História Jeux de lesprit - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Exibições 192
Palavras 6.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ALÔ BRASIL!!!!
Demorei um mês pra voltar, é isso mesmo??? O tempo tá passando de uma forma muito estranha...
Peço - mais um vez!!! - perdão pela demora e sumiço, é que estou completamente LOUCA com a faculdade e isso tem tomado todo o meu tempo. Nas ultimas semanas eu só tenho chegado em casa, comendo e dormindo porque só existe tempo pra isso (nem pra estudar eu fico em casa porque até uma mosca é mais interessante que os livros). E eu também pretendia responder os comentários antes de postar, MAS SAIBAM QUE EU LI TUDO E EU TÔ EXTREMAMENTE GRATA PELO CARINHO E POR TODOS OS FAVORITOS!!!

E, TCHAMCHAM!!! Minha querida @Ali fez uma capa pra fanfic!!! Sweetheart, MUITO OBRIGADA! Ainda vou responder a mensagem após a atualização, mas quero que você já saiba o quanto estou grata pelo seu carinho com essa história, de verdade.
E OK, CHEGA DE ENROLAÇÃO E LET'S GO!

Boa leitura, amores!

Capítulo 7 - Sept.


Abro meus olhos para me encontrar deitado em alguma cama, um cobertor sobre meu corpo. Ergo as sobrancelhas e fecho os olhos novamente, soltando um grunhido para a luz forte que entra pela fresta aberta da cortina. Acordar com sol no rosto pela manhã é uma merda, tenho dito.

 

Remexo meu corpo e estico os braços para os lados, espreguiçando-me enquanto bocejo e solto alguns grunhidos preguiçosos. Só abro meus olhos novamente para procurar pelo relógio sobre meu criado, notando-o com seus números vermelhos marcar dez e sete.

 

Foda-se, hoje eu não estou com vontade de sair da cama.

 

Rolo sob a coberta e viro para o outro lado, tendo assim a luz intrusa do maldito sol atingindo a parte de trás da minha cabeça. Como foi que eu dormi só isso pela noite?

 

Suspiro e me livro do tecido felpudo que me cobre, afastando-o até minha cintura, noto-me usando somente uma boxer qualquer. Ergo uma sobrancelha e respiro fundo, sentindo um aroma diferente e não habitual atingir minhas narinas. Algo como... Café.

 

Franzo o cenho e me sento na cama, colocando minhas pernas para fora dos seus limites, assim meus pés encostam-se no chão frio. Estremeço ligeiramente pelo choque térmico e levanto vagaroso, ainda me espreguiçando enquanto o faço.

 

Bocejo mais uma vez e chacoalho a cabeça para tentar livrar-me daquele sono matinal, embora eu devesse somente fechar a cortina e voltar a dormir até a noite, para então sair e arranjar alguma diversão. Domingos sempre se tornam dias monótonos, mas não quando eu estou no comando.

 

Permito um sorriso crescer livre no canto dos meus lábios e junto os dedos das mãos, forçando-os para que estalem todos juntos. Corro uma mão pelos fios do meu cabelo em seguida, tentando abaixar os que apontam para cima e os lados. O aroma de café está mais forte que nunca e preenche o quarto inteiro, me fazendo estranhar tal fato.

 

Abro totalmente a porta que já permanecia entreaberta, caminhando com passos preguiçosos e calmos até conseguir uma boa visão da minha cozinha e da pessoa que usualmente não está aqui. Uma das minhas sobrancelhas se ergue e me aproximo cauteloso, não pretendendo revelar minha presença ali.

 

- Achei que fosse acordar mais tarde. - Ouço sua voz gostosa ecoar até meu ouvido e sorrio, achando interessante acordar e ter alguém na sua cozinha, lhe preparando um café aparentemente ótimo.

 

- Eu também. - Revelo e vejo seus lábios finos despontarem no canto, um sorriso adorável de se ver. Oh, ele é gostoso.

 

- Obrigado. - Ouço-o responder sorrindo e ergo as sobrancelhas, não entendendo o motivo do agradecimento. - Café? - Pergunta indicando uma xícara grande sobre a pia, enquanto serve o líquido para si próprio em outra.

 

- Sim. - Respondo simplesmente e me aproximo, passando uma mão pelo meu cabelo novamente, dessa vez por hábito. Ele assente e deixa que o líquido escuro e fumegante escorregue para dentro da xícara, preenchendo-a pela metade.

 

Sua mão pálida fecha-se nela e ele a traz na minha direção, o vapor subindo e tomando formas distintas e abstratas. Nossos olhos encontram-se e ele estica a xícara pra mim, mantendo aquele seu sorriso de canto.

 

- Como se sente? - Eu estou momentaneamente perdido em como aquela cor presente na sua íris é surreal. Trago a xícara para meus lábios e assopro seu conteúdo, causando mais vapor subindo e atingindo minhas narinas, ocasionando meus olhos fechando-se em deleite.

 

- Ótimo. - Digo num murmúrio, antes de olhar novamente pra seus olhos e inclinar a xícara nos meus lábios, sorvendo delicadamente o gostoso café que a compõe. Ele sorri, terminando de sorver da sua própria xícara e a pousa sobre o balcão onde estamos apoiados.

 

- Bom saber. Você aguenta bem, isso é novo. - Sua voz tem uma mistura de sensualidade e preguiça adoráveis de se ouvir. Sorrio, não entendendo do que ele está falando, mas achando impossível manter minha expressão séria tendo seus belos lábios curvados no seu sorriso de canto.

 

- Aguento o que? Você dormiu aqui, é? - Pergunto sem desviar os olhos dos dele, sorvendo mais do meu café. Seu sorriso torna-se no mínimo divertido e ele se aproxima de mim, deixando que minha sobrancelha se erga numa pergunta muda sobre o que ele está fazendo.

 

- Dormi. Aliás... Você se mexe bastante durante a noite, sabia disso? - Pergunta divertido e eu ergo mais ainda as sobrancelhas, perguntando-me como eu posso não lembrar de ter passado a noite com alguém como ele na minha cama... Ao meu lado.

 

- Sei... O que fizemos a noite, que eu não lembro? - Pergunto realmente interessado, esticando minha mão livre até seu cabelo que atinge seus olhos, colocando os fios atrás da sua orelha. Seus olhos se fecham num breve deleite e seu sorriso cresce, enquanto ele se aproxima mais, agora parando ao meu lado.

 

- Você meio que... Teve pesadelos. - Seus dedos gelados pousam no meu tórax e ali desenham qualquer figura abstrata, mas o contato me faz sentir arrepios na coluna. Melhor saber que não houve nada do que saber que houve e não lembrar.

 

- Que tipo de pesadelos? - Pergunto num sussurro, descendo minha mão que antes brincava com uma mecha do seu cabelo para seu ombro nu e pela linha do seu flanco até o cotovelo. Ele é tão sedutoramente pálido. Parece nunca ter sido tocado e...

 

- Não se engane. - Pisca somente um olho e aproxima-se de mim, levando seus dedos para a lateral do meu corpo, dedilhando pra cima e pra baixo a pele que encontra, seus olhos nunca deixando os meus. - Pesadelos do tipo... Que te causam mudanças.

 

Sorrio, levando minha mão no seu braço para o centro das suas costas nuas, espalmando minha mão ali. Ele ergue as sobrancelhas e leva sua mão pra minhas costas também, arranhando uma parte ou outra em momentos aleatórios.

 

- Faz tempo que está acordado? - Pergunto, sorvendo rapidamente outro gole do meu café e ele nega com sua cabeça, colando a testa no meu pescoço, seus lábios vêm para minha pele em seguida.

 

- Alguns minutos antes de você, somente. - Responde, suas palavras colidindo contra a região e me causando mais arrepios. Fecho os olhos e deixo que ele mordisque a pele que tem ao seu alcance, lambendo a região magoada em seguida. - Como está o café?

 

- Gostoso... - Murmuro soltando um gemido involuntário ao sentir uma mordiscada mais forte. Minha mão desce pelas suas costas e até sua cintura, onde meus dedos apertam com alguma força.

 

- O café? Ou isso foi um pensamento alto sobre o que eu estou fazendo com você? - Pergunta em sussurros, descendo suas mordidas até a curva do meu pescoço com o ombro, suas unhas nas minhas costas arranhando-a lateralmente.

 

- Os dois. - Ele ri, afastando-se de mim antes que minha mão desça pra dentro da sua boxer. Segura sua xícara e volta para onde está a garrafa de café, fazendo um movimento brusco com sua cabeça pra trás, tirando os fios da sua franja dos olhos. Maldição, eu realmente dormi com ele e não fiz nada? Que idiota!

 

Sorvo mais uma golada da minha xícara e desencosto do balcão, pretendendo ir para a mesma direção onde ele está agora. Mas antes que eu possa me aproximar, ele se vira, caminhando com sua xícara para meu quarto, aquele mesmo sorriso nos seus lábios.

 

Bom... Eu posso realmente não ter feito nada durante a noite, mas isso não impede que eu faça agora, correto?

 

Sorrio, deixando minha xícara na pia e passo no banheiro pelo caminho até o quarto, olhando-me no espelho. Pareciam dias desde a última vez que eu fiz isso. Abro o registro da torneira e deixo a água cristalina e fria correr entre meus dedos. Curvo-me sobre o mármore da pia, fechando as duas mãos em concha e preencho sua palma.

 

Lavo meu rosto enquanto não consigo tirar meus pensamentos da pessoa no cômodo ao lado. Um sorriso breve surge nos meus lábios, antes que eu possa começar a escovar os dentes. Fito-me no espelho enquanto o faço, notando uma rala pelugem no meu queixo, aquela habitual barba rala já começando a aparecer.

 

Enxáguo a boca e o rosto novamente, passando algumas vezes as mãos molhadas pelos fios do meu cabelo. Eles parecem bem maiores do que eu podia me lembrar e eu até gostei de como ficou. Abaixo todas as pontas bagunçadas, permitindo que muitas mechas atinjam meu rosto, ondulando nas pontas.

 

Solto um suspiro e alcanço a toalha de rosto no suporte ao lado do espelho, enxugando-me com calma. Coloco-a no lugar de novo e me fito mais uma vez no espelho, notando alguém a mais no reflexo. Ele está ali, parado ao batente da porta. Seus braços estão cruzados na frente do corpo magro e pálido e seus olhos fitam os meus através do reflexo.

 

- Tem planos pra hoje? - Pergunta calmo, sua voz numa sonoridade boa e confortável. Sorrio, virando-me e capturando seus olhos com os meus, caminhando a passos lentos na sua direção e mantendo meu sorriso.

 

- Ainda não... - respondo num murmuro enquanto posto-me à sua frente, percebendo como ele é notavelmente mais baixo que eu. Sua cabeça se ergue para que nosso contato visual não se quebre. - Alguma sugestão?

 

Levo minha mão para os fios lisos do seu cabelo negro, entrando com meus dedos neles e brinco com algumas mechas, ainda com o sorriso nos lábios. Seus braços se descruzam e ele leva suas mãos para meus braços, massageando os músculos enquanto suga o piercing que tem no centro do lábio inferior. Provocante.

 

- Talvez mais tarde nós possamos... Fazer um jogo. - Comenta silencioso, descendo com suas mãos e depois subindo, friccionando suas palmas com minha pele. Meu sorriso cresce, assim como os arrepios voltam a percorrer minha coluna.

 

- Um jogo? - Pergunto interessado, pousando minhas mãos na sua cintura, colocando seu corpo colado ao meu. O choque das nossas peles me faz soltar um ofego e sinto seu sorriso formar-se contra meu pescoço, onde seus lábios estão novamente.

 

- Sim... Um jogo interessante. - Murmura deixando sua voz sair abafada pela minha pele pressionada contra sua boca. Fecho meus olhos e solto um suspiro, subindo minha mão para o centro das suas costas, fazendo pressão maior para seu corpo não se distanciar do meu.

 

- Eu gosto de jogos... - Sussurro próximo ao seu ouvido e ele solta uma risada breve e divertida, deslizando sua língua pelo lóbulo da minha orelha, antes de mordiscar a região.

 

- Eu sei. - Sua respiração colide com meu ouvido e o arrepio que se segue é forte, extremamente intenso. Minhas unhas cravam-se com leveza na base da sua cintura e ele permite que meu indicador deslize entre o elástico da sua boxer e sua pele.

 

- Sabe é? - Pergunto ainda em sussurros, achando terrivelmente excitante a forma como ele consegue provocar somente com os olhos.

 

- Sei... Você sabe que sim. - Sinto seus dedos gélidos subirem pela minha nuca e entrarem no meu cabelo pela parte de trás, fazendo os fios se erguerem conforme eles sobem. Sorrio, curvando minha cabeça para que minha boca fique na altura do seu ouvido.

 

- Tem certeza que não aconteceu nada de noite? - Pergunto em sussurros, mordiscando sua orelha de leve, respirando forte na região em seguida. Noto seus olhos fechando e sua cabeça balança num assentimento.

 

- Você queria que acontecesse? - Pergunta, seu tórax atritando com o meu brevemente enquanto ele leva sua boca para meu ombro, mordiscando a pele que alcança.

 

- Com certeza. - Desço minhas mãos para suas coxas e seguro-as com rapidez, erguendo-o do chão. Posto-me entre suas pernas, pressionando seu corpo contra a parede atrás dele, obtendo seus olhos nos meus, junto de um ofego pelo ato momentâneo.

 

- Você não me conhece, Chanyeol. - Diz calmo, segurando-se com as mãos nos meus braços que eu mantenho esticados um de cada lado do seu corpo, minhas mãos espalmadas na parede onde eu o pressiono. Sorrio, inclinando-me com lentidão pra cima dele.

 

- Eu não me importo. - Afirmo, mordendo o lábio inferior quando ele crava suas unhas nos meus braços. Seus olhos estreitam de forma ameaçadora e ele abre um pequeno sorriso, deixando que nossos narizes se toquem e nossas respirações se misturem.

 

- Mentira. - Diz convicto, sorrindo divertido e roça o piercing no meu lábio recém-mordido, não permitindo contato maior que isso. Ergo uma sobrancelha, forçando mais seu corpo contra a parede, disposto a prová-lo que eu não era quem ele me achava ser.

 

- Você não sabe quem eu sou. - Sussurro e aproximo minha cabeça da sua, forçando-o a ir pra trás para evitar um contato. Seu sorriso nunca deixa seus lábios que eu tanto desejo nos meus, deixando-me intrigado.

 

- Eu sei quem você é... - Suas mãos espalmam meu tórax e eu sou forçado para um afastamento dele. Suas pernas voltam para o chão e ele arruma a franja que atinge seu rosto, antes de olhar nos meus olhos novamente. - Melhor que você mesmo. - Sorri, desvencilhando-se de onde o mantenho preso e caminha para qualquer lugar da casa, deixando-me com um ligeiro incômodo entre as pernas.

 

Encaro o lugar vazio à minha frente por alguns segundos, inconformado com sua resistência. Solto uma risada por fim, balançando a cabeça em sinal negativo e saio finalmente do banheiro, indo até quarto para colocar alguma roupa, embora minha vontade seja levar aquele corpo pra cama comigo.

 

Encontro-o parado em frente ao espelho do meu quarto, fitando seus próprios olhos no reflexo. Nota-me no quarto e sorri, virando-se para me encarar. Sorrio em retorno, caminhando até ele e pouso minhas mãos na sua cintura, empurrando-o contra a cama quase violentamente, fazendo com que caia de costas e me dando tempo para subir sobre si, impedindo-o de sair.

 

- Nós poderíamos ter muita diversão, sabe... - Comento, tentando colar minha boca na sua, mas ele desvia a cabeça, segurando meu rosto entre suas mãos, seus dedos indicadores nas minhas têmporas.

 

- Nossa diversão talvez aconteça depois. - Sussurra e eu sinto uma forte pontada onde seus dedos estão, fazendo-me fechar os olhos de forma apertada enquanto os sinto lacrimejar pela dor repentina.

 

Subitamente meus braços perdem a força e ele consegue sair debaixo do meu corpo, enquanto eu caio de costas e respiro pesadamente, tentando fazer a latência da forte agulhada passar. Franzo meu cenho e abro os olhos, notando-o agora sobre meu corpo, seus olhos intensamente sondando os meus. O que acabou de acontecer?

 

- Depois... Quando? -Pergunto, mexendo meu corpo na cama e me sentando, encosto minhas costas na cabeceira, vendo-o arrastar-se felinamente até mim, sentando ao meu lado, mas me encarando.

 

- Não se preocupe, você vai saber quando. - comenta, levando seu indicador para a minha bochecha e desliza-o ali, numa caricia que eu apreciaria em outros dias. Mas agora minha cabeça só consegue pensar em conseguir o que eu desejo.

 

- Sabe que eu não gosto de esperar, não é? - pergunto, levando minha mão até sua coxa ao meu lado e a aperto, acariciando a pele pra cima e pra baixo em seguida, vendo seu sorriso ficar mais divertido e ele assentir, jogando a cabeça pra trás.

 

- Talvez valha a pena esperar. - comenta sorrindo, sugando o piercing com força pra dentro da boca e depois o soltando, fazendo um som gracioso e sedutor. - Sua recompensa no fim pode ser ainda melhor. - completa e é minha vez de sorrir, tomando liberdade de lhe acariciar a coxa mais vorazmente.

 

- Eu não tenho dúvidas disso. - afirmo, deixando que seu dedo venha até meus lábios e os contorne com lentidão, seus olhos semicerrando-se enquanto me observa.

 

- Ainda quer jogar? - pergunta da forma mais sexy que eu acho possível alguém conseguir e me causa até um ofego pesado, sentindo seus dedos descerem pela linha do meu maxilar e depois para a garganta, continuando seu caminho para meu tórax.

 

- Que tipo de jogo? - pergunto, vendo-o morder o lábio inferior na altura do piercing e sugá-lo em seguida, arrastando-se pra mais perto de mim, seus movimentos tão sutis e felinos que me fazem precisar segurar meus ímpetos em lhe agarrar.

 

- Você vai descobrir. - sussurra, dedilhando os músculos no meu abdômen nu. - Quer ou não?

 

Fito seus olhos de forma intensa, permitindo-me perder na sua tonalidade mais que surreal. Ele me fita em retorno, esperando pela minha resposta, embora provavelmente já saiba. Deixo um sorriso pequeno e travesso surgir no canto dos meus lábios, concluindo que não tenho nada a perder aqui.

 

- Quero. - afirmo de imediato, vendo-o sorrir e ajoelhar na cama, curvando-se sobre meu corpo, para em seguida uma das suas pernas passar para o outro lado do meu quadril e ele sentar sobre mim.

 

- Como se sente? - pergunta num sussurro, movendo a cintura para achar uma posição confortável, automaticamente causando uma fricção entre nossos corpos. Ofego, semicerrando meus olhos e ameaço levar minhas mãos para seu quadril, mas ele me impede, segurando-as contra a cama.

 

- Excitado. - respondo e ouço-o rir de forma gostosa, causando um sorriso despontando nos meus lábios também.

 

- Eu quero que você segure minhas mãos com força e não solte. - pede olhando firmemente para meus olhos e eu assinto, franzindo ligeiramente o cenho.

 

- Esse jogo tem um nome? - pergunto interessado em como nossas cinturas encaixam muito bem e ele assente, movendo-se mais uma vez sobre mim, agora me criando dúvidas se é realmente para se ajeitar ou para me provocar.

 

- Não... Mas eu gosto de dar um nome pra ele. - suas mãos entrelaçam nas minhas e eu ofego, ligeiramente incomodado com seus movimentos.

 

- Qual é? - pergunto conforme ele fecha os olhos por alguns minutos, deixando-me apreciar todos os traços do seu rosto. Parece até ter sido esculpido divinamente.

 

- Jogos da mente. – sussurra, misterioso, fazendo-me fitar seu rosto agora com mais intensidade, adorando o nome desse suposto jogo. Permito minhas sobrancelhas erguerem-se enquanto deixo um sorriso surgir nos meus lábios, sentindo seus dedos gelados apertarem os meus, entrelaçando com mais força nossas mãos juntas.

 

- Gostei do nome. - comento, ele ainda mantém seus olhos fechados e a cabeça ligeiramente inclinada na minha direção.

 

- Eu notei. - diz calmo, sua voz tão suave que poderia cantar e teria uma sonoridade incrível de se ouvir. - Feche os olhos.

 

Quase como se sua voz fosse um comando, meus olhos cerram suas pálpebras e ele aperta mais minha mão, enquanto sinto seu rosto aproximar do meu. Ameaço abrir os olhos, mas decido no fim entrar no seu jogo, curioso pra ver onde tudo aquilo chegaria.

 

- Não os abra até que eu mande. - ouço-o murmurar sobre meus lábios, seu hálito colidindo em mim e deixando que um breve estremecimento ocorra. Assinto, não tendo muita certeza que ele veria aquele movimento de cabeça, mas não me proponho a dizer nada, também.

 

- Eu vou explicar a regra, preste bem atenção nela. É simples e fácil de lembrar. - começa, sussurrando no meu ouvido enquanto deixa a ponta dos seus dedos deslizarem sobre os meus, em movimentos aleatórios. - Assim como é fácil de quebrar.

 

- O que acontece se eu quebrar? - pergunto sorrindo de canto e sinto a ponta do seu nariz roçar na minha bochecha até a curva dos meus lábios, voltando para a orelha em seguida.

 

- O jogo termina e as consequências não são boas. - murmura no meu ouvido, o que me faz estremecer, mordendo o lábio inferior. - Não as quebre, vai ser melhor. - me alerta, colando os lábios brevemente nos meus e sinto-o pressionar a testa na minha, provavelmente deixando nossos olhos na mesma altura.

 

- Okay. - concordo, estranhando o súbito medo que se instalou no meu corpo depois do seu último aviso.

 

- Os jogos da mente funcionam da seguinte maneira... - ele começa, mantendo nossas testas coladas e sua respiração misturando-se à minha, as mãos ainda nas minhas e seus dedos ainda movendo-se, ininterruptos. - Você me deixa entrar na sua mente e eu te deixo entrar na minha. - ergo as sobrancelhas, mas não digo nada, esperando pelo resto das suas instruções.

 

- Quando eu estiver na sua mente, você tem o controle pra me mostrar o que quiser, seja algo do seu passado ou algum desejo contido que você guarda. O mesmo se resume a mim. - seu nariz roça no meu por breves segundos, mostrando que ele está se ajeitando novamente. - Alguma pergunta?

 

- Como vai entrar na minha mente e eu na sua? - pergunto interessado, erguendo ainda mais minhas sobrancelhas, mas ainda sem quebrar nosso contato.

 

- Digamos que será algo parecido com... Hipnotismo. - responde, uma única sobrancelha minha se erguendo para suas palavras. Eu não acredito muito nessas coisas, mas enfim, vamos ver onde tudo isso vai chegar. Parece-me divertido demais pra que eu possa estragar tudo antes mesmo de começar.

 

- Qual a regra? - pergunto, agora tentando relaxar de toda a posição em que nos encontramos. Ouço-o soltar um riso baixo e breve, nunca quebrando nosso contato.

 

- Uma vez dentro da mente da outra pessoa, você tem acesso a qualquer coisa que ela guarde ali, mas só pode ver algo que ela permita. Se arriscar em ver alguma coisa proibida, você automaticamente volta ao normal e é punido. - explica, provavelmente notando meu cenho franzido para sua explicação.

 

- Quer dizer que quando eu estiver na sua mente, você vai me indicar algo pra ver. Se eu desobedecer a sua ordem e ver outra coisa, o jogo acaba e eu sou punido. É isso? - pergunto calmo e ele assente, sua testa movendo-se ligeiramente friccionando na minha.

 

- Exatamente. - confirma, me deixando pensar por alguns segundos a mais.

 

- Qual a punição? - pergunto, agora interessado nessa quebra de regras. Se eu pudesse realmente entrar na sua mente e ver o que quisesse, podia descobrir o que aconteceu enquanto eu estive desacordado. A punição não podia ser tão ruim assim, não é?

 

- Eu teria que te matar. - ele murmura com delicadeza e eu tenho ímpetos em arregalar os olhos, ligeiramente afastando-me do nosso contato pela testa.

 

- O que? - pergunto, totalmente em choque pelo que ele acaba de me dizer. Solto um riso nervoso, balançando a cabeça em sinal negativo. - Você está brincando comigo. – argumento, ele ficando em silêncio por alguns segundos antes de continuar.

 

- Eu não estou brincando. - seu tom é sério e me faz engolir em seco. - Eu teria que te matar, como disse antes... Mas como disse também, eu ainda preciso de você, não poderei fazer isso. - suspira e eu ameaço abrir meus olhos para buscarem os seus, mas por algum motivo não o faço.

 

- Você é estranho, sabe... - deixo meus pensamentos serem revelados e ouço-o rir levemente, voltando a colar a testa na minha.

 

- Abra os olhos quando eu disser. - muda o assunto no mesmo instante, me fazendo suspirar e assentir, deixando que faça o que quiser. Minha mente está dividindo sua atenção entre a fricção dos nossos quadris e tudo o que ele acabou de me contar.

 

Seu nariz cola no meu e nossas respirações passam a se misturar, tornando-se uma só, com compasso igual. Minha cabeça é forçada para encostar-se à cabeceira da cama conforme ele se inclina na minha direção, não permitindo uma quebra de contato entre nossas testas. Meu coração subitamente está acelerado e é como se eu pudesse sentir o sangue correndo veloz nas minhas veias.

 

- Pode abrir. - novamente como se fosse um comando impossível de não acatar, minhas pálpebras se distanciam para que eu consiga ver aquele par de olhos amarelos fitando aos meus. Não me lembrava deles terem essa cor antes.

 

Suas mãos levam as minhas para pousarem no seu quadril, uma de cada lado, ele as força a fecharem-se ali, como quem pede para que eu me segure nele.

 

- Segure firme. - suas mãos vêm subindo pelos meus braços até meus ombros nus, onde ele dedilha para o pescoço e sobe até meu queixo. As pontas dos seus dedos traçam a linha do meu maxilar, subindo pelas minhas bochechas e pousam nas minhas têmporas, meus olhos nunca desviando dos seus. É como se ele me prendesse no instante em que nossos olhares se focaram um no outro.

 

Enquanto seus indicadores pressionam sem força minhas têmporas, seus outros dedos entram pelos fios do meu cabelo e seguram minha cabeça firmemente entre suas mãos, as palmas espalmadas contra minhas bochechas. Um tremor estranho se instala nas minhas mãos seguramente presas ao seu quadril e num ato involuntário eu cravo minhas unhas ali, não pretendendo soltá-lo.

 

É impossível fechar os olhos ou evitar nosso contato, como se os seus amarelos controlassem todos os meus movimentos. Ofego, notando como eles estão intensamente brilhantes quase como se possuísse luz própria emanando daquelas íris incomuns.

 

Uma leve agulhada se faz forte onde seus indicadores estão e tudo o que eu posso ver agora é aquele brilho intenso e amarelo, quase capaz de cegar. Sinto meus olhos lacrimejarem e as pálpebras insistem para que eu os feche, mas é como se correntes os mantivessem abertos e quase arregalados para os que me fitam, tenebrosos.

 

Cravo meus dedos com mais força na sua cintura, sabendo que provavelmente o estou marcando. A cama onde estamos começa a tremer e eu penso imediatamente num terremoto, mas logo em seguida percebo que somente a cama treme. A luz que emana intensa dos seus olhos invade os meus completamente e eu ofego, completamente sem ar.

 

Está escuro e frio, como se eu estivesse numa floresta durante uma madrugada de inverno. Luzes piscam e cruzam o ar de um lado pro outro, traçando diversos rabiscos que duram apenas segundos de existência.

 

Noto-me num grande corredor, repleto de portas entreabertas, cujo interior me parece lotado de imagens repetindo-se nas paredes, como se um filme estivesse rodando. O ruído dentro de algumas é quase insuportável, como se alguém tivesse esquecido o volume no máximo.

 

Ouço choros, risos e gritos, acompanhados de inúmeras vozes conversando entre si, misturando-se e não fazendo sentindo algum pra mim. Meus pés subitamente começam a se mover pelo extenso corredor, notando cada vez mais portas e mais barulho.

 

Ao longe noto uma luz mais forte, pairando tremeluzente e bruxuleante sobre uma pequena porta de madeira, onde somente uma criança conseguiria entrar. Ajoelho-me na frente da madeira, espalmando-a e abrindo a porta. Quase no mesmo instante sou transportado pra dentro do suposto cômodo, sendo envolvido pelas imagens que se pode observar nas paredes.

 

Fixo meus olhos numa delas, tentando entender o que acontece ali. Uma voz além de todas se sobressai e ecoa sem parar no meu ouvido, dizendo uma série de palavras avulsas que não me fazem sentido no momento.

 

Por algum impulso que eu não tenho conhecimento, caminho para perto da parede onde aquelas imagens passam rápidas e toco o ombro de alguém virado de costas. Ele veste um longo sobretudo negro, assim como seu cabelo. Os fios lisos dançam de acordo com o vento que o atinge e subitamente aquele mesmo vento também está me atingindo.

 

Olho ao meu redor e noto-me agora fazendo parte das imagens, como se tivesse entrado naquele filme. Encontro-me parado numa rua longa e deserta, árvores desnudas de folhas e com os galhos entortados a mostra, comprovando um inverno rigoroso.

 

O vento faz os galhos dançarem, provocando um ruído de madeira velha e úmida se partindo e colidindo entre si. Aquele mesmo homem está parado do meu lado, ainda sem me permitir ver seu rosto, devido à franja negra que cobre sua face lateralmente.

 

Folhas secas encontram-se abandonadas no chão, num tom cinza e escuro como tudo ali. O céu está composto por nuvens brancas, cobrindo-o por completo, dando notavelmente seu ar congelante para o cenário. Olho ao redor da longa e abandonada rua, percebendo diversas casas construídas no mesmo estilo, todas da mesma cor branca acinzentada, com suas madeiras dispostas da mesma maneira.

 

O homem ao meu lado tem suas mãos enterradas nos bolsos do seu sobretudo e sua cabeça me parece virada e fixa numa casa em especial, exatamente na sua linha de direção.

 

O vento sopra com força, uivando nos meus ouvidos e sua franja é afastada do seu rosto, para que eu possa notar sua pele tão pálida quando as nuvens no céu, seus lábios esbranquiçados como se vida já não contivesse seu corpo.

 

Seus olhos estão semicerrados, fitando sem ao menos piscar a casa à sua frente. Aproximo-me dele, mas ele nada faz, como se eu minha presença não fosse notada ou ele me ignorasse completamente. Seus cílios são negros e longos, impedindo-me de ver a cor dos seus olhos somente por olhá-lo lateralmente.

 

Meu último passo me deixa completamente próximo ao seu corpo e eu finalmente consigo ver suas íris, quase escondidas pelas pálpebras semi abertas. São amarelas, intensamente amarelas. A única coisa que possui cor, dentro desse local totalmente preto e branco.

 

Quase em câmera lenta, ele passa a abrir mais os olhos, permitindo-me agora completa visão daquele belo e temível olhar amarelo. Instantaneamente, o vento parece parar por segundos e as árvores que trilham a longa e abandonada rua parecem tremer, como num terremoto.

 

A casa que ele fita reproduz um estrondo, como se estivesse sendo destruída no seu interior. Em seguida ela ruge extremamente alto, explodindo em diversos micro pedaços que voam para todas as direções.

 

Arregalo meus olhos e num ato involuntário levo minhas mãos para me proteger dos destroços, enquanto ele somente pisca e cai ajoelhado no chão, iniciando uma tosse compulsiva.

 

Ameaço ajoelhar-me ao seu lado e ajudá-lo, mas antes que eu consiga ao menos me mover do meu estado completamente estupefato, noto-me cada vez mais afastado do seu corpo. Levanta-se cambaleante em seguida, ofegando um pouco antes de voltar a afundar as mãos nos bolsos.

 

No instante em que ele se vira e passa a caminhar sozinho pela longa e deserta rua, o vento volta a soprar uivante e eu já estou longe demais para que consiga fazer qualquer coisa. Sinto uma forte pontada na região das têmporas e fecho meus olhos com força, sentindo-os lacrimejar.

 

Quando os abro novamente, estou no meu quarto, na minha cama, segurando com toda a minha força e desespero no corpo sobre o meu.

 

Puxo o ar com força e tento desesperadamente respirar, meu corpo tremendo descontrolado. Assim que consigo estabilizar minha visão embaçada pelo lacrimejar intenso de minutos atrás, abro os olhos para fitar os amarelos dele, novamente a me fitar.

 

- Como se sente? - ele pergunta, brincando com o piercing no centro do seu lábio inferior, seu semblante ligeiramente preocupado.

 

Ofego, soltando sua cintura por alguns segundos, notando os vermelhos vergões que eu deixei ali. Mordo o canto do meu lábio, levando meus olhos para os seus, meu coração num descompasso sem igual.

 

- O que foi aquilo? - pergunto ainda ligeiramente ofegante e ele remexe os ombros, ajeitando seu corpo sobre o meu.

 

- Quatro anos atrás. Dois caras usavam aquela casa como cativeiro pra uma garota de quinze anos. Ela tinha acabado de ser devolvida pra sua família e eles comemoravam a recompensa de milhões que pagaram pelo resgate. Não mereciam ficar vivos. - conclui, me permitindo longos segundos de sonda nos seus olhos, ainda amarelos.

 

- Você fez aquilo com a casa? - pergunto com a voz ligeiramente trêmula e ele assente, voltando a segurar minhas mãos.

 

- Sim. Minha vez. - anuncia, colocando minhas mãos no seu rosto, uma de cada lado. Faz meus dedos pousarem nas suas têmporas e inclina a testa pra colar na minha como fizera minutos atrás.

 

- Relaxe Chanyeol. - suas mãos deixam as minhas e descem pelos meus braços, massageando os músculos pelo caminho até meus ombros.

 

Ofego novamente, tentando fazer o que ele me pede e encontro-me preso ao seu olhar pela segunda vez. Eles voltam a brilhar de forma intensa e a cama novamente treme como se o terremoto ocorresse somente nela.

 

Solto um último ofego, antes daquela luz atingir-me por completo e quase me cegar.

 

É como se os segundos parassem agora, o tempo estivesse completamente impossibilitado de continuar seu percurso ininterrupto. Inúmeras cenas repetem-se na minha mente, passando velozes à frente dos meus olhos como se eu assistisse os acontecimentos da minha própria vida.

 

Uma especial chama minha atenção. Estou aparentemente num escritório, minhas mãos perdidas entre papéis quando ouço a porta abrir. “Eu sabia que ia aparecer” ouço-me dizer, antes que eu possa virar e notá-lo na porta, sorrindo com o canto dos lábios.

 

“Eu só vim porque eu sabia que você estava me esperando” ele responde, caminhando para perto de mim com passos lentos, os olhos fixos nos meus. “O que quer de mim, Chanyeol?” pergunta parando na minha frente, suas mãos no bolso do blusão que usa, seu piercing constantemente sugado pra dentro da boca. Por que eu estava vendo aquilo?

 

“Eu quero saber de tudo, Baekhyun” respondo. Baekhyun? Esse era o nome dele, afinal? Agora fazia mais sentido o fato dele estar aqui quando eu acordei e do porque eu não lembro de nada de antes de acordar. Sorrio involuntário, achando impressionante como eu consigo encontrar essas pessoas mesmo sendo altamente entediante, às vezes.

 

Algo pisca e as imagens se tornam distorcidas. Franzo o cenho e tento voltar a ver aquela cena, mas tudo o que consigo ver é seu corpo aproximando-se do meu, antes que eu volte à realidade e encontre-me novamente na minha cama, novamente observando aqueles olhos amarelos. Os olhos de Baekhyun.

 

- Eu não me lembro disso ter acontecido. - reclamo enquanto solto sua cabeça, vendo-o ofegar e sorrir de canto, ajeitando o corpo sobre mim.

 

- Não aconteceu. - ele responde, piscando diversas vezes antes de colocar as mãos nas minhas têmporas de novo. - Sua vez. - anuncia, colando a testa na minha e antes mesmo que eu possa pensar em negar, já estou preso no brilho amarelo intenso dos seus olhos.

 

Encontro-me novamente naquele corredor escuro e frio, onde as luzinhas brancas piscam e dançam de um lado para o outro. Caminho nele, notando ao longe aquela luz maior e mais forte, mostrando que é aquela porta onde eu preciso entrar.

 

Mas um som alto interrompe meu caminho e eu me viro rapidamente para a porta ao meu lado, de metal brilhante. Franzo o cenho e me aproximo, ouvindo uma voz ecoar na minha cabeça, dizendo que se eu olhasse ali estaria quebrando a única regra do jogo.

 

Paro antes de espalmar o metal e me preparo para virar, mas um grito alto vem de dentro do cômodo e prende minha atenção ali de novo. Ao longe aquela luz forte torna-se imensamente desesperada, como num sinal para que eu continue seguindo até ela e não entre no cômodo onde estou prestes a entrar.

 

Tarde demais, pois minha mão empurra a porta de metal com força e sou transportado pra dentro do cômodo, assim como da primeira vez.

 

Meus olhos focam-se pelo local, nos papéis de parede que estão rasgando com tremenda violência. Inúmeros espelhos estão espalhados pela espécie de quarto e eu o vejo, Baekhyun, fitando a si mesmo num espelho maior à sua frente.

 

Seu reflexo tem olhos amarelos e ele está completamente pálido, muito mais que de costume. Seu corpo parado em frente ao espelho treme descontrolado e suas mãos estão cerradas em punhos.

 

Diversos objetos no quarto estão tremendo e alguns começam a se quebrar em milhares de partículas, quando eu noto aquele risco vermelho descer escorrendo da sua narina direita.

 

Arregalo meus olhos conforme os papéis nas paredes se rasgam ao meu redor, revelando inúmeras e diversas palavras escritas num dialeto que eu não sei ler. O reflexo foca os olhos nos meus por breves segundos e a pontada que eu sinto na cabeça é tão forte que me faz cair de joelhos no chão.

 

Eu avisei pra não quebrar a regra, Park Chanyeol!

 

É a frase que ecoa na minha mente enquanto eu deixo a dor me consumir, meus olhos se fechando para a cena que eu presenciei agora. É como se meu corpo inteiro ficasse dormente ao mesmo tempo e eu deixo a escuridão me envolver, por fim.


Notas Finais


OPA!! Acho que deixei todo mundo ainda mais confuso, não é mesmo? Mas por favor, não me abandonem!!
Acho que amanhã eu posto outra atualização só pra compensar esse um mês longe!

OBRIGADA MAIS UMA VEZ <3


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