História Jikook - O Comandante - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jimin, Jikook, Jimin, Jungkook, Namjin, Suga, Top!jungkook, Vhope
Exibições 120
Palavras 2.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Por favor!


  Jimin ficou ainda mais confuso quando a noite chegou.

   Uma garota chamada Jisoo conduziu o ruivo e Taehyung até um chalé afastado dos aposentos do comandante, dizendo que eles iriam dormir ali. A garota era realmente bonita, dona de olhos pequenos, deixando sua aparência parecer doce e gentil. Usava roupas parecidas com as de Jungkook, a armadura nem tão apertada e as luvas nas mãos.

— Bem, há vários chalés aqui, mas também estamos lidando com a superlotação. Este é o mais vazio, pedi à Hoseok que cedesse uma cama beliche e que guardassem suas coisas no armário, tudo bem? – a morena perguntou, já caminhando para entrar no chalé, que era revestido por algumas peças de ferro, como todos os outros. Não havia porta, apenas alguns retalhos cobrindo a entrada.

— Posso fazer uma pergunta? Por que o aposento do comandante parece tão luxuoso perto dos chalés? Não é meio injusto? – Taehyung perguntou e Jimin quis bater nele por isso. Os Rebeldes já fizeram muito em aceitar dois estranhos ali, eles não poderiam se dar ao luxo de ficar questionando tudo.

— Boa pergunta. Na verdade, não faz muito tempo desde que nosso território era parte do Reino também. Quando o antigo comandante formou um grupo grande o suficiente para tal, os Rebeldes invadiram e tomaram essa área, mas ainda éramos dependentes de suas cargas. Jungkook assumiu o comando nos anos seguintes e acabou completamente com essa dependência, ele fez um acordo com Chung-Hee e ganhamos 20% do que eles produzem todo mês em troca de de nunca mais tentarmos invadir seu território – Jisoo explicou, com um sorriso suave no rosto. Apontou para a casa onde Jungkook morava. – Acontece que o aposento do comandante funcionava como uma "casa de repouso na fazenda"  para a mulher do rei, então foi difícil tomá-la, estava cheia de guardas.

  Taehyung assentiu, com os olhinhos brilhando:

— Nossa. Jungkook deve ser muito corajoso.

— Ele é. – a morena confirmou, assentindo. Afastou os retalhos, deixando o quarto visível para os dois. Havia cerca de seis beliches e algumas pessoas dormiam no chão, mas não chegava a ser desconfortável – Está meio vazio agora pois todos devem estar no pavilhão, o jantar logo será servido.

  Jisoo se foi e deixou os dois entrarem no chalé. Jimin deixou que Taehyung ficasse na cama de cima e ficou com a de baixo, logo colocando sua mochila em cima e se deitando por cima das coisas. Estava exausto, sua cabeça ainda doía um pouco e só queria que as palavras de Jungkook saíssem de sua cabeça, ele nunca esqueceria a frase: "Devo te colocar numa coleira ou você vai se comportar?"

— Eu gosto daqui. – o menor falou, coçando os olhos. Jimin notou que ele estava com seu casaco e sorriu por ver o quão grande ficava nele. Taehyung era tão adorável, precioso demais para um mundo como aquele. – O comandante me assusta um pouco, mas Jisoo e alguns meninos que falaram comigo são legais. Este poderia ser nosso novo lar.

— Quem sabe? – o ruivo ofereceu um de seus melhores sorrisos ao pequeno. Ele fechou os olhos, logo depois sentindo a cabecinha de cabelos castanhos se colocando em seu peito. Jimin riu, vendo Tae se esfregar contra ele de um jeito nada sutil. Parecia um gatinho manhoso.

— Me faz carinho, Jimin. – pediu.

— Faço – Jimin sorriu, usando uma mão para acariciar seus cabelos e a outra para passar em seus braços. Percebeu que havia uma elevação em seu pulso, como se fosse algo colocado dentro de dia pele, mas decidiu ignorar aquilo e segurou em sua mão, o puxando delicadamente. – Vem, vamos jantar.

  Não sabiam direito a localização do lugar, mas seguiram as vozes e as luzes das velas, o que não foi difícil. O pavilhão estava cheio e as conversas dominavam todas as mesas, que também estavam cheias, o que dificultava a situação de Jimin e de Taehyung.

— Ei, vocês devem ser os novatos. – uma voz masculina soou atrás deles. Era um rapaz alto, com os cabelos escuros e um sorriso grande no rosto. – Eu sou Hoseok, mas pode me chamar de Hobi. Vamos, sentem-se.

  Jimin analisou o restante da mesa. Garotas e garotos se espalhavam por ali, alguns mais velho, alguns mais novos e o ruivo adorou aquela mistura. Era tudo tão diferente do Reino. O povo de lá comia em suas próprias casas, com suas refeições miseráveis e mal conheciam seus vizinhos.

— Este aqui é o Jin. – Hoseok continuou, sentando-se logo depois. O tal Jin acenou e Jimin constatou que ele era realmente muito bonito, seus lábios eram preenchidos e os olhos eram grandes e escuros

— Eu sou o Jimin e ele é o Taehyung. E, sim, nós somos os novatos e não fazemos ideia do que está acontecendo. – apresentou, tentando retribuir o mínimo de simpatia do outro. Olhou para baixo, vendo que Hoseok havia pego duas tigelas com sopa para o dois e sorriu, agradecendo mentalmente. – Como vocês fazem para preparar a comida?

— Ah, os caçadores trazem as carnes e os cozinheiros fazem. Por exemplo, eu fiz a sopa de hoje – Jin respondeu, dando de ombros e parecendo orgulhoso por isso.

— Jin adora dizer que cozinha, vocês vão se acostumar. – Hoseok sorriu, recebendo uma careta do amigo. – Mas ele adora mais ainda dizer que transa com o soldadinho, ah, isso é algo com o qual ainda tenho que me acostumar.

  Jimin franziu o cenho, surpreso. Então, ficar com pessoas do mesmo sexo era permitido ali? No Reino, era estritamente proibido e, caso houvesse um flagrante, ao casal era aplicada a pena de morte. O ruivo nunca parou para se questionar sobre sua sexualidade, só havia beijado uma garota na vida e ela sequer estava viva ainda, nunca pensou em se apaixonar por outro homem, então não se importava muito.

— Quem é o soldadinho? – perguntou Taehuung, franzindo a testa. Jin apontou para um homem moreno na mesa do comandante, que tinha feições sérias e parecia ser bem forte. Usava uma armadura igual a de Jisoo.

— Ele não é um soldadinho. Namjoon é o capitão das tropas dos Rebeldes. – Jin falou, como se estivesse se gabando. Como viu que Jimin ainda estava confuso sobre aquela mesa em especial, se pronunciou novamente. – O mais pálido ali é Yoongi, mestre de Jungkook, mas ele já treinou o outro comandante também. Os outros são membros do Conselho, eles decidem algumas coisas que não cabem ao comandante e toda a questão da diplomacia. Alguns são bem abusados.

— Falando em abuso... – Hoseok deu um sorriso cheio de malícia. – Está chegando o dia do Santuário.

— Santuário? – Jimin questionou, franzindo a testa. Quanto mais ouvia sobre o lugar, mais queria saber. 

Queria saber sobre Jungkook, em especial.

— Santuário é como chamamos um dia bastante...Como eu posso dizer? Especial. – Jin apontou com o queixo para Jungkook. O moreno estava muito concentrado no assunto debatido em sua mesa, mas ele parecia tão bonito daquele jeito. – Jungkook escolhe alguém para transar com ele, basicamente.

— E se a pessoa não quiser? Ele força?

— Quem não ia querer? É basicamente o sonho de todas as garotas e alguns garotos daqui – Jin riu, balançando a cabeça. – Dizem que Jungkook é quase um deus, até Hoseok escuta os gemidos, mesmo dentro da enfermaria. Mas, não, caso alguém não queria, ele não força. Estupro é a coisa que Jungkook mais abomina e não hesita em punir esse tipo de crime com a morte. Mesmo tendo só dezoito anos, aquele garoto é um líder nato.

— Dezoito anos? – Jimin arregalou os olhos. Imaginou como deveria ser quando Jungkook era criança, como um garotinho de dez anos poderia empunhar uma espada...Era absurdo demais.

  Do outro lado da mesa, Hoseok sorriu levemente para Taehyung, que estava sentado ao seu lado. Estava achando fofo o fato do garoto estar com a boca suja de sopa, já que sua tigela ainda estava quente e ele não segurava direito. O mais velho adorava lidar com crianças, era sempre adorável.

— Por que você saiu do Reino, pequeno? – decidiu arriscar, falando baixo para não atrapalhar a conversa de Jimin e Jin.

— Bem, eu tenho diabetes. A rainha disse que eu não poderia mais trabalhar, então eu peguei minhas injeções diárias e fugi. – Taehyung admitiu, colocando uma das mãos na nuca e prestando toda sua atenção à Hoseok.

— É bom que você tenha trazido as injeções. Jimin te falou que eu sou o médico daqui? – perguntou e o menor balançou a cabeça – Bom, a minha irmã tinha diabetes e eu cuidava muito bem dela. Não é nada muito preocupante, mas você deve tomar cuidado, precisamos saber qual é seu tipo. Pode aparecer na enfermaria e eu aplico as injeções para você, que tal?

Antes que pudesse responder, uma discussão na mesa do comandante chamou a atenção de todos. Dois membros do Conselho debatiam sobre o que havia mudado quando Jeon assumiu o comando, como eles estavam agora, se estavam estáveis, quando iriam declarar guerra contra o Reino e um deles parecia criticar a forma dele de comandar. Jungkook permaneceu quieto durante toda a discussão, apenas observando.

— Por que ele está deixando aquele homem falar dele? – Jimin perguntou, quase indignado. Jungkook parecia se controlar para não explodir ali mesmo, mas seu rosto ainda era sereno como uma brisa. Essa capacidade de mascarar seus sentimentos era espetacular.

  Como se lesse seus pensamentos, o moreno se levantou da mesa calmamente, fazendo o silêncio reinar por todo o pavilhão.

— Em primeiro lugar, mantenha sua voz baixa quando estiver falando comigo, sabe que odeio gritos. Se quer me convencer de algo, levante suas palavras e seus argumentos, não a voz. Em segundo, quero que qualquer um que esteja passando fome se manifeste aqui. – ele deu tempo, caso alguém quisesse se identificar, mas isso não aconteceu. – E alguém que esteja ferido gravemente? Que teve seus parentes mortos pelas tropas do rei? Alguém?

  Ninguém respondeu novamente. Jimin podia dizer que esse silêncio não era por medo, era apenas sinceridade. O povo não temia Jungkook, eles o respeitavam e respeito é tudo que um líder precisa para construir algo.

— Vê? Nenhum desses problemas é mais alarmante, algo que não aconteceu quando seu pai estava no comando, certo? – o moreno provocou, se aproximando do velho que havia feito a acusação de amadorismo. Um silêncio extremamente desconfortável se fez presente. – Mais alguém para questionar minhas decisões?

Obviamente, ninguém disse nada.

(X)

— O comandante quer ver vocês.

Acordar ouvindo essa frase não estava nos planos de Jimin. Hoseok, que dormia junto com eles no chalé, os acordou com uma expressão de poucos amigos. O ruivo abriu os olhos rapidamente, colocando um casaco sobre as roupas amassadas e pegando a mão de Tae, para que pudessem ir.

— Por que está indo também? – perguntou à Hoseok, que começou a caminhar junto deles.

— Namjoon disse que Jungkook precisa de mim lá. O comandante parecia bravo, não sei dizer o que aconteceu. – o médico comentou, parecendo apreensivo. Passava as mãos na calça, como se quisesse que elas parassem de suar.

Chegando na casa, Jimin foi o primeiro a entrar. Se deparou com Jungkook sentando daquele jeito desleixado no trono, alguns de seus soldados, incluindo Namjoon, e dois membros do Conselho. Mesmo com tantos rostos na sala, o ruivo só conseguia reparar em Jungkook, que o olhava fixamente, com a expressão neutra.

— Um dia – o comandante falou, de repente, chamando a atenção de todos para ele. Se levantou de seu trono, caminhando até ficar de frente para Taehyung e Jimin, analisando-os. – Vocês ficaram aqui por um dia e já podem se considerar traidores. Eu não gosto de ser enganado, Park Jimin, você sabe disso.

— Sobre o que é isso, comandante? – Jimin perguntou, franzindo a testa. Jungkook o deixava tão confuso, tão desconcertado. A mais simples aproximação do moreno já lhe causava arrepios.

— Temos infiltrados no Reino, são soldados de lá e eles me disseram que ouviram o boato de que seria fácil localizar o arsenal dos Rebeldes – Jungkook deu as costas para eles, andando até o meio da sala. – Seria fácil porque agora eles têm Kim Taehyung os guiando, foi o que eles disseram.

Assim que ele disse isso, um de seus soldados avançou em Taehyung, o puxando em uma espécie de mata-leão. Colocou uma faca em sua garganta, fazendo Jimin perder o ar por alguns segundos assim que viu o desespero no olhar do garoto.

— Acontece que seu amigo tem um rastreador escondido, Jimin. Provavelmente, ele estava em uma missão – Jungkook falou mais uma vez, se virando para ele e brincando novamente com o cabo de sua espada, como quando fez assim que eles se conheceram. – E, como eu não tolero traição, ele será morto depois de contar tudo que sabe.

Tudo ao redor pareceu parar por um tempo. Jimin não ficou nem três dias com Taehyung, sabia pouquíssimas coisas sobre ele, mas tinha plena consciência que ele nunca trabalharia numa missão assim, não para o Reino. Se lembrava de perceber aquela elevação em seu pulso, agora sabia o que era, mas podia dizer que nem o menor sabia, não antes disso.

Viu o garoto mais novo ser forçado de joelho no chão, ainda com a faca em sua garganta, o pavor dominando seus olhos.

— Por que eles escolheram você? – o soldado que tinha Tae nas mãos exigiu saber. Jimin tinha que fazer alguma coisa, mas não podia pensar em nada, sua cabeça estava uma confusão e haviam, pelo menos, dez homens naquela sala.

— E-Eu juro que não sei! Isso não é meu! – Tae falou, soando tão quebrado que Hoseok não conseguiu ficar observando aquilo, desviou o olhar, sentindo-se péssimo e Jimin cerrou os olhos com força. O som de um soco desferido no mais novo foi ecoado na sala. – Eu juro...

Jimin não sabia o que estava fazendo, apenas foi até o centro da sala, onde Jungkook estava e se ajoelhou. Ajoelhou assim como viu os homens dele fazendo no primeiro dia, mesmo que não quisesse nem um pouco, se curvou.

— Por favor, por favor, comandante. Você pode parar isso. Eles escutam você – pediu, quase implorando. Mantinha seu tom de voz baixo, como o outro pedira no dia anterior. Os sons das agressões ao fundo só o fizeram apelar mais ainda naquele pedido – E-Eu faço qualquer coisa, aceito ser seu completo submisso se quiser, apenas... Apenas deixe-me provar que Tae não é um traidor, por favor. Eu só preciso que me escute.

Jeon o analisou com cuidado. Viu o desespero no rosto do outro e, não que fosse realmente dizer, mas apreciou seu ato de tentar um acordo, nem todos teriam essa coragem.

— Deixem que ele explique. – o comandante ditou para os soldados que se moveram para tirar Jimin dali, os quais não tiveram outra escolha, senão parar. O homem que batia em Taehyung também parou, um pouco chocado pela atitude de Jeon. Era a primeira vez que ele dava a chance de alguém explicar algo, depois de já ter sentenciado. – Você tem minha atenção, Jimin, me dê um motivo para que o garoto viva. Caso não me convença...Os dois morrem.



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