História Jogo de Máscaras - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Draco Malfoy, Hermione Granger, Romance, Suspense, Traição
Visualizações 106
Palavras 1.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Antes de tudo quero pedir desculpas pela demora desse capitulo.
Estava com um conflito interno quanto a continuação da história e o futuro dela. Juro que por um segundo pensei em largar pela falta de ânimo que me apossou.
Mas uma guriazinha chamada ~KahLAlves, me lembrou que tem pessoas maravilhosas acompanhando ela e não seria justo largá-la assim.
Então, a inspiração voltou. Eu voltei. Mione voltou.

XOXO

Capítulo 35 - Razão


- Hey. – falei olhando-o um tanto desconfortável. Era estranho ficar assim perto dele, afinal era o Harry, mas não sei, era como se as últimas semanas tivessem nos afastado tão fortemente que nesse momento parecíamos mais dois estranhos se conhecendo pela primeira vez do que velhos amigos que se conhecem desde os onze anos de idade.

- Podemos conversar um minuto? – ele pediu com a voz baixa. Talvez não quisesse ser ouvido pelos calouros que andavam pela sala animados com nossa saída, ou quisesse evitar transmitir qualquer tipo de emoção que pudesse me fazer desistir da ideia de permanecer na sua presença.

- Claro. – respondi prontamente e esperei que ele continuasse, mas não era sua intenção conversarmos ali no meio de tantos curiosos e sem que ele falasse mais nada, segurei sua mão e sai dali levando-o comigo. Por todo caminho não pronunciamos uma única palavra, e havia tanta coisa a se dizer, tantas coisas pendentes a se resolver, mas naquele momento o que queria mesmo era a companhia dele, a companhia que sempre me acalmou nos momentos mais tensos de minha vida e que hoje, mais do que nunca, eu precisava.

Guiei ele até as escadas de lance único que levavam à Torre do Relógio. Ali poderíamos conversar a vontade sem sermos interrompidos por ninguém, muito menos por Gina que, se descobrisse que estávamos juntos, com certeza surtaria e correria ao nosso encontro, cruciando nós dois depois de falar todas as asneiras que uma cobra venenosa como ela poderia dizer. Assim que chegamos, Harry parou e observou nossos dedos entrelaçados por alguns segundos. Fiquei parada de frente a ele e abri um pequeno sorriso. Aquele pequeno ato nosso não era condenável, não ali, e eu amava senti-lo como se pudesse me transportar para o dia em que estivemos verdadeiramente juntos, o dia em que partimos para caçar horcrux e assim terminar de vez com a praga que se alastrava pelo mundo bruxo como erva daninha.

Harry se aproximou de mim calmamente. Seu sorriso tentando ser o mais genuíno possível, mas ainda trazendo uma certa tristeza incrustrada nela que queimava meu peito. Com a ponta dos dedos, ele colocou uma pequena mexa de meu cabelo atrás de minha orelha me olhando tão profundamente que por um segundo ele conseguia enxergar além de meu corpo, inundado na minha alma conturbada com tudo o que me atingiu nas horas que se passaram.

- O que ele fez com você? – ele perguntou com a voz doce e suave. Seu corpo perto do meu querendo me transmitir seu calor em um conforto de um abraço inexistente. Ele possuía esse poder. Sorri e nada disse.  Não precisava dizer. Muitas vezes nós ficávamos mudos e deixávamos nossos gestos conduzir uma conversa muda e muito mais expressiva que milhões de sílabas. Agora era minha vez de observar nossos dedos. E respirando fundo segurei sua outra mão e levei até meus lábios beijando-as uma por vez. Soltando minhas mãos, ele passou o braço sobre meus ombros e me puxou para um abraço apertado. Seu perfume me envolvendo tão reconfortante, e assim ficamos por mais alguns minutos. Até que eu deixei minha voz embaralhada pelo choro presente em minha face sair baixa pelos meus lábios.

- Sinto sua falta. – disse me escondendo mais em seu abraço, como uma criança à procura de um colo para espantar para longe os monstros que habitam seu armário. Harry acarinhava meus cabelos. Sua respiração era pesada. Talvez ele também choraria, se ele se permitisse, pois assim como eu, aquele momento também lhe era acolhedor e ele também sentia falta. – Sinto muito sua falta. – reforcei.

- Eu sei. – ele disse desfazendo o abraço que me abrigava. – Eu também sinto sua falta. E é exatamente por isso que vim até aqui.

- Então será assim? Toda vez que sentirmos a falta um do outro vamos simplesmente sair escondidos e nos encontrar em uma torre qualquer porque sua querida amada não aceita nos ver juntos? – balancei a cabeça reprovando minhas próprias palavras – Harry, isso está me enlouquecendo. Eu estou cansada disso. Estou cansada da forma como Gina está me tratando, das coisas horrorosas que ela fez e ainda faz e mais ainda, cansada de ter que me esconder de tudo e todos quando a única coisa que quero é estar com aqueles que eu amo.

- Me desculpe.

- Desculpas... ultimamente é o que eu mais escuto.

- Eu não quero que seja assim.

- Então que não seja. Harry, eu não quero mais que as loucuras de Gina nos separe ou mesmo te faça ser quem não é. Isso não é você e você sabe. Ela está te manipulando, Harry. Exatamente da mesma maneira que manipulou cada um de nós, como bonequinhos do Esquadrão Suicida que ela resolveu colocar um contra os outros porque juntos já havia perdido a graça. – Harry riu com o que acabava de dizer e quando dei por mim, eu mesma estava rindo. Aquilo era algo que somente nós conhecíamos, de nosso mundo, e que por vezes usávamos para zoar com a cara de Rony e Gina, sem que eles soubessem do que realmente falávamos. – Eu falo sério Harry. Porque ela está fazendo isso? Porque ela surtou dessa forma? Ela nunca teve aptidão pra louca e agora eu só consigo pensar que ela é uma. Não consigo ver nenhuma relação com tudo o que aconteceu e muito menos razão para ela querer fazer o que fez. Quer dizer, o que ela lucraria em pagar Malfoy para dormir comigo sendo que isso iria magoar o próprio irmão? Ou, ou porque ela resolveu sair pelos corredores acertando todos com sua varinha apenas por diversão ou por achar que não são bons o suficiente para serem perdoados por coisas que nem fizeram. Ou então porque simplesmente armar uma enorme confusão apenas para me ver humilhada e ainda espalhar fofocas a meu respeito que, mesmo sendo verdade, em sua maioria eu admito, ainda assim são fofocas, ou seja, são fatos aumentados pela sua boca grande e pra que? Para continuar como a irmã santinha do chifrudo de Hogwarts? Ela simplesmente perdeu a cabeça e eu nem sei o que a fez perder a cabeça, e o pior, perdeu a cabeça comigo. O que eu fiz que pode ter ferido tanto ela a ponto de querer acabar com a minha vida? Sempre fomos amigas, sempre estive ao lado dela, sempre apoiei ela, principalmente quando ela me disse que estava apaixonada por você. Eu tive que convence-la de que não havia nada entre nós e isso levou tempo, saliva, e muitas lágrimas por parte dela, e mesmo quando ela jurou que tinha visto nós dois juntos, ou quando Rony teve aquela crise de ciúmes doentia eu continuei ao lado dela. Eu nunca a abandonei. Eu nunca...

- Eu contei sobre a noite na barraca. - ele me calou. Pisquei os olhos algumas vezes para ter a certeza de ter ouvido exatamente o que ouvi antes de perguntar.

- Você fez o que?

- Eu contei...

- Porque? – interrompi ele completamente consternada com aquilo – Porque? Porque você faria isso? Porque? – ele se afastou de mim, as mãos esfregando uma na outra em um movimento claro de tomada de coragem. – Harry. – o chamei enquanto ele se afastava mais me deixando impaciente.

- Eu falei seu nome enquanto transávamos.

- Você fez o que? – praticamente gritei. A mesma frase dita anteriormente agora saia com mais raiva que incredulidade.

- Desculpe.

- Desculpar? Eu ainda estou tentando achar uma razão para não socar sua cara. Meu Merlin, como você pode fazer isso? Não acredito.

- Essas coisas acontecem...

- Não! – o impedi de continuar apontando o dedo em sua cara – Nem pense em terminar essa frase. Essas coisas não “acontecem”. Meu Merlin, onde você estava com a cabeça?

- Em você, obviamente. – tentou quebrar a tensão com um pequeno riso me deixando com mais raiva. Abri a boca para responder, mas aquele ar dele tentando ser cômico com a situação me fez fechar novamente. Foi minha vez de me afastar dele, caminhando pela torre, subindo e descendo degraus tentando reorganizar os pensamentos. – Mione. Eu já pedi desculpas. Eu não fiz de propósito, apenas saiu. – parei me virando para fita-lo.

- Apenas saiu. – repeti – Apenas saiu. Você tem noção do que está me contando? Você falou meu nome enquanto transava com sua namorada, que já possuía um ciúmes monstruoso de nós dois. Você simplesmente acendeu um cigarro no meio de litros e litros de gasolina. Você não poderia ter sido mais evasivo não? Não poderia ter dito o nome de alguma stripper? Ou da Cho. Sei lá, até mesmo da sua mãe seria mais aceitável do que o meu. Por Merlin! É por isso que ela quer acabar com minha raça. Eu entendo... até porque eu mesmo acabaria comigo se estivesse no lugar dela e...

- E tem o lance da barraca. – ele anunciou.

- Claro. Como pude esquecer desse pequeno detalhe. Como se não bastasse acender o cigarro, você tinha que pegar uma tocha inteira.

- Ela me pressionou Mione, ela queria saber porque você, e...

- E nada! Você não se contentou em me matar, tinha que me jogar no mar com concreto preso nos pés. Harry, você poderia ter dito qualquer coisa... qualquer coisa. Mas não, teve que tocar naquela noite.

- Você não pode negar o que aconteceu aquela noite Mione. Não pode negar o que aconteceu entre nós. Nós transamos.

- Eu sei, eu só...

- Nós dançamos, bebemos, você me animou quando mais precisei e nós fizemos amor. Isso o que aconteceu, não pode agir como se não tivesse acontecido...

- Eu não estou agindo como se nada tivesse acontecido. Esse não é meu problema. Aconteceu. Eu não me arrependo. Eu só... – parei. Não sabia o que dizer. Harry e Gina não estavam juntos oficialmente naquela época, mas ainda assim estavam juntos. Já eu e Rony não. E tem o fato de que Harry e eu estávamos sozinhos. Ele estava se sentindo culpado pelo Rony ter ido embora, por não conseguir encontrar o que procurávamos, por ter perdido todos que amava e eu, eu me deixei levar, pelo álcool e pelo momento. Me deixei envolver pelo toque de seu beijo aveludado. Nós precisávamos daquilo, mais por precisarmos nos sentir amados do que pelo ato em si. Havia sido nossa primeira vez e mesmo que não estivéssemos juntos de verdade, e sabendo que não ficaríamos, havia sido especial. Jamais havíamos contato a alguém. Havíamos prometido não contar. Prometido que aquele seria nosso segredo, mas ele havia contado. Ele simplesmente havia dito à sua namorada que havia dormido comigo. Como se revelasse que seu maior pesadelo não era mais um simples pesadelo, mas algo que aconteceu de verdade. Respirei fundo antes de continuar.

- Você ao menos tem noção do que fez? – perguntei com a voz um pouco mais calma.

- Agora eu tenho. Mione, eu não sei o que fazer para reverter isso. Me diga o que fazer. Eu faço.

- Não tem nada que possa fazer. Já está feito. Ela me odeia. E agora eu sei que não é minha culpa. – finalizei e sem mais nada a dizer o deixei sozinho na Torre do Relógio com seu sentimento de culpa que provavelmente o corria por dentro. Eu não precisava ficar ali, porque não havia mais nada pra mim naquele pequeno espaço que estávamos.



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