História Jeon Jungkook e o Último Olimpiano - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Grover Underwood, Jungkook, Rachel Elizabeth Dare, V
Tags Bts, Taekook, Vkook
Visualizações 20
Palavras 3.475
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura :)

Capítulo 8 - Tomo o pior banho da minha vida


Minha espada reapareceu no meu bolso.

É, excelente timing. Agora eu podia atacar as paredes o tanto quanto eu quisesse.

Minha cela não tinha barras, nem janelas e nem mesmo uma porta. Os guardas esqueletos me jogaram com força contra uma parede, e a cela se tornou sólida ao meu redor. Eu não tinha certeza se o quarto não permitia a entrada de ar. Provavelmente.

As masmorras de Hades foram feitas para gente morta, e eles não precisam respirar. Então esqueça cinquenta ou sessenta anos. Eu estaria morto em cinquenta ou sessenta minutos. Enquanto isso, se Hades não estivesse mentindo, alguma grande armadilha iria acontecer em Nova York até o final do dia e não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso.

Eu sentei no chão de pedra, me sentindo infeliz.

Eu não me lembro de apagar. Deveria ser por volta das sete da manhã, horário mortal, e eu passara por muita coisa.

Eu sonhei que estava na varanda da casa de praia de Rachel em St. Thomas. O sol estava nascendo no Caribe. Dúzias de ilhas cobertas com árvores pontilhavam o mar, e velas brancas atravessavam a água. O cheiro de ar salgado me fez pensar se eu veria o mar novamente.

Os pais de Rachel sentavam-se na mesa do pátio enquanto um chef pessoal preparava omeletes para eles. Sr. Dare vestia um terno de linho branco. Ele estava lendo The Wall Street Journal. A mulher no lado oposto da mesa era provavelmente a Sra. Dare, se bem que tudo o que eu conseguia ver dela eram unhas rosa-choque e um exemplar do Condé Nast Traveler. Por que ela estava lendo sobre férias enquanto estava de férias, eu não tinha certeza.

Rachel estava na varanda reclamando e suspirando. Ela usava uma bermuda e a camiseta dela de Van Gogh. (Sim, Rachel estava tentando me ensinar alguma coisa sobre arte, mas não fique muito impressionado. Eu só me lembrei do nome do cara porque ele cortou sua orelha fora.)

Eu imaginava se ela estava pensando sobre mim, e como era uma droga eu não estar com eles nas férias. Eu sabia que era sobre isso o que eu estava pensando.

Então, a cena mudou. Eu estava em St. Louis, no pé do Arco. Eu já estive lá antes. Na verdade, eu quase despencara dali para a morte.

Por toda a cidade, uma tempestade avançava – uma parede de negro absoluto com relâmpagos atravessando o céu. Há algumas quadras de distância, sirenes de veículos de emergência soaram com suas luzes brilhando. Uma coluna de poeira subiu de um monte de entulho, que eu percebi ser um prédio desabando.

Uma repórter próxima estava gritando no microfone:

“As autoridades estão descrevendo isso como uma falha estrutural, Dan, embora ninguém saiba se está relacionado com a tempestade.”

Vento bagunçava o cabelo dela. A temperatura estava caindo rapidamente, tipo dez graus desde que eu chegara ali.

“Felizmente, o prédio tinha sido abandonado para demolição” ela disse. “Mas a polícia evacuou todos os prédios ao redor por medo de que o desabamento possa recomeçar...”

Ela vacilou enquanto um poderoso ronco cortou os céus. Um golpe de relâmpago atingiu o centro da escuridão. Toda a cidade tremeu. O ar brilhou, e cada pelo do meu corpo ficou em pé. O impacto foi tão forte e eu soube que só uma coisa poderia ter feito aquilo: o raio-mestre de Zeus. Deveria ter vaporizado seu alvo, mas a nuvem escura só cambaleou para trás. Um punho feito de fumaça apareceu no meio das nuvens. Ele esmagou outra torre, e tudo desmoronou como blocos de montar.

A repórter gritou. Pessoas corriam pelas ruas. Luzes de emergência brilhavam. Eu vi uma faixa prateada no céu – uma carruagem puxada por renas, mas não era Papai Noel que dirigia. Era Ártemis, guiando a tempestade, atirando flechas de luz lunar na escuridão. Um impetuoso cometa dourado cruzou o caminho dela... talvez seu irmão Apolo.

Uma coisa estava clara: Tifão conseguira chegar ao Rio Mississippi. Ele já atravessara metade dos EUA, deixando um rastro de destruição, e os deuses estavam apenas o atrasando.

A montanha de escuridão surgiu acima de mim. Um pé do tamanho do Estádio Yankee estava prestes a me esmagar quando uma voz sibilou:

– Jungkook!

Eu me levantei rápida e cegamente. Antes de estar completamente acordado, eu tinha Nico pregado no chão da cela com a ponta da minha espada na garganta dele.

– Queria... resgatar... – ele engasgou.

A raiva me acordou depressa.

– Ah, é? E por que eu deveria confiar em você?

– Sem... escolha? – ele gaguejou.

Eu queria que ele não dissesse algo tão lógico como aquilo. Eu o deixei ir. Nico se enroscou numa bola e fez sons de vômito enquanto sua garganta se recuperava. Finalmente ele ficou de pé, olhando minha espada desconfiadamente. A própria lâmina dele estava embainhada. Eu supus que se ele quisesse me matar, ele teria feito isso enquanto eu dormia. Mesmo assim, eu ainda não confiava nele.

– Nós temos que sair daqui – ele disse.

– Por quê? – eu disse. – O seu pai quer conversar comigo de novo?

Ele prendeu a respiração.

– Jungkook, eu juro pelo rio Estige, eu não sabia o que ele estava planejando.

– Você sabe como seu pai é!

– Ele me enganou. Ele prometeu... – Nico estendeu as mãos. – Ouça... agora mesmo, nós temos que ir. Eu pus os guardas para dormir, mas isso não vai durar muito.

Eu quis estrangulá-lo de novo. Infelizmente, ele estava certo. Nós não tínhamos tempo para discutir, e eu não poderia escapar sozinho. Ele apontou para a parede. Uma seção inteira desapareceu, revelando um corredor.

– Vamos lá – Nico me guiou.

Eu quis ter o boné de invisibilidade de Taehyung, mas como se revelou, eu não precisei dele. Toda vez que um guarda-esqueleto entrou no nosso caminho, Nico só apontava para eles, e seus olhos brilhantes se ofuscavam. Infelizmente, quanto mais Nico fazia isso, mais cansado ele aparentava ficar. Nós andamos por um labirinto de corredores cheio de guardas. Quando chegamos numa cozinha cheia de cozinheiros e empregados esqueleto, eu estava praticamente carregando Nico. Ele conseguiu pôr todos os mortos para dormir, mas ele mesmo quase desmaiou. Eu o arrastei para fora da entrada dos empregados e dentro dos Campos dos Asfódelos.

Eu quase me senti aliviado quando ouvi o som de gongos de bronze vindos do castelo.

– Alarmes – Nico murmurou sonolento.

– O que nós fazemos?

Ele bocejou e então franziu as sobrancelhas como se tentasse se lembrar.

– O que acha de... correr?


 

Correr com um filho inerte de Hades era mais como participar de uma corrida de três pernas com uma boneca de pano de tamanho natural. Eu o carreguei, segurando minha espada na minha frente. Os espíritos dos mortos abriram caminho como se o bronze celestial fosse fogo.

O som de gongos soou por todo o campo. Adiante elevavam-se os muros do Érebo, mas quanto mais andávamos, mais longe elas pareciam. Eu estava quase desmaiando de exaustão quando ouvi um familiar “WOOOOOF!”

Sra. O’Leary surgiu de lugar nenhum e corria em círculos ao nosso redor, pronta para brincar.

– Boa garota! – Eu disse. – Você pode nos dar uma carona até o Estige?

A palavra Estige a fez ficar excitada. Ela provavelmente pensou que eu quis dizer gravetos. Ela pulou algumas vezes, caçou a própria cauda só para nos ensinar quem era o chefe, e então se acalmou o suficiente para que eu conseguisse empurrar Nico para as costas dela. Eu subi a bordo, e ela correu na direção dos portões. Ela passou diretamente pela fila de Morte Expressa, mandando os guardas pelos ares e fazendo mais alarmes dispararem. Cérbero latiu, mas ele soou mais alegre do que zangado, como: Posso brincar também?

Felizmente, ele não nos seguiu, e a Sra. O’Leary continuou correndo. Ela não parou até que estivéssemos distantes rio acima e os fogos de Érebo tivessem desaparecido na névoa.


 

Nico deslizou de cima das costas da Sra. O’Leary e tropeçou para dentro de um monte de areia escura.

Eu peguei um quadrado de ambrosia – parte da comida divina de emergência que eu sempre levava comigo. Estava um pouco amassado, mas Nico mastigou.

– Hmm – ele resmungou. – Melhor.

– Seus poderes drenam muito de você – eu notei.

Ele concordou sonolentamente.

– Com grande poder... vem grande necessidade de tirar uma soneca. Me acorde depois.

– Whoa, cara zumbi. – Eu o segurei antes que ele desmaiasse de novo. – Nós estamos no rio. Você tem que me dizer o que fazer.

Eu dei a ele meu último pedaço de ambrosia, o que era um pouco perigoso. O troço pode curar semideuses, mas também pode nos reduzir a cinzas se comermos demais. Felizmente, pareceu funcionar. Nico balançou a cabeça algumas vezes e ergueu-se com esforço.

– Meu pai vai vir logo – ele disse. – Nós devíamos nos apressar.

A correnteza do Estige rodopiou com objetos estranhos – brinquedos quebrados, diplomas rasgados, buquês murchos – todos os sonhos que as pessoas tinham jogado fora quando passaram da vida para a morte. Olhando para a água negra, eu podia pensar em mais ou menos três milhões de lugares onde eu preferiria nadar.

– Então... eu só mergulho?

– Você tem que se preparar antes – Nico disse – ou o rio vai destruir você. Vai queimar seu corpo e alma.

– Parece divertido – eu murmurei.

– Isso não é brincadeira – Nico alertou. – Só há uma maneira de você ficar conectado a sua vida mortal. Você tem que...

Ele olhou para trás de mim e seus olhos se arregalaram. Eu me virei e me encontrei cara-a-cara com um guerreiro grego.

Por um segundo eu pensei que fosse Ares, porque esse cara parecia exatamente com o deus da guerra – alto e moreno, com uma cara cruel e cheia de cicatrizes e cabelo escuro cortado rente à cabeça. Ele vestia uma túnica branca e armadura de bronze. Ele segurava um elmo de guerra com uma pluma no alto embaixo do braço. Mas os olhos dele eram humanos – um verde pálido, como um mar raso – e uma flecha coberta de sangue saindo da panturrilha esquerda dele, logo acima do tornozelo.

Eu era horrível com nomes gregos, mas até eu conhecia o maior guerreiro de todos os tempos, que tinha morrido de um calcanhar ferido.

– Aquiles – eu disse.

O fantasma concordou com a cabeça.

– Eu avisei ao outro para não seguir meu caminho. Agora aviso você.

– Luke? Você falou com Luke?

– Não faça isso – ele disse. – O tornará poderoso. Mas também o tornará fraco. A sua perícia em combate vai ser maior do que a dos mortais, mas as suas fraquezas, as suas falhas, crescerão também.

– Você quer dizer que eu terei um calcanhar ruim? – Eu disse. – Eu não poderia, tipo, usar algo além de sandálias? Não se ofenda.

Ele olhou para o seu pé sangrento.

– O calcanhar é somente minha fraqueza física, semideus. Minha mãe, Tétis, me segurou por aqui quando me afundou no Estige. O que me matou realmente foi a minha própria arrogância. Cuidado! Volte!

Ele quis dizer realmente aquilo. Eu podia ouvir o arrependimento e a amargura na voz dele. Ele estava tentando de verdade me livrar de um destino terrível. Então de novo, Luke tinha estado aqui, e ele não tinha ido embora.

Era por isso que Luke foi capaz de receber o espírito de Cronos sem ter seu corpo desintegrado. Foi assim que ele preparara a si mesmo, e o motivo pelo qual ele parecia impossível de matar. Ele tinha se banhado no Rio Estige e tomado os poderes do maior guerreiro humano, Aquiles. Ele era invencível.

– Eu tenho que fazer – eu disse. – De outra forma eu não tenho chance.

Aquiles abaixou a cabeça.

– Que os deuses saibam que eu tentei. Herói, se você tem de fazer isso, concentre-se no seu ponto mortal. Imagine um ponto em seu corpo onde restará vulnerabilidade. Esse é o lugar onde a sua alma vai ancorar o seu corpo ao mundo. Será sua maior fraqueza, mas também sua única esperança. Nenhum homem deve ser completamente invulnerável. Perca a visão do que o mantém mortal e o Rio Estige vai queimá-lo até cinzas. Você não mais existirá.

– Eu não acho que você possa me dizer o ponto mortal de Luke?

Ele me olhou impaciente.

– Prepare-se, garoto tolo. Quer você sobreviva ou não, você selou seu destino!

Com esse pensamento feliz, ele desapareceu.

– Jungkook – Nico disse. – Talvez ele tenha razão.

– Essa foi a sua ideia.

– Eu sei, mas agora que estamos aqui...

– Só espere na margem. Se alguma coisa acontecer a mim... Bem, talvez Hades vá ter o desejo concedido, e você será a criança da profecia no fim das contas.

Ele não pareceu contente com isso, mas eu não liguei.

Antes que eu pudesse mudar de ideia, me concentrei na base da minha coluna – um pequeno ponto oposto ao meu umbigo. Ele era bem protegido quando eu usava armadura. Seria difícil atingir por acidente, e poucos inimigos iriam mirar ali de propósito. Nenhum lugar era perfeito, mas esse pareceu certo para mim, e muito mais digno do que, tipo, minha axila ou algo assim.

Eu imaginei uma corda, uma corda de bungee-jumping me conectando ao mundo por esse pequeno lugar em minhas costas.

E mergulhei no rio.


 

Imagine pular dentro de um fosso cheio de ácido fervente. Agora multiplique essa dor por cinquenta. Você ainda não estará perto de entender como é nadar no Estige. Eu planejei andar devagar e corajosamente como um herói de verdade. Assim que a água tocou minhas pernas, meus músculos viraram geleia e eu caí de cara na correnteza.

Eu submergi completamente. Pela primeira vez na vida, eu não podia respirar debaixo d’água. Eu finalmente entendi o pânico de se afogar. Cada nervo do meu corpo queimava. Eu estava dissolvendo na água. Eu vi rostos – Rachel, Grover, Tyson, minha mãe – mas eles desbotaram assim que surgiram.

“Jungkook” minha mãe disse. “Eu te dou a minha bênção.”

“Fique seguro, irmão!” Tyson implorou.

“Enchiladas!” Grover disse. Eu não tinha certeza de onde isso tinha vindo, mas não pareceu ajudar muito.

Eu estava perdendo a briga. A dor era muita. Minhas mãos e pés estavam derretendo na água, minha alma estava sendo retirada do meu corpo. Eu não conseguia lembrar de quem era. A dor que a foice de Cronos me causara não era nada comparada com isso.

A corda, uma voz familiar disse. Lembre-se da sua corda salva vida, idiota!

De repente eu senti um puxão na parte inferior de minhas costas. A correnteza me puxava, mas não me levava mais para longe. Eu imaginei um fio em minhas costas amarrando-me a margem.

– Aguente firme, Cabeça de Alga. – Era a voz de Taehyung, muito mais clara agora. – Você não vai se afastar de mim assim tão fácil.

A corda ficou mais forte.

Eu podia ver Taehyung agora – estava descalço acima de mim no píer da lagoa das canoas. Eu tinha caído da minha canoa. Era isso. Tae estava estendendo a mão para me ajudar a subir, e ele estava tentando não rir. Vestia a camisa laranja do acampamento e jeans. O cabelo dele estava enfiado no boné dos Yankees, o que era estranho porque isso deveria deixá-lo invisível.

– Você é tão idiota às vezes. – Tae sorriu. – Venha. Pegue minha mão.

Memórias vieram flutuando de volta para mim – afiadas e mais coloridas. Eu parei de dissolver. Meu nome era Jeon Jungkook. Eu me levantei e peguei a mão de Taehyung.

De repente eu saltei para fora do rio. Eu desmoronei na areia, e Nico se moveu para trás em surpresa.

– Você está bem? – Nico perguntou pausadamente. – Sua pele. Oh, deuses. Você está ferido!

Meus braços estavam vermelhos, brilhantes. Eu sentia que cada centímetro do meu corpo tinha sido fervido em fogo baixo.

Eu olhei ao redor procurando Taehyung, mesmo sabendo que ele não estava ali. Tinha parecido tão real.

– Estou bem... eu acho.

A cor da minha pele voltara ao normal. A dor diminuíra. Sra. O’Leary apareceu e me cheirou com preocupação. Aparentemente, meu cheiro era realmente interessante.

– Você se sente mais forte? – Nico perguntou.

Antes que eu pudesse decidir como me sentia, uma voz explodiu:

– ALI!

Um exército de mortos marchou em nossa direção. Uma centena de esqueletos de legionários romanos liderava o caminho com escudos e lanças. Atrás deles vieram o mesmo números de casacos-vermelhos britânicos com baionetas fixas. No meio da tropa, o próprio Hades dirigia uma carruagem negra e dourada puxada por cavalos de pesadelos, com olhos e crinas que ardiam em chamas.

– Você não escapará dessa vez, Jeon Jungkook! – Hades berrou. – Destruam-no!

– Pai, não! – Nico gritou, mas era tarde demais. A linha de frente de romanos zumbis abaixaram as lanças e avançaram.

Sra. O’Leary rosnou e ficou pronta para bater. Talvez foi isso que me “acordou”. Eu não queria que eles machucassem meu cachorro. Além disso, eu estava cansado de Hades bancar como um valentão. Se eu fosse morrer, eu ia cair lutando.

Eu berrei, e o Rio Estige explodiu. Uma gigantesca onda negra esmagou todos os legionários. Lanças e escudos voaram por todo canto. Zumbis romanos começaram a dissolver, fumaça subindo de seus elmos de bronze.

Os soldados britânicos baixaram as baionetas, mas eu não esperei por eles. Eu investi. Foi a coisa mais estúpida que eu fiz. Cem mosquetes atiraram contra mim, perto demais. Todos erraram. Eu entrei na linha deles e comecei a atacar com Contracorrente. Baionetas investiram. Espadas cortaram. Armas recarregaram e atiraram. Nada me tocou.

Eu girei através das fileiras, transformando os casacos-vermelhos em poeira, um depois do outro. Minha mente entrou em piloto automático: apunhalar, cortar, desviar, rolar. Contracorrente não era mais uma espada. Era um arco de pura destruição.

Eu abri caminho através da linha inimiga e saltei para dentro da carruagem. Hades ergueu seu bastão. Um raio de energia escura veio em minha direção, mas eu o desviei com minha lâmina e golpeei-o. Ambos, o deus e eu, tombamos para fora da carruagem.

A próxima coisa que eu soube foi que meu joelho estava plantado no peito de Hades. Eu estava segurando o colarinho de seus robes reais em um pulso, e a ponta da minha espada estava posicionada direto sobre o rosto dele.

Silêncio. O exército não fez nada para defender seu mestre. Eu olhei para trás e percebi porque. Nada havia sobrado deles a não ser armas na areia e pilhas de uniformes fumarentos, vazios. Eu havia destruído todos eles.

Hades engoliu em seco.

– Agora, Jeon, escute...

Ele era imortal. Não havia como eu matá-lo, mas deuses podem ser feridos. Eu sabia disso em primeira mão, e eu tinha calculado que uma espada no rosto não deveria ser tão bom.

– Só porque eu sou uma boa pessoa – eu rosnei mostrando os dentes – eu vou deixar você ir. Mas primeiro, me conte sobre aquela armadilha!

Hades derreteu em nada, me deixando segurando robes pretos vazios.

Eu xinguei e me levantei, respirando pesadamente. Agora que o perigo passara, eu percebi o quão cansado estava. Todos os músculos do meu corpo doíam. Eu olhei para baixo, para minhas roupas. Elas estavam cortadas em pedaços e cheias de buracos de balas, mas eu estava bem. Nenhuma marca em mim.

A boca de Nico estava aberta, pendurada.

– Você acabou de... com uma espada... você acabou de...

– Eu acho que a coisa do rio funcionou – eu disse.

– Ai, caramba – ele disse sarcasticamente. – Você acha?

Sra. O’Leary ladrou feliz e balançou a cauda. Ela pulou em volta, farejando uniformes vazios e caçando ossos. Eu levantei o robe de Hades. Eu ainda podia ver faces atormentadas brilhando na luz trêmula do tecido.

Eu andei até a beirada do rio.

– Fiquem livres.

Eu soltei o robe na água e assisti enquanto ele rodopiava, dissolvendo na correnteza.

– Volte para seu pai – eu disse a Nico. – Diga a ele que ele me deve por deixá-lo ir. Descubra o que está acontecendo no Monte Olimpo e o convença a ajudar.

Nico olhou para mim.

– Eu... eu não posso. Ele vai me odiar agora. Quero dizer... ainda mais.

– Você tem que fazer isso – eu disse. – Você me deve também.

As orelhas dele ficaram vermelhas.

– Jungkook, eu disse a você que sentia muito. Por favor... me deixe ir com você. Eu quero lutar.

– Você ajudará mais aqui embaixo.

– Você quer dizer que não confia mais em mim – ele disse tristemente.

Eu não respondi. Eu não sabia o que queria dizer. Eu estava muito atordoado pelo o que eu tinha acabado de fazer para pensar com clareza.

– Só volte para seu pai – eu disse, tentando não soar tão áspero. – Tente persuadi-lo. Você é a única pessoa que é capaz de fazê-lo ouvir.

– Esse é um pensamento deprimente – Nico suspirou. – Tudo bem. Eu vou fazer meu melhor. Além disso, ele também está escondendo algo de mim sobre minha mãe. Talvez eu consiga descobrir o que é.

– Boa sorte. Agora eu e Sra. O’Leary temos que ir.

– Onde? – Nico perguntou.

Eu olhei para a entrada da caverna e pensei sobre a longa subida até voltar ao mundo dos vivos.

– Começar essa guerra. É hora de achar Luke.



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