História Jeux de lesprit - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Exibições 128
Palavras 7.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ALÔ, SUNSHINES!!!!
Como prometido, estou postando mais um para compensar o tempo longe!
Durante este capitulo tem alguns nomes de bebidas que vou deixar os links e as definições nas notas finais, ok?

Continua sem betagem, então se acharem algum erro, me perdoem. ): E esse capitulo tá bem grandinho, então coloquem os cintos!!!

Boa leitura! <3

Capítulo 8 - Huit.


Abro meus olhos lentamente, franzindo o cenho no mesmo instante. Minha cabeça dói e lateja como se eu tivesse acabado de acordar na ressaca mais forte da minha vida e meu corpo inteiro está cansado, os músculos numa dor quase insuportável.

 

Alguns segundos soltando grunhidos e gemidos dolorosos, finalmente situo-me na minha cama, no meu apartamento. Meus olhos insistem em rolar pelo quarto e eu noto a presença de mais uma pessoa na cama. Baekhyun.

 

Ergo as sobrancelhas, ainda sentindo as dores latentes sem interrupções, remexendo meu corpo para conseguir olhar melhor na sua direção. Ele me observa, o piercing dentro da boca, os olhos semicerrados fixos no meu rosto, mas não realmente me fitando. Parece perdido em pensamentos.

 

Solto novos grunhidos e apoio o corpo nos cotovelos, deixando que eles suportem meu peso e me arrasto pra cima, pretendendo sentar com as costas contra a cabeceira. O faço e ele finalmente parece despertar, levando os belos olhos esverdeados até os meus. Quanto tempo eu dormi?

 

- Algumas horas. - diz repentino, me fazendo fitar seus olhos por longos segundos, imaginando como diabos ele sabia que eu acabara de me perguntar aquilo. - Não está claro ainda? - pergunta novamente e só então comprovo minhas teorias, de que ele realmente conseguia saber o que eu estava pensando.

 

- Mais alguma coisa sobre você que eu deva saber? - pergunto sarcástico, ajeitando-me sob o cobertor e ele me fita sério, brincando com o metal do seu lábio.

 

- Muitas na verdade. - responde, erguendo uma única sobrancelha, brincando com os próprios dedos sobre sua coxa, agora já coberta pelo tecido de um jeans apertado. - Mas não vai descobrir nada agora. - noto seus finos e avermelhados lábios crispando no canto enquanto suspiro, revirando meus olhos.

 

- O que aconteceu? - pergunto mudando o assunto, sabendo que ele não falaria se não o desejasse. Mal o conheço e ao mesmo tempo o conheço muito bem. Complicado, eu sei.

 

- Você quebrou a regra. - diz seco, observando-me com seus olhos semicerrados, ameaçadores, quase como de quem está prestes a atacar. Seu indicador faz desenhos imaginários na sua coxa ininterruptamente e eu engulo em seco, desviando meus olhos dos seus.

 

- Foi sem querer. - murmuro, subitamente sentindo-me culpado por ter realmente feito o que ele me acusava de.

 

- Uma pessoa nunca faz algo sem querer. No seu interior algo te levou a quebrar a regra, uma vontade em descobrir algo proibido, talvez. Nunca sem querer. É assim com todos, não importa o quanto eles neguem. - seus lábios continuam crispados no canto e eu noto isso como sinal que ele está bravo comigo.

 

Minha cabeça dói demais para que eu possa discutir aquilo com ele, embora eu concorde com tudo o que disse. No fundo eu quis entrar naquele cômodo, quis saber o que estava acontecendo ali dentro. ‘Sem querer’ não era desculpa plausível para me privar da culpa.

 

Fico em silêncio, grunhindo de minuto em minuto por algum movimento que eu esteja tentando fazer. Baekhyun me observa sem reservas, seus olhos descendo pelo meu corpo e depois para meu rosto, fixando-se nos meus. Subitamente seus lábios não estão mais crispados e ele sorri de canto, sentando-se mais perto de mim.

 

- Quer sair? - pergunta num sussurro, sugando o metal do seu lábio pra dentro da boca em seguida. Ergo minhas sobrancelhas, não entendendo a razão por tal pergunta.

 

- O que? - pergunto franzindo o cenho e o observando minuciosamente, vendo-o piscar de forma graciosa e deixar sua cabeça cair para o lado, a orelha quase tocando seu ombro descoberto.

 

- Quer sair? - pergunta novamente, fixando seus olhos nos meus. Uma única sobrancelha minha se ergue e eu limpo a garganta, antes de falar.

 

- Que horas são? - pergunto, procurando pelo relógio atrás do seu corpo, no criado do seu lado.

 

- Dez e quinze. - responde sem ao menos virar pra trás, ainda sondando-me de forma ininterrupta. - Quer sair ou não? - insiste enquanto me remexo na cama, tentando sentar-me com as costas contra a cabeceira, grunhindo ainda pela dor em cada músculo. Suspiro.

 

- Pra onde? - pergunto fechando os olhos por um momento, tentando controlar a latência nas minhas têmporas. Noto movimento ao meu lado e no segundo em que abro os olhos, Baekhyun está sobre minhas pernas, sentando-se nas minhas coxas.

 

- Algum clube... Um lugar pra nos divertimos. - sussurra inclinando na minha direção, deixando seus lábios a milímetros da minha orelha, sua respiração colidindo ali e me causando arrepios.

 

Meu corpo inteiro enrijece nesse instante e involuntariamente minhas mãos o seguram pela cintura, meus dedos brincando com o tecido do cós da sua calça. Resolvo aproveitar que ele não parece estar tão mais bravo comigo e sorrio de canto, aceitando a pressão dos seus dentes no lóbulo da minha orelha.

 

- Me parece bom. - respondo num sussurro e vejo-o sorrir, voltando a sua posição anterior, se afastando de mim.

 

- Vai ser. - seu piercing é sugado pra si mesmo em seguida e suas mãos descem pelas laterais do meu corpo, pousando na minha cintura. - Se arrume. - ele sorri antes de sair de cima de mim e do quarto em seguida.

 

Fico parado olhando para o lugar onde ele estava e respiro fundo, pretendendo controlar o ligeiro incômodo entre minhas pernas. Balançando a cabeça em sinal negativo quase frenético, corro meus olhos pelo quarto e finalmente me levanto da cama, rumando para o meu guarda-roupa a passos lentos, trilhados por grunhidos dolorosos.

 

Amaldiçoo o nada mentalmente enquanto procuro por alguma roupa descente para sair. Baekhyun me parece uma pessoa extremamente interessante e embora eu tenha um breve medo dele em certos momentos, eu ainda o quero mais do que consigo explicar.

 

E pensando sobre isso, seria ótimo se eu conseguisse o que quero hoje, porque provavelmente minha próxima oportunidade ainda vá demorar demais pra acontecer. É uma pena que isso aconteça. Tudo seria muito mais divertido e bem aproveitado se eu estivesse sempre comandando.

 

Suspiro, vestindo um jeans escuro e meio surrado que eu não me lembrava ter comprado, mas achando a escolha de muito bom gosto. A próxima peça é uma camisa branca de botões, os quais deixo o primeiro aberto. Procuro uma meia e a visto, colocando um tênis em seguida. Era ótimo me vestir daquela maneira.

 

Viro-me para sair do quarto e encontro-o parado ao batente da porta, me observando com intensidade. Seu olhar quase me faz estremecer e uma ligeira corrente elétrica percorre meu corpo enquanto me aproximo, mantendo um sorriso pequeno no canto dos meus lábios.

 

- Sabe pra onde vamos? - pergunto me aproximando, notando seus olhos descerem pelo meu corpo e de volta para os meus, antes que ele morda o lábio inferior.

 

- Tenho sugestões. - responde calmamente e vira, deixando o quarto. Ele já está vestido, usando juntamente com seu jeans apertado uma camisa vermelha de botões. Devo dizer que ele fica ainda mais sexy e provocante vestido dessa forma. - Você está lindo também, Chanyeol.

 

Minhas sobrancelhas se erguem e ele sorri enquanto eu o sigo. Entra no meu banheiro e me permite fazer o mesmo, vendo-o tirar um lápis negro do bolso e destampá-lo, curvando-se sobre a pia de mármore para olhar fixamente no seu reflexo do espelho. A ponta do lápis vai para sua pálpebra inferior e ele o desliza ali, deixando um rastro negro adornar seus olhos.

 

Sorrio para mim mesmo, observando-o fazer a mesma coisa na parte de cima, ficando assim com uma forte maquiagem escura, levemente borrada e fazendo seu olhar ficar ainda mais provocante, se é que isso era possível.

 

Ele foca os olhos recém-maquiados nos meus através do espelho e sorri, guardando seu lápis após tampá-lo novamente. Suas mãos correm para os fios negros e lisos do seu cabelo, os dedos entrando pelos mesmos e os arrumando do jeito que lhe agradava deixando aquela franja lhe cair sobre a testa.

 

Seus dedos descem pelo seu pescoço e até o colarinho da sua camisa vermelha, arrumando-o com agilidade.

 

Em seguida suas mãos estão descendo pelo seu corpo, puxando o tecido da sua camisa e fazendo-o grudar ainda mais na sua silhueta, me fazendo até ofegar pela visão. Ela faz o caminho delas até sua calça, subindo com suas palmas arrastando pelo jeans nas suas coxas e parando na sua bunda. Ali seus dedos se fecham momentaneamente, apertando-a por breves segundos.

 

Eu estou no mínimo excitado agora.

 

- Não demore. - ouço-o sussurrar enquanto passa por mim, caminhando com lentidão para a sala, imagino. Ofego e tento novamente me acalmar, ignorando o que ele acabou de fazer aqui.

 

Caminho para o espelho e ali me fito. Da forma mais rápida que consigo, arrumo meu cabelo de maneira a não ficar tão bagunçado, deixando que as mechas castanhas caiam pela minha testa, ondulando um pouco nas pontas. Lanço uma última olhada ao espelho e me viro, deixando o cômodo.

 

Baekhyun está parado à porta, os braços cruzados na frente do corpo, as pernas entrelaçadas como quem está esperando, o sorriso ainda no canto dos seus lábios.

 

- Pronto? - pergunta quando me aproximo, pegando a carteira e as chaves do apartamento, abrindo a porta em seguida. Assinto, apagando a luz e deixando-nos em breve breu, antes de sairmos para o corredor.

 

Caminhamos para o elevador assim que fecho a porta, Baekhyun um passo na minha frente, me permitindo ter uma ótima visão do seu belo... Caminhar. Sorrio e entro logo após ele, pensando que talvez se conseguisse fazê-lo beber bastante eu até poderia conseguir ter o que queria.

 

- Você não precisa me fazer ficar bêbado pra conseguir isso, Chanyeol. - ouço-o responder como se eu tivesse acabado de falar isso em alto e bom som. Reviro os olhos, odiando esse fato e ele sorri, aproximando-se logo depois que eu aperto o térreo. - Eu o faria com todo prazer... Se interessa saber.

 

Suas palavras vêm sussurradas na altura do meu maxilar e seus olhos cruzam com os meus por breves segundos. Num ato instantâneo, coloco minhas mãos na sua cintura e sorrio para ele, gostando do rumo que aquela conversa estava tomando.

 

- E por que continua evitando, então? - pergunto também num sussurro, massageando o local onde minhas mãos estão, sentindo as suas virem para meu tórax e espalmarem a região, os olhos novamente nos meus.

 

- Porque ainda não está na hora. - sussurra em retorno e fica na ponta dos pés, beijando meus lábios num selinho breve. A porta do elevador se abre anunciando que devíamos descer e ele sorri, se afastando e saindo, deixando-me momentaneamente paralisado.

 

- Hey, espera! - noto-o já saindo do meu prédio e corro para alcançá-lo, assim que ele pisa na calçada. Um vento agradável no atinge e ele vira de frente pra mim, os olhos buscando os meus. - Quando vai ser a hora, então? - pergunto depois de um ofego e seus ombros remexem, mostrando que ele provavelmente não sabia.

 

- Você vai saber quando. - responde calmo, me deixando suspirar e me aproximar dele, pousando uma mão na base das suas costas, fazendo seu corpo colar ao meu. Seus olhos me fitam e ele não se afasta, me fazendo sorrir internamente.

 

- Eu acho que preciso de alguma coisa pra conseguir esperar até lá. - murmuro, vendo-o sorrir e deixar sua cabeça cair para o lado, os olhos ainda nos meus.

 

- E o que seria essa coisa? - pergunta, provavelmente já sabendo a minha resposta. Sorrio, colocando mechas do seu cabelo atrás da sua orelha, achando que talvez ele gostasse de me ouvir pedir.

 

Ouch, isso me fez imaginá-lo pedindo por alguma coisa pra mim. E, porra, acho que vou ficar excitado de novo.

 

- Você podia me deixar... - paro ao sentir seus dedos na minha nuca, massageando a região e me fazendo arrepiar. Seu corpo está colado ao meu e ele continua sorrindo, esperando pela minha continuação. Ofego, sentindo sua outra mão na minha bunda, apertando-a por breves segundos antes de subir novamente para minhas costas.

 

- Você quer me beijar, Chanyeol? - ele pergunta sussurrando e nunca deixando de me fitar. Meu corpo inteiro estremece nesse instante e meu sangue subitamente corre com maior velocidade nas minhas veias. Que tipo de pergunta cretina seria essa? É óbvio que eu quero.

 

- Você ainda tem dúvidas? - respondo com uma pergunta, inclinando-me para um possível contato labial, mas ele vira a cabeça e solta uma risada breve e debochada, aparentemente.

 

- Sabe... Eu até deixaria isso acontecer se você não tivesse quebrado a única regra do jogo. - sua voz é calma, mas firme, me deixando suspirar sonoramente enquanto ele continua a acariciar minha nuca.

 

- Mas você desobedeceu e viu coisas que não devia... Merece punição por isso. - seus lábios colam-se no meu maxilar em seguida e ele os arrasta por toda a sua linha, deixando o piercing roçar na minha pele e me deixar arrepiado.

 

- Você é mau. - solto num outro suspiro, segurando seu corpo mais próximo ao meu, achando que se ele não me deixasse ter aquilo por livre e espontânea vontade, eu teria que arranjar outra maneira de consegui-lo.

 

- Nem tente nada do que está passando pela sua cabeça, Chanyeol. Se o fizer eu realmente vou precisar fazer uma coisa que eu não quero. E eu acho que você não me teria utilidade alguma morto. - ele sorri no fim da frase, beijando o centro do meu pescoço em seguida.

 

Um arrepio forte desce correndo minha coluna e eu estremeço ainda mais que antes, deixando-o se afastar quando faz menção de. Sua mão segura a minha e ele entrelaça nossos dedos, olhando-me nos olhos.

 

- Relaxe, okay? - murmura e aperta ligeiramente sua mão na minha, me fazendo olhá-lo em busca de uma explicação pra todo esse seu comportamento estranho de minuto em minuto.

 

- Eu não vou tentar nada com você, Baekhyun. Nada que você não queira, quero dizer. - digo, não sabendo realmente o motivo por estar fazendo-o. Talvez uma necessidade interna tenha me feito verbalizar esse pensamento. Ele sorri e me fita por segundos, se aproximando novamente.

 

- Pode tentar me beijar então. - diz baixo, virando-se logo após sorrir e me puxa junto de si, para qualquer lugar que esteja na sua mente. Sorrio caminhando atrás dele, deixando que me conduza pelas ruas escuras e pobremente iluminadas pela região.

 

- Tem alguma forma de me redimir pelo que fiz? - pergunto enquanto caminhamos num ritmo calmo, notando seus olhos em mim de soslaio, pensativo. Ele não me responde pelos segundos seguintes, o que me deixa inquieto. Quando me preparo para falar novamente sua voz me interrompe.

 

- Você está arrependido de ter visto aquilo? - pergunta subitamente, me fazendo erguer as sobrancelhas e olhá-lo por alguns segundos demorados. - Seja sincero, Chanyeol. - adverte antes que eu responda, deixando-me engolir em seco e suspirar, vencido.

 

- Na verdade, não. - respondo e ele sorri de canto, virando numa rua que eu meramente notara a existência.

 

- Gosto da sua sinceridade. - comenta e para ao lado de uma porta grande e aparentemente de ferro, cujo interior parece estar inundado de uma música viciante. Ele bate duas vezes e espera, os olhos girando pelo local. Faço o mesmo, não me lembrando de ter estado aqui antes. - Se você não se arrepende de ter visto, então não há o que fazer para se redimir, concorda?

 

Ele tem razão. Chuto-me mentalmente enquanto ele sorri e a porta é aberta pelo lado de dentro, revelando um homem alto e forte, vestido num terno negro. Um segurança, aparentemente. Baekhyun sorri pra ele que assente em retorno, dando espaço para que ele entre.

 

Sua mão segura a minha novamente e ele me puxa pra dentro do local, me fazendo entrar no lugar mais interessante que eu já me lembrava ter estado. As luzes são coloridas e totalmente psicodélicas, girando e piscando descontroladas pela escuridão.

 

As pessoas têm bebidas nas mãos e seus corpos se movem no ritmo da música que toca alta, as batidas tão fortes que fazem o chão tremer, enviando correntes elétricas pelos nossos corpos.

 

Baekhyun aperta minha mão e me puxa em direção àquela multidão de corpos dançantes, parando antes de ameaçar adentrar a massa. Vira pra mim, os olhos focando-se nos meus por breves segundos. Ele sorri, aquelas luzes iluminando seu rosto de tempos em tempos.

 

- Vamos fazer um trato, Chanyeol. - ele sugere, falando as palavras altas no meu ouvido, sua voz tentado se fazer mais alta que a música. Eu adoro o clima desse lugar, toda essa conversa forçada em palavras diretamente no ouvido da outra pessoa é extremamente sexy.

 

- Que tipo de trato? - pergunto também no seu ouvido, notando um breve arrepio na sua nuca. Sorrio.

 

- Se você conseguir aguentar tudo o que acontecer essa noite... - ele começa, mordendo o lóbulo da minha orelha e me faz ofegar, deslizando suas mãos nos meus braços pra cima e pra baixo. - ...eu te deixo fazer aquilo que você queria uns minutos mais cedo.

 

Puta que pariu.

 

Ele está falando sério mesmo? Se eu já aguentei tudo o que ele me fez passar hoje, acho que essa noite já está garantida, então. Sorrio, arrepiando ao sentir sua sentença sussurrada no meu ouvido, sua respiração enviando estímulos pra todas as direções do meu corpo.

 

- Tem certeza? - pergunto ao abraçar seu corpo e colocá-lo próximo, vendo seu sorriso de canto aumentar e ele assentir.

 

- Aceita? - pergunta, arrastando as mãos para meu tórax e ali faz desenhos imaginários, fitando-me incansavelmente. Essa noite vai ser divertida.

 

- Claro. - o sorriso que surge no seu rosto após minha confirmação é realmente grande. E devo dizer que ele tem um sorriso muito bonito, ligeiramente infantil e que faz seus olhos se comprimirem, mas ao mesmo tempo com um toque de travessura, podendo se tornar malicioso num segundo. Estou pra descobrir algo nele que não seja perfeito, mas parece algo bem impossível de acontecer.

 

- Vamos beber. - ele sussurra, entrelaçando nossas mãos juntas novamente e sem ao menos me esperar responder, me arrasta pra dentro da grande quantidade de pessoas se movendo de um lado para o outro na pista de dança.

 

Deixo-me ser levado por ele na direção do que eu imaginava ser o bar, enquanto continuo rolando meus olhos pelos detalhes do local onde estamos. Existem dois andares, os limites do de cima cercado por uma espécie de barreira de ferro, onde as pessoas se encostam e conversam animadamente.

 

Na outra extremidade da casa pode-se notar sofás e mesas dispostas estrategicamente, nesse momento realmente cheio de corpos pressionando-se e atritando um nos outros, mãos perdidas e lábios famintos. Exatamente o que eu quero fazer com Baekhyun.

 

- Quer o que, Chanyeol? - ouço Baekhyun perguntar alto ao meu lado e foco meus olhos nos seus, notando-o sorrindo ainda pra mim. O barman que nos atende também espera pelo meu pedido e rapidamente foco meu olhar pelas opções no cardápio que me é oferecido.

 

- O que você pediu? - pergunto indeciso, sem retirar meus olhos das opções à minha frente.

 

- Um Kir Royale. - ele responde e eu assinto, entregando novamente o cardápio para o barman.

 

- O mesmo. - informo e o barman assente, já começando a preparar nosso pedido. Baekhyun mantém sua mão entrelaçada na minha, seus dedos fazendo algumas carícias fracas, mas ainda assim suficientes pra enviar correntes elétricas pelo meu corpo. - Então.. O que vamos fazer?

 

Seu sorriso cresce e ele senta-se num dos bancos circulares ali próximos do bar, me instruindo com um aceno da cabeça a fazer o mesmo. Nossos pedidos chegam em seguida, em taças compridas de vidro, que noto gelado quando meus dedos tocam o material.

 

- Vamos... Nos conhecer. - ele diz, também segurando sua taça. O líquido avermelhado dentro dela gira num círculo rápido antes que ele possa levar o vidro aos lábios, o seu piercing tilintando - mas não me permitindo ouvir pelo volume da música - quando toca aquele material transparente.

 

Ergo minhas sobrancelhas e levo minha própria taça também aos lábios, sorvendo daquela bebida levemente adocicada e muito apetitosa. Sorrio em seguida, recolocando o objeto que seguro sobre o balcão ao nosso lado, já que sentamos um de frente para o outro, próximos o suficiente para conseguirmos conversar.

 

- Seria ótimo. - comento e ele sorri, virando sua taça e fazendo a cereja no fundo do copo rolar pra dentro da sua boca.

 

- Quantos anos você têm, Chanyeol? - pergunta enquanto brinca com a fruta segura entre seu indicador e polegar, lambendo-a do líquido onde estava submersa segundos antes, sem retirar os olhos dos meus. Porra.

 

- Vinte e sete. - digo olhando-o abobalhado, vendo-o sugar a ponta dos seus dedos depois de ter mastigado a fruta com a qual brincava. Termino minha bebida, fazendo o mesmo. Aquele líquido gelado toca meus dedos e eu levo a cereja aos lábios, comendo-a em seguida. - E você?

 

Ele sorri e se aproxima, quebrando quase totalmente a distância entre nós. Sua mão segura a minha enquanto seus olhos capturam os meus, confusos pela sua atitude repentina.

 

- Vinte e cinco. - sussurra alto o suficiente para que eu consiga ouvir, levando a ponta do meu indicador até seus lábios. Fito perplexo ele deslizar sua língua no meu dedo úmido pelo líquido da bebida, fechando os olhos momentaneamente e soltando um suspiro que colide no resto da minha mão.

 

Seus lábios estão gelados pela bebida que ele sorvera há pouco e o choque com meu dedo faz arrepios intensos correrem subindo pelo meu braço. Seus olhos me fitam antes que ele termine de limpar meu dedo da bebida e ele se afasta centímetros, sorrindo.

 

- Tudo bem se eu escolher as bebidas? - pergunta inclinando-se na direção do meu ouvido, sua respiração e palavras batendo com força na parte abaixo da minha orelha. Outro arrepio forte.

 

- Tudo ótimo. - respondo também próximo ao seu ouvido, notando um sorriso no canto dos seus lábios despontar com maior intensidade. Ele vira para o balcão e com um aceno breve da mão direita, chama o barman para nos atender novamente.

 

- Eu quero um French Connection. - ele pede e o barman assente, olhando pra mim como se esperando o meu pedido também. Baekhyun olha na minha direção e depois para o homem novamente, sorrindo - Dois. - reformula seu pedido, recebendo outro assentimento de quem nos atende.

 

- Então... - continua, chamando minha atenção novamente pra si enquanto o barman nos prepara o seu pedido. Meus olhos focam-se nos seus e ele se curva para falar no meu ouvido, já que a música não permitia uma conversa normal. - Gosta de lugares assim?

 

Assinto, ignorando sua mão pousando na minha coxa. Ele a desliza ali, pra cima e pra baixo, deixando a ponta dos fios do seu cabelo roçar no meu pescoço.

 

- Você parece gostar também. - comento virando a cabeça para o lado e falando dentro do seu ouvido, vendo-o estremecer-se ligeiramente. O barman nos interrompe, colocando os dois copos baixos, mas cheios sobre o balcão.

 

Sorrio para ele, pegando um enquanto Baekhyun faz a mesma coisa com o seu. Vira-se pra mim em seguida, erguendo seu copo como para fazer um brinde. Ergo o meu na direção do seu, batendo os dois vidros sem força alguma, brindando à algo que não tenho conhecimento.

 

Levo a bebida de tons cobre aos meus lábios e sorvo sua consistência forte, sentindo-a descer queimando minha garganta. Baekhyun fecha os olhos por breves segundos depois de fazer o mesmo, balançando a cabeça rapidamente como que para acordar de algum devaneio.

 

- Você dança, Chanyeol? - ele pergunta, me olhando com os olhos semicerrados, aquela maquiagem feita antes dando aquele forte ar provocante e atraente. Meu corpo estremece e eu sorvo mais um gole da minha bebida, sentindo novamente aquela ardência na garganta.

 

- Sozinho não. - respondo sorrindo pra ele, que me retorna esse ato depois de sorver do seu copo. Sua mão volta para minha coxa e ali seus dedos deslizam pra cima e pra baixo.

 

- Isso é um convite? - ele pergunta erguendo uma única sobrancelha perfeitamente delineada, passando a língua pelos lábios úmidos de bebida, sugando o piercing pra dentro da boca em seguida.

 

- Você quer que seja? - pergunto me inclinando ainda mais pra perto dele, deixando nossos rostos a milímetros de distância. Ele sorri, jogando a franja nos seus olhos pra trás com um movimento brusco da cabeça. Caralho.

 

- Seria ótimo. - responde, inclinando a cabeça para o lado da franja, deixando os fios balançarem soltos no ar. - Toma mais uma comigo antes? - pergunta logo após terminar seu copo, vendo que eu também acabara com o meu. Assinto, sorrindo.

 

- Como quiser. - respondo, fazendo-o sorrir e virar, chamando o barman que parecia já estar esperando outro pedido.

 

- Dois Grasshopper. - pede, recebendo assentimento do homem, que já começa a preparar. - Doses grandes, por favor.

 

- Como conhece tantas bebidas? - pergunto curioso, trazendo sua atenção novamente para meu rosto. Ele sorri singelo, levando uma das suas mãos até minha bochecha e ali seus dedos enrolam numa mecha do meu cabelo.

 

- Digamos que eu goste de experimentar novas sensações. - responde no meu ouvido, seus dedos escorregando até minha nuca e massageando a região em seguida, sinto seus dentes no lóbulo da minha orelha. - Você também não gosta Chanyeol?

 

Os fios da sua franja caem próximos ao meu pescoço, roçando na região tão sutilmente que é quase imperceptível. Ameaço levar minhas mãos para sua cintura, mas ele se afasta rapidamente do meu toque, quando o barman nos chama pretendendo entregar-nos o pedido anterior.

 

Eu já percebi que ele vai fazer de tudo pra me fazer pirar e não agüentar até o fim da noite. Bom, vamos ver se meu autocontrole está tão precário assim.

 

- Gosto bastante. - respondo sua pergunta anterior, recebendo minha bebida juntamente de um sorriso nos seus lábios. Observo curioso o líquido esverdeado e aparentemente pastoso servido num copo ao invés da taça, pelo pedido de dose maior que Baekhyun escolhera.

 

- Isso é ótimo. - comenta, levando seu copo aos lábios e ao deixar a bebida lhe adentrar a boca, seus olhos se fecham por momentos de deleite. Curioso pelo suposto sabor, repito seu ato, deixando-me provar daquela inusitada escolha.

 

Um leve toque de álcool, numa espécie de mistura de chocolate branco com menta. Viciante. Beijá-lo depois de tomar esse drink deve ser mais do que eu conseguiria imaginar.

 

- Vamos dançar. - anuncia de maneira sensual no meu ouvido e se levanta, segurando minha mão livre com a sua também livre, nossos copos seguros nas outras. Meus joelhos tremem quando levanto junto de si e ele me direciona um sorriso provocante, com direito a olhos semicerrados e sugada ao piercing em seguida.

 

Sem dizer uma palavra, somente me permito ser levado por ele para dentro daquela grande massa de pessoas se mexendo quase alucinadas. Suas mãos balançam descontroladas pra diversas direções, as cabeças jogando o cabelo de um lado pro outro e seus olhos estão semiabertos ou completamente fechados, êxtase percorrendo seus corpos.

 

Baekhyun vira mais uma quantidade da sua bebida nos seus lábios e para quando parece alcançar o meio da multidão, a música ali no centro muito mais alta do que eu poderia ter imaginado ser. Ele vira de frente pra mim, seus olhos encontrando os meus durante os breves minutos em que luzes brancas piscam sobre nós dois.

 

Seu sorriso me sugere claramente para que comecemos a nos mexer e eu sorrio, achando interessante todo esse clima que nos envolve aqui. Bebo mais três goles de uma vez, sentindo uma ótima refrescância da menta descer numa ardência gostosa pela minha garganta e proliferar por toda a minha boca.

 

Sua mão entrelaçada à minha faz-me perder esse contato por breves segundos, para que ele possa levá-la ao meu tórax e ali enrolar seus dedos no tecido da minha camisa. Observo-o se aproximar, nossas pernas tocando-se pelos joelhos e parte das coxas.

 

Subindo com sua mão para meu ombro, ele pressiona sua palma ligeiramente como num pedido para que eu comece a me mexer junto dele. Sorrio, descendo minha mão livre para espalmá-la nas suas costas, deslizando-a até a base da sua coluna, colocando-o tão perto que nossos tórax se comprimem entre si.

 

Noto seus olhos fechando e ele deixa sua cabeça pender para o lado, forçando-me a acompanhá-lo num movimento repetido que seu corpo está fazendo, quase que inconsciente. A música tocando extremamente alta tem batidas fortes e sensuais, instigando todos na pista para dançarem de acordo com aquele ritmo.

 

É o que ele está fazendo e, merda, acho que não deveria ter aceitado aquele trato.

 

Mordo meu lábio inferior, deixando que ele dite os movimentos que fazemos quase juntos, de um lado pro outro. Seus olhos permanecem fechados, parecendo estar aproveitando cada fragmento daquela música, dando-lhe aquele ar de deleite que qualquer um ficaria grato em ver.

 

Sinto sua mão escorregando até minha nuca e ali seus dedos enrolam-se nos fios presentes enquanto ele abre os olhos surreais e me fita, provocante. Seu tórax pressiona-se com mais força contra o meu e logo seus lábios estão na minha orelha, mordiscando a região e respirando com força ali em seguida.

 

- Dance comigo, Chanyeol. - ele pede num tom imperativo e aquela já costumeira sensação estranha pelo meu corpo se faz presente. Ofego, apertando a região onde minha mão está no seu corpo conforme as pessoas ao nosso redor parecem estar multiplicando-se e tornando muito mais difícil manter distância entre um e outro.

 

Não que eu esteja reclamando, claro.

 

Seus dentes fecham-se sobre a pele no meu pescoço e eu estremeço, arrepios e correntes elétricas percorrendo cada célula que compõe meu corpo. Deixo que ele conduza nossos movimentos, concentrando-me somente na forma como estamos próximos e de como consigo sentir sem reservas o aroma gostoso que emana do seu corpo.

 

Seguro um gemido ao sentir sua língua deslizando pelo local recém-mordido, fechando meus olhos e apreciando a sensação. Ele está me provocando de todas as formas pra conseguir me fazer pirar e não aguentar até o fim da noite. E eu odeio admitir, está conseguindo.

 

As pessoas agora se encostam e seus corpos atritam uns nos outros sem se importar, o ar tornando-se quente e abafado, suor formando-se em todos. Baekhyun continua se mexendo junto de mim, passos para um lado e passos para o outro, no ritmo da música. Sua mão está perdida na minha nuca e ele me permite massagear sua cintura enquanto dançamos.

 

Seu corpo descola do meu por breves segundos para que ele consiga beber o que resta no seu copo, virando-o de uma vez. Faço o mesmo com o meu, vendo-o me observar lamber os lábios umedecidos daquela bebida gostosa. Seu lábio inferior é mordido e ele segura meu copo, colocando-o sobre a bandeja de um suposto garçom que está passando pelo meio da multidão.

 

Seus dois braços agora envolvem meu pescoço, deixando seus olhos na altura da minha boca. A música está mudando e a que começa em seguida tem um ritmo muito mais rápido que a anterior. Nós começamos a ir de um lado pro outro, não seguindo uma sequência realmente certa. Minhas mãos descansam no seu quadril.

 

Aquelas luzes cheias de cor estão piscando e rolando pelo local mais desesperadas que nunca, Baekhyun tendo seu belo rosto iluminado por elas de tempos em tempos. Ele sorri, descendo com suas mãos para o centro das minhas costas enquanto me permite descer as minhas para as laterais das suas coxas.

 

Ele pousa suas mãos no meu quadril e o pressiona contra o seu, movendo os dois num círculo junto, provocante. Ofego contra sua bochecha, seus lábios vindo para meu pescoço novamente, sugando a pele com avidez. Não sei se é pela quantidade de bebida que ingerimos de uma vez, mas tudo parece estar muito mais rotativo agora.

 

Talvez seja somente uma luz branca que pisca veloz, dando impressão que todos os corpos estão se movendo em câmera lenta. E outra um tanto mais clara que gira pra um lado, deixando o cenário rodar inteiro e acompanhar esse movimento, depois apaga e acende novamente, girando para o outro lado, causando uma certa ilusão de ótica.

 

Suor escorre por todos os corpos ali, inclusive o meu e o de Baekhyun, tão delirantemente pressionados juntos que está me deixando sem ar. Minhas mãos sobem pelas laterais do seu corpo, entrando por debaixo do tecido vermelho da sua camisa, permitindo-me friccionar meus dedos na sua pele macia.

 

Como possível retorno, ele leva suas mãos para os botões da minha camisa, ameaçando desfazê-los enquanto continua permitindo atrito entre nossos corpos. Os círculos lentos e sensuais que nossas cinturas fazem juntas agora acompanham o ritmo da música, meramente se importando com as outras pessoas presentes ali. Nenhuma parece lúcida o suficiente para saber o que está fazendo.

 

- Você gosta de me ter assim tão perto, não gosta? - ouço-o dizer alto no meu ouvido, sua respiração já ligeiramente descompassada. Mordo meu lábio inferior e aperto mais forte minhas mãos no seu quadril, fazendo-o ofegar também.

 

- Você sabe que sim... - comento no seu ouvido, mordendo sua orelha em seguida. Seus olhos se fecham e sua cabeça pende para o outro lado, como apreciando o que eu faço. Sorrio.

 

- É, eu sei. - ele concorda, jogando o quadril pra frente e fazendo-o atritar com o meu. O encontro dos dois faz arrepios eletrizantes descerem correndo minha coluna e eu o seguro com mais força, sabendo que meu corpo está chegando ao seu limite de controle pelas suas provocações.

 

Ele solta um gemido breve exatamente dentro do meu ouvido, virando-se de costas pra mim tão rápido que eu mal percebo como ele consegue tal ato. Suas mãos seguram as minhas e ele nos força a mover de um lado pro outro, acompanhando as batidas fortes e sensuais da música que nos envolve.

 

Suas mãos guiam as minhas para espalmar seu tórax, suas costas pressionadas contra o meu. Ele força minhas mãos para baixo, atritando minhas palmas contra o tecido da sua camisa vermelha de maneira forte. Ele está me seduzindo de todas as formas e eu estou prestes a desistir daquele estúpido trato feito horas atrás.

 

Sinto sua cabeça deitar no meu ombro, seus olhos estão fechados, seu piercing dentro da boca. Suas mãos guiam as minhas pelo seu corpo, passeando por todo o seu tórax e abdômen, mesmo que sobre o tecido. Seu corpo continua se movendo grudado ao meu, tão sexy que está me deixando excitado.

 

Especialmente pelo fato dele pressionar o corpo pra trás de minuto em minuto, fazendo pressão com sua bunda contra mim, me fazendo ficar insano. Suas mãos levam as minhas até seu quadril e ele as deixa ali, levando as suas para minha cintura, atrás do seu corpo.

 

Aperto seu quadril e cravo minhas unhas na região, vendo-o ofegar e virar a cabeça para o lado, deixando seu pescoço totalmente a mostra. Abocanho a pele que me é oferecida, sugando e lambendo-a com força enquanto minhas mãos viajam até suas coxas, apertando-as de maneira forte.

 

Ele sorri, afastando-se por segundos suficientes para que se vire de frente novamente. Seu tórax pressiona o meu mais uma vez e ele coloca uma perna entre as minhas, sua coxa fazendo pressão em lugares que não devia. Ofego, minhas mãos agora sobre sua bunda, onde aperto com força e empurro seu quadril contra mim, no instante em que ele leva suas mãos para os primeiros botões da minha camisa, começando a finalmente desfazê-los.

 

A agilidade e rapidez com que ele desfaz todos é incrível e em questão de segundos eu tenho minha camisa aberta, o tecido pendendo pelos meus ombros. Seus dedos descem pelo meu tórax, apertando e atritando pele com pele, deixando rastros de fogo por onde passam.

 

De algum lugar provavelmente no teto, algum líquido começa a cair sobre todos na pista. Alguns gritos em aprovação, enquanto as músicas entram em todos os corpos e parecem fazer as pessoas enlouquecerem com suas batidas. Noto que é água caindo sobre nós, sobre Baekhyun e sobre mim, deixando-nos completamente encharcados, como se estivéssemos debaixo de chuva.

 

Baekhyun sorri, jogando a cabeça para trás com aquele movimento brusco e os fios molhados do seu cabelo grudam pelo seu rosto, deixando-o tão mais sexy que é difícil descrever a visão. Sua boca está avermelhada por ser constantemente mordida e ele a leva até meu mamilo esquerdo, mordiscando-o e sugando-o com força, me fazendo gemer.

 

As luzes estão desesperadas, as pessoas dançam desesperadas, eu estou desesperadamente precisando que ele pare toda essa maldita e deliciosa provocação. Quando aceitei o trato não imaginava que ele ia apelar tanto pro fato de ser estritamente sensual.

 

Ele morde a extensão de pele do meu tórax agora molhado, sugando as gotas que escorrem por ele. Seus dedos continuam deixando marcas por onde passam, deslizando entre as laterais do meu corpo e a base da minha coluna. Enquanto isso, me permite adentrar o tecido molhado da sua camisa com minhas mãos na parte de trás, minhas unhas praticamente deixando vergões leves na sua pele alva.

 

Sua respiração acelerada acompanha o percurso dos seus lábios até meu ombro, então ele se afasta o suficiente para puxar o tecido aberto pelos meus braços, suas mãos atritando com força nos músculos dos meus braços pelo caminho. Mordo meu lábio inferior, observando o modo como sua roupa cola ao seu corpo, movendo-se ainda junto do meu.

 

Seus olhos cruzam com os meus por breves momentos de claridade e ele sorri, brincando sutilmente com seu piercing. Estreito meus olhos ao vê-lo levar uma mão até o bolso da minha calça, seus dedos apertando minha bunda.

 

Seu braço vem ao redor do meu pescoço em seguida e ele cola nossos tórax, causando um atrito delirante. Abraço seu corpo com quase violência, não pretendendo deixá-lo se afastar. Seus lábios voltam para o meu pescoço, seu cabelo molhado grudando pela minha pele assim como gruda no seu rosto.

 

Uma das minhas mãos seguram sua cabeça pela parte de trás, meus dedos entrando pelos longos fios do seu cabelo. Ameaço beijá-lo naquele instante, curvando-me sobre si enquanto empurro-o contra mim, mas ele vira o rosto, deixando que minha boca encontre somente sua bochecha molhada. Um sorriso cresce na esquina dos seus lábios.

 

- Eu quero beijar você... - digo inconsciente, as batidas fortes da música impedindo que eu ouça minha própria voz. Ele sorri, pressionando mais o corpo no meu, sua perna entre as minhas fazendo-me crescer contra si.

 

- Eu sei. - ele responde quase num tom convencido, cravando as unhas nas minhas costas, arrastando-as pela pele molhada até minha cintura, ofegando fortemente no meu ouvido.

 

- Desgraçado. - digo sorrindo, apesar de não saber realmente o motivo por estar fazendo-o. Ele sorri também, suas mãos vindo para meu cabelo, seus dedos hábeis bagunçando-o enquanto prende grandes quantidades entre si.

 

- Gostoso. - retruca mordendo o lóbulo da minha orelha com força, me fazendo fechar os olhos e sorrir para o nada em especial. Seu quadril fricciona no meu e eu ofego, puxando ligeiramente o seu cabelo que tenho preso numa mão. Minha outra desce pelas suas costas, aproveitando para lhe apertar a bunda com vontade.

 

Ele ofega, sorrindo contra meu pescoço em seguida, voltando a sugar todas as gotas que caem ali. Sua coxa pressiona-se ainda mais contra mim, o que faz meus olhos revirarem e eu o aperto mais forte, deixando-o ofegante também.

 

Abro meus olhos quase num susto quando sinto uma das suas mãos dedilhar o cós da minha calça, ameaçando adentrar o tecido. Ele cruza um olhar comigo, fazendo-me curvar na sua direção, colando o nariz no meu.

 

Nossos corpos continuam movendo-se de um lado pro outro, as luzes acendem e apagam no ritmo da música, a água cai devagar sobre todos na pista. Ele ergue a cabeça na direção da minha, colando os lábios nos meus pelo seu costumeiro selinho rápido e eu arrepio, apertando-o mais forte.

 

Mas ele não se afasta como sempre e eu me vejo temporariamente paralisado com o fato dele estar começando a me beijar... de verdade.

 

Não correspondo quando ele vira a cabeça para o lado, ainda mantendo os olhos abertos, ainda mantendo nossas bocas juntas. Suas sobrancelhas se erguem e ele descola os lábios dos meus milímetros, fazendo-me sentir falta daquela pressão deliciosa.

 

Inclino-me pra frente, colando minha boca na sua de novo, notando que ele somente sorri e não se afasta. Sorrio também, mordendo seu piercing e o sugando pra mim, vendo-o semicerrar os olhos e respirar forte, em mais um ofego.

 

Seus olhos fecham-se e ele abre a boca o suficiente para que minha língua possa entrar, procurando pela sua e encontrando-a naquele sabor de menta ainda pela última bebida. Fecho meus olhos também, não acreditando que está realmente acontecendo.

 

Parto pra cima dele, fazendo-o ser empurrado contra uma coluna circular próxima à nós. Suas costas colidem contra aquela pilastra, arrancando-o um arfar, nossas bocas descolando por segundos enquanto seguro suas coxas e afasto suas pernas, postando-me entre elas e fazendo-o ficar completamente pressionado contra a pilastra.

 

Minhas mãos deslizam para sua bunda e eu aperto-o contra mim, fazendo nossos quadris colidirem de forma delirante. Ele ofega, eu também, antes que eu volte com desespero para sua boca, praticamente devorando-a com toda a ferocidade que o beijo permitia.

 

Recebo suas mãos perdidas no meu corpo, me apertando de volta enquanto corresponde da mesma forma, nossas respirações totalmente descompassadas misturando-se com desespero. Caralho, acho que vou gozar agora.

 

As gotas que caem sobre nós misturam-se no beijo, sendo capazes de evaporar devido à todo o calor sufocante que nos assalta. Ele suga minha língua, eu mordo seu piercing, nós friccionamos nossos lábios com tanta avidez que causa certa ardência e dormência pelo atrito bruto.

 

Aperto-o com mais força, sendo apertado em retorno, gemidos altos escapando pelas nossas bocas famintas. Meu coração bombeia sangue com força, violência, enquanto êxtase e delírio percorrem minhas veias. Ele é gostoso, viciante, infernalmente provocante.

 

E sorri em meio ao torpor que são seus lábios. E me afasta para conseguir devorar meu pescoço, deixando marcas e marcas por onde seus dentes passam. E continua me atiçando com seus toques ousados, antes de forçar suas pernas para voltarem ao chão, mordendo o lóbulo da minha orelha.

 

- Até outro dia, Park. - e se vira depois de morder meu lábio inferior, dando-me um selinho.

 

Caminha pra longe de mim, permitindo-me notar o sorriso nos seus lábios enquanto o faz. Deixando-me parado em completo desentendimento, ainda ofegante por tudo o que aconteceu agora. Ainda inebriado por ter realmente acontecido. Ainda excitado de uma maneira que nunca estive antes.

 

Solto uma risada nervosa, passando meus dedos entre os fios do meu cabelo molhado.

 

Maldito provocador.


Notas Finais


E então?? Espero que ainda esteja todo mundo vivo!
Esse está entre os meus capítulos favoritos, então espero que vocês gostem também!

AS BEBIDAS:
*Kir Royale: licor de cassis misturado com champagne gelado, decorado com uma cereja.
http://2.bp.blogspot.com/-KoSidtvoxTo/Tvyu8VyudaI/AAAAAAAAFNg/gyi3Exg6y9s/s1600/kir%2Broyale.jpg

*French Connection: coquetel de conhaque misturado com licor de amêndoas.
http://www.scienceofdrink.com/wp-content/uploads/2007/10/french-connection.jpg

*Grasshopper: coquetel de licor de menta com creme de leite e licor de cacau branco.
http://www.chowstatic.com/assets/2013/11/30910_RecipeImage_620x413_grasshopper_cocktail.jpg

Vejo vocês em breve! <3


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