História Jogo de Sedução - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Victuri, Victuri Lemon, Victuri Yaoi, Viktor X Yuri, Yuri X Viktor
Exibições 201
Palavras 2.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sei que hoje saiu episódio novo, o fandom inteiro está em polvorosa, mas eu prometi, então estou aqui com capítulo novo.
Vamo simbora!!!

Capítulo 3 - A punição


Fanfic / Fanfiction Jogo de Sedução - Capítulo 3 - A punição

02/12/2016

Já se passaram três dias desde meu aniversário - e da minha iniciação como submisso - e o Viktor não tem me tocado esses dias. Será que ele tá chateado com alguma coisa? Ou está com medo de me machucar? Ele fica me perguntando o tempo todo se tá tudo bem. Eu já disse milhares de vezes que estou bem, ou não estou sendo convincente ou ele está sendo paranóico! A verdade é que eu quero repetir tudo de novo, mas estou com vergonha de pedir, não sei porquê! Aff, eu sou muito tímido, preciso mudar isso.

Eu andei pesquisado sobre essa relação de Dominação/Submissão, depois dessa minha primeira experiência eu fiquei interessado no assunto, além do mais se eu quero ter outra sessão com o Viktor preciso estar informado! Não vou me deixar ser pego de surpresa como na primeira vez. Bem, eu vou escrever sobre minhas descobertas depois, agora quero terminar de descrever o que aconteceu depois que eu praticamente pedi ao Viktor pra me punir pelo meu vacilo - melhor dizendo, vacilão - de tê-lo interrompido e gritando ordens pra ele.

Enfim, estava eu ajoelhado, olhando para aquele deus grego com pinta de mafioso russo que segurava minha cabeça como um troféu. Sério, ele parecia que ia me comer e não tô falando no sentido sexual da palavra. Tô falando de comer li-te-ral-men-te. Nem precisa dizer que eu tremia dos pés à cabeça né? Mas não tremia de medo, não só de medo. Tremia porque meu corpo queria pertencer àquele deus, queria ser tocado por ele com urgência, eu precisava sentí-lo.

Ele soltou minha cabeça e se levantou, eu permaneci onde estava, ajoelhado com a cabeça baixa, palma das mãos no chão (naquele momento eu agi naturalmente, mas depois que li sobre o assunto, vi que essa era uma das formas de um Sub mostrar sua rendição ao seu Dom, ponto pra mim!).

Não lembro por quanto tempo esperei, mas não movia um músculo enquanto meu mestre não mandasse. Escutei a poltrona sendo arrastada novamente, em seguida ouvi sua voz, era doce porém firme. Autoritária sem ser ríspida. O timbre de voz perfeito que faz você agir conforme o ordenado, não porque recebeu uma ordem, mas porque queria. E sim, eu queria. Eu ansiava pelos seus comandos.

— Yuuri, vem aqui. — Meu nome soava tão diferente naquela situação...

Eu apenas virei o olhar para saber onde ele estava, o vi confortavelmente recostado na poltrona onde eu estava minutos antes. Mas agora a poltrona estava de frente ao espelho. 

Seu olhar era lascivo. Eu nem me dei ao trabalho de levantar, me virei e fui até ele como um cãozinho esperando receber um afago do seu tutor. Quando estava bem próximo a poltrona eu olhei de relance, ele estava com os dedos tamborilando na boca, aquela reconfortante expressão de "bom menino" vinha à tona com o lábio um pouco repuxado como se escondesse a alegria de me ver daquele jeito. Eu olhava para o chão. Aguardando. A ordem veio sem demora.

— Fique de pé.

Eu levantei. E para minha supresa eu não estava tonto, eu tinha uma visão clara de todo ambiente, estava lúcido, quiçá confiante! Outra sensação boa que só durou alguns segundos, até eu ouvir seu próximo comando.

— Ouça com atenção Yuri, eu tenho relevado seus delitos até agora, mas você pediu, então vou te punir com mais rigor.  

Ok, ok, voltei ao normal. Foi-se embora a confiança, a lucidez, acho que até a cor fugiu da minha pele. Eu estava gelado. Mas ele estava certo, eu havia pedido. Eu e minha boca grande que disse que eu aguentava! 

Ele continuou falando, cada palavra soava como uma ameaça. — Como é sua primeira vez vamos deixar o spanking pra outro dia, mas não pense que será menos doloroso pra você, vou fazer você aprender de outra forma...

Viktor levantou, e me virando de frente para o espelho, disse: — Olhe para você Yuri, o que você vê? Responda.

— Me vejo como um animal amarrado. — respondi de forma espontânea, sem pensar muito.

— Amarrado? — o tom da sua voz fez com que eu me perguntasse se havia algo de errado na minha resposta. — Amarrado... — Quando ele repetiu eu entendi que foi a resposta errada, fui grosseiro. Tentei me corrigir.

— Digo amarrado pelas tiras entende? Não quer dizer que eu não queira estar assim, eu só... — Eu já tava gaguejando e só ia piorar, então me calei.

— Sabe o que eu vejo Yuri?

— Não. — Respondi de cabeça baixa.

— Eu vejo a personificação dos meus desejos mais íntimos... — Ele beijou meu pescoço e continuou me embreagando com aquela melodia que eram suas palavras ditas ao pé do meu ouvido. — Vejo o amor sendo entregue a mim de bandeja, para eu fazer o quiser com ele... — Ele abriu alguns botões da minha camisa, o suficiente para enfiar a mão dentro dela e alcançar meu mamilo, ele o beliscou, eu mordi o lábio para não gemer, ele continuou sussurrando. — Também vejo um menino teimoso, que precisa ser educado para aprender a não desafiar seu dono.

Dito isto ele mais uma vez puxou meus cabelos sem nenhuma delicadeza, deitando minha cabeça no seu ombro, e manteve os chupões quentes e molhados no meu pescoço e na minha orelha - que já estava ardente com as palavras e agora estava lambuzada com sua saliva. Ele também brincava com meus mamilos apertando, torcendo e puxando, trocando do direito para esquerdo, aquilo era realmente bom, doloroso, porém bom. Quando ele desceu a mão até meu sexo, que já estava enrijecido, eu me empinei, senti que ele também estava duro. Me animei e sugeri um leve movimento nos quadris, tentando roçar nele e sentir seu membro mais de perto, mas a represália foi imediata. Ele apertou meu pênis com tanta força que eu vi estrelas e me afastei na hora.

— Fique quieto Yuri, não se apresse. Aprenda que, na sua posição, nada acontece quando e como você quer. — Ele continuava sussurrando com sua voz grave e ameaçadora.

Quando aquietei meu quadril, ele aliviou a mão. Já não estava apertando forte, mas sim apalpando. Era uma sensação gostosa e agradável depois da dor aguda que eu tinha sentido segundos antes. Voltei a endurecer, mas me mantive parado, do jeito que ele queria. Ele baixou a boxer revelando meu pênis totalmente ereto, ele não olhava para baixo, olhava para frente, para o nosso reflexo. Mas meus olhos estavam no teto, sempre que eu tentava mover a cabeça recebia um puxão, então desisti. Quando ele quisesse soltar minha cabeça, soltaria.

Ele passou a me masturbar violentamente, seu ritmo me enlouquecia. E eu queria olhar, ahhh como eu queria! Queria ver a expressão dele pelo espelho, queria ver seus movimentos, mas ele não deixava, eu só via o teto que pra mim começava a se mover num espiral, eu estava chegando ao clímax. Quanto mais eu queria ver, mais Viktor puxava minha cabeça para trás. Eu senti minhas pernas estremecendo e então tudo parou. Eu queria morrer, queria gozar, queria gritar, gritar seu nome e pedir por Kami que ele continuasse!!! Nenhum som saía da minha boca, eu apenas lutava pra respirar.

Viktor ergueu minha cabeça fazendo-me fitar o nosso reflexo, ele estava deslumbrante, como pode?! Eu ali me desfazendo e ele sequer suava! Ele me olhou nos olhos pelo reflexo no espelho e disse — Yuri, ainda se vê como um animal amarrado? Responda, quero ouvir sua voz.

— Não Viktor.

— Você está entendendo sua punição?

Eu olhava pra ele confuso, meu primeiro pensamento foi "isso é um castigo?", mas antes de falar eu tentei recapitular tudo que havia sentido até ali. A minha conclusão foi que aquilo não era só um castigo, era uma tortura! Ele me controlava, controlava todos meus sentidos. Eu me apressei em responder.

— Sim Viktor, eu entendo.

— Diga-me, você quer gozar não quer?

— Oh sim, eu quero, por favor. — Ele riu, eu adorei ver o seu sorriso, achei que ele continuar ali e agora, mas minhas esperanças foram por água abaixo quando ele voltou a falar..

— Você não vai. — Foi um balde de água fria. — Mas você quer olhar não é? Vou deixar você olhar, eu vou continuar, e você não deve gozar até eu dizer que pode. Entendeu?

— M-mas... — Ele lançou o olhar assassino e eu nem pensei duas vezes antes de responder. — Sim. Eu entendi. — Não fazia a menor ideia de como obedeceria àquela ordem.

Ele voltou a me masturbar devagar. Ainda usava as luvas e naquele momento eu até agradeci pelas luvas, suas mãos nuas me tocando seria perigoso demais pra mim. Ele passou o polegar pela ponta e apertou de leve minha glande, eu fechei os olhos. 

Ele apertou mais forte e sibilou no meu ouvido compassadamente, quase soletrando: — A.B.R.A O.S O.L.H.O.S Y.U.R.I — Eu nem preciso dizer que me tremia todo né?

Eu olhava aquela cena sem saber como poderia sobreviver àqueles movimentos sem gozar. Tentei pensar em outra coisa, mas não dava, não de olhos abertos vendo-o fazendo aquilo. Não sei porquê eu queria tanto ver! Na hora me parecia uma boa ideia, mas depois que ele me ordenou que mantivesse os olhos abertos eu não conseguia desviar mais, e a vontade de gozar era imensa. Comecei a sentir um forte incômodo no pênis e nos testículos, era uma dor intensa, mas o vai e vem intensificava o prazer.

— Olhe para o seu pênis Yuri, você está vendo como ele pulsa? É uma delícia não é? — Eu não queria olhar, era excitante demais, se eu olhasse eu com certeza desobedeceria sua ordem de não gozar. E agora? — Olhe!

— Po-por favor Vi-Viktor. — A minha voz falhava, eu não aguentava mais. Ver ele me masturbar daquela forma foi delicioso.

— Por favor o quê?

— Por favor, me deixe gozar! — Pedi de uma vez! Fodam-se as consequências! Eu aguentaria depois, naquela hora eu só pensava em me desfazer na mão dele.

Ele sentou na poltrona e disse friamente: — Tudo bem. Termine, não quero sujar minhas luvas.

E mais um balde de água fria! Não foi do jeito que eu esperava. Queria que ele me tocasse, queria gozar pela mão dele. Caiu a ficha. Aquilo também fazia parte da punição. A humilhação fazia parte do seu jogo. Mais uma vez o controle era todo seu. Eu não tinha qualquer direito sobre meu corpo, sobre minhas emoções, era tudo dele. 

Eu não queria me ver fazendo aquilo, estava envergonhado, virei de costas e dei de cara com ele, me observando, esperando, eu não tinha pra onde fugir. Recomecei de onde ele havia parado. Vi que ele estava despojado na poltrona, com o cotovelo escorado no braço estofado e segurando o queixo. Seu semblante era um misto de santidade e pecado. Percebi que ele estava gostando. Mesmo assim não consegui continuar de pé, me ajoelhei apoiando uma mão no seu joelho, eu o apertava e ele não reclamou, foi a primeira vez que ele deixou que eu o tocasse. Tomei coragem e levantei o olhar, queria que ele me visse gozando, queria olhar nos olhos dele e mostrar que eu aguentaria aquilo até o fim. E foi assim que me masturbei pra ele, até que finalmente gozei, gemendo o nome dele e espalhando sêmen pelo carpete do quarto.

Estava ofegante. Queria tirar minha roupa, as amarras, a coleira. Tudo aquilo estava me sufocando. Ele me puxou pelas tiras de couro que desciam pelo meu peito e eu fiquei face a face com ele.

— Muito bem Yuri, você foi ótimo. — Eu queria sorrir, mas não conseguia. — Vou te dar um bônus.

Pensei que ele fosse me beijar. Errei. Errei feio. Mas eu juro que ouvi a palavra "bônus" na sua frase. Contudo errei feio nas minhas espectativas porque quando tentei beijá-lo ele se esquivou e soltou as tiras me jogando de volta no chão. O que seria depois disso? 

Pensei que ele estava contente! E estava, mas seu lado Dom não era nada fofo, era sádico, maquiavélico. Algo me dizia que eu ainda ia sofrer mais um pouco antes daquele jogo acabar.


Notas Finais


Heeeeiittaaa!!!! Acabou por hoje, eu acho.

Volto o mais rápido possível com o próximo capítulo. Espero que tenham gostado e deixem suas impressões, reclamações, expectativas. Só não me xinguem 💜 PAZ.


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