História @jjk1997 está seguindo você - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Instagram!au, Jikook, Kookmin, Texting, Top!jimin, Upornost Fics
Visualizações 550
Palavras 3.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Lemon, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


POSTANDO ÀS TRÊS DA TARDE? COMO ASSIM? Pois é, as coisas mudam... E sabe o que mais vai mudar? Eu mesma, a autora, irei fazer um textão nas notas! E tem que ser aqui, porque esse capítulo vai ser... Longo? Exaustivo? Enfim...

Passei um bom tempo sem postar, como perceberam, e é meio estranho isso para quem postava todo dia. Várias coisas me levaram a isso, então vamos por partes. Primeiro de tudo - sim, esse capítulo já tinha sido postado, ele estava pronto e eu o postei como todos os outros, ansiosa para ter a respostas dos meus leitores paçoquinhas queridos, MASSS, como nem tudo é uma mar de flores, algumas pessoas não reagiram como o esperado e eu decidi excluir o cap e reescrevê-lo. Aqui vai um desabafo: capítulo original tinha cena de estupro, é gente, tinha sim! Isso revoltou muita gente e eu não entendi o porquê; eu me esforço muito por essa fic, eu fiz o plot dela em uma aula de história e desde então dou o meu melhor por vocês que a leem, mas realmente não esperava que algumas pessoas deixassem de ler por conta de um ocorrido. Vocês tem que entender que quem faz a história é o autor e vocês leem para saber o final, como um livro normal, não é pra soar rude. Em nenhum momento eu romantizei o ato, acho que a descrição tornou a coisa toda um pouco "intensa" demais, eu até entendo como é ruim ler/ escrever algo assim. Isso só me magoou muito pelo número de desfavoritos e críticas, enfim.

~~ Então você mudou o plot?
Não, o plot é o mesmo. Eu só tirei a cena do estupro. E pra você que está lendo isso e ainda não sabe o que vai acontecer, logo aviso: Vai ter prostituição. Leia por sua conta e risco! Pra você que leu o capítulo original, logo aviso: eu não mudei nada, senão a cena em questão, então você pode simplesmente pular esse cap normalmente ;)

Segundo: isso coincidiu na época em que meu notebook deu problema então eu fiquei mesmo sem poder escrever, o que foi bom para colocar a cabeça no lugar e superar a decepção. Melhor que isso, eu planejei tudo para o fim da fic! É, gente já está pertinho! Pelos meus cálculos faltam apenas mais sete capítulos, contando com esse, mas talvez saiam especiais e dê um total de 40 caps.
Já digo que vou sentir falta ;(

Terceiro: Amanhã mesmo, quarta-feira, começa o meu estágio e eu vou acabar não tendo tanto tempo assim para escrever os caps, mas vou dar o meu melhor, o que acaba sendo bom porque a gente prolonga a vida de @jjk1997 mais um pouquinho rsrsrs ;)

Bem, gente foi isso (??) Acho que falei tudo. Quem ainda vai ler @jjk1997 e comentar e me apoiar até o final, boa leitura ;)

Capítulo 31 - @jjk1997 não vai saber disso


Jimin e Jungkook haviam decidido que nos domingos eles não se veriam. Era um dos parâmetros mais importantes na relação deles — os dois faziam tudo juntos e grudados, então teriam um dia de “folga”, para dar espaço ao Park e para ajudar a controlar a obsessão do Jeon, que passaria o primeiro dia da semana adiantando seus trabalhos de faculdade ou aproveitando o tempo livre. No primeiro domingo, logo após os testes da KA, o mais novo havia combinado um encontro com alguns colegas a fim de recuperar as matérias perdidas. Já o moreno, ligou para o melhor amigo e foi com ele até a casa dos Jeon, certificando-se que não atrapalharia o casal enquanto discutia com o Yoongi sua volta para a empresa e já organizava algumas planilhas.

Era engraçado tratar de casos e horários com Yoongi enquanto Taehyung estava sentado em seu colo, mas era ao mesmo tempo bom ver o quão íntimos os dois eram. Quando os mais velhos terminaram de acertar detalhes do trabalho, os três fizeram lanches e comeram juntos, conversando despreocupadamente na cozinha.

Na segunda de manhã, Jimin já estava vestido com a farda da JDH Advocacia outra vez, empilhando pasta sobre pasta e andando com aquela pressa habitual nos corredores. Hoseok chegou mais cedo para ver a namorada, dissera que tinha tido um teste e havia sido liberado após isso, mas cumprimentou Naeva rapidamente, partindo para a sala de Donghyun.

Jungkook chegou logo depois, passando pela recepção até a sala do Park. Perceberam que os dias de segunda-feira seriam os melhores, onde matariam a saudade do domingo como se já tivesse passado um ano e poderiam conversar sobre o que fizeram longe um do outro. Mesmo assim, Jungkook também não ficou muito tempo na companhia do namorado e partiu, igualmente ao Jung, até a sala de Donghyun.

O Park achou que eles estavam encrencados e queria ser uma mosquinha para saber o que estava acontecendo na sala do CEO da empresa. Talvez fosse só os mais novos choramingando por dinheiro emprestado para conseguirem comprar algo, como já era habitual.

Na noite de segunda, Jimin dormiu na casa de Jungkook. Ele adorava porque o sogro sempre fazia o jantar e estava sempre uma delícia. Como Taehyung tinha levado Yoongi para conhecer seus pais, foram só os três na mesa de jantar — Jungkook, Jimin e Donghyun, conversando alegremente sobre parques aquáticos e churrasqueiras elétricas. Parecia estar tudo em ordem, como se Deus tivesse finalmente montado o quebra-cabeça da vida deles corretamente e agora fosse continuar aquela paz para sempre.

Terça-feira de manhã. Yoongi e Namjoon levaram Jimin em uma reunião fora da cidade. Diferente do esperado, o moreno estava confiante, sabia de cor todos os arquivos e casos dos dois advogados então pôde apresentá-los bem para o outro grupo de advogados, recebendo tapinhas nas costas e uma cerveja como prêmio. Jungkook chegou com o punho enfaixado e arranhões no rosto, disse que tinha se machucado treinando boxe na aula de Educação Física. Foi mimado por todos. Ser o caçula tem lá seus privilégios.

À noite, Jungkook convenceu Jimin a sair e comprar roupas iguais, de namorados. Parecia Naeva falando, o que fez ao Park rir e revirar os olhos, mas satisfez os desejos do acastanhado, acabando por comprar blusas brancas com pequenas rosas costuradas perto da manga. O Jeon parecia uma criança quando achou uma roupinha de cachorro igual, não hesitando em comprá-la.

Pararam para comer algo em um restaurante qualquer, foi quando Seokjin ligou para Jimin. Disse para o moreno estar preparado às nove da manhã e, quando o Park explicou que tinha trabalho, o Kim disse que daria um jeito, falaria com Namjoon. Foi aquela mesma conversa da outra vez — “não precisa fazer nada”, “eu providenciarei tudo” “acredito no seu potencial” “eu vou lhe buscar”. Depois disso houve um grande sermão do quanto à rotina de modelo de Jimin. “Não é ciúme, mas...” Jungkook poderia levá-lo às sessões de foto, tinha um carro e tinha tempo, não precisava viver de carona com Seokjin. “Não é ciúme, mas...” Jungkook achava estranho essa inclinação enorme que o Kim tinha em fazer as coisas por Jimin, seu namorado podia se virar sozinho, sem ajuda, ele era esforçado. E, por último, “não é ciúme, mas...” Jungkook estudava publicidade, ele podia ir e ficar atento ao ensaio fotográfico.

Os dois tiveram que se despedir em frente ao prédio de Jimin, não poderiam passar a noite juntos já que o Jeon tinha faculdade e o moreno um photoshoot novo, mas encheram-se de beijos na fachada do edifício e só se soltaram quando estavam satisfeitos.

Manhã de quarta-feira.

Jimin acordou nervoso. Tivera um sonho estranho, onde Seokjin continuava o repetindo aquele discurso intimidador sobre estrelas e meteoros, se corpo se arrepiara inteiro ao levantar-se da cama e sua mente enchera-se com o eco das palavras do mais velho. Era hoje, tinha que dar realmente tudo de si para impressionar o tal cliente e assim conseguir ser contratado na KA. Era pressão demais em cima de si, mas tentou não dar muita bola para isso e tomar seu banho em paz.

Vestiu-se da melhor maneira que pôde outra vez, disposto a impressionar ainda mais o Kim. No fim, estava um pouco adiantado então apenas se sentou no seu sofá, esperando, entediado, o loiro chegar. Jungkook havia o deixado várias mensagens de apoio e suporte, realmente aquecia o coração do moreno ver que o namorado estava ao seu lado, confortando-o.

A campainha soou bem na hora marcada e o Park não demorou a atendê-la, já pronto.

— Sua beleza não decepciona — Seokjin disse, sorrindo. — Vamos? — O loiro parecia sorridente; Jimin atribuiu aquilo à ansiedade de satisfazer o cliente, por isso tratou de exigir ainda mais de si. Imaginem só se conseguisse agradar Seokjin. Acompanhou o mais velho até o seu carro, como usual, colocando o cinto de segurança enquanto esse ligava o rádio em uma melodia calma. — Imagino que se lembre de nossa última conversa.

— Sim, hyung — o moreno respondeu prontamente. — Eu vou dar o meu melhor e conseguir o cliente.

— É o que eu espero, Jimin. Hoje o ensaio vai ser em um hotel aqui perto, tudo bem? Não se esqueça que está fazendo isso para agradar ao cliente e conseguir entrar na agência.

 

—★—

 

O hotel não era grande coisa, bem, não era o tipo de hotel que pessoas como Kim Seokjin costumavam frequentara, mas pelo visto, o loiro não se importava muito com isso. Ficava um pouco perto da casa de Jimin, ele até lembrava-se de já ter passado em frente algumas vezes, acompanhado de Taehyung. A cada minuto mais próximo, ficava mais nervoso, mas tentou esconder isso de Seokjin. Ele guiou o moreno mais baixo pelo hall de entrada, cumprimentando o homem da recepção e o que parecia ser o gerente com sorrisos amigáveis e palavras cortês. Logo estavam no elevador, indo para o nono andar do prédio.

— Como vai ser a sessão de fotos? — perguntou, ansioso.

— Ah, ele vai te contar quando você entrar na sala — o loiro o respondeu calmamente. — Eu ficarei em outro quarto, tratando de papeladas e essas coisas técnicas.

— Não vai ficar comigo? Oh...

Seokjin riu, observando Jimin com uma expressão fofa que chicoteou no coração do mais novo com confiança e respeito. Respeitava muito o mais velho, e o admirava também.

— Tenho certeza que vai dar conta sozinho — disse, passando a mãos pelos fios de cabelo do moreno.

Quando chegaram ao andar, Seokjin avançou na frente, indo diretamente para o quarto específico e passando o quartão de acesso na porta, fazendo-a destrancar num click.

— Você entra aí e espera o cliente. Não tem segredo: quando ele chegar vai dizer o que quer que você faça e você faz. Entendido, Jimin?

— Sim — concordou, encarando o mais velho.

— Ótimo, eu venho te buscar quando acabar.

Calmamente, depois de respirar fundo uma vez, Jimin entrou no quarto, segurando a alça da bolsa com força, esperando o nervosismo passar. Parecia um quarto de hotel comum, não muito luxuoso, não muito brega. Deixou suas coisas em cima da poltrona que restava ao lado da cama e espiou em volta, sem saber exatamente o que fazer. Repetiu um mantra mentalmente e se apressou ao lembrar as palavras de Seokjin e as mensagens de Jungkook. Tinha que fazer aquilo dar certo; era o seu futuro em jogo.

Já haviam se passado alguns minutos que pareciam anos, quando a porta voltou a abrir, revelando um homem de terno e barba rala no rosto que sorria para o modelo, alegremente. Tinha madeixas cacheadas e usava óculos, assim como brincos. Jimin sorriu de volta e esperou que mais alguém da equipe entrasse atrás dele, mas o homem trancou a porta, o que assustou o Park.

— Você é Park Jimin? — perguntou, não deixando de sorrir nenhum momento, enquanto se aproximava do mais novo. — Eu sou o cliente de hoje.

— O-oi — gaguejou, nervoso. — Como vai ser? Onde está o fotógrafo?

— Ah, sim — ele riu, servindo-se um copo de uísque estava disponível no frigobar. — Ele chega daqui a pouco. Pode começar tirando a camisa.

O olhar do homem petrificou em cima de Jimin e o moreno não se atreveu a se mexer, continuou olhando para o cliente de Seokjin como se estivesse preso naquele lugar do espaço. Olhou em volta como se algo o salvasse daquele sentimento ruim, mas por fim, apenas sorriu e afastou os pensamentos paranoicos da cabeça, levantando a camisa.

— Uau, você tem um corpo bonito — o homem elogiou, observando Jimin dos pés à cabeça.

— Obrigado — corou, fixando o olhar no chão.

Uma palma estalada foi ouvida antes do cliente se levantar, olhando em volta como quem tem que ter certeza de que não está sendo espionado. Ele andou na direção de Jimin, fazendo um arrepio descer na espinha do mais novo. O corpo do Park congelou e ele parou de respirar quando o homem se curvou sobre ele, deixando seus rostos próximos.

— Estou curioso, o que Jin disse para você fazer? — questionou com um sorriso que agora parecia malicioso nos lábios. — Ele disse para você tinha que me agradar na sessão de fotos? — a entonação dele era quase sarcástica e piorou ao pronunciar o último termo, como se fosse uma piada ou um insulto. — Que tinha que fazer o que eu quisesse?

— Isso é um teste? — Park rebateu, nervoso.

Jimin sentiu uma mão na sua cintura e não teve forças ou reflexos de afastá-la, apenas umedeceu os lábios e engoliu em seco. Seu cérebro o mostrando que não era ali que deveria estar, não era aquilo que deveria estar fazendo, mas o garoto custando a acreditar que aquela seria a realidade. Parecia uma brincadeira de mau gosto.

— É um teste sim, bebê — murmurou, com o nariz no pescoço de Jimin. — Pra saber se você entra ou não na agência.

— Não... — gemeu, enchendo os olhos de lágrimas.

Envergonhado, Jimin fechou os olhos e mordeu os lábios com força; não conseguia mais aturar aquele olhar carnívoro sobre si, parecia zombar da ingenuidade dele. Ingenuidade que o Park nem sabia que tinha, mas havia sido comprovada naquele momento. Ele tinha que sair dali, chamar Seokjin. O que aquele homem faria consigo? O seu tique de nervosismo voltou no pior momento e logo o moreno mexia, rapidamente, em seus dedos.

O coração quase saltou para fora do peito quando o desconhecido segurou ambas suas mãos separando-se tão repentinamente que pareceu bruto — não que não tenha sido essa sua intenção. Jimin levantou o rosto e encarou-lhe com medo. Medo até do tempo passar e ele ficar preso naquela cena para sempre.

— Parece nervoso, Jimin — riu, afastando-se e dando, assim, um momento para o mais baixo respirar fundo, tencionando um pouco menos os músculos. — Aposto que já se arrependeu de não ter ficado com seu namorado em casa.

Até tentou pensar em algo para falar, abrindo os lábios enquanto formulava palavras que esganiçaram-se em sua garganta, sem força; mas o homem foi mais rápido, interrompendo seu fluxo de pensamentos.

— Seokjin me contou sobre ele. Jeon Jungkook, não é? — Incapaz de afirmar ou negar, Park apenas continuou estático, segurando-se muito forte na esperança que tinha de que as coisas não dessem errado ao todo. — Mas, pelo visto, Jin não lhe contou o principal. Ele sempre deixa essa parte para mim, mesmo. Não quer se sentar?

Jimin olhou em volta após alguns segundos, em que ponderou sobre correr até a porta e tentar, com sua força, arrebentar a trava, ou se jogar pela janela. Não havia saída. Ele teria que ficar ali, trancado, com aquele homem suspeito e malicioso. Pensou rapidamente em Jungkook, o que ele estaria fazendo naquele exato momento, mas abandonou o devaneio para não se distrair.

— Tudo bem, eu não quero assustar você, okay? Mas às vezes pessoas enxergam potenciais em nós que não seríamos capazes de enxergar. Foi o que aconteceu com você – Jin e eu vimos algo em você e decidimos trazer isso para fora. Não sei ser suave, a KA não é o que você está pensando, Jimin. Você não vai ser agenciado para só posar para fotos, você vai se prostituir, vai participar do Blue Book.

Mesmo que não emitisse reação alguma, Jimin sentiu vontade de correr até o homem e bater nele. Aquilo só podia ser uma brincadeira, um teste. Como era possível? Sua respiração estava ofegante, quando notou; fechou os punhos e cerrou os dentes, os olhos turvos pelas lágrimas e um beiço que segurava o choro nos lábios. Não sabia para onde olhar ou que caminho tomar, estava parado no meio daquele quarto, sem escapatória.

— O que eu vou fazer? Onde eu me meti? Eu sei, é isso no que você está pensando, não é? É totalmente compressível, Jimin. Todos passam pela mesma coisa. É uma brincadeira? Como eu vou sair dessa? É fácil, só diga que não aceita. Tudo que Seokjin faz é realizar sonhos e lucrar em cima disso. Ele vai fazer com que todos conheçam seu rosto estampado nas capas das revistas e que alguns privilegiados conheçam mais que isso. — Disse e sorriu, levantando-se para ajeitar os botões do paletó. Parecia haver uma nuvem de fumaça cobrindo o cérebro do moreno. — Agora, se não concordar com isso, apenas diga que não, mas é uma escolha de permanecer no anonimato e nunca ter a chance de ser um modelo novamente.

Pela primeira vez, consciente, Jimin levantou o olhar para o homem alto na sua frente, aquele que ele nem ao menos sabia o nome ou cargo ou algum detalhe mínimo que fosse senão que ele estava envolvido naquilo, seja lá o que fosse, com Seokjin. Era nojento.

— Não é tão difícil, Park. Você é lindo, eu realmente queria tomar-lhe aqui mesmo, mas entendo que tudo acontece ao seu tempo e que em outro momento, talvez, possamos ter um momento mais íntimo, agora, no entanto, precisa entender. Um modelo, hm, dá despesas à agência e o dinheiro que vocês ganham com as sessões de fotos e desfiles serve para cobrir essas despesas, o que você ganham acaba sendo pouco demais, sabe? Por isso esse esquema beneficia a todos. Pense por outro lado – é só sexo — sussurrou, tocando no pulso de Jimin.

O garoto se assustou e recuou imediatamente, puxando a mão consigo.

— Não toque em mim! — gritou, furioso, deixando lágrimas escorrerem por seu rosto tão bem maquiado. — Você está mentindo! Seokjin não faria isso, ele...

— Ele o quê? Ah, poupe-me! Ele disse que confiava no seu potencial? Que ia realizar seu sonho? Que seria uma estrela da modelagem? Como você acha que ele consegue agenciar todos aqueles meninos? Estou na sua frente, Jimin, dizendo como as coisas funcionam porque na sua própria vez esse momento não vai existir.

— Eu não entendo — gaguejou o moreno, sentando-se na ponta da cama e mirando o chão. — Eu não quero isso.

— Você caiu nas presas dele — explicou o outro, sentando ao lado do menor e colocando a mão no joelho deste. — É melhor que se acostume logo com isso, ou será ainda pior.

Antes que se desse conta, os lábios do outro estavam grudados nos seus de uma forma forte e abrupta. Parecia tão estranho e exagerado, tão irreal que Jimin nem ao menos pôde se mover. Havia parado completamente, tinha pifado, estava com defeito. Tinha que estar e aquilo tinha que ser um sonho, algo distante. De manhã mesmo estava com Jungkook e se convencendo de que faria o que fosse preciso para conseguir o cliente para Jin. Agora parecia ser tudo uma ilusão ou memória tirada de uma vida passada.

A realidade de agora era exorbitantemente diferente — os lábios do estranho sugaram o seu como se ele tivesse o direito de fazer isso, como se fossem íntimos. Como se ele fosse Jungkook. Revoltado, Jimin criou forças em si e afastou o homem de si, o encarando assustado. Pelo que parecia, o maior não tinha se sentido ofendido. Quantas vezes ele já havia introduzido meninos a essa vida? Parecia tão natural para ele. Era repugnante. Park limpou a boca com a costa da mão e ofegou, agitado.

— Tudo bem, sem pressa — disse, por fim.

— Por favor — Jimin murmurou, sem reconhecer sua coragem. — Eu não... Por favor, me ajude.

— Pode deixar que eu vou avisar ao Jin o bom garoto que você foi. A gente vai te transformar numa estrela — passou as mãos na lateral do rosto do menor que se encolheu todo. — Não posso esperar pela nossa próxima vez.

Park só conseguiu voltar a respirar quando escutou a porta ser fechada. Ele se encolheu todo entre os lençóis e começou a chorar desesperadamente — mesmo que seu corpo pedisse por descanso e seu cérebro quisesse ter uma pausa, a única coisa que ele conseguia fazer naquele momento era chorar. A ficha havia finalmente caído — estava numa enrascada. Quase não sentia sua pele, parecia ter sido despelado.

Onde havia se metido? Quem Kim Seokjin era? Por quê ele? Como diria isso a... Jungkook...? Agora as ameaças intimidantes e as frases de duplo sentido faziam sentido na sua cabeça. Ele não seria um modelo qualquer, aquele não era seu sonho. Talvez Jonghyun não fosse um cara chato e Seokjin tivesse mentido. Como o Park sairia dessa? Estava destruído, abusado e chorando em um quarto de hotel.

Sua bolsa estava na poltrona, próxima de si, e ele só sentia vontade de falar com o namorado, ou com os pais; queria ter pessoas em que confiasse ao seu lado naquele momento, mas estava sozinho, e de repente, na presença do próprio diabo.

Ao ver Seokjin entrar no quarto, Jimin voltou a chorar.

— O que foi isso? — perguntou, transtornado.

— Você assinando o contrato com a agência.

 

—★—

 

Modelos, sessões de fotos, desfiles, maquiagem, moda, dinheiro, prostituição. Era isso o que acontecia na KA. A empresa tão reconhecida, belamente organizada e um nome conhecida mundialmente, tinha, na verdade, por trás do brilho e do glamour, um esquema de prostituição bem desenvolvido e assustador que envolvia desde de modelos famosos até iniciantes. Os modelos eram obrigados a se prostituírem para arcar mais lucros para a empresa, se não concordassem com aqueles termos, não eram contratados, e, sob a forte influência da agência na modelagem, tinham seus futuros no ramo totalmente destruídos.

O maior artifício era Kim Seokjin, o CEO; o loiro conquistava a todos com sua bela aparência, tinha uma fala bonita e transmitia confiança, a partir disso conseguia seduzir jovens para se juntarem à agência e logo depois os transformava em garotos de programa. Era uma linha tênue entre os photoshoots e os quartos de hotéis, com homens ricos e nojentos que exigiam serviços sexuais específicos.

Era um grande esquema de prostituição que envolvia desde maquiadoras da agência até recepcionistas de hotéis, e ficava sujo no caminho com nomes de políticos e grandes empresários, todos envolvidos na ilegalidade do sexo em troca de dinheiro. É de uma forma assustadora que pessoas estão dispostas a chocar essa realidade com a de uma pessoa normal cheia de sonhos.

Tinha acontecido com Jimin.

Ou ele aceitava os termos nojentos de Seokjin e trabalhava para ele ou desistia totalmente do seu sonho. Não havia mesmo uma escolha a ser feita, o Kim já havia escolhido e nem ao menos havia dado opções a Jimin. O mais novo já era modelo da KA, e, com isso, havia se tornado também um prostituto.

Como Jimin havia passado de um simples estagiário numa empresa de advocacia para um garoto de programa? Ele não sabia, mas sabia, ao ser deixado em seu apartamento, por Seokjin, que não teria mais como voltar atrás. Sabia que sentia-se nojento e pequeno e feio. Nunca se sentiu tão feio na vida toda. Nem ao menos conseguia olhar para o seu corpo enquanto tomava um banho, aquele corpo não mais o pertencia — seria usado para outro trabalho imundo.

E Jungkook? Jungkook nunca saberia que aquilo estava acontecendo; Jimin o amava e jamais o faria sofrer ou se envolver com aquilo. Era perigoso demais, o tanto de pessoas envolvidas. Tinha que começar a fazer sacrifícios e o primeiro deles era sofrer em silêncio.


Notas Finais


VAMOS TODO MUNDO REZAR PELO JIMIN
ELE TEM QUE SAIR DESSA
E CADÊ O JUNGKOOK NÉ?
Bem, vocês vão saber tudo no próximo capítulo ;)


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