História Jogadas Perigosas - Capítulo 54


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Palavras 1.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa tarde amores.
Ainda com o coração partido quase desisti de postar hoje mas assim como eu, muitas pessoas estão lendo para tentar se distrair. Por causa disso resolvi postar.
Obrigada a cada uma que comentou o capítulo passado. Significa ainda mais em um dia como esse.

Capítulo 54 - Ele não faria isso


Manuel Neuer pov


Bastian se cala e fecha os olhos, parece tontear com o que eu disse. 


- O que - o que você falou?


- O bebê que ela estava esperando não é do Hummels, é seu! Sua filha, Thayla.


Ele me olha perdido, desolado e pior é que eu sei qual será sua próxima pergunta. 


- Há quanto tempo sabe disso?


- Desde sempre.


- Por que não me contou? Eu tinha o direito se saber! - começa a perder o controle. 


- Ela tentou contar, muitas vezes... mas você não quis ouvir. Estava obstinado em seguir uma vida normal com a Ana, lembra? 


Ele passa as mãos no cabelo, se senta no sofá e desaba.


- Basti, eu sei que é muita coisa pra um dia mas a Nanda precisa de você. Thayla precisa de você. Precisa que seja forte e que defenda elas agora.


Ele permanece estático por alguns segundos, repete o nome da filha baixinho mas se levanta de repente e pega as chaves do carro sobre o móvel perto da porta de entrada.


- O que eu tenho que fazer, Manu? Por que ela precisa de mim?


- Mesut interceptou uma ligação entre o Bispo e a Rainha. Eles vão trocar sua filha por um bebê morto e dizer a Nanda que a filha de vocês não sobreviveu. 


Ao ouvir isso a expressão de choro e vitimização da lugar ao ódio. Seus olhos acinzentam-se e vejo cerrar o punho. Sem dizer nada ele caminha rápido e firme até seu carro e dispara em direção à cidade. Sigo-o no meu carro tentando alcança-lo.


(...)


- Nós precisamos de um plano. Não podemos simplesmente invadir o hospital. - tento fazê-lo raciocinar no estacionamento do hospital enquanto carrega sua pistola.


- Meu plano é bem simples. Vou entrar no quarto dela e se ele estiver lá, atiro bem no meio da cabeça dele.


- E depois vai pra cadeia enquanto sua garota e sua filha ficam por aí? Pensa, Bastian! Vamos localizar a Tina. Vou ligar para Mesut e ver o que consegue.


Mats pov


Estou em casa tomando banho, Tina acaba de me dizer que conseguiu um bebê no hospital de campanha no centro de refugiados. Não é um recém nascido mas é uma menina loirinha de três semanas que morreu de gripe na noite passada.


- Entre lá e faça o serviço. Os bebês passam a noite no berçário do terceiro andar. Eu deixei um pacote ao lado da lixeira aqui nos fundos do hotel, é um pacote pardo. Nele tem exatamente o mesmo uniforme das enfermeiras e um crachá, também tem uma roupinha igual a da Thayla. Já leve o corpo vestido para facilitar. Quando sair de lá  me manda um joinha no whatsapp e vou deixar um outro pacote com o seu passaporte e o dinheiro.


- Bispo... tem certeza?


Suspiro pesado. Não tenho escolha, é isso ou passar a vida olhando para uma criança com as feições e manias dele...


- Seja rápida.


Saio do banho e desligo o viva voz do celular. Essa será uma noite longa e tensa. Preciso de algo para aliviar. Vou até meu quarto e pego um envelope de coca, preciso ficar ligado. 
(...)
A meia noite meu telefone vibra ao meu lado no travesseiro me despertando do sono.
Era o joinha de Tina. Me levanto e visto a primeira peça de roupa que encontro e pego o pacote sobre a mesa da sala. Chamo um dos empregados do hotel e dou as instruções sobre onde deixar o pacote. O rapaz pega e desce pelo elevador de serviço. Está feito.
(...)


Nanda's pov


As quatro da manhã espero a enfermeira trazer Thayla para que eu possa tentar amamenta-la outra vez. 


- Nunca pensei que fosse ser tão difícil amamentar um bebê. - falo com Sophie sobre nossa última tentativa - Sempre vi na TV aquelas mulheres que pegam a criancinha, colocam no peito e tudo flui...


- Eu também... - ela ri - ... mas acho que agora na calma da madrugada ela vai pegar legal.


- Tomara.


- Dói? - ela faz uma feição enigmática. 


- É, dói um pouco.


A enfermeira entra acompanhada do casal de médicos responsáveis pela pediatria.


- Podemos falar com você? - o casal se refere a Sophie.


- Claro. - ela ajeita os cabelos desgrenhados e os acompanha até o corredor.


A enfermeira mede minha pressão e também coloca o termômetro em mim.


- Já está na hora de trazer minha filha...


- Os médicos vão conversar com você primeiro. Queria pedir para não falar agora para nao dar alterações aqui. - aponta o aparelho de pressão.
Assinto.


Ela pega uma seringa na bandeja prateada e insere no catéter.


- O que é isso? 


- É só um tranquilizante pra te fazer dormir...


Sophie abre a porta do quarto outra vez mas sua expressão está estranha, ela não olha pra mim.


- Que foi?


- Nada. - ela sorri com os olhinhos marejados e beija minha testa - Vai ficar tudo bem. Descanse.


Um sono pesado começa a me dominar e não resisto.


(...)


Horas mais tarde acordo, meu quarto está agitado. Vejo o casal de médicos que vieram me ver de madrugada, vejo Sophie e Suzanne ao lado do meu pai e da minha madrasta mas principalmente Mats... ele está chorando e sendo consolado pelo meu pai enquanto os doutores sussurram algo pra ele. Corro meus olhos pelo ambiente e não acho o bercinho que a enfermeira traz Thayla.
Me esforço para sentar na cama, minha cabeça gira, me sinto tonta.


- Levanta devagar. - minha madrasta me ampara cordialmente - se levantar rápido pode desmaiar. 


- É... mas está na hora de amamentar meu bebê. - digo e a vejo engolir seco.


Suzzie se encolhe no canto da janela e não me encara. Meu pai beija minha mão e me olha triste. 


- Querida os doutores precisam falar com você...


Mats vem até mim e me abraça com o rosto lavado em lágrimas.


- O que foi? Por que tá assim? - pergunto segurando seu rosto em minhas mãos.


- Eu só quero que saiba que eu te amo. - ele sussurra com a voz embargada.


- O que tá acontecendo, gente?! - sou tomada por ansiedade e nervoso.


Um dos médicos chega a beira da cama e diz as palavras mais terríveis que alguém pode ouvir:


- As primeiras 24 horas do bebê são um período bastante crítico. A Thayla estava respondendo bem...


- Como assim "estava"? - o interrompo de modo rude.


- Infelizmente durante a noite ela não resistiu a essa luta das primeiras horas.


Aquelas palavras arrebentam minha cabeça como sinos desordenados de uma catedral.


- Eu quero ver minha filha! - esbravejo. 


- Querida não faça isso com você... - meu pai diz calmo e senta do meu outro lado me abraçando junto com Mats enquanto ouço Sophie desabar em completo desespero.


Mats também desaba e Suzzie se senta no chão.


- Eu quero ver minha filha! Ela estava bem quando eu entreguei pra vocês! Era pra ela ter trago minha filha para mamar durante a noite e ela não trouxe! - aponto pra enfermeira e me livro dos braços do meu pai e de Mats - Eu quero minha filha agora! - arranco o soro e levanto da cama.


- Calma, amor! - Mats tenta me segurar chorando.


- Querida se acalme, não há mais nada que possamos fazer. - meu pai tenta intervir.


- Nós vamos passar por isso juntos! - Mats segura meu rosto e diz olhando em meus olhos com ternura - Como sempre fizemos... eu e você.


- Não! Por favor, Mats! Eu quero meu bebê! Por favor! - suplico me desabando nos braços dele.


Enquanto ele me segura a enfermeira pega meu braço e coloca mais remédio no cateter usando uma seringa. 


- É um calmante para ajuda-la a suportar essa dor.
 (...)


Bastian pov


O dia já estava claro quando parei meu carro de volta no estacionamento do hospital. Eu e Manuel tínhamos passado a noite toda rastreando o celular de Tina para descobrir, a poucas horas, que o aparelho estava dentro de um caminhão de lixo circulando pela cidade.


- E se você pedisse a ajuda do investigador? - Manu sugere depois de um tempo de silêncio. 


- Se eu fizer isso minha filha vai direto para a tutela do estado porque tanto eu quanto a mãe dela vamos estar na cadeia por longos anos. Eu vou falar com ele, com o Bispo. 


- Como vamos fazer isso? Não quero criar um tumulto no hospital em meio a uma notícia dessas... ela deve estar arrasada se ele realmente fez isso. 


- Você duvida que ele fez? - tento esconder o rancor.


- Ele é um canalha, todo mundo sabe disso mas ele gosta dela de verdade... - ele encara o jardim que cerca o lugar.


Me irrita ouvir isso de Manu. Eu daria um "foda-se" pra qualquer um que dissesse isso mas ele... era a única opinião que fazia sentido porque ele estava com ela o tempo todo.
Abro a porta e saio do carro. 


- Aqui vamos nós de novo. - ele me segue.


Caminho até uma floricultura em frente ao prédio principal. 


- O que está fazendo?


- Vamos visitá-la. Não vou entrar chutando a porta. Preciso saber se ele fez e se fez, eu vou pegar ele de jeito.


(...)


A recepcionista do andar nos indica o quarto. Chegou a hora. Dou duas batidas de leve na porta e ouço um "pode entrar".
Abro e vejo aquele desgraçado abraçando a minha garota. 


- Olá, vim ver a mais nova mamãe da cidade. - estendo as flores para Nanda.


Por sua expressão de choro posso ver que ele fez.


- Não é uma boa hora para visitas. - Mats diz com cara de que está vendo o diabo a sua frente.
 



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