História João Guilherme Días, o artilheiro do Riachuelo. - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Batalha, Batalha Naval, Família, Guerra, Guerra Do Paraguai, Violencia
Exibições 1
Palavras 1.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


''O homem nasceu para lutar e a sua vida é uma eterna batalha.''
-Thomas Carlyle

Capítulo 3 - Professor


Fanfic / Fanfiction João Guilherme Días, o artilheiro do Riachuelo. - Capítulo 3 - Professor

Uma espécie de cisma corria no inconsciente coletivo do Rio de Janeiro;Argentina e o Império haviam cortado relações comerciais e diplomáticas com o Paraguai, e ele fora impedido de usar o Rio da plata e, de acordo com espiões e pessoal infiltrado, Solano López ordenou a construção de uma frota armada em resposta ao bloqueio, e depois de uma semana do envio da carta João não havia recebido resposta da família e a cada vez que ia apanhar o jornal tinha medo de ler certa combinação de palavras na capa do jornal.

            Maria Lúcia trazia novidades do ministério e segundo boatos o imperador recebeu um carta de Solano pedindo apoia contra a Argentina, era tentador, ainda haviam feridas abertas se cicatrizando pela Cisplatina, os brasileiros recusavam-se a chamar o recém independente uruguai pelo novo nome, e já que Argentina havia ajudado a cisplatina então as relações entre os dois ainda estavam tensas, e ainda segundo outros boatos os argentinos também haviam recebido uma oferta parecida só que contra o Império do Brasil.

              -Não dá pra acreditar que temos 3 potências que não se encaram sob uma constante ameaça de guerra, e fora que o Uruguai também está envolvido nisso, visto que ele também fica na foz do Rio da Plata, o que você acha amor?

   Lúcia estava deitada ao seu lado, esperando o sono chegar quando a pergunta se manifestou no ar, fixou os olhos para as ripas de madeira que compunham o teto e disse:

               -Sinceramente não sei, lá no ministério uns dizem que Solano não é louco o suficiente para incitar a guerra, enquanto que outros,incluindo meu pai, dizem que o Brasil deve se preparar.

               -Tomare que Solano tenha um lapso de racionalidade e apazigue o continente, se não teremos uma guerra sangrenta por aqui.

    Refletiu sobre o que ele mesmo acabara de dizer e se seu por pensar no seu pai que ainda não respondera ao telegrama, ao pensar nisso lúcia apagara a vela do seu lado e da cama e deu um beijo suave na boca de João.

                 -Boa noite amor.

                 -Boa noite, vou dormir também.

    Demorou para dormir, refletiu sobre as recentes guerras napoleônicas e da constante guerra civil americana,será que agora teríamos uma guerra nossa?, se for assim a guerra só terminará com a aniquilação de um dos lados, ou com uma conquista territorial pequena e um acordo de paz que impediria a situação anterior;pensava que o mais sensato seria que os 4 países sentassem em uma mesa e debaterem os famigerados impostos de navegação,mas não, nós temos 1 imperador e 3 presidentes que constanteme brigam e disputam territórios, e mais recentemente as famosas taxas de navegação, a verdade é que o oriente dos Andes era um gigantesco barril de pólvora esperando uma fagulha para levar tudo pros ares.

   Como sempre, acordou mais cedo que lúcia e foi preparar o café, nisso reparou que o carteiro havia depositado e rotineiro jornal e também deixara uma curiosa carta, a manchete dizia um fato ocorrido que não era relacionado a algo de seu interesse, era algo relacionado a um surto de alguma doença em Salvador, logo que descartou momentaneamente o jornal focou sua atenção a carta que fora enviada de Corumbá, o remetente era seu pai logo ao reparar nessses fatos retirou a carta do envelope e lera o conteúdo:

‘’Caro João,

Fico muito agraciado pelo fato de que você se importa conosco ao ponto de convidar-nos para sua casa,que é alugada, mas além do fato de não termos como levarmos todas as nossas coisas e de que sua você vai ganhar um irmão ano que vem…’’

 Ficou chocado e feliz ao mesmo tempo em que leu que sua mãe estava grávida, deu uma pausa para absorver a notícia e retomou a leitura:

‘’sua mãe está muito bem, tanto fisicamente quanto mentalmente, e isso garantirá uma boa gestação e uma mudança dessas pode acabar causando uma irregularidade e até mesmo um aborto.

E pelo visto você também esqueceu que somos agricultores e começou a época da semeação da terra, não possa simplesmente deixar tudo para trás, só por causa de uma suspeita de que Solano vai invadir o Brasil.

Então já concluído o assunto, como você e Maria Lúcia estão?, já pegaram um empréstimo para comprar uma casa só de vocês? e quando você vai pedir ela em casamento? tem que ser depois do nascimento do seu irmão viu? se não você vai ter que se casar aqui em Corumbá.

                                                                                                       Abraços, seu pai’’

 

Acabara de presenciar um dilema, um dilema interessante, mas ficar lá era o mesmo que ficar em Paris na guerra franco-prussiana, era duvidoso se tanto D.Pedro quanto Mitre iriam se enfrentar, eram duas potências e uma guerra entre as duas levariam no mínimo uma década e dezenas de milhares de mortes em ambos os lados, e tudo isso por causa de um megalomaníaco de um país que era subserviente a ambos? seria um absurdo que a inteligência humana sofreria um golpe desse jeito, então a questão era outra:SE ele invadisse alguém, quem?Argentina ou Brasil? ou se ele fosse louco ambos? no fundo ele queria acreditar que o norte de Mato-grosso era um lugar improvável,mas todos os estrategistas que estudara o fizera aceitar que muito provavelmente Corumbá iria ser um palco de guerra, levou os olhos para um papel e começou a escrever um novo telegrama ao pai:

‘’OK ESTEJA PRONTO SE INVADIREM’’.

Lavou a alma ao levar a agência dos correios, afinal ,era isso que ele queria acreditar, que as possibilidades de ocorrer a guerra eram baixas e de chegar em corumbá eram menores ainda, logo depois fizera o mesmo trajeto rotineiro para universidade, iria ter uma conversa fora de aula com uns dos principais professores de engenharia da universidade o português Manoel fernando Cunha, sempre tinha uma ligera vontade de rir ao ouvir o nome mas aprendeu a se conter, mas ele era importante no próprio reino, fizera obras de extrema importância e dificuldade tanto no Rio de Janeiro quanto em Salvador, já estava há muito tempo no Brasil e aos já tinha melhorado muito seu sotaque, se tornara quase mais um brasileiro de raiz ao exceção pelo nome é claro.

Tivera algumas aulas com um geólogo, nem sabia a existência dessa profissão mas era algo que é importante no ramo da engenharia civil, depois aulas normais  de física e engenharia e finalmente a aula acabou e estava indo conversar o professor.

-Olá professor.

-Meu filho, sente-se por favor.

-Com sua licença.

Sentara-se numa cadeira de madeira meio descontável e ele sentara-se em uma poltrona de veluda de aparência verde-avermelhada, pegou seu cachimbo.

-Quer fogo filho?

-Não fumo professor.

Achava o ato de fumar nojento e custoso, principalmente em tempos de crise a história da abstinência do seu tio fora atormentadora o suficiente.

-Filho, sabe eu tenho percebido 3 coisas: Você é um aluno muito bom; sua namorada, que tem aula comigo em arquitetura, também;e 3º: estou velho, não consigo mais seguir minha rotina, vou me aposentar do ministério e aproveitar minha aposentadoria com meus netos.

Aquilo começava a cheirar bem, um emprego?um cargo perto dele?uma indicação?.

-Muito bom para o senhor professor, felicidades.

-Obrigado, mas isso irá demorar 6 anos, e preciso de um ou dois substitutos para meu cargo aqui na  universidade, e tenho 8 fortes candidatos para conseguir isso, outros 4 são alunos e colegas seus e os outros 2 já são engenheiros  formados e já trabalham em obras pequenas, se você aceitar irá ganhar meu respeito e tentará ganhar um cargo respeitado e muito bem assalariado, só que só daqui a  6 anos  e irá competir com outros 6, considerando que Maria Lúcia irá aceitar;se você aceitar te darei aulas privadas e te darei trabalhos aqui, em salvador e no Sul do país e até em salvador se tiver, seus rendimentos nesses estudos e nesses trabalhos irá definir se me substituirá ou não, e então vocês aceitam?.

Ele deu uma longa tragada e olhou dentro da sua alma e depois continuou

-Filho, vou te dar até amanhã para responder, é um risco e será difícil, eu pagarei suas viagens, mas terei de ser exigente com vocês dois.

E finalmente respondeu:

-Irei conversar com Lúcia e amanhã irei lhe responder professor, muito obrigado pela oportunidade.

-É minha obrigação, não poderia deixar alunos tão diferenciados como vocês passar em branco.

-Não quer tomar um café ou um chá?

-Se o senhor tiver café ficaria agradecido.


Notas Finais


E aí o que acharam?, Como já sabem próximo capítulo só quarta que vem, e a segunda vem o capítulo da minha outra história: A Vida de Nick. Abraços, Hail Sagan e #FORÇACHAPE.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...