História Jogando com o Acaso - Capítulo 29


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Categorias Originais
Tags Aventura, Drama, Esporte, Futebol!, Musica, Originais, Romance
Exibições 37
Palavras 1.140
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi galera! O dia para postar era amanhã, mas amanhã é feriado e tal... não sei se conseguiríamos postar, então resolvemos postar hoje. Esperamos que gostem!

*LER AS NOTAS FINAIS*

Capítulo 29 - Acabou


Fanfic / Fanfiction Jogando com o Acaso - Capítulo 29 - Acabou

“Não era pra ser, não, não. Não ia dar certo. A distância vai dizer se é melhor eu ficar longe... Ou perto.”

Não era pra ser – Luan Santana 

 

- Eu só estou na dúvida se continuo a faculdade de Educação Física ou se troco para outro curso. – menti.

- Sério, Rafe? Por que você quer abandonar o curso? Você não está gostando mais?

- Não é isso... – Ela acreditou no que eu acabei de dizer. – Eu só estou pensando no meu futuro. Não sei se vou ser feliz nessa área. – Era tudo mentira. Eu queria muito continuar fazendo Educação Física, mas se, por acaso, eu aceitasse a bolsa nos EUA, eu teria que mudar de curso.

- Entendi... Mas você não precisa agir estranho comigo. Eu vou apoiar a decisão que você vai tomar. Eu só quero que você seja feliz com o que escolher. – Ela acabou de dizer o que eu precisava escutar no momento. Meu pai tinha me dito isso e agora ela apenas repetiu sem saber.

- Eu sei, meu amor... Eu sei... – disse puxando a pra perto de mim. Adormecemos no sofá e por alguns minutos pude apenas aproveitar o momento.

 

P.O.V Soph

Novembro passou voando. Eu, Rafe e as meninas, entramos de férias e aproveitamos para sairmos juntos com o Lucas e o Arthur. As meninas começaram a namorar eles e eu não podia estar mais feliz em ver todo mundo bem.

Era início de dezembro e eu já estava contando os dias para passar o Natal com o Rafe e a minha família. Ainda não o apresentei aos meus pais por falta de tempo. Comecei trabalhar ainda mais como fotógrafa e a estudar muito para passar de semestre.

Agora estou indo até o apartamento do Rafe para irmos ao cinema assistir a um filme que estava em cartaz. Quando cheguei ao apartamento, toquei a campahia diversas vezes e o Rafe não atendia, até que na última tentativa, ele escutou e me mandou entrar, dizendo que a porta estava aberta. Ele estava no banho, por isso não escutou.

Entrei no quarto do Rafe e sentei na cama dele, esperando-o sair do banheiro. Estava roendo minhas unhas, olhando para o nada quando vi um papel diferente aparecendo na gaveta de cueca dele. Rafe não tinha o costume de guardar suas correspondências naquela gaveta, por isso achei estranho. Resolvi abrir a carta e quando bati os olhos, quase caí pra trás. Então era isso que ele estava me escondendo? Eu não podia acreditar no que estava acontecendo.

- Amor, desculpa te fazer esperar... – Rafe não terminou sua frase. Ele ficou paralisado quando me viu segurando sua carta de admissão na mão.

- Então era isso que você estava me escondendo? Era por isso que você andava tão estranho e seco comigo? – Ele ficou sem saber o que falar. – Responde, Rafael! Fala pra mim! É isso?

- Eu não sabia como te contar... Eu não vou aceitar essa bolsa, por isso não te contei. Não é nada importante.

- Como é que é? Você acaba de ter a oportunidade de realizar um sonho e não me conta? Você achou o quê? Que eu iria te proibir de aceitar? FALA, PORRA! – gritei com lágrimas nos olhos. Ele simplesmente não confiou em mim.

- Calma, Soph, por favor...

- Não me pede pra ficar calma!

- Eu só não queria te ver sofrer. Não queria ter que ficar entre a faculdade e você. Eu sempre vou escolher você.

- Sabe o que está parecendo? Que você acha que se aceitasse essa bolsa, a gente teria que se separar, mas adivinha? Você acabou de fazer isso.

- Você está terminando comigo?

- Eu? Não! Você terminou com a gente quando preferiu não me contar sobre essa bolsa. Você terminou com a gente quando não confiou em mim. Você terminou com a gente quando não acreditou que poderíamos arrumar um jeito de conciliar tudo. Eu não fiz nada. Na verdade, eu fiz. Fiz papel de otária. – disse deixando as lágrimas, que eram muitas, rolarem pelo meu rosto.

- Não faz isso, Soph. Eu errei em não te contar, mas não vai fazer diferença. Eu não vou me mudar, eu vou ficar aqui com você.

- Eu não quero que você olhe para mim lembrando que poderia ter realizado seu sonho. Eu queria que você olhasse pra mim e visse a pessoa que mais te apoia e que mais quer seu bem. Eu só queria que você fosse feliz, Rafael. E se isso fosse com a gente morando quilômetros de distância, não faria diferença, porque eu saberia que você estaria realizado.

- Para de falar isso. Eu não quero mais escutar. Eu não quero e não posso me separar de você. Eu fui um idiota, eu sei, mas me perdoa.

- Eu te perdoo. Mas não dá mais. Um relacionamento sem confiança nunca dá certo. Se você gosta um pouquinho de mim, por menos que seja, aceita essa bolsa. Vai ser feliz. Esquece o que a gente viveu e se liberte.

- Você sabe que eu nunca vou esquecer o que a gente viveu... Eu te... – interrompi-o.

- Não, por favor, não fala isso. Eu não quero ouvir o que você está pensando em dizer. – Rafe estava chorando também. Ficamos nos olhando por um tempo. Tanta dor naquele ambiente... – Seja feliz, Rafael. – disse saindo do quarto.

- Você sabe que eu não posso ser feliz sem você... – consegui escutar suas últimas palavras. Não olhei para trás. Se eu fizesse, não aguentaria o sofrimento.

Eu achava que era mentira quando as pessoas diziam que quando tem felicidade demais, é melhor a gente se preparar para a tempestade. Eu não me preparei e olha no que deu. Um término de relacionamento. Eu não sabia que doía tanto ter que me afastar de alguém que eu amo tanto. Sim, eu o amo. Não tive a oportunidade de dizer isso a ele. Talvez eu me arrependa no futuro, mas agora eu acho que foi o melhor para nós dois não termos dito isso em voz alta um para o outro.

Eu não compreendia o porquê as pessoas terminavam umas com as outras se havia amor envolvido, mas agora eu entendo. Elas não terminam por falta de amor. Elas terminam porque alguma coisa de ruim no relacionamento é maior que o amor. No nosso caso, a falta de confiança falou mais alto do que o quê nós dois sentíamos. E não dá pra continuar com alguém que não confia na gente a ponto de omitir uma coisa tão importante. Mas apesar disso, eu quero que ele seja feliz. Quero que ele possa realizar todos os seus sonhos e que aprenda a confiar nas pessoas que ele ama, mas em primeiro lugar, aprenda a confiar em si mesmo, só assim ele poderá depositar confiança nas pessoas em sua volta. 


Notas Finais


Sabemos que é chato pedir favor, massssss, nós gostaríamos que vocês dessem uma olhada no nosso blog! Vem ver!
Link: http://gemeasderosa.blogspot.com.br/


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