História Jogo de Máscaras - Capítulo 54


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Draco Malfoy, Hermione Granger, Romance, Suspense, Traição
Visualizações 42
Palavras 2.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 54 - Não acredito em você


- Rony? Mesmo? – minha risada satírica reverberou alto e forte dentro daquela sala entregue à penumbra e completamente desprovida de vida, não fosse por nós dois parados um de frente para o outro se digladiando com os olhos. Malfoy com as sobrancelhas fechadas em um semblante duro e eu com uma cara de louca varrida e uma risada estridente e completamente descrente nas quatro letras que saíram de sua boca. - Por Cristo, como você consegue ser tão filho da mãe? Você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? Acha mesmo?

Eu estava completamente alterada. Não sei se estava dessa forma porque Malfoy havia acabado de dizer que Rony, o cara por quem fui loucamente apaixonada por mais de três anos, com quem sonhei me casar um dia e desenhei uma vida inteira perfeita ao seu lado, estava tendo relações com a irmã, ou se por Malfoy confessar com todas as sílabas que havia sim ido atrás dela para fazer o que anunciou ser algo nada demais e só não fez porque outro havia chegado primeiro. Na real, eu também nem me importava com o motivo pelo qual estava naquele estado de nervos, porque isso era irrelevante. O motivo poderia ser milhares, mas todos, todos eles, possuíam Malfoy no meio, como um ser ativo ou um observador passivo.

- Inacreditável. Você é realmente inacreditável. – falei dando as costas para ele antes que minhas mãos voassem em seu pescoço e esmagassem sua traqueia até perder as forças.

- Claro, porque eu ser um cara desprezível e nojento é absolutamente aceitável, mas o retardado do Weasley foder com a irmã embaixo do teu nariz chega a ser uma ofensa. – se eu estava irritada com a declaração dele, Malfoy estava emputecido com a minha descrença. Sua voz me acertando como uma rajada de metralhadora pelas costas. Parei e me virei o fuzilando com o olhar, indo até ele fazendo nossa distância ser praticamente de um passo.

- Cala a boca, Malfoy. – vociferei - Você só está querendo inventar uma historinha qualquer para me fazer chorar e depois me consolar com palavrinhas falsas só para me fazer abrir as pernas pra você. Porque é só isso o que importa, não é mesmo? Que no final do dia você bata seu cartão e depois me leve pra cama. Mas sinto informar que essa sua técnica não está funcionando. E mesmo que seja verdade, mesmo que Rony tenha estado com a irmã, o que eu sei que ele jamais faria, eu nunca, jamais, derramaria uma lágrima na sua frente. Não te daria esse gostinho. – ele bufava ouvindo eu o acusar sem dó. Seu rosto aos poucos se tornava vermelho de raiva e poderia jurar que se não fosse eu a estrangulá-lo, seria ele a fazer isso comigo. Dando o último passo que nos separava ele deixou que a voz saísse arranhando sua garganta em um tom frio e baixo.

- Eu vi seu namoradinho ridículo fodendo a própria irmã. Ele estava fodendo ela e não parecia ser uma coisa de momento. Agora, o que você vai fazer sobre isso é problema seu. Até porque eu não preciso inventar nada para fazer você abrir as pernas pra mim. Há dois minutos atrás você já estava fazendo isso e por vontade própria.

- Em primeiro lugar, ele não é meu namoradinho. Em segundo lugar, eu conheço Rony o suficiente para saber que ele jamais se submeteria a dormir com Gina. É nojento. É degradante. E ele nunca faria isso.

- Bem, pelo visto você não o conhece tanto quanto pensa. Porque ele estava sim fodendo ela e pelo jeito que ele gemia o nome dela, ela estava dando a ele o que você nunca deu. Uma trepada gostosa. – minha mão explodiu na cara dele. Acertei tão forte que meus dedos ficaram enterrados na pele branca dele e tão cedo não sairiam dali.

- Você nunca mais ouse falar comigo dessa forma. Não sou uma de suas putinhas que você fala do jeito que bem entender. Você ouviu bem?

- Tem certeza disso? Porque se não me falha a memória é exatamente isso o que você é, uma de minhas putinhas. – Outro estrondo e o tapa estalou no outro lado de seu rosto. Tão violento quanto o primeiro. Eu vi o momento em que Malfoy se controlou para não revidar. Sua mandíbula fechada com tamanha força que os ossos pareciam saltar de sua face. Sua respiração pesada, ruidosa e lenta tentando manter dentro de si o autocontrole que eu arrancava com minhas unhas. E mesmo que quisesse, ele não ergueu um dedo em minha direção e mais uma vez eu virava as costas pra ele deixando-o com minha voz machucada mas ainda assim forte ecoando em seus ouvidos.

- Cansei de você.

- O que foi Granger? É tão difícil assim ouvir a verdade? Hum? – ele veio atrás de mim. Não tencionava me parar, mas também não tinha intenção de me deixar sair assim, com a última palavra. – É tão difícil assim ouvir que o cara pra quem você deu por anos estava comendo outra no intervalo do almoço? Qual é, não deve ser tão absurdo assim, afinal se você deu pra mim era porque ele não te comia a um bom tempo. – parei bruscamente me virando pra ele, obrigando-o a fazer o mesmo.

- Cala essa maldita boca. – gritei - Quem você pensa que é para dizer qualquer coisa sobre Rony? Quem você pensa que é? Você não passa de um mimadinho filho da mãe que fica aí, inventando qualquer porcaria só para tentar virar o jogo a seu favor. Rony e Gina. Golpe baixo, você não acha? Mas eu até te entendo, deve ser mesmo muito frustrante querer ter algo que outro já teve e não conseguir.

- Se está falando de você, bom, eu queria muito te comer e como bem sabe, já comi, muitas vezes. Agora, se estiver falando de Gina, é muita coragem sua alegar que nunca estive com ela, afinal, como você mesmo disse, eu estou mentindo sobre ter visto ela com Rony, o que me leva direto pra cama dela, não concorda?!

- Seu filho da puta! – parti pra cima dele com toda minha raiva e força. Fechei meus punhos e soquei o peito dele como se fosse um saco de porrada fazendo-o recuar alguns passos enquanto eu avançava tantos outros. Suas mãos tentavam agarrar meus pulsos mas eu desviava dele e voltava a soca-lo, no peito, na altura do ombro, no pescoço, onde alcançava, até ele conseguir finalmente me imobilizar.

Segurando meus pulsos com força, Malfoy girou meu corpo com facilidade me segurando por trás enquanto cruzava meus braços em um X sobre meu próprio peito. Sacudi meu corpo, mas ele era visivelmente mais forte e não demorou até eu parar de me debater abraçada a força pelo garoto que me deixava tão paranoica quanto vulnerável. Seu rosto encostado ao meu permitindo sua boca roçar em meu ouvido enquanto as palavras saiam tão sujas quanto esgoto por seus lábios.

- Não se preocupe, apesar de Rony preferir visivelmente a irmãzinha idiota dele, eu ainda prefiro você.

- Me solta seu desgraçado! – gritei tentando mais uma vez me soltar de suas garras e novamente fui contida. Sua respiração tão alterada quanto a minha podendo ser sentida quente em meu pescoço. Suas mãos apertando mais meus pulsos toda vez que eu tentava me soltar – Você está me machucando! Me solta, Malfoy! – mandei.

- Eu que estou te machucando? Tem certeza disso? Hum? – ele continuava falando em meu ouvido agarrado a mim. Ele não gritava e aos poucos parecia retomar controle da própria raiva em sua voz, que ainda era baixa, praticamente um sussurro, mas que pra mim parecia um berro que apertava meu peito. – Porque pelo o que eu sei, não sou eu quem mentiu pra você esse tempo todo. Não sou eu quem disse te amar enquanto comia outra no quarto ao lado. Não fui eu quem fingiu ser alguém na tua frente e te ferrou legal pelas tuas costas. Não fui eu quem fodeu com a irmãzinha. – e soltando meus pulsos, ele me empurrou para longe de si como se eu fosse um nada, um saco de lixo descartável, alguém com uma doença contagiosa. Pega de surpresa com a forma como ele me soltara, colocando as mãos nas minhas costas e me empurrando pra longe de si, tropecei nos meus próprios pés e cai no chão a sua frente batendo a boca no assoalho duro. Virando o corpo me coloquei sentada o olhando completamente chocada com sua atitude. Ele pareceu não se importar com o pequeno ferimento em meu lábio inferior ocasionado pelo impacto porque ao invés de se aproximar de mim ele me olhou com desprezo, de cima, do topo onde sempre ocupara, e disse simplesmente. – Vai lá. Vai lá chupar o pau do Weasley. Mas vai logo, antes que ele o enfie de novo na buceta da irmã.

- Você é nojento.

- Eu sou o nojento? – ele riu. Agora era a vez dele de permitir que uma gargalhada fria deslizasse pelos móveis e se chocasse com as paredes. – Ok. Eu sou nojento. Eu admito. Mas de uma coisa você pode estar certa, eu jamais te trairia dessa forma.

- Não dessa forma. – ironizei o que ele acabava de dizer me levantando. A raiva retornando em grandes ondas pelos nossos corpos. Se aproximando de mim, novamente sem aviso algum, ele agarrou meus braços com força acima dos cotovelos e me olhou tão profundamente que eu conseguia sentir seus olhos cravarem em minha alma. Ele ia dizer algo. Ia dizer que eu estava errada, que mesmo que não acreditasse, ele jamais me trairia. Ia dizer que eu havia enlouquecido se achava que ele era desse tipo. Mas ele não o fez, e eu sabia o porquê.

Ele não disse nada porque ele viu em minha alma a ferida aberta por ele. Uma ferida que demoraria a cicatrizar. Uma ferida que foi aberta no instante em que ele decidiu que sexo era só sexo e nada mais. Uma ferida feita pela perda da lembrança tão linda de nós dois juntos e que eu, diferente dele, ainda trazia comigo. Esse foi o exato instante em que meus olhos se entregaram e as lágrimas apareceram. Fechei meus olhos tentando recorrer ao que ainda restava de mim em um canto escuro da minha essência.

Soltando meus braços, Malfoy tocou meu rosto. Segurou-o como se fosse uma peça de porcelana prestes a quebrar pelo mínimo esforço. Seu polegar passando em minha pele tentando frear as lágrimas. Eu continuava com os olhos fechados, me perdendo em meu pranto silencioso. Os lábios doces de Malfoy se aproximaram de mim, beijando minhas pálpebras cerradas, uma por vez, sem pressa. Seu gesto me deixando completamente vulnerável. Encostando a testa na minha, ele continuou acariciando meu rosto. Sua voz um sussurro arrependido.

- Me perdoe. – ele pediu. Aquelas duas simples palavras formando uma frase tão poderosa que naquele momento eu perdi minhas forças, senti o mundo todo desabar e o pranto me possuir. Minhas pernas fraquejaram e eu cairia novamente no chão, não fosse pelos braços de Malfoy me envolvendo em um abraço forte. Seus braços se tornando meu porto seguro. Naquele momento permiti deixar minha fragilidade se mostrar sem medo de nenhum julgamento, porque naquele momento ele não me julgaria.

- Como ele pode fazer isso comigo? – perguntei com a voz engasgada, sendo abafada pelo seu peito que amparava meu pranto e me protegia de qualquer predador. Malfoy afagava meus cabelos com carinho, seus dedos penetrando nos fios rebeldes em uma caricia delicada. – Como eu posso ser tão burra?

- Você não é burra.

- Eu sou. Eu sou uma vadia estúpida e burra.

- Hey! – ele se afastou de mim de leve de forma que conseguisse segurar meu rosto novamente em suas mãos. – Olhe pra mim. – eu obedeci – Você não é nada disso. Entendeu bem? Se tem alguém burro nessa história toda é ele que trocou você por uma piranha de quinta. E eu, por ter sido egoísta e não ter visto que estava te machucando quando decidi dormir com Gina apenas para gravar um vídeo idiota. Me desculpe Hermione, eu...

Eu não deixei que terminasse. Beijei sua boca sem arrependimento algum por aquele ato porque naquele instante era isso que eu precisava, o carinho de seus lábios e o afago de sua língua. Aquele era um beijo calmo, em que perdoávamos um ao outro, em que nos reconectávamos. Um beijo que tranquilizava um coração machucado.



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