História Jogo de Sedução - Capítulo 2


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Victuri, Victuri Lemon, Victuri Yaoi, Viktor X Yuri, Yuri X Viktor
Exibições 238
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E aí? Recuperados do primeiro capítulo? Respira fundo que tem mais!!

Como a primeira parte da história já está construída, não vou segurar os capítulos não! É terminando a revisão e publicando.

Boa leitura!! Bjkss.

Capítulo 2 - Como se tornar um submisso perfeito.


Fanfic / Fanfiction Jogo de Sedução - Capítulo 2 - Como se tornar um submisso perfeito.

01/12/2016

Lembra que eu disse ter lido em algum lugar que escrever me ajudar a organizar meus pensamentos? Pois é, estou começando a achar que isso realmente funciona. Revivendo tudo que aconteceu naquela noite eu percebo o quanto eu gostei do jogo do Viktor. Confesso que adorei quando ele disse que eu era o submisso mais lindo que ele já teve, apesar de sentir ciúmes só de pensar com quantos mais ele teria feito aquilo. Na verdade estou fervendo de ódio agora que estou pensando com mais clareza. Como ele pode me dizer aquilo?! Será que teve tantos assim? Ahhhh, eu e minhas paranóias de novo! Eu não serei só o submisso mais bonito que ele teve, serei o submisso perfeito pra ele. Nunca mais ele vai precisar de outro submisso na vida!

Bem, você deve estar curioso pra saber o que rolou depois de toda aquela amarração. Foi assim: eu estava vendado, não enxergava absolutamente nada. Isso me deixou um pouco nervoso, na verdade eu estava ansioso de novo.

— Espere aí. — Só pelo tom da sua voz foi difícil imaginar sua expressão, eu não tinha como saber o que ele estava fazendo, mas eu ouvi seus passos se distanciando de mim então presumi que ele havia saído do quarto. Levei as mãos até o rosto, toquei na venda, por um impulso eu quase a tirei. Mas me senti observado então não o fiz. Desci as mão pelas amarras sentindo o couro liso e muito bem costurado das tiras e os anéis de metal gelados. Ouvi o som de algo pesado sendo arrastado, parei o que estava fazendo imediatamente.

— Estava tentando tirar a venda Yuri? Ou estava pensando em como desatar as fivelas? — Por Kami, sua voz era temerosa, o medo foi tão forte que prendi a respiração e senti meu coração parar de bater por um segundo. — Responda! — Eu tremia de dentro pra fora, não sei porque estava com tanto medo.

— Não Viktor, não estava tentando tirar nada, só estava... — Ele tapou minha boca e eu me calei.

— Não fale mais que o necessário. Sim ou não já é o suficiente. — Fiz que sim com a cabeça, sua voz ainda soava ameaçadora, mas estava mais branda que antes. Senti sua mão quente através do fino tecido da sua luva. Havia esquecido que ele estava com elas.

Ele me levou até uma poltrona onde me sentei reconhecendo o acolchoado macio, era a poltrona da sala, ele havia trazido para o quarto, imaginei o porquê dele precisar da poltrona se tínhamos a cama ali, mas não ousei perguntar. O quarto estava novamente em silêncio, a tensão sexual que pairava ao nosso redor era quase palpável.

— Yuri, aconteça o que acontecer, não mova suas mãos, ou melhor, não mova um músculo sequer. Você entendeu? Responda!

— S-sim! — Segurei firme nos braços da poltrona.

Senti as mãos de Viktor pousarem nos meus joelhos, que responderam involuntariamente ao seu toque num ensaio de salto.

— Shhhh, controle-se. — Ele falou de mansinho e eu incrivelmente relaxei, não sei como.

Ele subiu as mãos pelas minhas coxas, apertando levemente, desenhando meus músculos por cima do tecido da calça. Eu respirava fundo tentando estabilizar meus batimentos cardíacos. Eu era um total fracassado quando o assunto era auto controle. Me manter parado seria mais difícil do que imaginei quando recebi a ordem. Viktor continuou passeando com as mãos pelo meu corpo, eu me senti como se fosse um brinquedo que ele acabara de ganhar e ainda estava decidindo se tirava ou não da caixa. 

Senti suas mãos no cós da minha calça e minha mente pervertida imaginou que ele fosse tirá-la, atendendo ao meu desejo meu cérebro ordenou que meu quadril se mexesse e ele escorregou pelo estofado quase se deitando na poltrona. Ouvi Viktor sorrir, mas não foi um som muito agradável, na verdade foi um sorriso assustador.

— Ora, ora, está se insinuando pra mim porquinho? Não ordenei que ficasse quietinho? — Eu congelei na hora, sério, eu sabia que o Viktor era mandão, mas com ele falando sério daquele jeito, e eu tendo que adivinhar seus sentimentos somente pelo tom da sua voz, eu estava totalmente perdido. Eu não era nada perspiscaz, mas precisava me esforçar afinal eu tinha aceito o desafio. Fiquei calado e aprumei minha postura de volta a posição inicial. — Melhor assim. — Ele falou e eu me senti aliviado quando notei que seu tom de voz também havia voltado ao de antes.

Viktor prosseguiu colocando as mãos de volta no cós da minha calça, mas dessa vez enfiou dois dedos de cada mão na parte de dentro alisando o tecido ao longo de toda cintura. Nesse momento eu comecei a sentir algo diferente, o toque dos seus dedos enluvados na minha pele me deixaram tenso e excitado. Por que diabos ele estava usando luvas?! Queria sentir sua pele na minha urgentemente! Ele levava os dedos até as laterais da cintura e os trazia de volta ao centro onde ele os enterrava ainda mais fundo chegando a tocar no meu pênis, que a essa altura já começava a enrijecer. 

Eu delirava com a suavidade das suas mãos, mas o que deixava mais louco era não sentir sua pele, era somente a luva. Um lampejo lembrei do que ele havia dito quando me entregou o presente "posso te punir sem sequer te tocar". Maldito! Era disso que ele estava falando. Esse era seu jogo, me fazer explodir de tesão. Seus dedos pararam de se mover. Eu queria pedir que não parasse, mas tentei imaginar uma mordaça - e até desejei ter uma na minha boca - pra não falar nada sem ter sido perguntado.

Ele passou a me masturbar por cima da calça, não resisti e soltei um gemido, ouvi um "shhhh" em repressão, mordi o lábio tentando me conter. Ele continou os movimentos apertando meu membro com toda força, eu ficava mais duro a cada vai e vem da sua mão habilidosa. Ele abriu o botão e o zíper devagar. Acredite quando eu digo que o som daquele zíper abrindo foi a melhor coisa tinha ouvido até ali. Eu sorri em silêncio. Pensei que finalmente me livraria da calça que já começava a ficar apertada demais com minha ereção pressionada. Mas ele não fez nem menção em tirá-la. Algo me dizia que aquela era sua verdadeira intenção. O "quase". Ahhhh o "quase". Esse "quase" desgraçado é uma tortura inimaginável.

Com o zíper totalmente aberto, Viktor continuou me tocando, agora por cima da boxer branca, que por sinal ele adorava. Seu toque ficava mais quente a cada camada de tecido que ele tirava do caminho, imaginava quando ele tiraria aquela maldita luva e me deixaria sentir o calor da sua mão me tocando como só ele sabia fazer. Ao invés disso ele parou, me fazendo bufar em contestação. Pensei que ele ia parar por ali, me enganei. Ele apoiou as mãos nos meus joelhos mantendo minhas pernas mais separadas. Senti o peso do seu corpo de inclinando e de repente senti sua respiração pesada na minha braguilha. Ele passava a ponta do nariz ao longo da minha ereção e fungava na extremidade mais baixa. Eu sentia meu rosto arder de vergonha pela exposição, ao passo que sentia meu pau latejar.

— O cheiro do seu sexo é inebriante Yuri... — Sua voz parecia de fato embargada, quando terminou de falar ele mordeu minha glande por cima da boxer, eu soltei um gemido alto e tentei mover as pernas mas ele as segurava com muita força. Me arrependi do gemido, mas já era tarde. Gemi de novo, dessa vez chamando pelo seu nome. Levei outra mordida, e outra, e mais uma. A sensação era de dor e prazer, tudo junto. Eu castigava os braços da poltrona apertando a ponto de rasgar o estofado. Antes ela do que eu! Eu pensava e apertava mais forte. Enquanto não me calasse as mordidas não parariam - e eu não sabia se queria que parasse - mas me calei. Quando finalmente me acalmei, Viktor parou de me morder e passou a depositar leves beijos puxando o tecido com os lábios. Eu estava enlouquecendo com aquilo. Num segundo seus dentes me castigavam e no outro ele me beijava com suavidade. Ele insistia nos beijos e de repente eu desejava ser mordido de novo! Não que os beijos não estivessem bons, eram ótimos, mas os nervos pulsando em resposta às suas mordidas era tudo que eu queria sentir. Mas como? Eu não podia simplesmente pedir. Eu não estava raciocinando direito. Acima de tudo precisava sentir aquela pulsassão novamente. Não me aguento e gritei.

— Ande logo com isso Viktor! — Protestei. Me surpreendi com minha própria voz que soou como uma ordem. Não, espera, um submisso dando uma ordem para seu dominador?? Ops, cometi um erro. Um erro grave. Era tarde demais. Viktor soltou minhas pernas e se levantou, tive vontade de chorar e implorar que ele voltasse, mas não queria piorar as coisas.

— Você foi um mal menino Yuri... — ele falou depois de um tempo em silêncio, sua voz soava triste, parecia que tinha brochado. Queria me desculpar, mas não sabia como. O que ele queria que eu fizesse? O que um submisso faz quando erra? Ele não havia me falado nada disso nas regras, na verdade ele só me deu uma regra - e eu não fui capaz de seguir. 

Queria morrer ali mesmo! Eu o havia decepcionado. Estava tão bom e eu tinha estragado tudo! Eu e essa minha histeria descontolada! Senti minhas lágrimas ensopando a venda nos meus olhos, definitivamente eu não queria que ele a tirasse naquele momento. Que tipo de homem chora na hora do sexo? Espera, aquilo era sexo? Bem... era quase... Mas eu queria aquele "quase" desesperadamente!! Resolvi que tinha de fazer alguma coisa, mas ainda não fazia a mínima ideia do que poderia agradá-lo ao invés de ofendê-lo.

Viktor continuava em silêncio, tentei imaginar sua expressão. Será que ele havia desistido de me fazer seu submisso? Não! De jeito nenhum eu poderia deixar isso acontecer! O silêncio dele estava me torturando, eu precisava agir! 

Eu o ouvi suspirar, e enfim uma frase curta: — O que eu faço com você agora Yuri... 

Eu não sabia se ele queria que eu respondesse ou se estava perguntando a si mesmo. Pela direção do som da sua voz percebi que ele estava um pouco distante, talvez na cama. Resolvi me mexer, eu estraguei tudo, precisava consertar!

Levantei da poltrona e tirei a venda, a visão embassada por causa das lágrimas tentava se adaptar à pouca claridade do quarto, enxerguei Viktor sentado na cama de frente pra mim. Andei até ele e me ajoelhei na sua frente, com as mãos no chão eu me prostei totalmente à ele e falei baixinho — Pode me castigar Vi, pode me bater se quiser, eu aguento. Mas por favor, me faça ser seu submisso perfeito.

Eu me mantive na mesma posição esperando a ordem para me levantar. Não ousava seque levantar a vista para ver o semblante dele, apenas fique ali mergulhado na minha insignificância diante do homem que eu amava e pelo qual faria qualquer coisa.

Viktor pôs a mão sobre minha cabeça, sentir seus dedos adentrando meus cabelos foi sem dúvida a melhor sensação desde a minha terrível falha, entretanto durou só alguns segundos, assim que seus dedos apanharam uma boa porção dos meus negros fios eu senti um puxão forte levantar minha cabeça.

A visão que eu tive foi a mais prazerosa, e ao mesmo tempo, assustadora daquela noite: Viktor estava apoiando o peso do corpo no braço sobre a cama, seu outro braço esticado suspendendo minha cabeça pelos cabelos, uma força absurda que parecia que arrancaria meu couro cabeludo. Ele olhava no fundo dos meus olhos, o seu rosto estampava um sorriso voluptuosamente maléfico, eu me afundei naquelas duas piscinas que eram seus olhos.

— Lembre-se meu porquinho... foi você quem pediu!

Ele parecia satisfeito e aquilo me fez esquecer de tudo, minha mente estava em branco, o jogo recomeçaria. Ele estava feliz, e eu também.


Melhor eu parar por hoje. Se o Viktor me ver excitado do jeito que estou agora, ele vai achar que eu tô vendo pornografia no notebook e vai acabar encontrando esse diário.


Notas Finais


Heeeeita!!! Lá se foi mais um!

Bjks meu amores, até o próximo capítulo!


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