História Jogando com o Acaso - Capítulo 28


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Categorias Originais
Tags Aventura, Drama, Esporte, Futebol!, Musica, Originais, Romance
Exibições 40
Palavras 1.277
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oláaa! Mais um capítulo! Tá acabando! </3

Capítulo 28 - Frio e distante


Fanfic / Fanfiction Jogando com o Acaso - Capítulo 28 - Frio e distante

“Não adianta fugir nem mentir pra si mesmo agora. Há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre Como uma onda no mar.”

Como uma onda – Lulu Santos

 

Meu pai vem me cobrando uma decisão desde que eu falei para ele, logo após ter aberto a carta, sobre a bolsa de estudos que eu havia ganhado. Eu queria muito estudar lá fora. Eu queria crescer como pessoa e como profissional, mas se isso significasse ter que deixar a Soph, eu abriria mão.

- Rafael, você precisa ir! Vai ser melhor para você! – meu pai disse pela milésima vez. Afastei o telefone do ouvido enquanto ele dizia o que eu já havia escutado.

- Olha só, pai. Eu sei que você está pensando no que vai ser melhor pra mim e eu super entendo. Entendo mesmo. Mas eu não posso aceitar. – disse.

- E vai me dizer que é por causa da Soph? Rafe, meu filho, você sabe que ela, independente de qualquer coisa, quer sua felicidade. Isso faz parte de um relacionamento, não pensar só na felicidade própria. Você já conversou com ela? – perguntou. Eu não faço a mínima ideia de como contar isso pra ela. Não quero que a gente brigue mais uma vez. Não agora.

- Ainda não. Na verdade, eu prefiro até não falar. Eu já decidi que não vou aceitar essa proposta. Não quero deixar você, minha mãe e ela... – respondi triste.

- Meu filho, se for pela gente, você pode ficar despreocupado. A gente pode te visitar lá e você vir pra cá. Nós sabemos o que é melhor pra você e isso sempre foi o seu sonho, lembra? A gente quer que você seja feliz acima de tudo. E eu tenho certeza, que lá no fundo, você quer muito isso. Só não se precipite. Pense bem no que você vai fazer. Essa oportunidade não vai cair no seu colo de novo. - Ele estava certo, aquilo era o meu sonho. Mas no momento, eu não sei se quero realizá-lo. Eu teria que abrir mão de tudo aqui no Brasil. Eu teria que abrir mão do amor da minha vida.

 

P.O.V Soph

Cheguei em casa exausta pelo dia de hoje, mas eu estava tão feliz, que nada disso importava. Encontrei com as meninas sentadas no corredor do nosso apartamento me esperando.

- Finalmente você chegou! Não estava aguentando mais ficar te esperando! – Manu disse.

- Quem mandou vocês duas esquecerem a chave? Agora a culpa é minha? – disse abrindo a porta para entrarmos.

- Que sorrisinho é esse no seu rosto, Soph? – Gio perguntou.

- Nada, ué...

- Nada, sei. Como foi o encontro com o Rafe?

- Vocês não têm noção do que ele fez!

- E o que ele fez? – perguntaram as duas ao mesmo tempo.

- Quando eu cheguei no apartamento, as luzes estavam apagadas. Fui até o quarto dele e lá tinha várias fotos nossas penduradas em um barbante. Aí quando eu fui olhar pra cama, pra procurar por ele, tinha várias rosas vermelhas jogadas escrito “Meu Docinho” e um coração. Aí ele apareceu e só faltava meu coração sair pela boca. E vocês não fazem ideia do que ele fez por mim, depois disso tudo! Ele pegou o violão, tocou e cantou uma música que escreveu pra mim... – disse eufórica.

- Que brega! – disse Manu.

- Que horror, Manu! Brega nada, Soph. Eu achei lindo demais. Rafe é romântico, né? Não fazia ideia de que ele era assim... Que bom que vocês estão felizes!

- A gente está mais do que felizes e nada nem ninguém pode acabar com isso!

 

P.O.V Rafe

Fazia dias que eu não dormia direito pensando na carta de admissão da faculdade. Encontrei com a Soph algumas vezes essa semana que se passou. Tentei demonstrar que estava tudo bem, mas na verdade não estava nem um pouco. Pra completar, me mandaram um e-mail dizendo que eu já podia fazer a matricula on-line. As aulas do segundo semestre começavam final de janeiro, ou seja, eu teria pouco tempo pra pensar.

Hoje é sábado e a Soph está vindo aqui para casa para assistirmos a um filme. Eu teria que atuar de novo e não sei se estou preparado. É uma sensação horrível ter que olhá-la, beijá-la,tocá-la, com meus pensamentos em outro assunto. Eu não estava cem porcento e acho que ela não percebeu isso.

A campahia tocou e eu fui atendê-la. Era a Soph.

- Oi, meu amor! – ela disse vindo me abraçar, como se não nos víssemos a anos.

- Oi. – respondi melancólico.

- Que “Oi” fraco... – disse com uma cara decepcionada.

- Desculpa. Vou escolher o filme no Netflix. – respondi, já me desvencilhando dela.

- Tá bom, então. – Soph fechou a porta e foi se sentar no sofá, me esperando.

Tentei esquecer um pouco de tudo que estava acontecendo com a minha vida. Coloquei o filme “Cartas para Julieta”. Soph adorava esse filme e eu gostava também. Sentei ao seu lado, mas ela puxou minha cabeça para apoiar no seu colo. Assistimos ao filme assim. Quando acabou, Soph estava aos prantos e era horrível vê-la assim. Se com um filme já ficava assim, imagina se eu contasse a ela que eu iria morar a milhares de quilômetros de distância. Eu não sei se suportaria ver ela sofrendo.

- Esse filme é tão lindo. Eu já vi umas trezentas vezes, mas sempre choro. Impressionante! – disse limpando as lágrimas em seu rosto.

- É... – respondi.

- Rafe, você está muito estranho. Está falando pouco, está seco. O que está acontecendo?

- Não está acontecendo nada! Eu estou bem. – Soph me olhou como se não tivesse acreditado em uma palavra do que eu disse.

- Tudo bem, então. Se você diz... – Ela veio até a mim, que já estava sentando, e começou a distribuir beijos pelo meu pescoço. – Você está tenso. Relaxa o seu corpo! – disse tirando minha camisa e me virando de costas para ela. Começou a beijar meu ombro, até chegar às minhas costas. Aquilo estava muito bom, mas eu não conseguiria fazer nada além daquilo.

- Soph, para de fazer isso... – disse, me virando para ela. Soph fez uma cara de decepção, o que me fez beijá-la. Beijei-a com tanta força que acabei machucando-a. Sua boca estava sangrando.

- Você me machucou... – disse.

- Eu sei. Me desculpa, por favor.

- Relaxa, Rafe. Foi bom, não foi? – Ela me surpreendia a cada dia. Agora quem me beijava era ela. E vendo e sentindo-a fazer isso comigo, meus pensamentos voaram para longe. Eu não queria ter que deixá-la e fazer com que nós dois sofrêssemos com a distância.

- Soph, eu não consigo. – disse por fim.

- Não consegue o que?

- Você sabe... Acho melhor a gente parar por aqui.

- Você está terminando comigo?

- Lógico que não. Eu só acho que a gente pode dar uma desacelerada.

- Você me traiu?

- Por que diabos você acha isso?

- Porque você tem agido estranho comigo essa semana inteira. Desde o dia que nós completamos dois meses de namoro. Você acha que eu não percebi? Você anda tão frio... O que está acontecendo? Você não é assim... Está arrependido de estar comigo? Porque se for isso, acho melhor a gente acabar por aqui.

- Não é nada disso, Sophia. Eu só estou preocupado com algumas coisas, nada demais. – menti.

- Então me conta o que é. – disse. Naquele momento, eu queria contar a ela sobre tudo. Sobre a faculdade, sobre a bolsa, sobre me mudar de país, mas eu não consegui. Eu não sei como ela reagiria quando eu contasse. Eu não sei como eu reagiria ao vê-la sofrendo por minha causa.



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