História Jelsa - Destinos Imortais - Ame e Alice - Capítulo 7


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 7


*~Elsa~*

                Estava tão preocupada com Alice após ela ter caído desacordada enquanto cassávamos. Agora ela me vem com esta história de que se chamava Artêmia e era uma estrela. Meus joelhos estão bambos.

- Do que está falando, Alice?

- Estela. Ela está me chamando... – Alice cai para trás.

- Alice! – Exclama Jack, mas ela já está desacordada.

*~Alice~*

- Artêmia, se estou aqui é por sua causa. Passei tanto tempo aqui que acabei esquecendo, mas agora lembrei.

- Do que você lembrou?

- Celeste.

- Seja mais precisa, por favor.

- Celeste está vindo para buscar você. Não temos tempo. Menos de uma semana.

- Ela permitiu que eu viesse, porque me tiraria daqui?

- Você acha que ela deixaria você vir de forma tão fácil?

- O que ela irá fazer?

- Embora você não tenha tido a menor consideração por mim e escolheu sem pestanejar fazer parte desta família.

- Você não respondeu minha pergunta.

- Ela irá tomar seu lugar, suas habilidades, seu lar, sua família. Seu namoradinho!

- Por que fazer algo assim?

- Celeste está cansada de ser a deusa da lua e observar os humanos. Assim como você, ela anseia por uma vida terrena.

- Ela não pode largar seu posto! Zeus não permitiria.

- Zeus não precisa permitir. Ela irá tomar seu lugar e colocará você no lugar dela. Artêmia, a próxima deusa da lua. Quem diria, hein?

- Não diga bobagens. Celeste não faria isso.

- Idiota. Mamãe a ouviu falando com Selene. Ela me contou, mas pediu para que eu não tentasse me comunicar com você. Como sua irmã senti a obrigação de te ajudar, mesmo você tendo me largado.

- Desculpe ter deixado vocês. Espera! Selene sabe disso?

- Eu te perdoei no momento que você nos deixou, por isso vim te ajudar. E respondendo sua pergunta: Selene gostou da ideia de ter uma nova pupila tão habilidosa quanto você.

- Com Selene, a própria lua, ao lado de Celeste como poderá ajudar?

- Através dos restos mortais de uma bruxa poderosa chamada Esther, consegui habilidades mágicas. Seus pais atuais devem conhece-la. Invoquei o espírito da mesma que me ensinou a usar magia para o bem.

- Esther... Meus pais já me falaram dela. Foi ela quem possibilitou o nascimento deles.

- Sim. Agora volte e diga a todos que Celeste está vindo e ela não saíra tão fácil.

                Recobro a consciência. Mamãe não está no quarto, estamos eu, papai e meu avô Edward.

- Ela acordou! – Vovô vem até mim. Diferente dos outros avôs, ela alto, bonito e jovem. Sorrio pensando nisso.

- Filha, você está bem?

- Sim. Estela me deu o aviso que Celeste está vindo usurpar meu lugar aqui.

- Ceslete?

- Sim, a deusa da lua e não conheço suas habilidades.

- Nos explique melhor, por favor. – Vovô franze o cenho.

                Conto para eles tudo que ocorreu desde minha chegada à Terra até o encontro com Estela. Os dois ficam atônitos.

- Ela não levará você tão fácil. Nem que eu tenha que ir até o Olimpo falar pessoalmente com Zeus.

- Você não seria capaz de chegar até lá. Apenas deuses ou semi-deuses possuem acesso ao Olimpo.

- Se for como nas estórias, Zeus possui muitos filhos fora do casamento. Só precisamos encontrar um que nos ajude.

- Deryon. – Estela sussurra em meu ouvido.

- Deryon. – Repito em voz alta para que os outros que estão no quarto ouçam.

- Você conhece um semi-deus?

- Estela conhece. Ela disse que já o notificou sobre as façanhas de Celeste. Ele está a caminho para nos ajudar.

- Então... Tá. – Papai está confuso, no lugar dele eu também estaria.

- Como ele irá nos ajudar? De acordo com as estórias o filho mais amado de Zeus é Hércules.

- Hércules nunca iria nos ajudar. – Estela sussurra num tom brincalhão.

- Ele será o intermédio entre nós e Zeus. – Alguém bate a porta.

- Com licença. Senhorita Alice, sei que está indisposta, mas um rapaz chamado Deryon insiste em vê-la. – Antoine diz num tom preocupado.

- Peça para que ele entre.

- Vou chama-lo aqui.

- Que garoto rápido. – Afirma vovô.

- Boa Tarde, Alice. Me chamo Deryon. – Ele possui o cabelo preto e tem os olhos claros. Fala num tom brincalhão e parece bem receptivo.

- Boa Tarde, Deryon. Estela deve ter notificado você bem antes de entrar em contato comigo.

- Sim. Era para que desse tempo até eu vir aqui.

- Entendo.

- De onde você vem? – Pergunta papai.

- Não posso dizê-lo, senhor. Mas digamos que eu preferiria uma conversa com Hades, do que, voltar para aquele lugar.

- Não quero nem saber que lugar é esse.

- Esteja certo disso.

- Bom princesa, eu e Zeus, não temos um dos melhores relacionamentos entre pai e filho. Mas quando ele souber que um dos deuses deixou-se levar pela vontade de alcançar a humanidade... O velho vai pirar.

- Assim espero! – Levanto-me da cama num pulo. – Mas devemos estar preparados para a chegada de Celeste, sem falar que você ainda precisa se locomover até o ponto de acesso para o Olimpo.

- Relaxa. Achei um ponto de acesso aqui mesmo no castelo. Creio que isso seja coisa da Estela. – Ele olha para o espectro que agora obteve alguma cor. Estela está visível ao meus olhos e ao de Deryon.

- Você consegue vê-la?!

- Sim! Antes ele era cinza e triste. Agora vejo que está mais reluzente.

- Verdade. – Sorrio para Estela.

*~Ame~*

                Estou na frente do castelo. Soube que Alice desmaiou. Não sei se devo entrar. Acho que não. De repente, um garoto alto e forte passa pela porta do castelo. Alice está logo atrás dele com a mão apoiada em seu ombro.

- Alice? – Sussurro e ela me olha.

- Ame! – Ela vem até mim. Quando se aproxima, hesito e dou um passo para trás. – O que houve?

- Quem é este garoto? – Sinto meu sangue ferver.

- Ah! Ele se chama Deryon. Está aqui para nos ajudar.

- Nos ajudar com...?

- Vamos apenas dizer que há uma deusa que desconhecemos sua força querendo roubar meu lugar aqui.

- Ok... – Minha mente vagueia tentando associar o que ela disse à algo que faça sentido. – Você poderia me explicar melhor? Realmente não entendi.

- Eu te explico no caminho. Vamos. – Me segura pelo antebraço.

- Espera. Pra onde vamos?

- Para o Olimpo.

- Espera! O quê?

- No caminho eu te explico. Vem!

- Não quero me meter na conversa de vocês, mas acho que devemos nos apressar. O céu está ficando escuro. Logo, logo será noite. Não sabemos se Celeste virá.

- Ok! – Alice me puxa pelo antebraço.

*~Deryon~*

                Me chamo Deryon. Sou filho de Zeus com uma mortal. Minha mãe nunca escondeu isso de mim, ao contrário, sempre insistiu para que fosse a escola e ao acampamento de semi-deuses. Argh. Não sei como ele conseguiu fazer isso comigo. Pelo menos, adquiri algumas habilidades naquele lugar.

- Este lago.

- O que tem ele? – Alice olha em volta.

- Preciso mergulhar para chegar até meu pai. Por favor, segure minhas coisas. – Retiro o sapato e a camisa. Ainda bem que não estamos no inverno. – E princesa, não congele tudo enquanto eu estiver lá.

- Espera! – Alice pede, mas já estou nadando em direção ao portal.

                O portal se abre e entro numa sala com as paredes de mármore. Há toalhas e uma camisa.

- O que faz aqui? – Meu pai está de pé na outra porta que leva a uma espécie de escritório. A grande porta atrás dele é a porta de entrada para onde os doze deuses se reúnem para discutir.

- Pai! – Vou em sua direção de braços abertos e o abraço. Ele não retribui como de costume. – Sempre simpático... – Sorrio para ele.

- Perguntei o que está fazendo aqui! Tem notícias de seu irmão Hércules?

- Para de me perguntar sobre Hércules, você sabe que não nos falamos. Vim aqui para falar de Celeste.

- Uma das deusas da lua?

- Sim.

- O que tem para falar dela?

- Celeste está pretendendo unir-se aos humanos.

- Impossível.

- Na verdade, é muito possível.

- Ela não iria correr o risco de perder sua vida e beleza eterna.

- E ela não perderia...

- Poupe-me disto, Deryon. Deuses não conseguem viver por muito tempo na Terra. Não somos capazes de reprimir nossos poderes por muito tempo.

- Na verdade, ela não pretende viver na forma de deusa.

- Então, o que está dizendo?

- Havia uma estrela chamada Artêmia. Ela queria muito viver na Terra, em uma família específica. A família Snow.

- Aquela família de híbridos?

- Sim. Celeste fez Artêmia nascer como a filha de Elsa e Jack. Ela utilizou o tempo de vida da menina para persuadir Selene a fazer o ritual de troca de almas. Realmente não sei se o corpo de Alice suportará.

- Selene está disposta a ajudá-la?! Eu realmente havia deixado de me preocupar sobre como as coisas estão andando naquele lugar! Não se preocupe, irei resolver isto. Selene sabe que isto é proibido.

- Pai, por favor, faça rápido. Lá fora já é noite, corremos o risco de Celeste antecipar-se e vir para nos confrontar.

- Não se preocupe com isso. E lembre-se que não estou fazendo isso por vocês. Irei fazê-lo para manter a ordem.

- Sei disso.

- Agora vá.

- Tchau, pai. Foi bom revê-lo. – Digo e ele me encara.

- Apenas vá. – Vira as costas para mim e atravessa a grande porta.

*~Alice~*

                Já faz quase meia hora, desde que, Deryon mergulhou. Com o tempo que levamos para chegar aqui e o tempo que levei para explicar Ame tudo o que houve, já escureceu.

- Será que ele conseguiu chegar até lá? – Pergunto para Ame.

- Vai saber. – Ele dá de ombros.

- Não é o momento certo para sentir ciúmes. – Enquanto falo Deryon volta a superfície.

- Nossa que gelado! Princesa, dentro da minha mochila há uma toalha. Por favor, pegue-a para mim. – Diz entre um trincar de dentes.

- Claro! – Rapidamente pego a toalha e coloco sobre seus ombros.

- Gostaria de um aperto de mãos, Deryon? – Ame pergunta.

- No que isso me ajudaria? – Ele pergunta enquanto enxuga o cabelo.

- Vai por mim, é melhor do que ficarmos abraçados. – Ame vai até Deryon e pega sua mão.

- Uou! – Exclama Deryon. – Você é quente e este calor estranhamente está espalhando-se pelo meu corpo.

- Só um dos talentos que possuo. – Ame sorri de canto com cara de exibido.

- Eu não sabia que você possuía esta habilidade.

- Há muitas coisas que você não sabe sobre mim, Alice.

- Espero que você me apresente tudo.

- Como queira.

- Vejam! – Deryon aponta para o céu. – Não acredito que ela está vindo de carruagem. Tão retrógrado.

- Celeste?

- Sim! É ela! – Estela exclama.

- Quem é esta menina? – Ame pergunta assustado.

- Você consegue vê-la?

- Sim! Como o brilho em que aquela mulher ali projeta consigo vê-la.

- Isso é bastante possível. A força de Celeste, a mesma força que a baniu, a torna visível.

- Não vai demorar muito até que ela chegue ao solo.

                Aguardamos Celeste vir até nós.

- Enquanto isso vou avisar Anna e pedir para que ela envie mensagens telepática para todos.

- Conhece a tia Anna?

- Claro! Conversei com Anna e disse o quanto acho seu dom incrível.

- Ok... – Digo.

- Vou lá, só um segundo.

- Ok.

- Voltei. – Em menos de 5 segundos ele está de volta.

- Como você é rápido. Habilidade de semi-deus?

- Sim! Rápido como um raio. Deixei um bilhete para Anna.

- Alice. Que bom revê-la. – Celeste estaciona a carruagem e vem até mim.

- Deryon não precisa reunir uma tropa. Não vim guerrear. Só tomar o que é meu por direito.

- E o que é seu por direito? – Pergunta Ame.

- A vida que Alice vem levando. É minha por direito!

- Não é não! – Mamãe está vindo.

- Elsa, melhor você acostumar-se comigo. Serei sua nova filhota.

- Você nunca será Alice! – Papai exclama.

- Ah não? – Celeste me pega pelo braço e põe a mão em minha testa.

- Durma. – Tudo fica escuro.



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