História Jogo de Sedução - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Victuri, Victuri Lemon, Victuri Yaoi, Viktor X Yuri, Yuri X Viktor
Exibições 295
Palavras 2.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ai gente, desculpa pelo título terrível dessa fanfic, sério! Eu escrevi uns cinco capítulos direto sem conseguir decidir pelo nome dessa danada! Acabou ficando esse mesmo!! Beijos, espero que gostem!

Agradecimentos especiais a Débora C.S. Franco e Kyuubi Aneko, do grupo no face Yaoi on Ice BR, as xeroques romes que encontraram a fanart que faltava!

**ATENÇÃO AOS AVISOS**
1. Essa fanfic contém descrições de cenas de sexo entre homens (nosso amado gênero Lemon). Se não curte não leia.
2. Eu também abordo temas como BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo). Não vou tratar de todos os pontos (seria impossível), se você não gosta não leia, sério mesmo galera. Depois não diz que eu não avisei!
Vamo simbora!!

Capítulo 1 - O dia em que conheci o jogo.


Fanfic / Fanfiction Jogo de Sedução - Capítulo 1 - O dia em que conheci o jogo.

30/11/2016

Eu sou Yuri Katsuki, ontem completei 24 anos. Há alguns meses namoro com meu ídolo de infância, aquele que me inspirou a patinar e a ser o melhor no que eu faço, o patinador russo Viktor Nikiforov. Isso mesmo, você leu certo. Ele é russo. Você deve estar se perguntando como um russo chegou até Hasetsu e - ainda mais intrigante - como começamos a namorar. Sinceramente, eu não saberia explicar. Tudo aconteceu tão rápido, tudo está fluindo tão depressa que eu não estou conseguindo acompanar minha própria vida. Parece louco né? Já pensei nisso, pensei de verdade que estava enlouquecendo. 

Então me pus a escrever. Li em algum site de auto ajuda que quando você expõe seus pensamentos no papel (no meu caso irei usar o notebook mesmo) isso te ajuda a organizá-los. Estava relutante em começar, no entanto isso está - de alguma forma - começando a fazer sentido.

Vamos aos acontecimentos mais recentes, eles não saem da minha cabeça, e não sei explicar como, mas eu acabei de ter minha primeira experiência nesse sentido e já quero repetir. Ontem foi uma daquelas noites insanas! Uma noite que tinha tudo pra ser normal, ao menos do meu ponto de vista do que é (ou era) normalidade na minha vida antes do Vi, e terminou de uma forma totalmente inesperada. Era meu aniversário e minha mãe preparou uma pequena festa pra mim, apenas o pessoal aqui de casa e meus poucos amigos próximos. Tenho amigos de longe também como o Phichit, mas ele não pode vir, e fez questão de fazer uma chamada de vídeo quando fomos cantar o parabéns e cortar o bolo. Ele é muito querido.

Bem, o Viktor fez questão de escolher nossas roupas para a festa. Ele estava dislumbrante num terno preto, a camisa de dentro também preta em contraste com a única peça clara da sua vestimenta: uma gravata branca de um tecido grosso, linda. De certa forma sua roupa me lembrava um comandante, oficial militar ou algo assim. Pra mim ele separou algo bem simples - o porquê eu só vim entender muito tempo depois - era uma calça preta com uma camisa social de botão branca, só.

Enfim, a festa estava ótima. Tudo que minha mãe fez estava delicioso (como sempre), as surpresas começaram na hora de abrir os presentes... Dos meus pais eu ganhei um novo celular, não que estivesse precisando, mas adorei! Yuko e Takeshi me deram um novo par de patins (parece ter custado bem caro), as trigêmias que fizeram a embalagem do presente e um cartão muito fofo. Minako também me deu um presente lindo, um figurino que ela mesma havia desenhado para eu usar na final do Grand Prix, ele é incrível, o Vi adorou. Já o presente do Vi - um dos presentes - foi um lindo filhote de poodle. Nem precisa dizer que eu amei né? Ele é um poço de fofura, parece uma miniatura do Maccachin! Quando Vi me entregou o filhotinho ele me abraçou e falou no meu ouvido que aquilo era só o começo, outro presente me esperava quando chegássemos no apartamento dele. Eu esttemeci na hora, não comsegui mais me concentrar em nenhuma conversa pelo resto da festa, tamanha era minha ansiedade.

A festa acabou e fomos para o apartamento do Vi. Eu era todo nervosismo, nem sabia o que me esperava mas eu sou assim, sofro por antecedência. Viktor era o mesmo de sempre. Inabalável. Nada parece tirá-lo do eixo. Contudo quando chegamos ao apartamento ele parecia um pouco preocupado, ou receoso talvez. Será que ele estava com vergonha do presente que comprou e por isso não o levou para festa? O que poderia ser? Ou será que era tão grande que não podia nem tirar do apartamento? Não, não compraria algo tão grande... ou compraria?

Cansei de especular, tomei coragem e perguntei de uma vez: — Vi, onde está meu presente?

Ele me olhou calmo e respondeu: — Está no quarto, é lá que vai acontecer. — Ele falou com muita tranquilidade porém eu me sentia tudo, menos tranquilo. — Você já tá nervoso né? Não fique, você também vai gostar, eu prometo pegar leve nessa primeira vez.

Engoli minha própria saliva com tanta dificuldade que pensei que fosse engasgar. 

— Esse mistério todo não tá ajudando muito... — falei tentando transparecer segurança, falhei completamente. Ele e pegando na minha mão me levou até seu quarto. Sentei na cama e ele foi até o armário voltando com uma caixinha preta nas mãos.

Ele passou a caixinha para mim e falou calmamente: — Meu presente não está somente nesta caixa, vamos nos referir ao meu presente como um jogo. Ao abrir a caixa você aceita participar do meu jogo e não pode voltar atrás! — Aquilo começava a soar como algo pervertido e perigoso, e eu não vou mentir, me excitei! Ele tinha um olhar especulativo, pedinte, esperando que eu abrisse a caixa.

Dei um risinho e comecei a desfazer o laço, ele sorriu de lado colocando a mão no queixo e batendo com a pontinha dos dedos na boca. Seu sorriso me deixava ainda mais empolgado. Quando abri a caixa levei um choque. Tinha pensado em algo como algum óleo ou lubrificante novo, no máximo um brinquedinho sexual, mas aquilo era totalmente diferente e eu nunca tinha visto pessoalmente. Na caixa tinha dois itens. Uma venda branca e uma peça que pareciam cintos de couro interligados por anéis de metal, eu não fazia ideia do que era aquilo. Não parecia ser de vestir, também não parecia ser algo que servisse para prender alguém em algum lugar. Eu fiquei ali tenando adivinhar o que era, Viktor só me olhava com expectativa.

— Você nunca viu um desses não é? — Ele perguntou o óbvio me arancando dos meus pensamentos confusos e me trazendo de volta ao quarto.

— Não faço ideia do que seja, pra quê serve? — Respondi com sinceridade, queria mesmo saber e por incrível que pareça eu não estava com medo da resposta, até ele falar...

— Isto serve para bondage, você vai usar isso, hoje você vai ser meu submisso Yuri, a noite toda. — Ele falou tudo de uma vez sem nem me deixar engolir as palavras direito, eu surtei.

— Errrr?? Como assim bondage? Como assim submisso? Não, pera, pera um pouco, me explica melhor, o que você quer dizer com submisso? Vai me amarrar e me bater? Tá louco? Não mesmo Viktor, para de brincadeira! — Eu desesperado tentando me desvencilhar das tiras (sim, eu estava todo enroscado naquilo), e ele com as mãos na cintura se inclindando pra trás de tanto rir. — Não tem graça Viktor!! — Eu gritei, estava mesmo assustado.

— Own meu katsudon, eu não vou te bater, a não ser que você peça... — Ele tinha parado de rir e agora falava com sensualidade, estava de joelhos na minha frente e segurava meu queixo como se fosse me beijar, mas não beijou. Só ficou perto o suficiente pra me fazer sentir seu cheiro de bolo de chocolate misturado ao saquê que tinha bebido com a Minako na festa. Seu cheiro e sua voz me acalmaram, de repente meu coração começou a desacelerar, eu o toquei no rosto e me aproximei para beijá-lo mas ele se esquivou. — Além do mais Yuri, você não pode voltar atrás, lembra do que eu falei quando te entreguei o presente?

— Não vale! Aquilo foi um suborno que você me obrigou a aceitar!

— Entenda como quiser Yuri, mas hoje você será meu e a única coisa que você tem que fazer é me obedecer. Vamos começar! 

Ele estava animado, eu não sei dizer o que sentia. Medo? Desejo? Ansiedade? Tesão? Milhares de coisas passavam pela minha mente naquele instante, ele notando minha pequena viagem ao outro mundo, pôs as mãos sobre os meus ombros e falou: 

— Eu disse que vamos começar Yuri! Chega de distrações! — Eu olhei para ele e não pude deixar de notar a excitação em seus olhos, ele realmente queria aquilo, e eu quis dar isso a ele. Cedi.

— Esse seu jogo tem regras?

— Fico feliz que tenha perguntado. Bem, todo jogo tem suas regras Yuri, mas não se preocupe, as minhas são bem simples. Talvez apenas uma, você não deve me questionar em nenhuma situação. Preste atenção a essa regra Yuri, não quero te punir, mas vou ficar feliz em fazê-lo se você me desafiar.

— Como assim "punir"? Você disse que não ia me bater!

— Quem falou em bater? Eu disse punir, não bater. Acredite, posso te punir de várias formas diferentes sem sequer te tocar. — Estremeci só de pensar, eu estava ficando... excitado? — E por favor, não me interrompa. Continuando, qual a regra principal Yuri?

— Devo obedecer sem te questionar.

— Você entendeu rápido! Bom menino.

— O quê mais?

— Mais nada!

— Nada? É um jogo com apenas uma regra?

— Calma porquinho, vamos com calma, você vai aprender aos poucos. Por enquanto é só isso, agora levante-se! — Obedeci e comecei a desabotoar a camisa, ele me parou com um olhar assassino. — Não lembro de mandar você se despir...

— Mas eu pensei que.... — não tive coragem de continuar, seu olhar me congelou.

— Preste atenção Yuri, esse é o último aviso, a partir de agora você não pensa, você só obedece. Abotoe novamente sua camisa, até o último botão, e mantenha os braços parados.

Eu fiz o que ele mandou, abotoei até o botão do pescoço e deixei os meus braços caídos, imóveis.

— Bom menino. — Ele falava com tom quase maternal, quando ele falava isso seu olhar mudava e isso me acalmava. Gravei aquele olhar na minha mente, queria vê-lo com aquela expressão pelo resto da noite.

Ele calçou um par de luvas pretas, de um tecido muito fino, tão delicadas que dava vontade de tocá-las. Pegou as tiras de cima da cama e com muita habilidade desatou as fivelas, depois pegou minha mão e me pôs de frente ao espelho no qual eu me via de corpo inteiro. Eu estava de cabeça baixa, ele se aproximou por trás e pondo a ponta dos dedos no meu queixo, ergueu minha cabeça. Pela primeira vez naquela noite eu percebi que nossas roupas definiam exatamente nossas posições. Ele parecia um grão mestre e eu um mero aprendiz. Ele ordenou que eu não tirasse os olhos do reflexo, eu o fiz.

Em seguida começou a vestir as tiras em mim. A primeira parte da peça era pequena e tinha uma fivela nas extremidades. Ele atou ao meu pescoço. Era uma coleira. Na parte de frente tinha um anel de metal preso a duas outras tiras que descia até a lateral da minha cintura onde se prendia a um cinto duplo. Ele apertou ao máximo as tiras contra meu corpo, mas eu não sentia dor nem desconforto, pelo menos não físico. Quando terminou, se virou para pegar a venda que eu havia deixado na caixinha. Eu fiquei ali parado me olhando no espelho.

O reflexo me mostrava que eu não estava muito longe de parecer um animal acorrentado. Me senti... vulnerável? Humilhado? Pensava em vários animais que precisavam ser acorrentados e não me considerava igual a nenhm dele pra merecer aquilo. O meu domador voltou e checou novamente as fivelas presas ao meu corpo com muita destreza, notei que ele sabia o que estava fazendo e fui acometido por uma onda de mansidão. Me olhei dos pés à cabeça em silêncio, quando levantei a cabeça meus olhos se encontraram com os dele no espelho, eu estava atônito e não sabia o que falar, nem sabia se podia falar então continuei em silêncio. Foi a melhor escolha, ganhei aquele olhar de bom menino com o qual eu já estava familiarizado. Viktor pôs a venda na minha cabeça, era apertada apesar do tecido delicado.

Antes de baixar totalmente a venda ele sussurrou no meu ouvido: — Você está pronto Yuri, e é o submisso mais lindo que eu já tive em toda minha vida, estou muito feliz. — Sua voz adentrou pelos meus ouvidos como música. O jogo estava apenas começando.

Droga!!! O Vi chegou, não quero que ele me veja escrevendo, amanhã eu continuo.


Notas Finais


Wow ficou grande hein? Mas não queria que vocês perdessem o ritmo!
Obrigada pela leitura, se gostou deixa seu comentário pra eu sentir a vibe de vocês ok? Bjksss!


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