvosos.

                Volto para o saguão, Andreas atendia alguém, a chuva havia aumentado, o céu se tornava um pouco mais escuro, e a música, parecia preencher minunciosamente cada canto daquele salão. A sineta da porta de entrada tocou anunciando um novo cliente, um rapaz de óculos, me parecia familiar, mas de longe eu ainda não tinha certeza, o rapaz deixou o guarda-chuva e o sobretudo com o funcionário do guarda volumes, sentou-se em uma mesa com vista para janela, notei então que o rapaz era Roderich, do curso de música, retirou da bolsa um livro grosso, pela capa deduzi que fosse uma obra de Lars Saabye Christensen. Me aproximei, e coloquei o cardápio sobre a mesa, com educação o dispensou.

 

                - Jeg vil gjerne ha en kopp varm sjokolade. – Pediu.

 

                Anotei na folha de pedidos, juntamente com o número da mesa o nome do cliente, o norueguês de Roderich era um tanto enrolado, mas mesmo assim era impossível não notar o quanto sua voz era agradável.

 

                - Deseja algo para acompanhar a bebida? – Perguntei com um sorriso simpático, ele pareceu pensar um pouco antes de responder.

                - O que a dama me sugeri? – Desta vez foi ele quem abriu um sorriso.

 

                - Bem, Kransekake é um ótimo acompanhamento para qualquer bebida, mas a torta de mirtilo e marshmello tem sido a mais pedida esta noite, uma decisão difícil de ser tomada. – Franzi o cenho e coloquei a mão no queixo para indicar uma falsa indecisão que tornava a situação um pouco mais descontraída.

 

                - Så, jeg vil gjerne ha andre.

 

                Terminei de anotar o pedido e me dirigi ao setor de entregas, alguns minutos e o pedido já estava pronto, Levei o chocolate quente e a torta, para a mesa.

 

                - Tusen Takk. – Roderich disse.

 

                -Tilgjengelig.

 

                Delikatenssen começava a encher, o que tornava o meu trabalho um pouco mais complicado, porém mesmo que as vezes eu esquecesse de levar algo par uma mesa ou trocasse os pedidos, os clientes acabavam sendo compreensíveis comigo, pois julgavam que alguém cativante e adorável como eu jamais seria capaz de cometer algum erro de propósito, só Delikatenssen pra ouvir isso de alguém. Todavia estavam certos, eu não cometia os erros de propósito e ficava até envergonhada de depois de quase sete meses na Noruega ainda ser capaz de confundir as palavras das pessoas.

                Quase no horário de fechar, esse era o momento da verdade, todo dia, tínhamos uma competição idiota de popularidade, baseada em quem ganhou mais gorjetas e o que ganhasse menos, como punição teria que abrir mão das suas gorjetas e dá-las para os outros, os únicos idiotas que se prestavam a esse papel eram, eu Aurora e Andreas, os resultados eram sempre variados entre Andreas e Aurora, já eu só perdi uma vez. Hoje foi Andreas que perdeu, fiz as contas e voltaria com 395 Kroner de gorjeta para casa. Arrumamos o saguão, troquei o uniforme e fui pegar o ônibus de volta para a casa.

                Cheguei por volta de dez e meia, o trabalho não ficava tão longe do apartamento, Lukas ainda estava acordado, decidi ir tomar um banho e ir dormir, tem que passar a impressão que trabalho cansa para as pessoas desta casa.


Notas Finais


Kirkeveien - Avenida localizada em Oslo.

Cir.Cus, Siri Nilsens, Moi, Bendik - Cantores noruegueses.

Lars Saabye Christensen - Renomado escritor norueguês, foda pra caralho.

Jeg vil gjerne ha en kopp varm sjokoade. - Eu gostaria de uma xícara de chocolate quente.

Kransekake - Significa literalmente bolo de aros, bolo tipico de ocasiões comemorativas norueguesas e dinamarquesas.

- Så, jeg vil gjerne ha andre. - Então, eu gostaria do segundo.

- Tusen takk. - Mil obrigados.

-Tilgjengelig. - Disponha.


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