História Jogadas Perigosas - Capítulo 52


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Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 52 - Thayla Hummels


Fanfic / Fanfiction Jogadas Perigosas - Capítulo 52 - Thayla Hummels


Saio da festa pior do que cheguei. Mats me leva em casa e as palavras de Joshua ficam tocando na minha cabeça como um mantra.


- Não foi tão ruim, foi? - Mats me pergunta ao fechar a porta da sala.


- Não.


Tiro os saltos em frente ao espelho do quarto mas não consigo encarar meu reflexo. Todo aquele discurso sobre eu estar contribuindo pra destruir a vida das pessoas me marcou muito. Penso na minha filha, penso na menina jogada no beco, penso nas meninas que contratamos pra eles fazerem todo tipo de sujeira. 


- Cansada? - Mats chega atrás de mim e começa a massagear meus ombros.


- Tô.


- Deita, vou te fazer uma massagem especial. - ele pede e toca a alça do meu vestido fazendo-a descer do meu ombro - Você era a mulher mais gostosa daquela festa. - beija entre meu pescoço e meu ombro me causando um arrepio mas ao mesmo tempo repúdio. 


- Eu não quero. 


- Relaxa... deixa eu te relaxar... - continua beijando meu ombro mas agora suas mãos já descobrem meus seios - ... eu meto devagar, por trás... sente como meu pau tá duro. - pega minha mão e coloca sobre si.


-  Eu sei sobre a festinha de ontem.


Ele para e me olha pelo espelho mas não diz nada.


- Eu sei tudo.


- São só negócios, amor. Você sabe. São nossos planos de pegar os garotos do sub 17, os mais novos do time principal. Foi só o que sempre fizemos. Quem te contou?


- Não interessa. Mats como pode jogar uma menina no beco daquela forma?! - finalmente libero meu nervosismo com a situação. 


Ele fica nervoso também e passa a mão no cabelo desgrenhado.


- Nanda, o que queria que eu fizesse? Levasse a garota para o hospital? Nem Mathias poderia segurar uma notícia dessas e aí a gente ia tá fodido de vez! 


- Era só uma menina!


- Uma menina porque você não viu o que ela sabe fazer... - ecapuliu debochado.


- Babaca! Cretino! Você é um canalha, ridículo! Eu sei que não se importa mas eu não posso apoiar uma coisa dessas tendo uma menina na minha barriga! 


- Amor! - ele tenta me abraçar - Calma! Não vai fazer bem pra nossa menina...  me desculpa. Eu agi mal com a garota. 


- Não me chama de amor! Você não agiu mal, você foi um mau caráter! Isso é coisa de mau caráter! - esbravejo. 


- Se acalma! Eu vou até o beco se você quiser. Se ela ainda estiver lá eu chamo uma ambulância! 


- Para de me pedir pra acalmar! Você levou heroína para os meninos! Como quer que eu me acalme?


- Nanda, o que deu em você? São os negócios! Você sabe! É o que fazemos!


Uma explosão emocional dentro de mim. A devastadora mistura da culpa, remorso e aquela famosa frase "onde eu tava com a cabeça quando resolvi entrar nessa?".


- Eu não aguento mais isso! Eu não gosto de destruir a vida das pessoas! 


Mats tenta me segurar, respira pesado, mas uma dor forte me tira as forças quando tento resistir a ele. Grito de dor.


- O que foi amor? Eu tô falando pra você se acalmar!


- Mats eu... - sinto algo molhar minha calcinha - ... me ajuda a chegar no banheiro.


Ele me arrasta até lá e constato o que mais temia. Estou sangrando.
Ele pega minha bolsa e um casaco e sai desesperado me carregando até o carro.


(...)


Após horas de observação e exames o médico me da um sermão. Diz que não posso mais usar salto, que não posso me estressar, nem me esforçar porque o bebê pode vir prematuramente. 
Disse também que prefere que eu fique no hospital até a manhã seguinte pelo menos.


- Vai pra casa. Eu vou ficar bem. - digo ao ver Mats cochilando sentado ao lado da minha cama no hospital. 


- Não. - ele boceja - Eu vou ficar. Dorme, você tem que descansar.


(... dois meses depois...)


Estou nos últimos dias de trabalho antes da licença mas agora já não posso sair de Munique. Já não viajo com o time e preciso fazer acompanhamento toda semana. Terá que ser assim até ela nascer.
Chego de táxi ao clube, além de todas as recomendações, também não posso mais dirigir e para Mats não me sufocar com seus cuidados me comprometi a obedecer.
Pago a corrida e observo Neuer sair do carro mais adiante.


- Bom dia. - me aproximo fingindo estar só passando.
Ele vira pra mim e sorri.


- Bom dia. Como as mocinhas estão?


- Estamos bem.


- Que bom. - ele caminha ao meu lado pela calçada de acesso ao prédio.


- Manu, você tem falado com Dom?


- Ele tá bem.


- Você contou a ele sobre o bebê? Ele perguntou alguma coisa?


- Não. Nanda, você deveria parar de trabalhar... a grana aumentou muito desde que você e Mats assumiram... - percebo que muda radicalmente de assunto.


Antes que eu responda vejo Tobias Schweinsteiger vir em nossa direção de uma forma esquisita, meio afobado.


- Manu, tem um pouco aí, cara? Tô precisando. - ele esfrega as mãos, gotas de suor brotam dos poros das suas têmporas. 


- Tobias, pega leve, cara! Não pode usar isso aqui, nem falar! E se a Nanda fosse alguém que não pudesse saber? Eu não tenho não, cara. - Manu se zanga.


- Poxa cara, pelo amor de Deus! Eu tô precisando. - mostra as mãos tremendo.


- Já te falei que eu não tenho! - Neuer o empurra e abre passagem pra nós. 


- O que ele quer? - pergunto baixo.


Tobias escuta e vem atrás de mim, segura meu braço.


- Eu não quero te incomodar, eu sei que tá grávida, mas será que pode me ajudar? Eu tô desesperado! Vê com Mats se ele tem? Por favor! Eu pago, tô com dinheiro aqui!


- O que você precisa?


- Solta ela! - Neuer faz ele me largar - Nanda, vamos embora.


- Eu preciso de um pouco do super herói!


- Que? - pergunto tentando vê-lo já que Manu faz uma barreira com o corpo.


- Nanda!


- Heroína pra injetar... se não tiver pode ser a pastinha também.


- NÃO, TOBIAS! - Manu segura ele pelo colarinho.


Foi tão triste ver aquele homem rastejando daquela maneira. 
Manu solta ele que dá passos pra trás com a feição desolada.


- Viciado dos infernos! - o goleiro resmunga. 


- É triste... - balbucio ao retomarmos nosso caminho.


- Eu vou falar com Mats. As coisas estão saindo do controle. Trazer a droga pra cá assim, aumentou o faturamento mas pode foder com a gente. Esse cheirador aí é um que pode abrir o bico e acabar com tudo. Se o Rummenigge desconfiar já era... pra todo mundo, até você. Bastian era mais seguro com isso... - sente que fala demais.


- Mas não resolveu... o irmão dele tá se acabando. Todos nós temos uma parcela de culpa nisso.


- Eu não obrigo ele a usar. Se ele quer se acabar, problema dele. 


- Isso não isenta nossa responsabilidade. 


Ele para e me encara sério.


- Eu não pego o braço dele e espeto aquela porra de agulha!


- Mas bota o veneno ao alcance das mãos dele...


- Se ele não comprar da gente, vai comprar de outros! Pode ser até pior, sabia? Pode vir misturada com um monte de lixo, solvente, um monte de porcarias... a nossa a gente sabe que é pura.


Meneio a cabeça e entro deixando-o pensativo lá fora.


(...)


Na hora do almoço Tobias está inquieto, agressivo com os meninos que começam a tirar sarro dele. Eu o observo da mesa no canto do restaurante. Vejo também Mats sendo venerado pela turma mais nova.


- Hoje depois do jogo. - ele diz pra um dos rapazes - Se a gente ganhar é por minha conta! Já mandei fecharem a boate pra nós. 

(...)
Era noite de jogo na Alianz Arena. Estamos recebendo o Hamburgo pela Pokal, quem ganhar continua na competição mas quem perder tá fora. Por ser um jogo que vale alguma coisa, faço questão de ir.
Nas tribunas encontro Sophie e Suzanne que vieram de Frankfurt só por causa dessa semifinal. Sentamos juntas e rimos do orgulho de Sophie em exibir a camisa de Joshua. O Bayern ganhou nos pênaltis graças a Neuer que pegou dois.
Como prometido por Mats, depois do jogo fomos pra uma boate reservada só para os jogadores e convidados. A festa rolou normal até as duas da manhã quando os membros da comissão técnica e a galera mais família foi embora. Quando os zueiros se viram livres no local as coisas começaram a sair dos eixos. 


- Eu vou embora. Joshua tá cansado e eu vou com ele. - Sophie disse ao meu ouvido por causa da música alta.


- Tá tranquilo. Eu vou esperar só pra falar com Mats e também vou pra casa. 


- Pode levar Suzanne com você? - ela pede um pouco tímida.


- Posso, deixa comigo.


- Obrigada, mana!


Suzzie está naquela fase adolescente de querer independência, provar que sabe cuidar de si. A observo de longe enquanto dança com alguns rapazes do time e penso:


"Papai vai surtar se ela for mais uma a namorar um jogador de futebol!"


Vou deixar ela curtir um pouco. Sento em uma mesa e me distraio com o celular. Entro no Tweeter e mal posso acreditar nos trendtopics:


#BastiAnaGameOver
#DivorciodeAnaIvanovic
#Schweinsteigerdivorcio


- Quer que eu chame um táxi pra te levar? - Mats se joga ao meu lado.


- Não precisa. Estou esperando Suzzie e vamos embora.


Sem cerimônia ele abre um  envelope de cocaína e ajeita a carreira sobre a mesa com um cartão de crédito, pega uma pequena haste e age como um aspirador de pó.


- Pensei que você tinha parado... - falo de cara feia.


- É só pra comemorar.


- Há um tempo atrás você disse que ia sair fora dessa vida...


- A gente vai sair! Mas por enquanto não dá. Vamos aproveitar a grana boa por enquanto...


Ficamos sentados olhando os outros se divertirem mas eu percebo que Suzzie está passando dos limites e resolvo ir pra casa. 


(...)


- Quer que eu fique? - Mats pergunta ao ouvir minha irmã vomitar no banheiro.


- É... acho que hoje se quiser ficar seria  bom. - respondo.


Mandei minha irmã tomar um banho gelado e dei uma bronca nela. Depois de algum tempo ela finalmente pegou no sono sobre o sofá da sala.


-  Vem dormir. - Mats me espera já deitado na minha cama.


- Já venho, vou tomar um banho. 


Deixo a água quente cair nas minhas costas. Meus pensamentos estão longe dali. Bastian se separando da bruxa... meu Deus há quanto tempo não me sinto feliz assim... ele é o homem que eu amo. Como eu vou dizer isso a Mats?


Saio do chuveiro disposta a ter uma conversa definitiva com ele mas quando chego no quarto ele me quebra. Está sentado sobre o edredom só de cuecas e com um conjuntinho de saída de maternidade lilás a sua frente.


- Comprei pra ela. Nossa filha. Como vamos chamá-la? 


Eu tento conseguir palavras mas todas parecem ter sumido.


- Eu estive pensando em Thayla... - sento ao seu lado e acaricio as roupinhas - ... São lindas, Mats, obrigada. 


- Thayla Hummels... lindo o nome. - ele toca meu rosto e em seguida beija minha boca.


- Não quero que se exponha dessa forma. - paro o beijo.


- Eu quero...


- Todo mundo vai desconfiar. As pessoas vão falar que ela não se parece com você, com uma mistura de nós dois... eu não quero que ponha o seu sobrenome na minha filha. 


- Eu quero! Não me importo com o que vão dizer. Só me importo dela ter um pai de verdade! Vai tirar isso dela?


Outra vez deixou-me sem argumentos.  
Arrumo as roupinhas e deito ao seu lado. Ele me abraça de conchinha e adormecemos. 
 



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