História Jogadas Perigosas - Capítulo 50


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boaaa tarde leitores e leitoras!
Jogadas Perigosas termina na semana que vem. Estamos nas ultimas emoções porque eu não quero matar ninguem do coração hehehe
Muitas coisas serão reveladas a partir de agora. Vamos ver se vcs sobrevivem ao capítulo de hoje rsrs

Boa leitura!

Capítulo 50 - Se ela pudesse ver a verdade


Fanfic / Fanfiction Jogadas Perigosas - Capítulo 50 - Se ela pudesse ver a verdade


- Basti, sou eu. Por favor fala comigo. 


Ele faz silêncio por alguns segundos que me pareceram uma eternidade. 


- Como você me achou? Eu te falei pra continuar!  Não pode me procurar!


- É que eu preciso te dizer uma coisa...


"Bastian? Ta falando com quem?" - ouço a voz da megera ao fundo. 


"Foi engano, amor. Não se preocupa." - ele responde.


Desliga e eu me desespero.


- Basti! Fala comigo!


- Minha rainha... ele encerrou a chamada. Quer que eu insista? - ouço a voz de Mesut. 


- Não. Obrigada por tentar.
Ligação off

********************


Arremesso o aparelho na cama e permito que a raiva me domine. Arranco as cortinas recém compradas, quebro os quadros das paredes, os vidros de perfume sobre a penteadeira.


(...)


Minha cabeça andava uma merda desde que eu tentei falar com Bastian e ele desligou o telefone na minha cara. Por causa disso resolvi mostrar o áudio a Mats e o deixei cuidar de Tina.


Mats' pov


- Sente-se, Tina. Quer beber alguma coisa? - digo ao recebê-la na minha nova residência, a cobertura do meu hotel.


- Não, Bispo. Eu tô legal. - entra admirando tudo - É bonito aqui. A Nanda tem bom gosto.


- Ah não, não foi ela quem decorou. Fui eu mesmo. Ela ainda nem veio aqui, acredita?


- Sério? Deve ser a gravidez. Deve estar muito cansada. Por falar nisso, meus parabéns pelo bebê. 
Não respondo. Ela sabe tanto quanto eu que aquele bebê não é meu.


- Vamos aos negócios? - aponto o caminho do escritório pelo corredor.


- Claro. Eu trouxe as novas faixas de importação que podemos testar. Com essa facilidade dos imigrantes, acho que a gente pode se aproveitar já que a polícia está mais preocupada com eles. Também temos que fazer o pagamento mensal da família do Oliver. 


- Pagamento mensal? - questiono ao sentar na minha poltrona.


- É, desde que... bem você sabe, foi você quem matou ele. Bastian paga trezentos mil pra eles ficarem calados e também como ajuda de custo da família. 


- Eu não matei aquele filho da puta! Muito pelo contrário! Pra sair da casa de Bastian eu ofereci grana alta pra ele! Desgraçado, aproveitador! Não vou pagar porra nenhuma.


- Mas e se eles forem na polícia? Não é muito pior do que perder só isso?


- Se eles forem na polícia eu mato todos eles... faço parecer um acidente... - encaro ela que engole seco.


- Você quem sabe. - fala baixo.


- Agora as coisas mudaram, rainha. Quando tivermos um traidor, eu mesmo vou executa-lo. - levanto e caminho até a estante onde dois suportes sustentam uma espada na horizontal. Pego o objeto e tiro da bainha. A lâmina reluz afiada. Tina me segue com os olhos, sei que mal pode respirar.


- Um golpe certeiro. Uma morte rápida... se bem que dizem que sua alma leva uns vinte segundos até se desprender do corpo então... ainda pode ver seu corpo sem cabeça... - aproximo a lâmina do pescoço dela - O que acha?


- S-sobre o que?


- Sobre isso que estamos falando. Traidores, execuções. 


- Não tenho que achar nada, senhor. É uma decisão sua.


- Que bom que compreenda... porque de agora em diante vai ser assim. Pra qualquer um que pensar em me trair. - sento na mesa observando seu nervosismo - O que tem a me dizer sobre Dave?


- Eu? Nada, senhor! Por quê? - diz aflita me fazendo gargalhar.


- Porque você ficou responsável por conseguir a transferência dele, lembra? - eu falo calmo e ela suspira aliviada.


- Eu estou tentando, senhor. - folheia os papéis em seu colo. Sei que está se borrando ainda.


- Pensei que sua ligação pra ele fosse sobre isso...


- Que ligação? - volta a me encarar apavorada. 


- Essa aqui. - dou play no áudio que ecoa a voz dela e do investigador em alto e bom som pelo cômodo.


Ela ameaça levantar mas eu a cerco com a espada.


- Senta aí.


O áudio termina e ela se encolhe na cadeira enquanto eu passo o dedo pelo fio da espada.


- É uma pena... quase seu plano deu certo...


- Bispo, por favor, eu estava alterada pela saída de Bastian...


- Ajoelha.


- Não, Bispo. Por favor! Eu cometi um erro! Não devia ter feito isso! 


- Ajoelha, vagabunda! - a pego pelo braço e jogo no chão a minha frente.


- POR FAVOR! TENHA PENA DE MIM! - grita desesperadamente. 


- Você não teve pena da minha mulher grávida! Ia entregar a gente! 


- Por favor, senhor Hummels, eu cometi um erro mas foi só uma tentação! Eu não entreguei nada pra ele! Perdão!


Encosto a espada contra a pele do pescoço dela que afunda. Posso ver a pressão em sua jugular. A pele se rompe num pedacinho deixando escapar a primeira gota de sangue enquanto ela fecha os olhos respirando descompassadamente. 


- Ninguém vai me trair! - eu sussurro - Não sei se poderia te perdoar.


Ela abre os olhos arregalados.


- Senhor, eu faço qualquer coisa. Por favor, eu não quero morrer! Eu faço qualquer coisa! - chora e suplica por sua vida.


- Tem uma coisa... você não vai a esse encontro com Dave.


- Não vou, senhor! Eu juro! Por favor...


- Vai esperar até o bebê nascer... se ele nascer albino feito aquele demônio, você vai me entregar um bebê branco morto e vai sair do país com o filho daquele traste! Eu vou te dar uma boa grana pra nunca mais ver a tua cara e você faz com a criança o que quiser desde que a Nanda nunca saiba.


- Eu faço, Bispo.


(...três meses depois...)


Nanda's pov


Já estou praticamente no sexto mês de gravidez e ainda não consegui saber o sexo do bebê.  Todas as vezes que vou a consulta o bebê fecha as perninhas e o médico não consegue ver nada. Mesmo assim já comecei a comprar roupinhas de cores neutras e também os móveis do quartinho. Hoje é sábado e aproveitei a folga do trabalho para montar o berço. 
Ligo a TV e me distraio com o manual de montagem. Entre parafusos e chaves de fenda volto a olhar a TV e para meu desgosto é um programa de esportes falando sobre o Aberto da Austrália e, claro, sobre Ana Ivanovic que está nas finais do torneio. 


"A  ex número um do mundo voltou a brilhar. Com aces matadores e slides de tirar o fôlego, a tenista sérvia Ana Ivanovic Schweinsteiger mostrou ao mundo que ainda é uma estrela. Com o apoio do marido, fã assumido da esposa, Ana vem desbancando promessas e favoritas ao troféu."


A imagem de Bastian vibrando com um ponto dela me esmaga. Desligo a TV e me jogo no sofá cobrindo o rosto com as mãos. Não, eu não vou chorar mais. É só mais uma peça do destino. Aconteceu com minha mãe, se repetiu comigo.
Acaricio minha barriga e sinto o bebê se mexer.


- Tudo bem se formos só eu e você. Nós vamos nos virar bem. 


A campainha toca. Levanto com preguiça e abro a porta.


- Eu consegui aquele doce que você tava com vontade. - Mats se esconde atrás de uma caixa de brigadeiros. 


- Onde?


- Conheci uma brasileira no mercado japonês ontem. Contei a ela que minha esposa grávida estava com desejo de comer esse troço e eu estava quase indo ao Brasil buscar.


- Para de dizer para os outros que eu sou sua esposa. - abro caminho pra ele entrar, eu queria pegar só a caixa mas...


- Que zona é essa? - diz ao ver as peças e parafusos no chão.


- Estou montando o berço. 


- Isso não é coisa pra uma mulher grávida fazer! Além do mais tem que montar no quarto, né cabeça?


Faço uma careta pra ele que junta as peças e começa a levar para o quarto.


- Acho melhor montar no seu quarto porque no comecinho é bom dormir perto dele.


- É, eu ia fazer isso. - respondo de boca cheia - Mas quem te disse que é ele?


- Ah eu acho que é um menino... você não?


- Não... eu não sei. É só que... sei lá, se vier um menino vou ficar mais tranquila. - sento no chão do quarto vendo-o decifrar o manual.


- Por que?


- Por que meninas sofrem mais... ainda mais se for criada sem pai. Passei por isso, não queria que minha filha passasse também.


Ele larga as ferramentas e o manual e vem até onde estou me levantando do chão. Senta na beira da minha cama e me coloca em seu colo.


- Não, Mats...


- Para um pouco... relaxa, eu não vou fazer nada. Posso? - pede permissão pra tocar minha barriga.
Permito.


A mão dele espalmada sobre minha pele é uma sensação diferente. Ele muda de lado mas o bebê nem se mexe. Ele ergue as sobrancelhas e me olha de um jeito engraçado.


- Ei bebê... - aproxima a cabeça da minha barriga e encosta o ouvido - ... ei você tá aí? 


O bebê se mexe forte.


- Wooowww! É um garotão! Pode acreditar! - olha pra mim mas volta a encostar o rosto - Se você for um meninão da um chute bem forte nas costelas da sua mãe! Se for uma meninha fique quietinha, ok? Pronta? Ei, cadê o bebê dessa barriga? Assim não vamos conseguir brincar...


Me pego sorrindo como a muito tempo não faço.


- Você não disse que era pra ela ficar quieta? Acho que temos a resposta.


- Será? - ele fica me encarando - Você tá sorrindo...


- É... - fico sem graça e abaixo a cabeça.


- Não esconde... eu tenho saudade de quando você sorria assim... 


Abaixo minha blusa e não respondo nada.


- Eu sei que eu não sou quem você queria que estivesse aqui... eu sei disso. Mas eu tô aqui me oferecendo pra você... deixa eu te fazer feliz? Deixa eu cuidar de vocês dois ou vocês duas. A gente sempre se deu tão bem... me da uma chance e se eu fizer alguma coisa que te machucar ou que você não gostar e só me dizer mas me da uma chance...


Fico olhando seus olhos castanhos me fitando marejados.


- Não quero te prometer nada. Na verdade eu queria ir embora daqui, parar com tudo... eu não quero mais fazer parte da organização, Mats. Só queria criar meu bebê em paz.


- A gente pode fazer isso. Eu entrego tudo pro Neuer. A gente vive uma vida normal... eu só quero ficar contigo... pra sempre.
 


Notas Finais


Beijos!


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